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Apesar da forte queda da Soja em Chicago, preços se mantém estáveis no Brasil e fundamentos mantém tendência altista

Publicado em 19/05/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO 

A Bolsa de Chicago (CBOT) recuou nesta quarta-feira para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações negativas de até 4,25 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/21 foi cotado à US$ 6,58 com estabilidade, o setembro/21 valia US$ 5,67 com perda de 4,00 pontos, o dezembro/21 era negociado por US$ 5,39 com desvalorização de 4,25 pontos e o março/22 tinha valor de US$ 5,45 com baixa de 4,00 pontos.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,70% para o setembro/21, de 0,74% para o dezembro/21 e de 0,73% para o março/22.

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR US$/MT
jul/21 658,25 0 259,15
SEP 2021 567 -4 223,23
DEC 2021 539 -4,25 212,20
mar/22 545,25 -4 214,66
Última atualização: 16:03 (19/05) Preço $/MT sem premio 

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho dos Estados Unidos caíram acentuadamente na quarta-feira, com traders observando a venda por fundos de investimento à medida que os contratos de commodities despencavam nos principais pontos de suporte técnico.

A publicação destaca que, quedas acentuadas no mercado de petróleo bruto desencadearam uma rodada de negociações sem risco por especuladores que acumularam apostas otimistas em commodities agrícolas nos últimos meses devido a preocupações com a escassez de oferta.

“A energia está sendo despejada muito hoje. Todo mundo está nervoso com o que está acontecendo e estamos em liquidação”, disse Mark Schultz, analista-chefe de mercado da Northstar Commodity.

A demanda forte da China por milho continua e novas compras continuam sendo feitas pela nação asiática no mercado norte-americano. Nesta quarta-feira (19), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma nova venda de 1,360 milhão de toneladas de grãos da safra 2021/22 para os chineses. "Em maio, o USDA já anunciou vendas de 9,45 milhões de toneladas para a China, volume recorde", informa a Agrinvest Commodities. 

No reporte do departamento americano, há ainda uma venda de 142,5 mil toneladas de milho 2021/22 também para o México. 

Dados divulgados pela  Administração Geral de Alfândegas da China nesta quarta-feira mostram que as importações chinesas de milho em abril foram de 1,85 milhão de toneladas, 108,6% a mais do que no mesmo período do ano passado. 

Uma notícia publicada nesta semana pelo portal Global Times traz em destaque a demanda chinesa por milho que este ano poderia alcançar recorde nas importações e superar os 30 milhões de toneladas. 

Especialistas ouvidos pelo site afirmam ainda que as importações seguem fortes mesmo diante de um aumento projetado para o plantio de milho na China frentes aos bons preços do cereal no país. 

Ainda de acordo com os dados apurados pelo Global Times junto do Ministério da Agricultura do país, a área de milho poderia alcançar 42,7 milhões de hectares, 3,4% a mais do que em 2020.  Assim, a produção está inicialmente projetada em 272 milhões de toneladas, 4,3% maior do que a anterior. 

O incremento de área na China, todavia, é limitado e insuficiente para, de alguma forma, limitar as importações projetadas para este ano, uma vez que as áreas agricultáveis no país não são muitas. 

"Este ano deveremos ver uma continuidade do momento forte das importações de milho do ano passado, que podem romper os 30 milhões de toneladas", diz o gerente geral da Longping Biotechnology, Lu Yuping, ao Global Times. 

Do mesmo modo, tambem ao portal internacional, Wang Gangyi, professor da Northeast Agricultural University, afirmou que "o preço do milho importado, mesmo incluindo os custos de transporte, é muito mais baixo do que o do milho doméstico. As empresas de processamento e ração de milho ainda escolherão o milho importado". 

Assim, para outro analista chinês, as importações do país poderiam alcançar 40 milhões de toneladas nesta temporada. 

Nos mercados asiáticos de milho, os futuros na bolsa chinesa de Dalian ficaram estáveis em CNY 2.761/t (429,72/t) para maio, de acordo com informações obtidas pela equipe do Grupo SAG-KK. As ofertas de milho no Vietnã se firmaram e foram ofertadas a US$ 322,50/t CIF Phu My e Cai Mep, no sul do país para carregamento em julho e a US$ 320,50/t CIF Hai Phong no norte do país para carregamento em agosto-setembro, enquanto a Coreia do Sul permaneceu quieto.

No Mar Negro, o mercado de milho ucraniano foi amplamente silenciado, pois ainda havia um número muito limitado de vendedores. Mas do lado do comprador, ainda apenas um punhado de ideias de compra foram relatadas e nenhuma delas estava dentro do alcance das poucas ofertas como sinais de que a Argentina recuperou o ímpeto.

As ofertas para o carregamento de milho em junho estavam em torno de US$ 325/t CFR contra a compra de ideias em US$ 313- $ 314/t CFR Egito. Para o hub de Up River, as indicações de carregamento imediato em junho e julho continuaram a ser ouvidas em torno da paridade com o contrato futuro de julho, com os níveis de negociação provavelmente sendo concluídos com um pequeno desconto.

O Brasil permaneceu quieto enquanto o país continuava a digerir as perspectivas para a produção do país, com o estado do Paraná relatando mais uma vez uma nova queda na proporção do milho classificado como “bom”. Finalmente, nos EUA, as indicações de barcaças CIF no Golfo dos EUA foram ligeiramente mais baixas na maioria dos meses imediatos, com as ofertas caindo lentamente e as ofertas marcadamente mais fracas.

Na última quarta-feira (12/05/2021) o USDA atualizou a estimativa do milho para a safra 20/21 e publicou o primeiro relatório para a safra 21/22. Para o ciclo 20/21, a produção mundial apresentou queda de 0,76% ante o último relatório, puxada pela redução na estimativa brasileira de 6,42%. Com relação à safra 21/22, foi projetado um acrescimo de 5,44%, para a produção mundial, sendo impulsionado pelo crescimento na oferta dos EUA, China e Brasil, que registraram aumento de 3,69%, 2,18% e 15,69%, respectivamente, ante à safra anterior.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com essa elevação, a safra brasileira deve atingir uma produção de 118,00 milhões de toneladas, recorde para o país. Com isso, as exportações brasileiras foram projetadas em 43,00 milhões de toneladas, alta de 22,86% em comparação à safra 20/21. Por fim, o consumo mundial ampliou em 2,32% para safra 21/22, ficando projetado em 1,17 bilhão de tonelada.

Seguindo o mercado internacional, o indicador Imea-MT apresentou queda de 3,05% em relação à semana passada. Assim, o preço médio do milho disponível ficou em R$ 77,55/sc. Depois de grandes períodos de alta, o contrato corrente na CME-Group registrou queda de 2,49% em relação à semana passada, após a realização de lucros no mercado. Assim, as cotações ficaram em US$ 7,34/bu na média semanal.

As cotações do milho na B3, também cairam, mesmo com a baixa disponibilidade do grão no país os preços registraram queda de 0,37% na semana. Assim, o preço do cereal ficou cotado na média semanal em R$ 102,38/sc. Com grandes quedas nos preços, a paridade jul/21 apresentou queda de 6,82%, fechando a semana com média de R$ 72,72/sc.

miho  
       
  B3 (Bolsa)   US$/MT
jul/21 97,75 -0,44% 306,23
set/21 96,4 -0,12% 302,01
nov/21 97 0,00% 303,88
jan/22 98,7 -0,40% 309,21
Última atualização: 18:00 (19/05) Preço $/MT sem premio 

Os preços futuros do milho tiveram uma quarta-feira baixista na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,19% e 0,40% ao final do dia.

O vencimento julho/21 foi cotado à R$ 98,18 com perda de 0,27%, o setembro/21 valia R$ 96,52 com queda de 0,19%, o novembro/21 era negociado por R$ 97,00 com baixa de 0,24% e o janeiro/22 tinha valor de R$ 98,70 com desvalorização de 0,40%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os grandes compradores brasileiros seguem de olho na safrinha e acompanhando as chuvas que voltaram na semana anterior e estão previstas para os próximos dias.

“Vai se definindo uma safrinha que, talvez, não seja tão ruim quanto o que se esperava, já que as perdas que vinham crescentes se amenizaram. Tem perdas? Tem, muito grandes em alguns produtores, mas agora a condição já melhora e a colheita é em poucos dias. Isso pesa no mercado”, pontua Brandalizze.

O mercado do milho está permanecendo um pouco inalterado no estado do Rio Grande do Sul. O mercado não se mostrou diferente no dia de hoje, e poucos foram os produtores que se dispuseram a comprar lotes no mercado. Entre os compradores, a impressão que fica é que estes se interessam mais pela procura de substitutos ao milho, sem dar contrapartidas nas poucas ofertas disponíveis. Tapejara e Marau indicaram R$ 101,00 no CIF, e um comprador de Passo Fundo indica R$ 99,00 pela saca. Não ouvimos negócios reportados.

Santa Catarina tem volumes pontuais no Oeste a R$ 101,00 no diferido e o mercado lento. De acordo com nossos correspondentes, as negociações de milho apresentaram um dia mais calmo hoje no mercado de Santa Catarina, em que pese a falta de apetite de compradores, após alguns dias de lotes maiores sendo fechados. Negócios restritos e pontuais foram vistos no Estado, para pagamentos  curtos, de acordo com a necessidade de caixa do produtor, masnada que movimentasse maiores volumes.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$ US$/MT
19/05/2021 102,72 -0,49% 2,97% 19,33 321,80
18/05/2021 103,23 2,13% 3,48% 19,68 323,40
17/05/2021 101,08 -0,26% 1,32% 19,2 316,67
14/05/2021 101,34 -0,44% 1,58% 19,23 317,48
13/05/2021 101,79 -0,59% 2,03% 19,21 Preço $/MT sem premio 

 No Paraná, o milho safrinha cai na semana, mas se mantém em relação ao mês. A notícia que abalou o mercado paranaense veio  do  Deral: As qualidades das lavouras, pela sexta semana consecutiva, pioraram. Segundo o órgão, 48% das lavouras estão em condições boas, 26% médias, e  ruins em um  percentual de 26%. Na semana passada, respectivamente,  estes  números eram  de 47%,  28%  e  25%. A colheita encontra-se  praticamente finalizada no Estado (99%), onde somente Curitiba (98%) e União da Vitória (90%) seguem colhendo.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “no mercado interno, a dinâmica teve poucas alterações, com os participantes cautelosos. No entanto, o dólar tem perdido força contra uma cesta de outras moedas fortes atingindo o menor nível desde fevereiro”.

A SAFRAS & Mercado destaca que o mercado brasileiro de milho deve seguir atento ao cenário de preços no mercado internacional. “O movimento de queda na CBOT pode contribuir para uma maior fixação de oferta por parte dos produtores, favorecendo um movimento de baixa nas cotações, ainda que a situação da safrinha esteja cada vez pior no Brasil devido à estiagem”.

“Há aumento da fixação de oferta em vários estados, resultando em abrupta queda dos preços. Os consumidores passam a se ausentar do mercado neste momento, o que tende a favorecer nova queda das indicações”, comenta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Para Iglesias, o clima ainda é uma preocupação recorrente, com chuvas irregulares em diversos estados do Centro-Sul. “A tendência é que a indicação de quebra da safrinha seja ainda maior ao final do mês”, avalia.

 


SOYBEAN - SOJA

Uma combinação de fatores, entre fundamentais e técnicos, pesou severamente sobre o mercado da soja na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (19), levando os preços a concluirem o dia com perdas de mais de 30 pontos nos principais vencimentos. O julho ficou em US$ 15,36 e o novembro com US$ 13,69 por bushel.

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
jul/21 15,3825 -36 -2,29
ago/21 14,855 -35,75 -2,35
set/21 14,07 -31,5 -2,19
nov/21 13,6925 -30,25 -2,16
 
Última atualização: 16:00 (19/05)  

Como explicou o economista e analista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, o mercado encontrou espaço para uma correção forte como esta depois de registrar suas máximas em nove anos na CBOT. 

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
abr/21 -35
mai/21 -10
jun/21 0
fev/22 25
Última atualização: 19/05/2021
   

Parte da pressão veio das melhores condições de clima nos EUA, o que não só permite um avanço em ritmo recorde do plantio da safra 2021/22, bem como favorece o desenvolvimento das lavouras. As chuvas já começam a chegar em regiões importantes que vinham sofrendo com a seca e a semeadura em estados importantes como Iowa, Illinois e Minnesota, passam de 80% com área plantada, bem acima da média dos últimos anos. 

Além do clima melhor no Corn Belt, a pressão das demais commodities - em especial o petróleo e o óleo de soja - ajudaram a pesar sobre os futuros da oleaginosa. 

De outro lado, o mercado continua encontrando suporte no quadro fundamental. Como lembra Motter, mesmo com uma safra regular vinda dos EUA na temporada 2021/22, os estoques finais seguirão muito ajustados. Assim, mesmo que o mercado agora passe por um momento de certa &39;calmaria&39;, ainda tem todo o clima nos EUA para viver e, na sequência, voltar seus olhos para a nova temporada na América do Sul. 

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 561,54   19/mai
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 545,36   19/mai
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 554,51   19/mai
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 177 por saca  

De acordo com a equipe do Grupo SAG-KK, as margens de esmagamento da China se recuperaram um pouco, mas continuam negativas. As importações de milho da China aumentaram 108,6% no ano para 1,85 milhão de toneladas em abril, com o país agora  acumulando  8,58  milhões  de  toneladas  nos primeiros quatro meses de 2021, alta de 301,2% no ano, mostraram dados oficiais da alfândega.

As importações chinesas de carne suína em abril ficaram em 430 mil toneladas, um aumento de 8,7% no ano, com 1,59 milhão de toneladas importadas em 2021 até agora.

Enquanto isso, o Brasil continua exportando grandes volumes de soja, com o país embarcando 8,8 milhões de toneladas da oleaginosa nas duas primeiras semanas de maio, uma média diária 25% superior no ano. O plantio de soja nos Estados Unidos saltou 19 pontos percentuais  na  semana,  para  61%  concluído  em 16  de maio, à frente de uma média de 37% típica para a época do ano.

Na origem, os  prêmios de base brasileira permaneceram praticamente inalterados,  já que  a  demanda chinesa  por entregas próximas permaneceu quieta. No mercado de papel de Paranaguá, os contratos para entrega em julho foram avaliados em menos 35 c/bu prêmio sobre o futuro de julho, estável no dia, equivalendo a $ 565,75/t, $ 5,00/t mais baixo no dia seguinte ao CBOT. No mercado FOB da Argentina, depois de alguma alta ontem, os prêmios de base caíram com os embarques de julho avaliados em menos 50 c/bu no contrato de julho, 10 c/bu mais baixo no dia.

As  margens  de  esmagamento  ainda  são  negativas,  mas  tiveram  uma  recuperação  pelo  segundo  dia  consecutivo, apoiadas pela alta nos contratos de óleo de soja e farelo de soja na Bolsa de Dalian. O  mercado  de  soja  APM-6  China  para  embarque  em  julho  da  opção  mais  barata  foi  avaliado  em  128c/bu  sobre  o futuro de julho, equivalente a US$ 635,25/t, alta de US$ 6,25/t no dia. 

No mês de abr/21, o total de soja esmagada foi de 956,08 mil toneladas de soja, o que representa uma queda de 1,63% em comparação a março de 2021, visto que no mês anterior foi registrado o maior processamento do ano até o momento, 971,90 mil toneladas.

  soja US$ 5,32
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
jul/21 33,95 180,61 -2,13%
   
Última atualização: 15:21 (19/05)  

De acorco com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), um dos motivos que limitou este avanço mensal foi a parada pontual de algumas esmagadoras para a realização de manutenção preventiva.  Diante desse cenário, o acumulado processado neste ano encontra-se 4,32% inferior ao do mesmo período de 2020, reflexo da menor oferta do grão e dos atrasos na colheita da safra 20/21. Além disso, o Governo Federal resolveu manter a redução da mistura obrigatória do biodiesel ao diesel em 10% para o quarto bimestre do ano, o que pode continuar impactando negativamente a evolução do esmagamento nos próximos meses. 

No Brasil, permacem pontuais e restritos os novos negócios, com os produtores tendo registrado já um elevado percentual de comprometimento da soja 2020/21 e esperando oportunidades melhores para a safra 2021/22. 

"Os preços seguem em patamares muito remuneradores, muito bons. Claro que o produtor, em razão de ter vendido muito antecipadamente, está vendendo de forma comedida no decorrer, espaçando melhor durante o ano, o que acho uma medida extremamente correta, pode aproveitar eventuais rallies climáticos e especular um pouco com esse excedente da produção. Mas não dá para &39;jogar no lixo&39;  os patamares que estamos vivendo. Não estão no topo, mas estão altamente remuneradores", explica Camilo Motter. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
19/05/2021 174,08 -1,30% -3,14% 32,75
18/05/2021 176,38 -0,09% -1,86% 33,62
17/05/2021 176,54 -0,17% -1,77% 33,52
14/05/2021 176,84 -0,80% -1,60% 33,56
13/05/2021 178,27 -2,57% -0,81% 33,64

O analista lembra que quando as cotações da soja na CBOT atingiram suas máximas, o mercado contava com uma taxa de câmbio bem mais baixas e prêmios muito negativos. "Então, acredito que seguimos nos melhores patamares da história", diz. 

Os preços da soja seguem caindo no estado do Rio Grande do Sul, com cerca de 20 mil toneladas negociadas.Embora os preços tenham encontrado uma baixa, o mercado de hoje não parou totalmente. Mesmo estando ainda em uma taxa normal de venda de volumes para o período, os negócios de 20.000 toneladas a preços inferiores são um bom indício para os movimentos futuros.

Em Santa Catarina, temos outro dia sem movimentos, com preços que sobem. As ofertas para soja catarinense referente aos poucos volumes que sobram continuam bastante defensivas. Quanto aos preços no porto de São Francisco do Sul, é notável uma grande volatilidade. Por conta disso, tanto o comprador quanto o vendedor decidem esperar e com isso apenas negócios muito pequenos, menores de 1.000 toneladas acontecem. 

O estado do Paraná está desvalorizando e a demanda está prejudicada. Além da demanda menor do que de costume os futuros e valores da soja se mostram muito voláteis, um aspecto afeta o outro, a oferta assim como a disposição dos compradores de pagar valores mais altos na soja diminui e isso diminui os preços ainda mais, que voltam a afetar a demanda, afastando os agentes do mercado, nenhum negócio ocorreu hoje.

No Mato Grosso do Sul o mercado está absolutamente parado. As ideias em relação a ontem foram mantidas e nenhum negócio foi feito, acontecimento natural considerando o bom volume vendido na semana passada, o vendedor está capitalizado e portanto aguarda por melhores preços, no entanto com cotações e dólar em baixa, essa ideia se mostra pouco provável.

 

SUGAR - AÇUCAR

July NY world sugar 11 (SBN21) on Wednesday closed down -0.26 (-1.51%), and Aug London white sugar 5 (SWQ21) closed down -4.20 (-0.92%) at $453,50.

Sugar prices on Wednesday moved lower as they tracked losses in crude prices.  Crude oil tumbled more than -3% Wednesday to a 3-week low, which undercut ethanol prices and was bearish for sugar.

Losses in sugar were limited by supply concerns after Conab on Tuesday forecast that Brazil 2021/22 sugar production will fall -5.7% y/y to 38.9 MMT.  Conab also cut its Brazil 2020/21 sugar production estimate to 41.3 MMT a Dec forecast of 41.8 MMT.

Sugar prices also have support last Friday&39;s increase in Brazil ethanol anhydrous prices to a record 3.0488 BRL/liter.  Higher ethanol prices may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward ethanol production rather than sugar productions, thus curbing sugar supplies.

US$/MT
391,43
Preço $/MT sem premio 

Last Wednesday, sugar prices rallied to 2-3/4 month highs on concern excessive dryness in Brazil will curb sugar yields.  On Apr 29, Czarnikow said rain in Brazil&39;s Center-South region October through March was 36% below average, the biggest drought in more than a decade.  Sao Paulo, which makes up 68% of Brazil&39;s total cane production, has seen the driest weather in 20 years in five of the six months through March, and yield losses could be as high as 20% in some areas, according to Somar.  Also, Wilmar International on April 19 said that because of prolonged dryness, Brazil&39;s 2021/22 cane crop "may barely reach" 530 MMT, down -12% y/y and the lowest in a decade.

In a bullish factor for sugar prices, Unica reported last Wednesday that 2021/22 Center-South sugar production (Apr/Nov) was down -25.5% y/y in the second half of April to 1.515 MMT.  The percentage of cane used for sugar fell to 44.54% in 2021/22 45.76% in 2020/21.

US$/MT
453,50
Preço $/MT sem premio 

On the negative side is higher sugar output in India, the world&39;s third-largest sugar exporter.  The Indian Sugar Mills Association reported Monday that India&39;s sugar output during Oct 1-May 15 rose +14% y/y to 30.36 MMT 26.53 MMT a year earlier due to a bumper crop and increased cane crushing.

Sugar has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter.  The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported March 17 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Mar 15 fell -8.2% y/y to 7.5 MMT.

As cotações futuras do açúcar recuaram mais de 1% na Bolsa de Nova York e 0,92% em Londres nesta sessão de quarta-feira (19). Além de ajustes ante a véspera, o dia foi marcado por perdas generalizadas das commodities acompanhando o financeiro dos Estados Unidos.

O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York registrou desvalorização de 1,51%, cotado a US$ 16,95 c/lb, com máxima de 17,10 c/lb e mínima de 16,85 c/lb. Enquanto que o tipo branco em Londres perdeu 0,92%, negociado a US$ 453,50 a tonelada.

O mercado do açúcar nas bolsas externas oscilou negativamente durante quase todo o dia com pressão por algum movimento de realização de lucros, após preocupações com a oferta global associadas com a safra brasileira, além de acompanhar o financeiro com queda generalizada das commodities.

Na véspera, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a safra 2021/22 de cana no Centro-Sul em 574,8 milhões de t, o que representa uma queda de 4,6% ante a temporada 2020/21, mas o número ainda pode ser revisado. Caso confirmado, seria a menor produção desde 2018/19.

Segundo a agência de notícias Reuters, o amplo declínio nos mercados de commodities nesta quarta está associado com temores sobre o aumento da inflação nos Estados Unidos, que pode levar o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) a aumentar as taxas de juros.

Ainda assim, segue atenção aos fundamentos. "Os revendedores disseram que o mercado permaneceu sustentado pelo clima adverso e menor área plantada no principal exportador do Brasil, onde alguns agricultores passaram a cultivar milho e soja", segundo a Reuters.

Os petróleos WTI e Brent recuavam quase 5% nesta tarde de quarta-feira e contribuíam para as perdas. Além disso, o dólar registrava alta moderada sobre o real, o que tende a encorajar as exportações, mas em compensação contribui para o recuo nos preços internacionais.

Segunda a consultoria Barchart, com a queda do petróleo, o etanol também pode cair, reduzindo a oferta do biocombustível no mercado, mas podendo fazer com que as usines migrem para o açúcar e elevem a oferta do adoçante no mercado.

A primeira quinzena de maio foi de preços valorizados para o açúcar, apesar de alguns ajustes nos últimos dias, como ontem. Como referência, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, caiu 0,61%, cotado a R$ 115,00 a saca de 50 kg.

A safra 2021/22 de cana-de-açúcar no estado de São Paulo começou em abril com o maior valor mensal de ATR da série histórica do Conselho dos Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana-SP), a R$ 1,0141/kg ATR. O dado reflete os altos valores de negociação de nove subprodutos do açúcar e do etanol no mercado externo e no Brasil em meio dados que apontam para uma quebra na nova temporada.

Os preços para a cana campo em abril, mês que marca oficialmente o início da nova safra, foram sugeridos em R$ 110,73 por tonelada pelo conselho. Enquanto que o da cana esteira ficou em R$ 123,69/t.

“Fechamos a safra 2020/21 com valor alto [R$ 1,0336/kg ATR em março] e já iniciamos a nova temporada com mais uma variação positiva. Temos observado nos últimos anos essa tendência de aumento nos valores do ATR no início da safra. Além de uma cesta de nove subprodutos do açúcar e etanol nesse valor, não podemos desconsiderar neles a influência do dólar”, explica Maria Christina Pacheco, presidente do Consecana.

A safra 2020/21, finalizada em março deste ano, teve acumulado de R$ 0,7783/kg ATR, o maior desde o início da série histórica do Consecana iniciada em 1998. O último ano já foi marcado por altos preços do etanol e açúcar.

No início da última semana, o açúcar bruto cotado na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registrou máxima de mais de dois meses, acima de US$ 18 c/lb, acompanhando a preocupação com a oferta global em meio quebra na nova temporada de cana-de-açúcar no Brasil, maior produtor e exportador da commodity no mundo. Além disso, o etanol voltou a subir acompanhando o início lento da moagem da nova temporada e a demanda ainda fraca.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na terça-feira (18) a primeira estimativa para a safra 2021/22 de cana-de-açúcar no Centro-Sul, com projeção de 574,8 milhões de t, o que representa uma queda de 4,6% ante a temporada 2020/21, mas o número ainda pode ser revisado. Caso o volume seja confirmado, seria a menor produção no país desde a temporada 2018/19.

A produção de açúcar na região foi estimada em 35,8 milhões de t, com recuo de 6,4% na comparação anual. E a safra de etanol de cana e de milho deve cair 7,4%, para 28,36 bilhões de litros no Centro-Sul na safra 2021/22.

O levantamento de preço realizado mensalmente pelo Consecana é utilizado como referência para as negociações entre usinas e produtores em todo o estado de São Paulo. "Os preços do açúcar na bolsa e no mercado interno estão valorizados, assim como o etanol também está, além do dólar também relativamente elevado. Tudo isso levou o ATR a um preço mais elevado", destaca Roberto Sachs, membro do quadro técnico do conselho.

Apesar do alto valor do ATR neste início da nova safra, Maria Christina pontua que os custos ao canavicultor também dispararam nos últimos meses. “Como muitos produtos são cotados em dólar como adubos e herbicidas, o setor vem acompanhando custos extremamente altos. Na realidade, esse aumento de preço está compensando um aumento de custo e dá algum fôlego para o produtor já pensar na próxima safra”, explica a presidente do Consecana.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
19/05/2021 114,49 -0,44% 1,43% 21,54  
18/05/2021 115 -0,61% 1,88% 21,92  
17/05/2021 115,71 0,56% 2,51% 21,97  
14/05/2021 115,06 0,12% 1,93% 21,83  
13/05/2021 114,92 -0,27% 1,81% 21,69  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 115,04      
  valor saco $ 21,62      
  valor ton $ 432,47  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
US$/MT
430,41
432,33
435,00
432,56
Preço $/MT sem premio 

O mercado global de açúcar está bem abastecido e não possui expectativas de escassez no curto prazo, com os altos preços atuais sendo apoiados pela safra do Brasil e pela grande posição comprada mantida por especuladores, algo que pode mudar em caso de mudança nos indicadores macroeconômicos.

Essa é a visão de operadores e corretores que analisaram o mercado atual do adoçante durante apresentação na Santander ISO Datagro New York Sugar and Ethanol Conference, nesta quarta-feira.

Eles concordaram que os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE têm como um piso o preço de paridade do etanol com o açúcar para as usinas brasileiras, de cerca de 16,50 centavos de dólar por libra-peso, e um teto em torno de 19 centavos/libra-peso, dependendo de possíveis exportações não subsidiadas da Índia.

"As visões convergem para um intervalo semelhante", disse Enrico Biancheri, head de Açúcar da Louis Dreyfus.

Entre os principais fatores para uma mudança no cenário estão uma deterioração ainda maior da safra brasileira, o que poderia causar pânico nos países de destino da commodity, ou uma alteração no panorama macroeconômico nos Estados Unidos e Europa, com o aumento da inflação levando bancos centrais a subir taxas de juros --o que poderia desencadear uma liquidação por parte dos fundos.

"Se o macro reverter, você terá muitas vendas no mercado", disse Thierry Songeur, diretor-gerente do Sucden Groupe.

Jeff Dobrydney, vice-presidente sênior da corretora norte-americana JSG Commodities, afirmou que o dólar mais fraco, em conjunto com fundamentos positivos, atraiu muito capital especulativo para os futuros do açúcar. Ele não espera que alguma mudança ocorra em breve.

"O tipo de gasto que nós temos nos EUA não me permite acreditar que haverá uma liquidação guiada pelos fundos no futuro próximo", disse Dobrydney.

Biancheri acredita que parte do prêmio de risco atualmente embutido no mercado pode desaparecer se a safra do Brasil, no final das contas, não for um "desastre".

Os operadores afirmaram que os próximos relatórios sobre a situação da safra, que foi afetada pelo tempo seco, trarão mais clareza sobre as perspectivas para o mercado.

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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