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O que falta para tornar o futebol brasileiro mais atraente para público e investidores

Publicado em 09/08/2013 Editoria: Esporte Comente!


Neymar / AFP

Transferência de craques, como Neymar, prejudica futebol brasileiro, dizem especialistas

Celebrado como "país do futebol", o Brasil não consegue levar mais do que 13 mil torcedores em média ao estádio em partidas da principal competição nacional. As receitas do esporte no país ainda são baixas quando comparadas às dos principais clubes da Europa ou mesmo de países onde o futebol não é tão popular. E os times brasileiros não conseguem impedir a ida de seus principais talentos para a Europa.

Esses são problemas já conhecidos e que não foram resolvidos nas últimas décadas. Ao mesmo tempo, países com até então pouca tradição no esporte, como Estados Unidos, Japão e China, evoluíram, criaram ligas competitivas e começaram a atrair jogadores renomados no cenário internacional.

A BBC Brasil conversou com cartolas do futebol nacional e especialistas em gestão esportiva para tentar mapear o que falta para o futebol brasileiro se tornar mais atraente para público e investidores.

Desempenho fraco

O Brasil foi apenas o 18º colocado em média de público em um ranking dos 20 maiores campeonatos nacionais do mundo divulgado no início deste ano pela Pluri Consultoria. Ficou atrás, por exemplo, da Major League Soccer (a liga americana de futebol), do Campeonato Chinês e da Segunda Divisão da Inglaterra.

Comparado à Alemanha, que ocupa o primeiro lugar (com média de 42.646 torcedores por jogo na Bundesliga), o "país do futebol" perde de goleada, com média de público de apenas 12.983 por partida no Brasileirão.

O desempenho financeiro dos clubes brasileiros também é tímido, na comparação com os europeus. Um levantamento da consultoria Deloitte apontou, no início do ano, que o Corinthians é o primeiro time do país a aparecer na lista dos mais ricos do mundo (em 31º lugar) - atrás de clubes de menor expressão na Europa, como o Sunderland, da Inglaterra.

Além disso, a perda de grandes jogadores para o futebol pode até ter diminuído nos últimos anos, mas ainda provoca desfalques irreparáveis nos grandes clubes. Neymar, Paulinho e Bernard foram alguns dos que deixaram Santos, Corinthians e Atlético-MG, respectivamente, durante o Campeonato Brasileiro, em busca de maior exposição no Velho Continente.

"Os campeonatos europeus estão muito acima, o Campeonato Inglês é o melhor do mundo, comparar com eles não dá, porque aí a gente fica ridículo", lamenta o presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil. "Podemos chegar lá só daqui a uns 20 anos."

Imagina na Copa

A proximidade da Copa do Mundo de 2014 e o crescimento da economia brasileira podem ser uma oportunidade para a reforma e modernização de estádios e a busca por uma organização mais estável e eficiente para gerir os clubes.

Mas os números da atual temporada indicam que, apesar de avanços, os dirigentes do país ainda têm muito a fazer para, de fato, reconquistar a confiança dos torcedores. Os clubes reconhecem o desafio.

"A gestão dos clubes no Brasil é muito precária, está melhorando, mas eu diria que a gente passou da pedra lascada pra pedra polida, não chegamos nem na Idade do Ferro", afirma Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do Corinthians, à BBC Brasil.

› FONTE: BBC Brasil

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