MDMA, a substância que compõe o ecstasy, é uma droga muito ligada à cultura clubber há décadas, e é por isso que sempre que se descobre algo novo sobre ela, é relevante para nós
O estudo da vez foi publicado no Journal of Psychopharmacology e mostra que o cérebro de usuários de MDMA apresenta um processamento mais fraco na hora de realizar tarefas cognitivas desafiadoras.
O estudo investigou usuários que tenham usado a droga ao menos 11 vezes na vida, mas não só isso: todos eles têm o hábito de misturar a bala ou o MDMA com outras drogas, além da elevada probabilidade de o ecstasy consumido por eles não ser MDMA puro, mas sim um combinado de outras substâncias. Como a droga não é regulamentada na maioria dos países, ocorre que a maioria dos usuários acaba não sabendo exatamente o que está consumindo — e é por isso que é tão importante o incentivo aos testes das drogas para quem defende a política de redução de risco.
A pesquisa revela que o cérebro do usuário requer mais oxigênio pra executar uma tarefa, o que significa que esse cérebro precisa trabalhar mais. Curiosamente, observou-se também que a deficiência cognitiva era mais grave nas pessoas com o histórico mais recente de uso de ecstasy, o que sugere que o cérebro pode se recuperar à medida que o uso for interrompido.
› FONTE: Floripa News // House mag