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Redução uso Biodiesel causa movimento baixista na Soja e Milho supera os R$ 102 na B3

Publicado em 12/04/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro perderam força ao longo deste primeiro dia da semana e encerraram as operações em queda na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 3,00 e 8,25 pontos.

O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 5,69 com desvalorização de 8,25 pontos, o julho/21 valeu US$ 5,56 com baixa de 6,75 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 5,07 com perda de 3,00 pontos e o dezembro/21 teve valor de US$ 4,96 com estabilidade.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 1,39% para o maio/21, de 1,07% para o julho/21 e de 0,59% para o setembro/21, além de estabilidade para o dezembro/21.

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR US$/MT
MAY 2021 569 -8,25 224,02
jul/21 556 -6,75 218,90
SEP 2021 507,75 -3 199,90
DEC 2021 496,5 0 195,47
Última atualização: 16:02 (12/04) Preço $/MT sem premio 

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os contratos futuros de Chicago seguem refletindo os relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de sexta-feira e que, enquanto continuam a digerir estes números, os investidores irão observar o clima de plantio para determinar a direção dos preços.

“Na sexta-feira, os relatórios do USDA foram vistos como negativos de curto prazo para milho e soja, porque não eram otimistas o suficiente. O tamanho da safra de soja da América do Sul também foi maior do que o esperado. As idéias comerciais de um início de primavera estão agora em questão. A previsão atual é de chuva e frio até o final de abril. O plantio de milho está ficando para trás nos estados do Sul.”, afirmou Al Kluis da Kluis Advisors.

Os preços futuros do milho tiveram mais um dia altista nesta segunda-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,47% e 1,88% ao final do primeiro dia da semana.

O vencimento maio/21 foi cotado à R$ 101,99 com elevação de 1,47%, o julho/21 valeu R$ 97,50 com ganho de 1,69%, o setembro/21 foi negociado por R$ 91,45 com alta de 1,63% e o novembro/21 teve valor de R$ 92,20 com valorização de 1,88%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca que a safra verão foi bem menor do que o consumo interno neste primeiro semestre e o produtor que colheu este milho não mostra interesse de vender.

“Boa parte do milho foi entregue em cooperativas e nas grandes indústrias de ração, então não está tendo oferta de milho disponível nesse momento até o meio do ano. O consumidor do setor de leite, suíno independente e pequenos granjeiros está com dificuldade de conseguir milho”, relata o analista.

miho  
       
  B3 (Bolsa)   US$/MT
mai/21 102 0,01% 297,20
jul/21 97,55 0,05% 284,24
set/21 91,49 0,04% 266,58
nov/21 92,38 0,20% 269,17
Última atualização: 18:00 (12/04) Preço $/MT sem premio 

Brandalizze acredita que, diante disto, a B3 está “refletindo a realidade”, uma vez que não há oferta e quem está mandando no mercado é o produtor que não quer vender.

Nesta segunda-feira, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a segunda semana de abril.

Nestes 06 dias úteis do mês, o Brasil exportou 1.077,2 toneladas de milho não moído é apenas 0,36%% do total contabilizado durante o último mês de março (294.489,1). Com isso, a média diária de embarques ficou em 179,5 toneladas, patamar 46,380% menor do que as 334,8 do mês de abril de 2020.

Em termos financeiros, o atual mês contabilizou aumento de 22,91% na média diária ficando com US$ 266,40 por dia útil contra US$ 216,70 em abril de 2020. Já o preço por tonelada obtido também registrou elevação de 129,23% no período, saindo dos US$ 647,20 no ano passado para US$ 1.483,60 neste mês de abril.

De acordo com a equipe de Grupo SAG-KK, o mercado está confirmando a escassez de que vínhamos falando desde o final do ano passado, ignorando totalmente o relatório mensal Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Hoje soubemos em primeira mão que a JBS está começando a importar milho da Argentina, que confirma não somente a escassez, mas a possibilidade de elevação de preço.

Como faltam ainda dois meses antes do início da colheita e disponibilidade da nossa Safrinha, é possível que os preços se elevem ainda mais, embora usando de cautela, diante dos níveis elevados em que se encontram.

Confira o conjunto de fatores faz prever preços elevados para safra 2021, com bons lucros para os agricultores:

FATORES DE ALTA

Escassez brasileira atual, confirmada pela importação de milho argentino na sexta-feira passada;

Problemas climáticos no Brasil por plantio de 30% da safrinha fora da janela adequada, que poderão reduzir a produção;
Dólar elevado, contribui para a probabilidade de aumento da exportação de milho brasileiro, enxugando a disponibilidade interna;
Forte redução dos estoques nos EUA poderão provocar aumento nas exportações brasileiras, redução da disponibilidade interna e manutenção dos preços elevados e muito lucrativos para os agricultores também na safra 2021;

FATORES DE BAIXA

Nenhum a curto prazo;

No longo prazo, leve pressão nos preços durante a colheita da Safrinha, mas que não deverá tirar a boa lucratividade do milho na safra 2021.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$ US$/MT
12/04/2021 95,93 0,59% 2,37% 16,76 279,52
09/04/2021 95,37 -0,13% 1,77% 16,8 277,88
08/04/2021 95,49 0,18% 1,90% 17,13 278,23
07/04/2021 95,32 0,65% 1,72% 16,87 277,74
06/04/2021 94,7 0,70% 1,06% 16,92 Preço $/MT sem premio 

A segunda-feira (12) chega ao final com os preços do milho mais elevados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pelos correspondentes do Grupo SAG-KK, foram percebidas desvalorizações apenas na praça de Brasília/DF.

Já as valorizações apareceram em Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Ponta Grossa/PR, Cascavel/PR, Palma Sola/SC, Rio do Sul/SC, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT e Dourados/MS.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, as negociações no mercado físico seguem praticamente travadas mesmo com os modelos climáticos apontando para mais chuvas a partir desta quarta-feira (14) em praticamente todo Brasil Central. “Há cautela de ambos os lados, seja o produtor com o dólar ou com o consumidor em formar estoques”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que, os preços do milho seguem renovando os patamares recordes na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. “Em importantes praças produtoras, o valor do cereal nesta parcial de abril já representa o dobro da média verificada no mesmo mês de 2020”.

Pesquisadores do Cepea indicam que as contínuas altas estão atreladas à baixa oferta do milho no spot nacional. “Preocupados com os possíveis impactos do clima sobre a produção da segunda safra, produtores limitam as vendas. Consumidores, por sua vez, estão preocupados com os atuais patamares – que extrapolam os custos de produção em muitos casos. Os compradores que precisam recompor estoques têm tido dificuldades em encontrar novos lotes e os que conseguem se esbarram nos elevados preços negociados”.  


SOYBEAN - SOJA

O mercado da soja vem intensificando suas quedas na Bolsa de Chicago na tarde desta segunda-feira (12) na Bolsa de Chicago. Por volta de 13h30 (horário de Brasília), as posições mais negocidas perdiam entre 14,25 e 20,75 pontos, acompanhando baixas sendo registradas também no farelo e no óleo de soja negociados na CBOT. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mai/21 13,82 -21 -1,5
jul/21 13,79 -19,25 -1,38
ago/21 13,455 -16,5 -1,21
set/21 12,795 -12,75 -0,99
       
Última atualização: 17:02 (12/04)  

Como explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest, o mercado continua sendo pressionado, em partes, pelas condições favoráveios de clima nos Estados Unidos, com volumes bons sendo esperados principalmente em regiões que vêm sofrendo muito com o tempo seco.  "O clima mais benéfico traz certa tranquilidade e isso pressiona a soja em grão", diz. 

Assim, há ainda a espera pelo novo reporte de acompanhamento de safras que chega nesta segunda, no final da tarde, pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), às 17h (Brasília), pós fechamento do mercado em Chicago. 

A pressão sobre o óleo, ainda segundo o analista, vem com uma recuperação sendo indicada pelos estoques de óleo de palma na Malásia, com os números podendo se aproximar da média novamente, ajudando a pesar sobre os óleos vegetais de uma forma geral. 

No paralelo, os traders permanecem focados em entender quais serão os próximos movimentos do produtor americano, o comportamento da demanda da China e o ritmo dos embarques do Brasil, bem como a conclusão da safra aqui na América do Sul.

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
abr/21 -5
mai/21 10
jun/21 35
fev/22 20
Última atualização: 09/04/2021

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira, 12, com preços em baixa. Pela segunda sessão consecutiva, o mercado foi pressionado pelo relatório da última sexta, 9, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O USDA manteve a estimativa para os estoques americanos em 2020/21, enquanto o mercado apostava em corte. Também repetiu a estimativa para a safra da Argentina, contrariando o sentimento de queda. Além disso, elevou a previsão para a safra do Brasil a um patamar acima do esperado.

Ainda refletindo esse cenário, os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 21 centavos de dólar por libra-peso ou 1,49% a US$ 13,82 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 13,79 por bushel, com perda de 19,25 centavos ou 1,37%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo subiu US$ 0,70 ou 0,17% a US$ 401,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 51,45 centavos de dólar, perda de 1,40 centavo ou 2,64%.

Nesta segunda, o mercado desconsiderou as vendas anunciadas pelo USDA por parte dos exportadores privados, envolvendo 132 mil toneladas para a China e 110 mil para Bangladesh.

Clima nos EUA , demanda chinesa e stops de vendas na CBOT fizeram soja em Chicago perder patamar dos US$14/bushel

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 327.799 toneladas na semana encerrada no dia 8 de abril, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 250 mil toneladas.

Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 384.662 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado for a de 475.597 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 54.799.897 toneladas, contra 32.284.824 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

De acordo com informações obtidas pela equipe do Grupo SAG-KK, o mercado externo da soja continua em queda. Na China, por exemplo, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país manteve suas estimativas para a soja, com as importações totais para 2020/21 inalteradas em 98,1 milhões de toneladas e a produção interna bruta em 19,61 milhões de toneladas. 

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 520,66   12/abr
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 505,59   12/abr
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 504,08   12/abr
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 173,00 por saca

Na origem, os mercados brasileiros permaneceram quietos durante a manhã e aguardaram o lançamento do Wasde do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Após  o  lançamento  de  Wasde,  o  valor  de  maio  no mercado  de  Paper  de  Paranaguá,  que  se  manteve estável durante a maior parte do dia, saltou de 4 c/bu para 17 c/bu sobre o futuro de maio, visto que a Olam foi ouvida aumentando os preços de oferta para “testar o mercado ”. O embarque de maio em

Paranaguá foi avaliado em US  $  523,5/t,  US  $  0,5/t  menor  no  dia,  já  que  o aumento  dos  prêmios  e  uma  taxa  de  câmbio desvalorizada compensaram a  maior parte  da  queda na CBOT.

O restante da curva desceu ao longo das cotações da Bolsa de Chicago (CBOT). O embarque de junho em Paranaguá caiu ligeiramente em  1c/bu  para  38  c/bu em  relação aos contratos de julho, equivalendo a US $ 529,00/t, US $ 2,25/t mais baixo no dia. Na China,  compradores  e  vendedores  estavam relutantes em trocar os  preços antes do  lançamento do Wasde. O  indicador  CFR  China  para  embarque  em  maio  da opção mais barata caiu 1 c/bu para 135 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a $567/t, queda de $2,25/t no dia. 

  soja US$ 5,72
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mai/21 30,5 174,46 -1,49%
   
Última atualização: 15:21 (12/04)  

No Brasil, a semana começa com a pressão da redução da mistura do óleo de soja no biodiesel de 13% para 10%, já que a mudança - anunciada na última sexta-feira (9) pelos ministérios da Agricultura e de Minas e Energia - deve impactar diretamente na demanda interna pela oleaginosa. 

"A indústria nacional pode recuar em compras e isso pode ser negativo até para os prêmios que poderão ser pressionados para baixo. O grande vilão da historia é o dólar, que segue forte e assim o custo do diesel no mercado internacional forte deixa o produto forte internamente", afirma Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. 

A mistura do biodiesel, que deixará de ter apenas 3% é bastante para a indústria porque representa quase 1,8 bilhão de litros. "Desta forma, o mercado vai olhar para este fator novo e de demanda menor e pode até mesmo trazer pressão negativa em Chicago", complementa Brandalizze. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
12/04/2021 173,52 -0,68% 0,13% 30,31
09/04/2021 174,71 1,20% 0,81% 30,77
08/04/2021 172,63 0,06% -0,39% 30,98
07/04/2021 172,52 -0,65% -0,45% 30,54
06/04/2021 173,65 0,47% 0,20% 31,02

A semana passada da soja no estado do Rio Grande do Sul se encerrou bastante movimentada, com cerca de 200 mil toneladas sendo negociadas no seu decorrer, com os preços que sobem R$ 2,50/saca. Os preços referidos na tabela são de durante o pregão onde  foram  comprados  os  volumes,  mas  podem  ter sofrido variações após a liberação do relatório mensal USDA. Até o momento das compras a saca se valorizou em mais ou menos R$1,00. 

Em Santa Catarina, os valores chegam a R$175,00 em melhor momento. Mais  um  dia  frio  para  o  mercado  de  soja  de  Santa  Catarina,  os  preços  até  estiveram  altos,  batendo  na  casa  dos R$175,00 em um melhor momento, mas a seguir caíram em R$1,50 e fecharam a R$173,50. Pode-se  dizer  que  não  havia  interesse  em  nenhum  dos  lados  do  mercado,  fosse  vendedor  ou  comprador,  com  a colheita de soja chegando agora em seus 80% e natural que o foco seja especialmente no campo, portanto nenhum volume de soja foi vendido hoje nesse Estado.

No Paraná foram vistos aumentos de 1,20% nos preços, mas mercado continua lento. Embora a soja paranaense tenha sido valorizada de forma considerável o mercado não se moveu. O relatório do USDA veio  no  dia  de  hoje  às  13h no  horário  de  Brasília  e  é natural  que  no  geral  o  mercado  estivesse  um  pouco lento à espera dele. Ao  fim  do  dia  não  ocorreu  muita  coisa,  apenas indicações de algumas tradings e pedidas absurdas de produtores querendo até R$184,00 pela saca na região de Ponta Grossa e Campos Gerais. O  único  lote  informado  hoje  saiu  em  São  João  a R$170,00, mas apenas 600 toneladas.

O porto de Paranaguá (PR) está promovendo uma operação de embarque recorde de farelo de soja, que é inédita para o porto. O graneleiro Pacific Myra, com 292 metros de comprimento e 45 metros de largura está sendo carregado com 108,577 mil toneladas do subproduto, que terá como destino a Holanda. O navio atracou no berço 214 no último final de semana e segue sendo carregado.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, lembrou que Paranaguá vem apresentando uma evolução nos embarques do produto desde o ano passado. Em junho de 2020 foram carregadas 102,2 mil toneladas em um único navio, o Pacific South. Um mês depois, em julho, foram 104,2 mil toneladas embarcadas no E.R Bayonne.

“Agora estamos embarcando mais de 108,5 mil. Todos no mesmo berço. Estamos nos superando a cada novo grande embarque, e conseguindo carregar cada vez mais, com segurança e eficiência”, afirmou.

A embarcação atracou no porto de Paranaguá no último sábado, 10, por volta das 17h. Na tarde desta segunda-feira, 12, ainda restavam 65 mil toneladas para completar a carga. A previsão é que o navio zarpe no próximo dia 14, quarta-feira, às 3h.

Com bandeira panamenha, o navio Pacific Myra tem capacidade para carregar até 180 mil toneladas de granéis sólidos. A embarcação está entre as maiores do segmento a operar no porto de Paranaguá.

Luiz Teixeira da Silva Júnior, diretor de Operações da Portos do Paraná, destaca as vantagens dessa operação, com navio de maior porte. Os custos envolvidos nessas operações são relativamente menores na comparação com navios de médio porte. “Estamos carregando praticamente o dobro de carga em um único navio”, completou. Ele destacou, ainda, que a operação envolveu um planejamento diferenciado da Portos do Paranaguá.

A média diária de exportação de soja do Brasil alcançou 964,1 mil toneladas até a segunda semana de abril, ante o ritmo de embarques de 742,7 mil ao dia registrado no mesmo mês de 2020, quando o governo brasileiro registrou um recorde mensal, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira.

O avanço ocorre em momento em que os produtores caminham para o encerramento da colheita da safra 2020/21. Há também firme demanda pela oleaginosa no mercado externo e câmbio favorável.

Outro destaque vai para a média de embarques de açúcar, que chegou a 155,1 mil toneladas ao dia, ante 75,7 mil toneladas diárias em abril do ano passado, mostraram os dados da Secex.


SUGAR - AÇUCAR

May NY world sugar 11 (SBK21) on Monday closed down -0.11 (-0.71%), and May London white sugar 5 (SWK21) closed down -2.00 (-0.47%) at $420.50.

Sugar prices on Monday posted moderate losses, with London sugar falling to a 3-1/4 month nearest-futures low. Weakness in the Brazilian real undercut sugar prices on Monday, along with a resurgence of Covid throughout the world, which may force countries to extend lockdowns and tighten restrictions that are negative for economic growth and sugar demand.

US$/MT
446,86
Preço $/MT sem premio 

The Brazilian real (^USDBRL) fell to a 1-week low against the dollar on Monday, which is bearish for sugar since it may prompt increased export selling Brazil&39;s sugar producers.

Sugar prices continue to be undercut by concern the resurgence of the pandemic will keep pandemic restrictions in place that crimp fuel demand and encourage Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward sugar production rather than ethanol production, thus boosting sugar supplies. Brazil on Thursday reported a record 4,249 deaths Covid, and the 7-day average of new Covid infections in the U.S. rose to 70,000 on Sunday, the most in 7 weeks. Also, India reported a record 168,912 new Covid infections on Monday.

Sugar prices were also undercut by news on April 1 that India&39;s sugar output in Oct-March rose +19% y/y to 27.76 MMT 23.3 MMT a year earlier due to a bumper crop and increased cane crushing. The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT. However, in a supportive factor for sugar prices, the Indian Sugar Mills Association (ISMA) said that India&39;s sugar mills had contracted only 4.5-4.6 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT due to a shortage of shipping containers.

NY sugar has support on strength in foreign demand for Brazil&39;s ethanol supplies. Brazil&39;s Trade Ministry reported last Thursday that Brazil&39;s Jan-Mar ethanol exports rose +82% y/y to 548 mln liters, the highest in 5 years for this period. The stronger demand may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies.

US$/MT
420,50
Preço $/MT sem premio 

Signs of abundant global sugar production are negative for prices. Unica reported March 18 that Brazil&39;s Center-South sugar production Oct through mid-Mar was up +44% y/y to 38.287 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.16% in 2020/21 34.38% in 2019/20. Also, researcher Datagro on March 10 projected that the global sugar market in 2021/22 would shift to a surplus of +1.1 MMT after a -2.6 MMT deficit in 2020/21.

Sugar prices have underlying support concern about the possibility of reduced sugar exports Brazil. On Feb 22, Brazil reported that current shipping delays for its soybean exports might curb global sugar supplies because the queue of vessels waiting at Brazilian ports is so large that bottlenecks will likely continue until May when sugar is normally the biggest crop for export.

Sugar also has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported March 17 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Mar 15 fell -8.2% y/y to 7.5 MMT.

As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta segunda-feira (12) com desvalorização moderada a expressiva nas bolsas de Nova York e Londres. O dia foi marcado por acompanhamento do câmbio, apesar das expectativas de retomada da demanda.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York encerrou o dia com desvalorização de 0,71%, cotado a US$ 15,35 c/lb, com máxima de 15,63 c/lb e mínima de 15,32 c/lb. O tipo branco em Londres registrou queda de 0,47%, negociado a US$ 420,50 a tonelada.

Depois de duas altas seguidas, o mercado do adoçante nos terminais externos perdeu forças neste início de semana acompanhando as oscilações do câmbio. Apesar disso, operadores no mercado de commodities apostam em sinais de retomada da demanda.

"A fraqueza do real brasileiro está reduzindo os preços do açúcar hoje, junto com um ressurgimento da Covid em todo o mundo, o que pode forçar os países a estender bloqueios e apertar as restrições que são negativas para o crescimento econômico e a demanda por açúcar", pontou a Barchart.

Por volta das 15h, o dólar subia 0,31% sobre o real, cotado a R$ 5,6962 e fechou o dia cotado a R$ 5,72.

Paralelamente, há sinais de recuperação da demanda em alguns países. "As conversas dão conta de uma retomada econômica extraordinária por parte da China, Índia e Estados Unidos que devem impulsionar o resto do globo e trazer uma aceleração no consumo de commodities", pontuou a Archer em relatório.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
12/04/2021 105,25 -1,22% 1,06% 18,39  
09/04/2021 106,55 0,08% 2,30% 18,76  
08/04/2021 106,47 1,15% 2,23% 19,1  
07/04/2021 105,26 -0,38% 1,07% 18,63  
06/04/2021 105,66 0,68% 1,45% 18,87  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 105,84      
  valor saco $ 18,50      
  valor ton $ 370,06  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
US$/MT
368,01
372,55
372,27
368,04
Preço $/MT sem premio 

Os fundos e especuladores reduziram suas apostas no açúcar na última semana, caindo para 183.005 contratos, sobre 190.169 na semana anterior, segundo a Commodity Futures Trading Comission (CFTC).

A última semana terminou com preços altos para o açúcar no mercado físico. O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 0,08%, a R$ 106,55 a saca de 50 kg.

Já no Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar subiu 1,70%, a R$ 114,01 a saca, segundo dados da Datagro.

O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha na última sessão o preço FOB cotado a US$ 16,83 c/lb, com valorização de 1,76% sobre o dia anterior.

O Brasil exportou em seis dias de abril de 2021 mais de 60% de todo o volume de açúcares e melaços registrado em todo o mês do ano passado, com 930,65 mil toneladas, e receita acumulada de mais de US$ 294 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia.

Em todo o mês de abril de 2020 (20 dias úteis), as exportações dos produtos totalizaram 1,51 milhão de t.

Nas análises de toneladas por média diária feitas pela Secex, as exportações de açúcares e melaços do Brasil em abril de 2021 totalizam na parcial do mês 155,11 mil t, cerca de 104% acima de abril de 2020 (75,74 mil t).


 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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