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Soja se mantém em entre R$ 172 à R$ 180 / sc nos Portos e Milho bate R$ 100,00

Publicado em 08/04/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO
Os preços internacionais do milho futuro se valorizaram nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 9,25 e 19,25 pontos ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 5,79 com valorização de 19,25 pontos, o julho/21 valeu US$ 5,62 com ganho de 16,00 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 5,10 com alta de 10,75 pontos e o dezembro/21 teve valor de US$ 4,94 com alta de 9,25 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 3,39% para o maio/21, de 2,93% para o julho/21, de 2,20% para o setembro/21 e de 1,86% para o dezembro/21.

miho    
         
Chicago (CME)    
CONTRATO US$/bu VAR   US$/MT
MAY 2021 579,75 19,25   228,25
jul/21 562 16   221,26
SEP 2021 510 10,75   200,79
DEC 2021 494,75 9,25   194,78
Última atualização: 16:02 (08/04) Preço $/MT sem premio 

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os futuros do milho começaram o dia subindo após a produção de etanol saltar para o nível mais alto em mais de três meses na semana passada, enquanto os estoques caíram novamente, de acordo com a Administração de Informação de Energia.

A produção do biocombustível subiu para 975 mil barris por dia, em média, na semana que terminou em 2 de abril, informou o EIA em relatório. Isso representa 965.000 barris por dia na semana anterior e o nível de produção mais alto desde os sete dias que terminaram em 18 de dezembro.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho nos EUA subiram na quinta-feira devido ao otimismo das exportações e ao posicionamento à frente do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado na sexta-feira.

A publicação aponta ainda que, o milho também subiu enquanto a Administração de Informação de Energia dos EUA relatou os estoques de etanol no menor nível desde novembro.

“Estamos apenas a cerca de um milhão de galões de distância das baixas de outubro, em termos de estoques de etanol, indo para a temporada de verão”, disse Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics.

Na América do Sul, fontes baseadas no Brasil relataram sinais de que os preços domésticos estavam começando a tentar os produtores de etanol de milho a vender seus estoques à medida que buscavam lucrar com o preço alto e a oferta restrita, de acordo com informações da equipe do Grupo SAG-KK.

Enquanto isso, na Argentina, alguns exportadores devem enfrentar pressão para vender volumes nos próximos dias, levando algumas fontes a esperar que a pressão venha para a base de Up River. No entanto, outras fontes apontaram para uma colheita lenta do milho e para o fato de que as atenções dos agricultores provavelmente se dividirão entre o milho e o início da colheita da soja. Enquanto isso, os prêmios de base FOB Up River da Argentina se firmaram durante o dia em meio a ofertas mais altas de 85 centavos em relação a setembro para carregamento em agosto. Isso veio junto com um aumento nos valores de base FOB Santos no Brasil nos últimos dias, com o aumento das ofertas e lances para carregamento em julho e agosto., completou.

O mercado da Coreia do Sul relatou uma breve onda de interesse após a notícia de um relaxamento nas tarifas de importação, mas a mudança provavelmente terá como alvo as importações de produtos alimentícios não transgênicos. Enquanto isso, no Vietnã, as ofertas para o carregamento de cargas em maio entregues nos portos do sul do país foram ouvidas em US$ 300,60/t, enquanto julho foi ouvido por US$ 283,10/t.

No Mar Negro, o mercado ucraniano de milho permaneceu calmo na quarta-feira, com as ofertas nos mesmos níveis da noite. Alguma demanda spot foi reportada novamente do Egito, com ofertas em torno de US$ 276/t CFR contra ofertas de cerca de US$ 280/t. Não é muito competitivo, mas às vezes é adequado para demanda spot ou para chegada rápida, disse um corretor sobre o potencial da Ucrânia como ponto de abastecimento do Egito.

miho  
       
  B3 (Bolsa)   US$/MT
mai/21 99,95 0,11% 299,07
jul/21 95,5 0,22% 285,76
set/21 89,7 0,00% 268,40
nov/21 90,33 0,04% 270,29
Última atualização: 18:00 (08/04) Preço $/MT sem premio 

Os preços futuros do milho tiveram mais um dia altista na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,84% e 1,00% ao final da quinta-feira.

O vencimento maio/21 foi cotado à R$ 99,84 com elevação de 0,94%, o julho/21 valeu R$ 95,29 com alta de 0,84%, o setembro/21 foi negociado por R$ 89,70 com ganho de 0,84% e o novembro/21 teve valor de R$ 90,29 com valorização de 1,00%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado do milho segue firme sem muita oferta disponível no Brasil, com o “dono da bola” ainda sendo o produtor de milho.

“Por isso o mercado está muito pressionado e com muita especulação em números”, aponta.

 Brandalizze comenta ainda que, nos atuais patamares próximos aos R$ 100,00, o setor de ovos e suínos está de “cabelos em pé” e é preciso seguir acompanhando o que vai acontecer no mercado no restante do ano. Isto pode vir a ocorrer caso hajam problemas climáticos no desenvolvimento das lavouras e com isto os preços vão seguir altos e podem inclusive ultrapassar a barreira dos R$ 100,00 a saca mesmo que isto seja maior do que as paridades com o mercado físico e de exportação.

Segundo o gerente de consultoria agro do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, existem uma série de fundamentos altistas no mercado que sustentam estes patamares elevados de preços. Entre eles estão a disponibilidade limitada no spot, a produção menor do que a esperada na primeira safra, o plantio tardio e mais arriscado da safrinha e questões internacionais como pouco crescimento de área nos Estados Unidos e quebra na Argentina.

Dessa maneira, o especialista acredita que todos os fundamentos apontam para valorização das cotações no restante deste primeiro semestre e podem continuar, ou até mesmo crescer ainda mais, na segunda metade do ano.

O que vai determinar isso será o tamanho da produção da safrinha brasileira. O Itaú BBA ainda projeta uma safra de 80 milhões de toneladas e, caso o volume seja elevado, os preços tendem a recuar, mas ainda mantendo-se altos com relação aos índices históricos.

“O mercado está muito forte neste primeiro semestre, mas ninguém garante o que vai ser no segundo. Tem gente chutando que o milho pode chegar à R$ 130,00 e aí quem vai comer milho? Só os milionários, porque ovo, frango e suíno não vai poder comer”, afirma o analista.

O preço do milho disponível em Mato Grosso vem alcançando patamares recordes. De acordo com o relatório do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, na última semana as cotações do cereal atingiram a marca de R$ 72,36/sc. Dentre os fatores observados na semana, a divulgação trimestral das perspectivas de plantio do milho nos EUA pelo USDA teve grande influência no preço da CMEGroup e consequentemente no estado - os números vieram abaixo do esperado pelo mercado.

A alta no dólar, a redução da produção esperada do milho primeira safra no Brasil somado a semeadura tardia em Mato Grosso continuam sendo importantes fatores de alta no estado. Portanto, tendo em vista a atual conjuntura de fatores, as incertezas sobre a produção do milho safrinha em âmbito nacional e, principalmente, as previsões climáticas com baixos índices pluviométricos para as próximas semanas no

estado, os preços em Mato Grosso seguem em tendência altista.

O indicador Imea-MT apresentou elevação de 0,66% em relação à semana passada, seguindo fatores altistas. Assim, o preço médio do milho disponível ficou em R$ 71,29/sc. 

No estado do Rio Grande do Sul, o foco na soja deixa o mercado de milho lento, com vendedores a R$ 95,00 a saca, de acordo com informações obitdas com correspondentes do Grupo SAG-KK. Com o foco nos trabalhos de campo da soja, foram poucos os produtores que colocam lotes de milho à disposição hoje no mercado.

Conforme relatamos ontem, a venda está bem avançada, em cerca de 60%, quase em linha com a colheita, que pelas estimativas encontra-se em 70% até o momento.

Houve ofertas das mais diversas, sendo que uma média se encontra em torno de R$ 92,00 FOB nas regiões, mas que chegam a até R$ 95,00 a saca. Em Passo Fundo, negócios foram realizados a R$ 90,00 no FOB, e em Santa Maria a R$ 91,00 com pagamento curtíssimo. Ademais, compradores no mercado disponível pagam até R$ 90,00 no CIF e compradores em Erechim e Tapejara dispõe-se a pagar até R$ 93,00 em uma entrega maio com vencimento para 30 dias.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$ US$/MT
08/04/2021 95,49 0,18% 1,90% 17,13 285,73
07/04/2021 95,32 0,65% 1,72% 16,87 285,22
06/04/2021 94,7 0,70% 1,06% 16,92 283,36
05/04/2021 94,04 0,15% 0,35% 16,58 281,39
01/04/2021 93,9 0,20% 0,20% 16,46 Preço $/MT sem premio 

Com a escassez de ofertas em Santa Catarina, as pedidas subiram para a faixa entre R$ 97-102,00/saca. Ao que tudo indica, houve um grande movimento nos negócios de milho em Santa Catarina hoje, com destaques às mesorregiões que mais consomem no Estado, Oeste e Meio-Oeste. Por ali, ofertas estiveram em um nível de R$ 97,00 FOB até R$ 102,00 mais ICMS. Para garantir os lotes, compradores tiveram que pagar preços de até R$ 3,00 a saca acima do que foi visto no dia de ontem.

O Paraná tem o movimento lento no mercado. Uma coisa é fato: salvo algum engano e negócios com pagamentos curtíssimos, já não se encontram mais lotes abaixo de R$ 95,00 no Estado, e há produtores que já dizem não ‘abrir mão’, dos R$ 100,00; ora por estarem capitalizados, ora por perceberem as recentes altas e cogitarem o melhor negócio possível em seus lotes.

A quinta-feira (08) chega ao final com elevações para os preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pelos correspondentes do Grupo SAG-KK, foram percebidas desvalorizações apenas no Oeste da Bahia (0,34% e preço de R$ 73,50).

Já as valorizações apareceram nas praças de Londrina/PR (0,57% e preço de R$ 87,50), Pato Branco/PR (1,13% e preço de R$ 89,20), Palma Sola/SC (1,13% e preço de R$ 89,50), Ubiratã/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (1,16% e preço de R$ 87,50), Rio do Sul/SC (1,18% e preço de R$ 86,00), Eldorado/MS (1,20% e preço de R$ 84,00) e São Gabriel do Oeste/MS (3,66% e preço de R$ 85,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o mercado físico segue com poucos negócios, travado e com referências nominais. Todos os players estão atentos ao clima e ao dólar. Segundo a Somar Meteorologia, a umidade do solo aumentou em Mato Grosso e Goiás com a chuva dos últimos dias. A precipitação prosseguirá sobre Mato Grosso, Rondônia, Pará, Tocantins e Maranhão”.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de abril e trouxe dados sobre as três safras de milho além de projeções sobre oferta e demanda brasileiras.

Para a segunda safra, que está sendo plantada neste momento, a entidade aponta que 91,7% das lavouras já foram semeadas até a última semana de março contra 96,2% da safra passada neste mesmo período.

“Houve a intensificação do plantio das lavouras no mês de março, o qual estava atrasado em razão dos problemas sequenciais provocados pelo clima, observados no planejamento operacional das lavouras”, diz a publicação.

A entidade elevou para 14.837,7 mil hectares a expectativa de plantio, representando acréscimo de 7,9% em relação à segunda safra anterior. Já a produção esperada caiu de 82,802 milhões de toneladas para 82,608 milhões, representando incremento de 10,1% em comparação ao último ciclo.

 

SOYBEAN - SOJA

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira, 8, com preços em alta. À espera dos números do relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado absorveu os dados de exportação semanal e se posicionou com base em fatores técnicos.

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mai/21 14,1525 6,5 0,46
jul/21 14,0975 6,75 0,48
ago/21 13,7375 3,25 0,24
set/21 13,0225 0,75 0,06
       
Última atualização: 17:02 (08/04)  

O mercado da soja na Bolsa de Chicago abriu o dia no vermelho, em queda, mas passou a subir no meio do pregão e fechou com altas de 0,75 a 6,75 pontos nos principais contratos negociados na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (8). 

A pressão sentida inicialmente veio das boas condições de clima para os EUA, onde a safra 2021/22 começa a ser semeada, o que poderia, inclusive, motivar os produtores a plantarem mais do que foi sinalizado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no último dia 31 em seu relatório de intenção de plantio. 

De outro lado, cancelamentos de compras de soja pela China de soja da safra velha nos EUA reportados no boletim de vendas semanais para exportação do USDA também pesaram sobre o mercado, mesmo que pontualmente. De outro lado, novas vendas foram informadas com volumes da safra 2021/22 e ajudou a equilibrar o impacto do boletim na sessão desta quinta. 

Os traders também se alinharam diante de um novo corte feito pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires para a safra de soja da Argentina, a qual passou de 44 para 43 milhões na estimativa da instituição. 

E complementando o dia, o mercado acomodou os ganhos antes da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda a ser divulgado pelo USDA nesta sexta-feira, dia 9. 

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
abr/21 -5
mai/21 10
jun/21 35
fev/22 20
Última atualização: 08/04/2021

Os estoques finais da oleaginosa são esperados entre 2,86 e 3,67 milhões de toneladas, com média das expectativas em 3,24 milhões de toneladas. Em março, o número veio em 3,27 milhões e os da safra anterior foram de mais de 14 milhões. 

O reporte, segundo explicam analistas e consultores, porém, não deve trazer grandes mudanças ao cenário da safra 2020/21, mas dar destaque apenas a estoques finais norte-americanos de soja e milho ainda mais ajustados, de acordo com as expectativas do mercado. 

As vendas líquidas semanais somaram 246.600 toneladas, dentro da estimativa do mercado, que era entre 100 mil e 550 mil. O destaque foi o retorno da China como comprador, o que ajudou a sustentar as cotações.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 2,30 ou 0,56% a US$ 406,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 53,38 centavos de dólar, perda de 0,53 centavo ou 1%.

De acordo com informações obtidas pela equipe do Grupo SAG-KK,  os preços da soja continuam em queda no mercado internacional. Nos  mercados  à  vista,  as  ações  de  compra continuaram ausentes na base CFR China, uma vez que as margens de esmagamento permaneceram negativas. 

O marcador Agricensus APM-6 CFR China para embarque em maio da opção mais barata foi avaliado em 135 c/bu sobre o futuro de maio  equivalente a $567,25/t, queda de $3,5/t em relação à avaliação anterior. A mesma remessa do Golfo dos EUA foi avaliada em 200 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a US$ 591,25/t.

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 532,88   08/abr
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 516,55   08/abr
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 523,64   08/abr
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 175,00 por saca

No Brasil, o embarque de abril foi oferecido a 138 c/bu sobre o futuro de maio contra nenhuma oferta firme. Ouviu-se que a Sipal encomendou uma carga de 10.000 t para julho da CJ a por 55 c/bu premium para julho futuro, o que equivale a US$ 535,36/t.  A Bunge também foi avaliada por ter vendido a 5 c/bupremium sobre os futuros de maio para a Olam e Cofco, o que equivale a US$  518,82/t  FOB, embora os volumes de negociação não tenham sido divulgados. 

A indústperado com uma capacidade ociosa média de apenas 27%, informou a Ciara-CEC. "Quanto maior a capacidade ociosa, maior a participação dos custos fixos na estrutura geral de custos. Ou seja, custa mais processar uma tonelada de soja. E é possível ria de esmagamento da Argentina está atualmente trabalhando com uma capacidade ociosa de 46%,  nível mais alto desde 2015 e um aumento de três pontos percentuais em relação a uma média de 43% no ano passado, de acordo com um novo estudo da câmara local de esmagamento de oleosas e exportadores Ciara-CEC", completa. 

Em 2016, a indústria havia oque a indústria pague menos ao produtor de soja, para compensar o maior custo de produção e evitar o esmagamento com margens negativas. 

No 7º levantamento da safra de grãos, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), confirma o crescimento de 4,1%, em comparação à safra anterior, na área plantada da safra brasileira de soja no período 2020/21, atingindo 38,5 milhões de hectares. 

A colheita ganhou maior ritmo nas últimas semanas de março, com o tempo seco em alguns Estados e, naqueles onde continuou chovendo, foi possível avançar no trabalho durante os períodos de tempo aberto, diminuindo a defasagem do atraso em relação aos anos normais.

  soja US$ 5,57
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mai/21 31,14 173,45 0,23%
   
Última atualização: 15:21 (08/04)  

Com a umidade elevada dos grãos, já há algumas semanas, em alguns pontos do Mato Grosso e do Norte/Nordeste do país, os problemas de qualidade têm se avolumado. Além disso, a quantidade concentrada de soja saindo do campo com a umidade elevada tem causado filas de caminhões nos pontos de recebimento, com a padronização dos lotes demandando mais tempo que o normal.  Com a maior concentração de produto nos portos os prêmios de portos fecharam mais uma vez negativos em março e a tendência é que fiquem negativos até que os portos estejam com maiores disponibilidades.

Os Estados mais atingidos pelas chuvas em excesso foram o Tocantins e o Mato Grosso. No estado do Norte, à medida que avança a colheita, constata-se que a qualidade produto colhido vem melhorando significativamente, passando a atender os padrões de qualidade firmado com os adquirentes. No início do processo de colheita dos primeiros talhões houve registros de áreas afetadas com queda na qualidade do produto colhido (grãos ardidos) devido, principalmente, ao excesso de chuvas durante fevereiro e que perdurou, na época, por duas semanas de forma ininterrupta

No Mato Grosso mesmo com os elevados investimentos atrelados à cultura e os pacotes tecnológicos empregados, o potencial produtivo foi limitado, por fatores decorrentes do clima, tanto no início do ciclo, quando a falta de chuvas comprometeu a plenitude produtiva da soja, quanto em sua fase final, quando a situação oposta de excesso de umidade devido às chuvas provocou incidência de avarias e desvalorização do grão. No Estado estima-se um rendimento médio de 3.473 kg/ ha, resultado 3,2% inferior ao da última safra.Por conta desse problema, empresas compradoras têm efetivado descontos sobre o produto acima dos parâmetros. 

Apesar desse quadro, é esperada uma produção recorde de 135,5 milhões de toneladas, representando incremento de 8,6% em relação à safra passada. A produtividade esperada é de 3.523 kg/ha ou 4,3% a mais. No levantamento de março a safra era projetada em 135,1 milhões de toneladas.

A demanda interna total (esmagamentos, sementes e perdas) está estimada em 50,44 milhões de toneladas, que deve permanecer aquecida em virtude do crescimento da economia, do aumento da produção de carnes para exportação e da mistura do biodiesel, que passou de B12 para B13. Espera-se que as exportações atinjam um número próximo de 85,6 milhões de toneladas, motivadas pela forte demanda chinesa e pelo alto percentual comercializado para a safra 2020/21.

Os preços elevados devem se manter. Entre os motivos está a redução da safra da Argentina, de 49 milhões de toneladas para 44 milhões de toneladas devido ao clima. O país é um dos maiores players de mercado mundial no fornecimento de farelo e óleo de soja. Também colaborou a alta dos preços de farelo e óleo de soja no mercado internacional. Os óleos vegetais estão sob suporte de uma forte demanda (principalmente de biodiesel) e problemas na safra da palma na Ásia devido a variações adversas no clima.

Além disso a estimativa de plantio de soja nos Estados Unidos foi elevada em 5%, estimada em 35,45 milhões de hectares. Mesmo com um aumento de produção, é possível que o estoque final para a safra 2021/22 americana seja o menor da história. A tendência é que os preços internacionais continuem firmes em abril ainda influenciado pela perspectiva de plantio do USDA e os baixos estoques americanos.

No mercado brasileiro da soja, o Rio Grande do Sul negociou cerca de 35.000 toneladas no dia de hoje, de acordo com informações que obtidas com correspondentes do Grupo SAG-KK. No entanto os volumes vão bem, estão saindo todos os dias mesmo com as variações nos preços ocasionadas pelo câmbio e pela Bolsa de Chicago (CBOT). 

Hoje os preços da soja foram avaliados em alguns locais consideravelmente abaixo dos de ontem, com Ijuí chegando a cair mais de 1%. Quanto aos negócios que rodaram, os preços ficaram em R$172,00 e R$173,00 para pagamento entre os dias 5 e 15 de maio e Canoas também vendeu um pouco, cerca de 2.000 toneladas para pagamento também em 15 de maio.

Em Santa Catarina, 600 toneladas vendidas em SFS. O mercado de Santa Catarina não tem tido muito movimento no geral, mas pequenos volumes estão sendo negociados a valores entre R$172,00 e R$173,00, o motivo é bastante óbvio: o foco continua na colheita que está bastante atrasada e atingiu os 75% somente agora.. 

Já no Paraná, o mercado se encontra totalmente parado. No Paraná o mercado permaneceu congelado, sem variações de vendas e sem variações de preços, o foco pode ser uma mistura de espera pela queda dos fretes que já começaram a cair com o fim do pico da colheita de soja e milho e de atenção nas lavouras que já passam dos 95% colhidos e só precisa ser terminada, é esperado que as movimentações sejam aceleradas em breve.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
08/04/2021 172,63 0,06% -0,39% 30,98
07/04/2021 172,52 -0,65% -0,45% 30,54
06/04/2021 173,65 0,47% 0,20% 31,02
05/04/2021 172,84 -0,59% -0,27% 30,47
01/04/2021 173,86 0,32% 0,32% 30,47

No Brasil, uma pressão sobre os preços foi sentida pela queda de mais de 1% do dólar frente ao real nesta quinta. A moeda americana perdeu 1,26% para encerrar o dia com R$ 5,57. O recuo foi compensando pelo avanço das cotações na Bolsa de Chicago, o que fez com que as referências nos portos permaneça, como explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, entre R$ 172,00 e R$ 180,00 por saca. 

"As negociações estão muito pontuais. Temos cerca de 85 milhões de toneladas da safra já negociada, o restante nas mãos do produtor para ir negociando aos poucos", diz o consultor. "A safra nova também lenta de negócios, na faixa de R$ 158,00 a R$ 160,00 para 2022 e os produtores aproveitando os bons momentos de troca", complementa.

Acompanhando a alta do dólar, o indicador para o preço disponível da soja em MT obteve leve alta de 0,99% em relação à semana anterior, cotado a R$ 155,18/sc. De acordo com o relatório do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), atrelado à alta do dólar corrente, o preço paridade de exportação para março de 22 obteve acréscimo de 2,65% na média semanal, com as cotações em torno de R$135,02/sc.

Devido ao aumento das cotações da soja em grão, a margem de esmagamento apresentou queda de 5,16% na média semanal, cotado a R$ 466,03/t.

Durante praticamente todo o mês de março/21 a soja em Chicago ficou oscilando entre US$ 14,00/bu e US$ 14,50/bu. Os principais fundamentos que guiavam e equilibravam o mercado eram o avanço da colheita de soja no Brasil, as condições climáticas na

Argentina e a forte demanda pela soja norte-americana. Porém, no último dia do mês, os preços aumentaram tanto que atingiram seu limite de alta diária: de US$ 0,70/bu.

O motivo foi a surpresa nos dados divulgados pelo USDA sobre a intenção de área plantada de soja nos EUA. Enquanto o mercado aguardava um valor próximo de 36,45  milhões de ha, o USDA reportou 35,45 milhões de ha, 1 milhão de ha a menos! Para se ter uma ideia, a estimativa do Fórum Agrícola do USDA (em fevereiro) foi de 36,42 milhões de ha. Com isso, a projeção de produção reduz consideravelmente e impulsiona ainda mais os preços em Chicago neste momento.

Levantamento elaborado por Safras & Mercado indica que os preços dos fretes da soja e do milho oscilaram nas principais rotas de escoamento do país no período terminado em 7 de abril.

O frete entre Cascavel e Paranaguá caiu de R$ 155 para R$ 135 por tonelada. Entre Sorriso (MT) e Paranaguá, o preço por tonelada caiu de R$ 370 para R$ 320. De Rondonópolis a Paranaguá, os preços caíram de R$ 270 para R$ 265 por tonelada.

Entre Passo Fundo e Rio Grande, o frete subiu de em R$ 135 para R$ 140 por tonelada. Entre Rio Verde (GO) e o Porto de Santos, os preços caíram de R$ 270 para R$ 265 por tonelada.


SUGAR - AÇUCAR
 

May NY world sugar 11 (SBK21) on Thursday closed up +0.04 (+0.26%), and May London white sugar 5 (SWK21) closed up +0.80 (+0.19%) at $424.70.

Sugar prices on Thursday posted modest gains, with NY sugar at a 2-week high. Strength in foreign demand for Brazil&39;s ethanol supplies is positive for sugar prices. Brazil&39;s Trade Ministry reported Thursday that Brazil&39;s Jan-Mar ethanol exports rose +82% y/y to 548 mln liters, the highest in 5 years for this period. The stronger demand may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies.

US$/MT
442,93
Preço $/MT sem premio 
 

Sugar prices continue to be undercut by the raging pandemic in Brazil, which may prompt the government to extend lockdowns that crimp fuel demand and encourage Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward sugar production rather than ethanol production, thus boosting sugar supplies. Brazil reported a record of 4,195 Covid deaths on Tuesday.

Sugar prices were also undercut by last Thursday&39;s news that India&39;s sugar output in Oct-March rose +19% y/y to 27.76 MMT 23.3 MMT a year earlier due to a bumper crop and increased cane crushing. The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT. However, in a supportive factor for sugar prices, the Indian Sugar Mills Association (ISMA) said that India&39;s sugar mills had contracted only 4.5-4.6 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT due to a shortage of shipping containers.

Sugar prices continue to be undercut by demand concerns as a third Covid wave in Europe has prompted France, Germany, and Italy last week to widen their pandemic lockdown measures, which will reduce economic growth and commodity demand.

US$/MT
424,70
Preço $/MT sem premio 

Signs of abundant global sugar production are negative for prices. Unica reported March 18 that Brazil&39;s Center-South sugar production Oct through mid-Mar was up +44% y/y to 38.287 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.16% in 2020/21 34.38% in 2019/20. Also, researcher Datagro on March 10 projected that the global sugar market in 2021/22 would shift to a surplus of +1.1 MMT after a -2.6 MMT deficit in 2020/21.

Sugar prices have underlying support concern about the possibility of reduced sugar exports Brazil. On Feb 22, Brazil reported that current shipping delays for its soybean exports might curb global sugar supplies because the queue of vessels waiting at Brazilian ports is so large that bottlenecks will likely continue until May when sugar is normally the biggest crop for export.

Sugar also has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported March 17 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Mar 15 fell -8.2% y/y to 7.5 MMT.

As cotações do açúcar na Bolsa de Nova York encerraram a sessão desta quinta-feira (08) valorizadas, com máximas de duas semanas sendo testadas. Operadores repercutiram dados de exportação de etanol pelo Brasil no primeiro trimestre, o que poderia diminuir a oferta de açúcar.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York encerrou o dia com valorização de 0,26%, cotado a US$ 15,18 c/lb, com máxima de 15,39 c/lb e mínima de 15,13 c/lb. O tipo branco em Londres registrou salto de 0,19%, negociado a US$ 424,70 a tonelada.

Com teste de máximas de duas semanas, as cotações futuras do açúcar no dia encerraram em alta com posicionamento do mercado sobre a notícia de firme demanda externa pelo etanol do Brasil, o que poderia fazer com que a expectativas da nova safra sejam vistas.

"A demanda mais forte pode levar as usinas de açúcar do Brasil a desviarem a moagem de cana para a produção de etanol em vez da produção de açúcar, reduzindo assim o fornecimento", disse em nota a consultoria Barchart.

De acordo com a Barchart, as exportações do biocombustível pelo Brasil, de janeiro a março, aumentaram 82% no comparativo anual, para 548 milhões de litros, o maior nível em cinco anos para o período.

Além disso, o dia foi marcado por valorização do real ante o dólar, o que também contribui para a alta do adoçante, além de ajuste de posições ante as perdas registradas na véspera que acompanharam as preocupações com a demanda diante da Covid-19.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
08/04/2021 106,47 1,15% 2,23% 19,1  
07/04/2021 105,26 -0,38% 1,07% 18,63  
06/04/2021 105,66 0,68% 1,45% 18,87  
05/04/2021 104,95 0,19% 0,77% 18,5  
01/04/2021 104,75 0,58% 0,58% 18,36  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 105,42      
  valor saco $ 18,93      
  valor ton $ 378,52  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
           
US$/MT
382,30
377,95
379,39
376,84
Preço $/MT sem premio 

O line-up de açúcar do Brasil, programação de embarques pelos portos, registrava 881,10 mil toneladas na semana até o dia 07 de abril, sobre 1,02 milhão de t na semana anterior, sendo 785,32 mil t de VHP, segundo a agência marítima Williams Brasil.

O total de navios no período era de 26, sobre 30 na semana anterior. A maior parte da programação de navios estava relaciona ao Porto de Santos, com 576,10 mil t, seguida por Paranaguá com 189,51 mil t, segundo o levantamento da agência marítima.

Os dados da Williams Brasil consideram as embarcações ancoradas, as que esperam a atracação e as que devem chegar aos portos até dia 22 de abril.

Após três altas seguidas, o preço do açúcar no mercado brasileiro voltou a cair na quarta-feira. O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, recuou 0,38%, a R$ 105,26 a saca de 50 kg.

Já no Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar seguiu em estabilidade, a R$ 112,10 a saca, segundo dados da Datagro.

O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha na última sessão o preço FOB cotado a US$ 16,50 c/lb, com desvalorização de 0,13% sobre o dia anterior.

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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