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A Bolsa de Chicago (CBOT) disparou nesta terça-feira para os preços internacionais do milho futuro

Publicado em 20/04/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

A Bolsa de Chicago (CBOT) disparou nesta terça-feira para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 8,25 e 14,50 pontos ao final do dia. 

O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 6,06 com valorização de 14,50 pontos, o julho/21 valeu US$ 5,92 com ganho de 11,50 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 5,47 com alta de 9,75 pontos e o dezembro/21 teve valor de US$ 5,28 com elevação de 8,25 pontos. 

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 2,36% para o maio/21, de 2,07% para o julho/21, de 1,86% para o setembro/21 e de 1,54% para dezembro/21.

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR US$/MT
MAY 2021 606,5 14,5 238,78
jul/21 592 11,5 233,07
SEP 2021 547,25 9,75 215,45
DEC 2021 528,5 8,25 208,07
Última atualização: 16:01 (20/04) Preço $/MT sem premio 

  Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho nos Estados Unidos atingiram seu nível mais alto em quase oito anos na terça-feira já que o aperto na oferta apoiou os mercados à vista e atraiu compras especulativas. 

A publicação destaca ainda que, preocupações com as condições de seca restringindo a produção de milho no Brasil e o tempo frio retardando a germinação da safra de 2021 dos EUA deram suporte. 

“Isso certamente está aparecendo nos mercados à vista, com a base que continua subindo como um sinal de aperto na oferta. Você vê isso nos spreads hoje”, disse Terry Linn, analista da Linn & Associates. 

“O relatório de progresso da safra do USDA mostrou o plantio de milho 8% concluído, bem na média de cinco anos de 8%. No entanto, espero que o ritmo de plantio fique abaixo do normal na próxima semana”, destaca Al Kluis da Kluis Advisors.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 114,3 mil toneladas de milho para a China. A entrega está programada para a temporada 2020/21.

As cotações futuras de milho para dezembro de 2021 fecharam a segunda-feira, 19 de Abril, atingindo a máxima de US$ 5,21 por bushel – o maior valor da história. Apesar dessa alta, a AgResource entende que esse valor “ainda está baixo e subvalorizados” diante dos fundamentos que apontam mais espaço para aumentos.

“O mercado repercutiu ao longo do dia os impactos que a segunda safra de milho do Brasil pode ter diante de uma seca aguda e uma perda cada vez maior de rendimento. O mercado avalia a possibilidade de que com tempo seco a partir de maio nas áreas de milho segunda safra do Brasil, novos cortes ocorram, com redução drástica da produtividade do grão”, justificam os analistas de mercado.

Caso o Brasil tenha algum tipo de perda na safrinha, acrescenta a AgResource Brasil, há grandes chances de as exportações de milho nos EUA de agosto a janeiro aumentarem: “A questão é que com os estoques finais do cereal baixos, simplesmente não há colchão de oferta para os EUA exportarem mais 8 a 15 milhões de toneladas do grão (em relação às perdas do Brasil). Portanto, se a safra total brasileira de milho cair 9 milhões de toneladas, para 100 milhões de toneladas, como nossa pesquisa de clima e rendimento sugere, os futuros de milho em dezembro estariam subvalorizados entre 30 a 50 centavos/ bushel”.

Em termos de clima, a previsão do tempo nos próximos 10 dias indica um padrão de chuvas abaixo do normal ao longo da região central de produção de milho safrinha brasileiro.

“Os indicativos climáticos de que a estação da seca começa cedo, em maio, são claros, o que junto com uma previsão de poucas chances de chuvas nos próximos 11 dias deixa um cenário preocupante para a segunda safra do cereal. A chuva recebida em muitas regiões neste fim de semana não será suficiente para que as lavouras consigam com sucesso ir para frente sem comprometer seu potencial de rendimento”, conclui a Consultoria. 

No mercado internacional, a China continuou sendo o destino mais ativo, levando 354.848 toneladas do Golfo dos Estados Unidos, 205.317 toneladas da PNW e outras 247.599 toneladas de sorgo do Golfo dos Estados Unidos. Corretores relataram que ainda há interesse do Egito para o carregamento imediato de milho, com lances ouvidos em torno de US$ 280/t CFR e por US$ 260/t FOB equivalente. Os agricultores ucranianos finalmente começaram a plantar milho com os primeiros 35.830 ha concluídos, ou 1% dos 5,3 milhões de ha planejados.

Em outros lugares, as importações de milho da União Europeia caíram para 93.292 mi de toneladas durante a semana, registrando outra baixa no ano até o momento para o ano de comercialização, uma vez que o interesse dos compradores pelas importações de milho derreteu em meio à alta dos preços.

miho  
       
  B3 (Bolsa)   US$/MT
mai/21 102,32 -0,17% 306,71
jul/21 99,3 0,10% 297,66
set/21 95,15 0,11% 285,22
nov/21 95,8 -0,10% 287,17
Última atualização: 18:00 (20/04) Preço $/MT sem premio 

Os preços futuros do milho diminuíram a força e devolveram ganhos nesta terça-feira recuando na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,10% e 1,07% ao final do dia. 

O vencimento maio/21 foi cotado à R$ 102,49 com desvalorização de 1,07%, o julho/21 valeu R$ 99,20 com baixa de 0,42%, o setembro/21 foi negociado por R$ 95,05 com perda de 0,21% e o novembro/21 teve valor de R$ 95,80 com queda de 0,10%. 

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 liquidou posições nesta terça-feira após o anúncio do governo brasileiro retirando a TEC de importação de milho oriundo de fora do Mercosul.  

“Um movimento de grandes consumidores pode trazer dois ou três navios e isso já é suficiente para esfriar todo o ânimo do mercado. Mesmo assim, não há espaço para despencar as cotações porque o milho importado não chega barato”, diz. 

Outro ponto de sustentação das cotações é a atual situação da safrinha brasileira. “Paraná, Santa Catarina, sul do Mato Grosso do Sul e partes de Goiás, Minas Gerais e São Paulo são regiões que estão sofrendo com a seca e o potencial da safrinha já perdeu 15 milhões de toneladas”, pontua Brandalizze. 

O analista ainda destaca que, aparentemente, o milho nacional já chegou onde poderia chegar. 

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$ US$/MT
20/04/2021 97,78 -0,13% 4,34% 17,6 293,11
19/04/2021 97,91 0,03% 4,48% 17,6 293,50
16/04/2021 97,88 0,25% 4,45% 17,52 293,41
15/04/2021 97,64 0,74% 4,19% 17,36 292,69
14/04/2021 96,92 0,36% 3,43% 17,08 Preço $/MT sem premio 

A necessidade de compra e a estratégia de aversão ao risco sobre a oferta do milho segunda safra faz os preços da saca do cereal negociada em Campinas (SP) se aproximar de R$ 98, segundo a Agrifatto. Essa mesma aversão ao risco fez as cotações futuras do milho na B3 abrirem em movimento de valorização, com o contrato maio de 2021 encerrando o pregão cotado a R$ 103,53 por saca, avançando 0,73% no dia.

No estado do Rio Grande do Sul, a chuva retorna apenas no sábado e a comercialização do milho está andando aos poucos, de acordo com informações obtidas juntos aos correspondentes do Grupo SAG-KK. Boa parte da safra de verão já está vendida no Estado, em linha com a colheita, que hoje beira os 77%. Desta forma, a comercialização vem andando a passos curtos, e pequenos negócios foram vistos na região de Erechim e Santa Rosa, a R$ 96,00 FOB nas localidades. Em Passo Fundo, outro lote saiu a R$ 98,00, colocado em uma granja. Ademais, indicações de R$ 97,50 no CIF Marau e R$ 98,50 CIF Arroio do Meio.

Em Santa Catarina, o mercado rompe a faixa de R$ 100,00, com negócios em Biguaçu a R$ 103,00 a saca. Estão havendo poucos movimentos de negócios em Santa Catarina, uma vez que o cenário está pouco amistoso para os compradores de milho. Praticamente não se acham mais lotes no Estado abaixo dos R$ 100,00, o que encarece muito os insumos para o mercado do frango, tão presente na região. O alívio vem do lado do farelo de soja, que apresentou baixa de pelo menos 3% esta semana em relação à semana passada e vem sendo cotado a uma média de R$ 2.650,00 por tonelada. 

No Paraná a qualidade das lavouras piora e a precipitação ainda é escassa. Não há sinais de melhora nas previsões climáticas no que diz respeito ao Estado do Paraná, e esta semana permanece tudo igual: segundo o Somar, as chuvas retornam somente no sábado e domingo e, mesmo assim, permanecem em regiões pontuais do Estado e em volumes escassos. Com isso, é vista piora na situação de lavouras pelo Estado e, conforme o Deral, 76% destas encontram-se em condições boas (anterior 92%), sendo que 21% são classificadas como médias e 3% estão ruins. Caso não ocorram chuvas, estes índices podem piorar em breve.

 

SOYBEAN - SOJA
 

Encerrando com altas de 15,50 a 22,25 pontos nos principais contratos, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago marcaram a terça-feira (20) com suas máximas em sete anos. O contrato maio concluiu o dia com US$ 14,72 e o setembro com US$ 13,36 por bushel.  Subiram ainda os futuros do milho, do trigo e dos derivados da soja na CBOT nesta sessão, mais uma vez refletindo, entre outros fundamentos, o apertado quadro de oferta e demanda. Do mesmo modo, as preocupações com o clima nos EUA ajudaram a catalisar ainda mais estas altas. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mai/21 14,72 22,25 1,53
jul/21 14,5775 21,25 1,48
ago/21 14,13 19,25 1,38
set/21 13,3625 15 1,14
       
Última atualização: 16:00 (20/04)  

"O clima está frio e seco e foi um prato cheio para o mercado", explica o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo de Sousa, em entrevista ao Notícias Agrícolas. No entanto, agora é preciso, ainda segundo ele, entender até quando perduram estas condições adversas de clima e até quando elas seguirão impactando nas cotações. 

O analisa internacioal Al Kluis, da Kluis Advisors, inclusive lembrou, em entrevista ao portal norte-americano SuccessfulFarming, que em abril de 2020 as cotações das commodities agrícolas testavam mínimas marcantes, em pleno pico da pandemia do covid-19 em diversos países do mundo. 

"Que mudança! Há um ano, em 20 de abril do ano passado, os preços do petróleo perdiam US$ 40,00 por barril. Este ano não!", disse Kluis.

Ainda na análise de Sousa, os fundos investidores também seguem dando importante suporte aos grãos, uma vez que seguem comprados em 400  mil toneladas de milho e 180 mil de soja. "E eles não vão entregar isso tão facilmente. Assim, acho que os preços ainda têm suporte positivo, com o mercado podendo testar os US$ 15,00", explica. 

Além do clima, no caso da soja o estímulo para o grão vem também do mercado de óleo mais uma vez, com os preços testando limite de alta ao longo do dia. Os futuros do derivado negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta terça-feira  com altas de 1,43% a 3,64% entre as posições mais negociadas, levando o maio a 58,32 cents de dólar por libra-peso e o agosto a 52,34/lb. 

"Os futuros renovaram suas máximas em mais de oito anos puxados pelo mercado físico norte-americno. Os basis do óleo de soja no Meio-Oeste americano estão em 12,75 cents de dólar por libra-peso , recorde histórico, deixando evidente a falta de de produto", explica a Agrinvest Commodities. 

Ainda de acordo com a equipe da consultoria, o avanço das cotações do derivado se dá com a pouca oferta de matéria-prima e também do próprio óleo no mercado americano - puxado pela intensificação do programa de biodiesel no país, uma demanda forte do governo Joe Biden. 

O mercado da soja intensificaram o movimento de alta na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (20), com os preços, por volta de 11h50 (horário de Brasília), subindo entre 17,75 e 26 pontos nos principais contratos, com o avanço mais intenso nos vencimentos mais próximos. Assim, o maio/21 era cotado a US$ 14,75 e o setembro a US$ 13,40 por bushel. 

Os futuros da oleaginosa continuam refletindo o frio intenso durante o período de plantio dos EUA, o que poderia prejudicar, principalmente, a germinação, e as previsões indicam a continuidade das baixas temperaturas até, pelo menos, o final de abril. A maior preocupação agora se dá com o milho, porém, nesta ainda disputa por área,  a soja vai na carona do cereal.

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
abr/21 10
mai/21 30
jun/21 40
fev/22 25
Última atualização: 20/04/2021

 Nesta terça, os futuros do cereal negociados na CBOT subiam mais de 2% refletindo esse momento de clima adverso. 

De acordo com o boletim semanal de acompanhamento de safras reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira (19), o plantio de milho avançou, na semana,  de 4% para 8% até o último domingo. A expectativa média do mercado era de 9%.

Os primeiros números para a soja também foram informados e 3% da área destinada à oleaginosa já foi semeada, em linha com o que mercado esperava. Há um ano o plantio estava concluído em 2%, bem como esta é a médias dos últimos cinco. 

Além do clima, no caso da soja o estímulo para o grão vem também do mercado de óleo mais uma vez. Os futuros do derivado negociados na Bolsa de Chicago sobem quase 3%  e se aproximam do limitea de alta nesta terça. 

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 555,56   20/abr
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 537,53   20/abr
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 539,57   20/abr
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 180,00 por saca

"Os futuros renovaram suas máximas em mais de oito anos puxados pelo mercado físico norte-americno. Os basis do óleo de soja no Meio-Oeste americano estão em 12,75 cents de dólar por libra-peso , recorde histórico, deixando evidente a falta de de produto", explica a Agrinvest Commodities. 

Ainda de acordo com a equipe da consultoria, o avanço das cotações do derivado se dá com a pouca oferta de matéria-prima e também do próprio óleo no mercado americano - puxado pela intensificação do programa de biodiesel no país, uma demanda forte do governo Joe Biden. 

Em contrapartida, o dólar recua no Brasil e pode limitar o impacto positivo dos preços da soja em Chicago na formação das cotações nacionais. No entanto, os patamares seguem muito elevados, em níveis historicamente altos, sem muito espaço para correções muito agressivas para baixo. 

Os preços da soja continuam subindo no mercado internacional, enquanto o Brasil vendeu dois cargos neste final de semana, de acordo com informações obtidas pela equipe do Grupo SAG-KK. No Brasil, a colheita está 91% concluída, um aumento de 6 pontos percentuais na semana e apenas 1 ponto abaixo do ano passado com a maioria das áreas ainda não colhidas no estado do Rio Grande do Sul. 

  soja US$ 5,56
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mai/21 32,49 180,64 1,44%
   
Última atualização: 15:21 (20/04)  

Na origem, os prêmios no mercado brasileiro de papel de  Paranaguá  caíram  pela  terceira  sessão  consecutiva com o avanço da colheita no Rio Grande do Sul, aumentando a disponibilidade de grãos no mercado spot e pressionando as licitações para baixo. A contínua elevação dos contratos futuros de Chicago e a valorização do real também contribuíram para a queda dos prêmios. O  prêmio  de  maio  em  Paranaguá foi avaliado em 12 c/bu sobre o futuro de maio, 3 c/bu mais baixo no dia, equivalente a $ 531,75/t, que é $ 2,00/t mais alto no dia, já que os preços CBOT mais altos mais do que compensaram os prêmios em queda pela terceira sessão consecutiva. 

Na Argentina, os prêmios permaneceram estáveis com o valor de maio definido em 6 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a $ 529,25/t, enquanto nos EUA CIF os prêmios de barcaça aumentaram em 1-2 c/bu com contratos de maio avaliados em 69 c/bu mais

Os futuros de maio equivaliam a $ 552,75/t. Uma remessa de janeiro / fevereiro de 2022 do Brasil foi negociada a 160 c/bu sobre o março futuro na base CFR China. E uma remessa de fevereiro de 2022 mudou de mãos a 149 c/bu em relação ao março futuro, mas a negociação não pode ser confirmada. Em 2021, o interesse de compra foi bastante baixo...

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
20/04/2021 179,32 0,40% 3,47% 32,27
19/04/2021 178,61 0,38% 3,06% 32,11
16/04/2021 177,94 1,25% 2,68% 31,86
15/04/2021 175,74 -0,26% 1,41% 31,25
14/04/2021 176,19 0,58% 1,67% 31,05

As importações de soja pela China junto ao Brasil recuaram em março com a chuva atrasando alguns embarques do principal exportador global da oleaginosa, mas as importações dos EUA dispararam e aumentaram mais de quatro vezes com a chegada de carregamentos atrasados, atingindo o maior total mensal desde dezembro de 2016.

A China, maior importadora global de soja, importou 315.334 toneladas do Brasil em março, queda de 85% frente as 2,1 milhões de toneladas no mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas nesta terça-feira.

As importações do Brasil foram as menores desde janeiro de 2017, segundo registros da Reuters com os dados da alfândega.

Mais do que compensando esse recuo, a China importou 7,18 milhões de toneladas de soja dos EUA em março, alta de 320% frente à 1,7 milhão de toneladas no mesmo mês do ano anterior.

Os dados desta terça-feira foram os primeiros com separação por origem da soja desde que a China publicou antes neste mês números mostrando que as importações de soja em março cresceram 82%, para 7,7 milhões de toneladas.

"Boa parte disso parece que se deve a atrasos que afetaram o momento de chegada dos embarques dos EUA", disse Darin Friedrichs, analista da StoneX. "Alguns dos carregamentos poderiam ter chegado antes, mas não foram realmente descarregados até março."

A China tem aumentado compras de produtos agrícolas e outros dos EUA após os dois lados terem assinado um acordo comercial inicial em janeiro passado. Mas os compradores de soja se voltaram mais para os EUA do que o usual em 2021, uma vez que chuvas no Brasil atrasaram a colheita por lá e as exportações.

Processadores chineses importam soja para esmagamento e produção de farelo de soja para ração e fabricação de cozinha.

Eles haviam aumentado compras de soja por expectativa de forte demanda em meio à recuperação do rebanho suíno chinês. Mas uma severa onda de casos de peste suína africana nos últimos meses dizimou ao menos 20% do rebanho de fêmeas no norte da

China, segundo algumas estimativas, reduzindo a demanda por farelo de soja.

O aumento no uso de trigo para ração também segurou a demanda por farelo de soja, segundo analistas e operadores de mercado.

Os preços do mercado brasileiro da soja estão bastante parados neste início de semana, de acordo com os correspondentes do Grupo SAG-KK. No estado do Rio Grande do Sul, menos de 10.000 toneladas negociadas no Estado e os preços recuam R$ 2/saca. 

A semana começou lenta como de costume para o mercado de soja gaúcho com menos de 10 mil toneladas sendo  negociados. Os preços também contaram  com quedas de cerca de 1,15%,  Valor que representa aproximadamente de R$2,00/saca para cada região.

Já Santa Catarina está com o mercado parado e preços elevados. O mercado de soja catarinense começou como terminou a semana passada: absolutamente parado. Os preços estão elevados, num estado que é grande consumidor de farelo de soja, com regiões variando entre R$178,00 e R$180,00, mas o foco está visivelmente no milho, que anda mesmo a valores também expressivamente altos. Quanto à colheita, deve estar chegando a 85%, quem sabe o mercado responda melhor após ela ser finalizada.. 

O Paraná tem começo de semana parado e a inconstância do dólar afasta vendedores. Não houve qualquer variação no mercado de soja paranaense, nem para preços, nem para negócios.

No mercado brasileiro, os preços da soja permanecem em patamares elevados, historicamente altos, mas com os negócios novos ainda em um ritmo um pouco mais comedido, principalmente para a safra 2021/22. 

As informações já são conhecidas, a manutenção dos preços altos se dá, com explica Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, pelas altas em Chicago e mais o dólar alto. Todavia, o que chama a atenção agora no mercado interno é a medida do governo de zerar a TEC (Tarifa de Exportação Comum), mais uma vez, para as importações de soja, milho, farelo e óleo de soja de fora do Mercosul. 

"Isso deu, inclusive fôlego positivo para Chicago, porque abre o mercado para buscar produto nos Estados Unidos, tanto soja, como milho para abastecer o setor de rações que está com dificuldades de comprar no mercado doméstico", diz. 

 

SUGAR - AÇUCAR

May NY world sugar 11 (SBK21) on Tuesday closed +0.48 (+2.95%), and Aug London white sugar 5 (SWQ21) closed +8.10 (+1.78%) at $462.10.

Sugar prices on Tuesday rallied with NY sugar posting a 2-month nearest-futures high and London sugar posting a 5-week high. Fund buying pushed sugar prices higher on concern about reduced global sugar production. Dry conditions may curb sugar yields in Brazil after Somar Meteorologia said that soil moisture in Brazil&39;s sugarcane growing regions has been insufficient to provide good development of cane crops.

Sao Paulo, which makes up 68% of Brazil&39;s total cane production, has seen the driest weather in 20 years in five of the six months through March, and yield losses could be as high as 20% in some areas, according to Somar. Also, Wilmar International on Monday said that because of prolonged dryness, Brazil&39;s 2021/22 cane crop "may barely reach" 530 MMT, down -12% y/y and the lowest in a decade. In addition, severe frost in France, the largest sugar producer in the EU, has damaged 10% of France&39;s sugar beet crop, according to farmer group CGB.

US$/MT
479,65
Preço $/MT sem premio 
 

An early rally in the Brazilian real (^USDBRL) to a 1-month high discouraged export selling Brazil&39;s sugar producers and supported sugar prices, but the real later fell back to unchanged levels.

Sugar also garnered support on last Friday&39;s projection Green Pool Commodity Specialists that Thailand 2021/22 sugar production will only increase to 8.8 MMT 7.57 MT in the current season, below USDA projections of 10.6 MMT due to limited expansion of planted sugar acreage in Thailand.

NY sugar has support strength in foreign demand for Brazil&39;s ethanol supplies. Brazil&39;s Trade Ministry reported last Thursday that Brazil&39;s Jan-Mar ethanol exports rose +82% y/y to 548 mln liters, the highest in 5 years for this period. The stronger demand may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies.

A negative factor for sugar is concern that a record jump in weekly global Covid infections might prompt governments to tighten pandemic restrictions that curb economic growth and demand for commodities, including sugar. Also, the resurgence of the pandemic will keep pandemic restrictions in place that crimp fuel demand and encourage Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward sugar production rather than ethanol production, thus boosting sugar supplies. Weekly new global Covid infections for the week ended April 19 rose +12% w/w to +5.2 million, the most since the pandemic began due mostly to surges in Brazil and India. New Covid infections in India climbed to a record of 273,810 on Monday.

US$/MT
462,10
Preço $/MT sem premio 

Sugar prices were undercut by news on April 1 that India&39;s sugar output in Oct-Apr 15 rose +17% y/y to 29.1 MMT 24.83 MMT a year earlier due to a bumper crop and increased cane crushing. The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT. However, in a supportive factor for sugar prices, the Indian Sugar Mills Association (ISMA) said that India&39;s sugar mills had contracted only 4.5-4.6 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT due to a shortage of shipping containers.

Signs of abundant global sugar production are negative for prices. Unica reported last Tuesday that Brazil&39;s Center-South sugar production Oct through Mar was up +43.7% y/y to 38.465 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.07% in 2020/21 34.33% in 2019/20. Also, researcher Datagro on March 10 projected that the global sugar market in 2021/22 would shift to a surplus of +1.1 MMT after a -2.6 MMT deficit in 2020/21.

Sugar prices have underlying support concern about the possibility of reduced sugar exports Brazil. On Feb 22, Brazil reported that current shipping delays for its soybean exports might curb global sugar supplies because the queue of vessels waiting at Brazilian ports is so large that bottlenecks will likely continue until May when sugar is normally the biggest crop for export.

Sugar also has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported March 17 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Mar 15 fell -8.2% y/y to 7.5 MMT.

O mercado do açúcar encerrou a sessão desta terça-feira (20) com altas de mais de 3% na Bolsa de Nova York, além de ganhos de quase 2% em Londres. O dia foi novamente marcado por preocupações com a safra brasileira, além de outras origens.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York fechou o dia com valorização de 3,15%, cotado a US$ 16,72 c/lb, com máxima de 16,80 c/lb e mínima de 16,25 c/lb. O tipo branco em Londres registrou salto de 1,78%, negociado a US$ 462,10 a tonelada.

Os produtores de cana do Brasil têm postergado o início da colheita e moagem da nova safra de cana-de-açúcar à espera de melhores condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras. Apesar disso, a condição recente segue desfavorável.

A Somar Meteorologia destacou no dia que a umidade do solo nas regiões de cultivo de cana-de-açúcar do Brasil tem sido insuficiente para proporcionar um bom desenvolvimento das lavouras, segundo reporte da Barchart.

"A compra de fundos está elevando os preços do açúcar devido à preocupação com a redução da produção global de açúcar", disse a consultoria em nota.

O estado de São Paulo, que abrange cerca de 70% da produção de cana no Brasil, teve o clima mais seco dos últimos 20 anos em cinco dos últimos seis meses até março, e as perdas de produção podem chegar a 20% em algumas áreas, de acordo com a Somar.

A produção brasileira de açúcar deve cair drasticamente na nova safra que começou em abril, já que o clima desfavorável continua prejudicando o desenvolvimento da cana-de-açúcar na região centro-sul, disse a trading asiática de commodities Wilmar nesta terça-feira.

A Wilmar espera que a safra de cana do centro-sul do Brasil caia para 530 milhões de toneladas em 2021/22, em comparação com 605 milhões de toneladas na temporada anterior, com a produção de açúcar recuando para um intervalo entre 31 milhões e 33 milhões de toneladas, versus 38,5 milhões de toneladas.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
20/04/2021 110,05 0,47% 5,66% 19,8  
19/04/2021 109,53 1,20% 5,17% 19,69  
16/04/2021 108,23 1,10% 3,92% 19,38  
15/04/2021 107,05 0,72% 2,78% 19,03  
14/04/2021 106,29 0,59% 2,05% 18,73  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 108,23      
  valor saco $ 19,47      
  valor ton $ 389,32  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
US$/MT
395,86
393,99
389,32
385,07
Preço $/MT sem premio 

A projeção da trading é a menor entre operadores e analistas até agora. A maioria espera menor produção de açúcar no Brasil depois do recorde da safra passada, mas a maioria das estimativas gira em torno de 35 milhões de toneladas. Os preços do açúcar bruto saltaram mais de 3% em Nova York esta manhã, devido ao mau tempo para as safras na Europa e no Brasil.

"Nós sinalizamos a possibilidade de uma redução adicional em nossa previsão de safra, se as chuvas não melhorarem rapidamente e o período de estresse hídrico continuar para a safra", disse Karim Salamon, chefe de análise de mercado de açúcar da Wilmar, em nota. A empresa também projetou uma redução acentuada na produção de etanol no centro-sul do Brasil em 2021/22 para intervalo de 23 bilhões a 25 bilhões de litros, ante 27,8 bilhões de litros na temporada anterior.

Salamon disse que, com uma recuperação potencial na demanda de combustível esperada em 2021, pode haver um déficit de etanol de mais de 5 bilhões de litros.

"É provável que o açúcar e o etanol tenham que competir ferozmente entre si, já que caminhamos para uma escassez global de açúcar equivalente (sacarose) de quase 12 milhões de toneladas", acrescentou o analista.

Ainda com foco nas origens, o mercado também olha para as recentes incursões de frio na França, maior país produtor de açúcar da União Europeia. A safra de beterraba sacarina do país perdeu até 50 mil hectares plantados com geadas.

Paralelamente, nas últimas semanas, o mercado vê sinais de melhora na demanda, com embarques recordes de açúcar pela Índia no último mês de março, além de elevação no número de navios e volume programado do adoçante nos portos brasileiros.

Os últimos dias têm sido favoráveis aos preços do açúcar no mercado brasileiro. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, da Esalq/USP), o salto acompanha os valores internacionais da commodity e baixa oferta de cristal neste início de moagem da safra 2021/22.

Já no Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar registrou valorização de 1,18%, negociado a R$ 115,35 a saca, segundo dados da Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha na última sessão o preço FOB cotado a US$ 17,10 c/lb, com desvalorização de 2,47% sobre o dia anterior.

 

 

 

 

 


 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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