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Farelo de soja sobe 7% na China e pode puxar negócios no Brasil - Milho segue acima dos R$98 /sc

Publicado em 07/04/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro operam com a Bolsa de Chicago (CBOT) altista nesta quarta-feira. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,00 e 6,25 pontos ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 5,60 com valorização de 6,25 pontos, o julho/21 valeu US$ 5,46 com alta de 5,00 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 4,99 com ganho de 1,00 ponto e o dezembro/21 teve valor de US$ 4,85 com elevação de 2,25 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,08% para o maio/21 , de 0,92% para o julho/21, de 0,20% para o setembro/21 e de 0,41% para o dezembro/21.

miho    
         
Chicago (CME)    
CONTRATO US$/bu VAR   US$/MT
MAY 2021 560,5 6,25   220,67
jul/21 546 5   214,96
SEP 2021 499,25 1   196,55
DEC 2021 485,5 2,25   191,14
Última atualização: 16:01 (07/04) Preço $/MT sem premio 

Segundo informações da Agência Reuters, o milho de Chicago ganhou antes do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), na sexta-feira, que deve mostrar fortes exportações reduzindo ainda mais os estoques do cereal.

“O milho luta para encontrar uma direção, já que os traders esperam que o USDA ajuste o uso de grãos em sua avaliação mensal de oferta e demanda”, destaca Christopher Walljasper da Reuters Chicago.

Por outro lado, Joe Vaclavik, presidente da Standard Grain, aponta que, a agência pode esperar para ver se as exportações de grãos alcançam as vendas recentes antes de reduzir os estoques. “Ainda temos muito transporte a fazer, em termos de milho, se quisermos chegar perto dessas metas”, disse ele.

Enquanto isso, os mercados de milho dos EUA também estão sustentados devido aos atrasos no plantio de milho de segunda safra no Brasil, o que poderia reduzir a produtividade em aproximadamente 3,6% neste ano, de acordo com análise da consultoria Agroconsult.

De acordo com informações obtidas pela equipe do Grupo SAG-KK, as licitações reapareceram no mercado internacional de milho, mas os preços recuaram em todas as praças. A atividade comercial foi lenta na Coréia do Sul e no Vietnã, com ofertas de milho para os portos do sul do Vietnã de Phu My e Cai Mep em US $ 301,60/t para carregamento em abril e US $ 300/t para maio. 

As ofertas para junho foram ouvidas em US $ 299,60/t em uma base CIF Hai Phong, no norte do país. Movendo-se  para  o  Mar Negro,  o  mercado  de  milho à vista  da  Ucrânia  permaneceu lento em meio à falta de demanda. As ofertas mais baixas foram ouvidas para carregamento spot em cerca de US$258/t FOB Mykolaiv e US$263/t FOB  PIPP  para  cargas  com  documentos  da  China, enquanto todas as outras ofertas permaneceram em US$265- $ 266/t HIPP para abril e ainda mais para maio. 

Além  disso,  alguma  demanda  foi  ouvida  no  destino Egito, com ideias de licitação em torno de US$ 276- $277/t CFR ou cerca de US$255/t FOB equivalente, também para posições de carregamento spot. Nos  dados,  as  importações  europeias  de  milho  também  foram  registradas  no  nível mais baixo desde 1º de julho, no início da campanha, com apenas 132.484 toneladas importadas na semana até 1º de abril. Desse total, 50.099 toneladas chegaram à Holanda e 47.097 toneladas chegaram à Espanha.

As importações totais de milho subiram para 11,8 milhões de toneladas desde o início da campanha, deixando o bloco 27% atrás do ritmo do ano passado. Dessas cifras, 4,97 milhões de toneladas foram originadas da Ucrânia e 4,43 milhões de toneladas do Brasil.

miho  
       
  B3 (Bolsa)   US$/MT
mai/21 98,9 -0,01% 292,26
jul/21 94,65 0,16% 279,70
set/21 89,12 0,19% 263,36
nov/21 89,75 -0,26% 265,22
Última atualização: 18:00 (07/04) Preço $/MT sem premio 

Os preços futuros do milho recuaram nesta quarta-feira na Bolsa Brasileira (B3) em um movimento de correção e realização de lucros após as altas dos últimos dias. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,39% e 1% ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à R$ 98,91 com queda de 0,81%, o julho/21 valeu R$ 94,50 com desvalorização de 1%, o setembro/21 foi negociado por R$ 88,95 com baixa de 0,39% e o novembro/21 teve valor de R$ 89,40 com perda de 0,64%.

Segundo o gerente de consultoria agro do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, existem uma série de fundamentos altistas no mercado que sustentam estes patamares elevados de preços. Entre eles estão a disponibilidade limitada no spot, a produção menor do que a esperada na primeira safra, o plantio tardio e mais arriscado da safrinha e questões internacionais como pouco crescimento de área nos Estados Unidos e quebra na Argentina.

Dessa maneira, o especialista acredita que todos os fundamentos apontam para valorização das cotações no restante deste primeiro semestre e podem continuar, ou até mesmo crescer ainda mais, na segunda metade do ano.

O que vai determinar isso será o tamanho da produção da safrinha brasileira. O Itaú BBA ainda projeta uma safra de 80 milhões de toneladas e, caso o volume seja elevado, os preços tendem a recuar, mas ainda mantendo-se altos com relação aos índices históricos.

Por outro lado, caso haja problemas climáticos no desenvolvimento das lavouras, os preços vão seguir altos e podem inclusive ultrapassar a barreira dos R$ 100,00 a saca mesmo que isto seja maior do que as paridades com o mercado físico e de exportação.

Em Alagoas, o Indicador mensal foi de R$ 111,77/sc, altas de 3,81% em relação a fevereiro/2021 e de 34,24% frente a março/2020, também em termos nominais. Na Paraíba, o Indicador mensal do cristal CEPEA/ESALQ foi de R$ 109,35/sc, com altas de 1,20% em relação a fevereiro/2021 e de 29,79% frente a março/2020. No mercado internacional, os valores do demerara seguiram pressionados em março, mesmo com os índices macroeconômicos favorecendo o aumento nas cotações. A temporada 2021/22 no Centro-Sul brasileiro deve começar um pouco mais tarde do que a anterior (2020/21), e a Sucden estima que a produção total de cana-de-açúcar na região cairá cerca de 10% na nova temporada. Já a produção na Tailândia, no Paquistão e no bloco econômico europeu também deve ser prejudicada por adversidades climáticas. Além disso, o dólar continuou excessivamente apreciado frente à moeda brasileira. Na última semana do mês, os valores na ICE Futures (Bolsa de Nova York) cederam, e o primeiro vencimento voltou a operar na casa dos 14 centavos de dólar por libra-peso, pressionado pela desvalorização do petróleo. Além disso, a Índia espera aumento na produção de açúcar na temporada 2020/21. Outro fator para a queda pode estar atrelado à alta no número de casos de covid-19 na Europa.

 Além disso, medidas restritivas de locomoção em diversas cidades brasileiras para reduzir a contaminação podem limitar a procura por etanol no País e levar usinas nacionais a produzirem mais açúcar e menos etanol por tonelada de cana. Cálculos do Cepea indicaram que, em fevereiro, as vendas externas do açúcar remuneraram, em média, 1,08% a mais que as internas. Esse cálculo considera o valor médio do Indicador CEPEA/ESALQ e do vencimento Maio/21 (contrato nº 11) da Bolsa de Nova York (ICE Futures), prêmio de qualidade estimado em US$ 50,79/tonelada e custos com elevação e frete de US$ 40,73/tonelada.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$ US$/MT
06/04/2021 94,7 0,70% 1,06% 16,92 279,85
05/04/2021 94,04 0,15% 0,35% 16,58 277,90
01/04/2021 93,9 0,20% 0,20% 16,46 277,48
31/03/2021 93,71 -0,54% 9,72% 16,66 276,92
30/03/2021 94,22 -0,19% 10,31% 16,39 Preço $/MT sem premio 

O tempo mais seco a partir da segunda quinzena de março no Brasil Central e no Centro Sul do país mantém as incertezas com relação à segunda safra de milho, em fase final de semeadura, e colabora com a sustentação dos preços do cereal no mercado brasileiro.

O dólar em patamares mais altos frente à moeda brasileira também tem pesado na precificação do milho, em reais. A cotação da moeda norte-americana saiu de R$5,49 no dia 23/3 para R$5,79 no dia 29/3. No dia 5/4 o dólar fechou cotado em R$5,66. Por outro lado, o avanço da colheita da safra de verão (primeira safra) no país e os negócios mais travados, com a queda de braço entre compradores e vendedores, limitaram as altas nos preços. 

Na região de Campinas-SP, o preço do milho subiu 9,6% no acumulado de março, fechando cotado em R$97,50 por saca de 60 quilos (31/3). Atualmente, a referência está em R$98,00 por saca de 60 quilos na região (6/4). Na comparação anual, o milho está custando 69,0% mais esse ano. Para o curto e médio prazos (abril), a expectativa é de preços firmes para o milho no mercado interno, com os agentes de mercado de olho no clima e na situação das lavouras de segunda safra no país.

O mercado do milho do estado do Rio Grande do Sul registrou altas de até R$ 2,00 nas indicações, com os negócios permanecendo parados, segundo informações obtidas pelos correspondentes do Grupo SAG-KK. Na busca pelos lotes que, diga-se lá, andam ‘sumidos’ no mercado  gaúcho,  compradores  aumentaram  as indicações no dia de hoje. Não pareceu suficiente, no entanto, para despertar o interesse de vendedores e não ouvimos relatos de negócios. Por aqui, cerca de 70% do milho já foi colhido e estima-se que pelo menos 60% do total já está comercializado.

Em Santa Catarina, foi visto o preço em R$ 95,00 CIF em diversas microrregiões do oeste e 20% das lavouras perdidas. Os  produtores  de  milho  de  Santa  Catarina têm  enfrentado  diversos problemas  em  suas  lavouras neste ciclo  e, recentemente, o que tem preocupado são os diversos ataques de cigarrinha. Entidades acreditam que pelo menos  20%  da  produção  deve  se  perder  com  os ataques do inseto. 

No Paraná, 88% da safra de verão está colhida, com mercado firme na comercialização apesar de recentes altas. Os negócios andaram em ritmo firme hoje pela manã e as sucessivas altas da BM&F pareceram encorajar os compradores a encarar aquilo que seria o ‘numero mágico’ de produtores. Assim, foram vistos diversos negócios, principalmente em regiões tipicamente consumidoras, como oeste, sudoeste e norte velho. 

Para o Mato Grosso do Sul, tivemos recentes altas que fazem o produtor subir R$ 2,00 por saca nas ofertas. As  indicações  também  subiram  e,  apesar  de  não acompanharem  estes  números,  chegaram  a  até  R$ 85,00 em Maracaju, R$ 87,00 em Campo Grande, e R$ 86,50 em Dourados.

A quarta-feira (07) chega ao final com os preços do milho elevados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Pato Branco/PR, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Eldorado/MS, Campinas/SP, Cascavel/PR, Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT e Ponta Grossa/PR.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “a chuva retornou com vigor nas principais áreas de milho no Mato Grosso, Goiás, Minas Gerias e Rondônia. No entanto, o sentimento de cautela continua, uma vez que os negócios no mercado físico está travado em boa parte das praças produtoras”.

Por outro lado, dados da Agrymet de balanço hídrico mostram um quadro bastante preocupante para a cultura em áreas produtoras do Centro-Sul do país, com a falta de chuvas das últimas semanas já apresentando reflexos ao desenvolvimento do milho safrinha em partes do Brasil. 

"Principalmente na região Centro-Sul, a gente vem enfrentando um ano bastante atípico. Já foi atípico no ano passado, quando a gente observou atraso no plantio da soja em grande parte do Brasil", pontua Paulo Sentelhas, CTO da Agrymet.

Segundo o especialista, não bastam chuvas serem registradas nas próximas semanas para reversão do cenário nas regiões de produção, também é preciso que o solo já tenha uma reserva hídrica disponível para garantir o desenvolvimento das plantas.



SOYBEAN - SOJA

Depois de iniciarem o dia em alta na Bolsa de Chicago, as cotações da soja voltaram a recuar e fecharam o dia em baixa na sessão desta quarta-feira (7). Os futuros da oleaginosa terminaram o dia com perdas de 0,50 a 10 pontos nas posições mais negociadas, levando o maio a US$ 14,08 e o setembro a US$ 13,01 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mai/21 14,0875 -10 -0,7
jul/21 14,03 -8,25 -0,58
ago/21 13,705 -4,75 -0,35
set/21 13,015 -3,5 -0,27
       
Última atualização: 17:02 (07/04)  

Parte desta pressão se deu pelas boas condições de clima nos Estados Unidos para o início do plantio da safra 2021/22 do país, começando pelo milho e, na sequência, o da soja. 

"Ao que tudo indica, se o clima continuar assim, teremos um plantio rápido, uma germinação rápida, diferentemente do que se deu nos últimos dois anos, e aí esse clima parece que trará um risco menor em termos de quebra, para o milho neste momento, e para a soja também", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities. 

Mantendo-se este cenário, as mudanças na área de ambas as culturas podem começar a aparecer, com algum aumento podendo ser registrado. O mês de abril deve ser benéfico, de acordo com as últimas previsões, e isso sinaliza essa pressão sobre as cotações. 

"Neste momento, o weather market é o cartão de visitas. Quando o mercado climático se der como nós conhecemos, vamos ver uma maior volatilidade", diz o analista. Aos poucos, portanto, o mercado vai acompanhando as questões do clima e essa opção do produtor americano pela possibilidade de aumentar a área, o que poderia vir pelos preços ainda altos em Chicago. 

Em contrapartida, os preços do farelo de soja voltando a subir na China sinalizam essa melhora da demanda chinesa, podendo intensificar suas compras no mercado brasileiro ainda para cobrir sua demanda para os meses mais próximos. Caso isso se confirme, o movimento poderia dar mais espaço ao avanço da comercialização no Brasil, inclusive, com uma melhora dos prêmios no mercado nacional. 

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
abr/21 -25
mai/21 -10
jun/21 15
fev/22 20
Última atualização: 07/04/2021

De acordo com informações obtidas pela equipe SAG-KK, o mercado internacional da soja o se mostrou mais firme nesta quarta-feira, quando saiu um cargo FOB do Brasil. Os atrasos na colheita brasileira também contribuíram para pressionar os preços, apesar dos embarques recorde do país em março. As exportações totais do Brasil em março aumentaram mais de 24% com relação ao ano anterior, para 13,5 milhões de toneladas.

Nos EUA, o volume de esmagamento de soja em fevereiro caiu 15% em relação ao mês anterior, para 164,3 milhões de bu, abaixo das expectativas do mercado de 166,4 milhões de bu (4,47 MT). Além disso, a Coreia do Sul comprou 30.000 toneladas de soja não transgênica. A China permaneceu quieta devido às margens ruins. As ofertas para embarque em maio do Brasil foram relatadas em 145 c/bu sobre os futuros de maio contra nenhuma oferta firme. Enquanto a remessa de julho foi oferecida a 175-178 c/bu sobre os futuros de julho contra o interesse de compra que estava 10 c/bu abaixo da oferta.

O indicador CFR China para o embarque em maio da opção mais barata foi avaliado em 135 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a $ 570,75/t, um aumento de $ 7,75/t em relação à avaliação anterior. Na origem, os prêmios da soja brasileira se firmaram na terça-feira, com uma remessa de  maio negociada a 5 c/bu sobre o futuro de maio na base FOB Paranaguá. Nos EUA, os valores da barcaça CIF ficaram estáveis com o embarque de maio atrelado a 68 c/bu sobre os futuros de maio e o embarque de junho avaliado em 79 c/bu sobre o futuro de julho, ambos abaixo de 2 c/bu em relação às avaliações anteriores.

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 523,14   07/abr
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 513,15   07/abr
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 517,14   07/abr
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 175,00 por saca

No mercado do Rio Grande do Sul, os preços da soja subiram e 100.000 toneladas foram negociadas, sendo vendidas só entre ontem e hoje pela manhã  a excelentes preços até R$1,10 mais altos do que os de ontem, de acordo com informações obtidas pelo Grupo SAG-KK junto a seus correspondentes. Ademais os prêmios para maio em diante corrigiram e abril sofreu uma pequena queda, com a demanda reformulada para períodos mais distantes. Os futuros de junho no porto chegam agora à R$179,00 e os do final de maio à R$176,50.

Já em Santa Catarina, os preços estão um pouco mais baixos e sem negócios. As coisas parecem esfriar um pouco para a soja de Santa Catarina, visto que os preços caíram em mais de R$2,00 em relação à última checagem. Além disso, hoje pela manhã, está sendo um dia de apenas indicações que chegaram até à R$173,50 mas sem nenhum negócio sendo feito até o momento. 

No Paraná, pequenos volumes rodam a bons preços. Embora tenha ocorrido uma desvalorização geral na soja paranaense, o mercado não parou como um todo e pequenos negócios começaram a rodar a R$173,20 e a R$170,00, mas segundo especialistas, foram movimentações muito pontuais. Ademais, a soja no Noroeste do Estado está à R$168,50, mas também sem negócios e em Moageiras está sendo indicado volumes à R$170,00, mas também sem vendas.

  soja US$ 5,64
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mai/21 31,07 175,23 -0,61%
   
Última atualização: 15:21 (07/04)  

O esmagamento de março foi 71,38% maior do que fevereiro no estado do Mato Grosso do Sul. O Relatório Granos desta semana registra que o total do esmagamento de soja no estado do Mato Grosso foi de 388.700 toneladas, cerca de 71,38% maior do que as 213.970 toneladas esmagadas em fevereiro. A capacidade instalada no estado é de 12.700/t/dia.

As exportações de soja do Brasil somaram 14,9 milhões de toneladas em março, contra 13,3 milhões no mesmo período do ano passado, mostraram dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) nesta quarta-feira, marcando um novo recorde mensal para os embarques da oleaginosa.

Em abril, as vendas externas de soja estão projetadas entre 14 milhões e 16,3 milhões de toneladas, acrescentou a Anec em boletim semanal, sinalizando potencial para uma nova marca histórica ainda neste mês.

A associação destacou, no entanto, que a estimativa tem como base a programação de navios e que por isso "está considerando a possibilidade de menores embarques de cargas" em relação ao máximo de 16,3 milhões de toneladas previstas. No mesmo boletim, a Anec diz esperar embarques de 22 mil toneladas de milho em abril.

O Brasil deverá produzir 114 milhões de toneladas de milho na safra 2021/22, segundo informações do boletim Gain Report, de adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume deve superar as 105 milhões de toneladas esperadas na temporada 2020/21.

A área a ser colhida deve ficar em 20 milhões de hectares de milho, acima dos 19,5 milhões de hectares previstos na temporada (2020/21).

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
06/04/2021 173,65 0,47% 0,20% 31,02
05/04/2021 172,84 -0,59% -0,27% 30,47
01/04/2021 173,86 0,32% 0,32% 30,47
31/03/2021 173,3 0,97% 3,49% 30,82
30/03/2021 171,64 -0,60% 2,50% 29,87

O consumo previsto pelos adidos é estimado em 72 milhões de toneladas de milho. O volume fica acima das 71 milhões de toneladas projetadas para a safra 2020/21. As exportações de milho do Brasil foram previstas em 40 milhões de toneladas na temporada 2021/22, volume acima das 37 milhões de toneladas previstas para a safra 2020/21.

Com a China menos presente neste momento fazendo novas compras de soja entre os seus principais fornecedores - Brasil e Estados Unidos - o mercado se pergunta o que esperar da demanda neste momento. Analistas e consultores já afirmaram que o "pé no freio" do momento é, de fato, pontual e que a tendência é de que as compras voltem a se intensificar entre o terceiro e quarto trimestres do ano para garantir seu abastecimento adequado. 

A garantia, todavia, vem também de outro lado, como explica Roberto Dumas Damas, economista especializado em economia internacional e professor do Insper. "A China continua comprando alimentos (ou matéria-prima para produzi-los) para garantir que sua população esteja bem alimentada e para evitar tensões sociais. Política, comida e sociedade andam muito juntas", diz.

O governo, ainda segundo Dumas, não vai permitir qualquer falha neste setor, por menor que seja, "porque se trata de uma questão de legitimidade do partido". E "informações como estas que também temos que fazer chegar aos produtores rurais", complementa o economista com larga experiência sobre a nação asiática. 

E essa continuidade das compras, mesmo que não de soja neste momento, se deve também a outros fatores fundamentais, como novos casos de Peste Suína Africana e de outras zoonoses que estão sendo identificados na China. O cenário tem diminuído o alojamento de matrizes no país, e comprometeu o ritmo da recuperação dos planteis como estava inicialmente previsto depois do surto mais agressivo da PSA. 

"Segundo levantamentos da consultoria Yongyi, a população de matrizes de suínos na China registrou queda de 4,99% em janeiro na comparação mensal e queda de 4,68% em fevereiro, números consistentes com o movimento dos preços do leitão (+30%), da carne (-22%) e do farelo de soja (-13%) no mercado chinês nos últimos dois meses. A consultoria também tem observado redução de 25% no peso médio das carcaças para 90 Kg", informa a Agrinvest Commodities. 

Ainda assim,  o trader do Ramax Group, Gabriel de Freitas, que trabalha na China, tais condições não deverão limitar o potencial importador do país. 

"É difícil que o país atinja a autossuficiência desejada para a produção de carne suína, e jamais estará bem abastecido no curto e médio prazo no estoque de soja e milho", diz. 

E isso se dá mesmo diante de um pedido recente do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China aos especialistas em nutrição animal que busquem formulações de ração que utilizem menos milho e farelo de soja. 

Para o atual ano comercial, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estima importações de soja da China em 100 milhões d toneladas, enquanto analistas e consultores de mercado esperam mais do que isso. 

Para o milho, o departamento já sinaliza um aumento de suas vendas externas para 67,3 milhões de toneladas, motivado, principalmente, pela continuidade da demanda chinesa pelo cereal. No entanto, alguns fatores poderiam sinalizar a não repetição das importações da China na casa das 24 milhões de toneladas, ainda de acordo com a Agrinvest. 

"A China está fazendo um esforço interno a fim de substituir o uso do milho", explica a consultoria. O país asiático, no acumulado de 12 meses até fevereiro, já registra um recorde de importação de outros cereais que chega a 24,7% milhões de toneladas, volume que é 162% maior se comparado ao ano anterior. E paralelamente, há ainda a atuação no mercado interno através de leilões. 

O movimento impacta também o consumo do farelo de soja. "A maior utilização de cereais com maior percentual de proteína está reduzindo o uso de farelo de soja. A prova disso vem através do maior uso de óleo de soja nas rações por conta do balanço energético", complementa a Agrinvest. 

Dessa forma, com a necessidade latente, o que esperar da China quando o assunto é demanda por grãos? O Notícias Agrícolas consultou alguns analistas de mercado para chegar a um denominador comum, sempre levando em conta que a demanda da maior consumidora global de commodities agrícolas e de alimentos de uma forma geral é ainda muito forte, crescente, e fundamental para o bom andamento político e econômico da nação. 

Matheus Pereira, Diretor da Pátria Agronegócios 

"Vivemos um momento sazonal, onde batemos os picos de compra entre março e maio, provavelmente com os maiores picos em abril. Estamos passando agora o pico das exportações da soja brasileira, com o maior volume em direção à China.

Temos que lembrar que, somente em 2021, foram embarcadas mais de 15 milhões para a China, que continua sendo a maior compradora, a principal, nada muda. Mas, a cada dia que nos aproximamos da virada de ano (comercial) há um arrefecimento da demanda chinesa pela soja brasileira, se voltando ao produto norte-americano", diz.

Atualmente, a oleaginosa brasileira ainda é a mais barata do mundo para embarque de curto prazo, com a demanda ainda concentrada aqui no Brasil. O cenário começa a mudar a partir de julho, agosto, com produto mais barato começando a ser ofertado pelos EUA. 

"Nosso lineup está no limite do que é capaz de colocarmos pra fora do Brasil de soja e traçando com um paralelo com o mercado de milho, vemos que há três ou quatro semanas, pouco se embarca de milho nos portos brasileiros, com toda nossa capacidade logística concentrada no escoamento de soja", complementa.

Sobre os impactos da PSA, Pereira afirma que o mercado vê o governo chinês muito mais ágil no controle e combate de novos possíveis surtos da doença do que no passado, dado seu conhecimento maior sobre os casos depois da epidemia de 2019. 

Luiz Fernando Gutierrez, Analista de Mercado da Safras & Mercado

Gutierrez também destaca o impacto limitado da Peste Suína Africana sobre a demanda chinesa de soja. "Estamos com compras chinesas fortes, bastante soja para embarcar em abril, maio, embora ainda sem os registros tudo indica o mês muito forte. Então, não vemos grandes problemas com a demanda chinesa".

Caso a situação se agrave, piore, o impacto poderia vir, porém, não há perspectivas de que probelmas possam ser observados a partir dessas condições sobre as aquisições de soja por parte dos chineses. 

"A demanda chinesa está estacionada nos portos brasileiros, não estão comprando nada dos EUA praticamente, e isso pode ser visto nos nossos lineups, que estão bastante fortes e vamos continuar a ver nas próximas semanas e meses porque estamos no auge das nossas exportações".  

Victor Martins, Analista Chefe da AgResource Brasil

"O mercado está olhando, basicamente, os focos de peste suína, sobretudo, no sul da China, que é o grande polo dos planteis. E já estamos ouvindo relatos de aumentos de focos em províncias mais pobres da China que trouxe um pouco de pavor ao mercado, fazendo com que os futuros do farelo caíssem na Bolsa de Dalian, as margens ficassem muito negativas,  mas na prática não é isso que estamos vendo", explica. 

As margens também estão negativas, segundo Martins, porque se comprou soja mais cara, os estoques de farelo estavam mais altos - e já estão se exaurindo - os estoques de soja da China são os menores desde 2015 e o país já está sentindo essa ausência do produto brasileiro em função dos atrasos que vinham sendo registrados nos embarques. 

"Olhando o G3 - Brasil, Argentina, Estados Unidos - temos um acumulado de soja embarcada para a China de 50,3 milhões de toneladas, um recorde histórico. A China nunca importou tanta soja de outubro ao início de abril, um aumento no desempenho de 16% em relação à temporada passada, o que equivale a 7 milhões de tonelada, e o que corresponde a 50% do programa de importação chinês estimado pelo USDA em apenas seis meses", afirma o analista. 

 

SUGAR - AÇUCAR

May NY world sugar 11 (SBK21) on Wednesday closed down -0.02 (-0.13%), and May London white sugar 5 (SWK21) closed down -3.80 (-0.89%) at $423.90.

Sugar prices on Wednesday settled moderately lower. NY sugar on Wednesday initially rallied to a 1-1/2 week high on strength in the Brazilian real (^USDBRL). The Brazilian real climbed to a 2-week high Wednesday against the dollar, which reduces the incentive for export selling by Brazil&39;s sugar producers. However, the real fell back that 2-week high and slid -0.29%, which prompted long liquidation in sugar futures.

Sugar prices continue to be undercut by the raging pandemic in Brazil, which may prompt the government to extend lockdowns that crimp fuel demand and encourage Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward sugar production rather than ethanol production, thus boosting sugar supplies. Brazil reported a record of 4,195 Covid deaths on Tuesday.

US$/MT
442,01
Preço $/MT sem premio 

Sugar prices were also undercut by last Thursday&39;s news that India&39;s sugar output in Oct-March rose +19% y/y to 27.76 MMT 23.3 MMT a year earlier due to a bumper crop and increased cane crushing. The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT. However, in a supportive factor for sugar prices, the Indian Sugar Mills Association (ISMA) said that India&39;s sugar mills had contracted only 4.5-4.6 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT due to a shortage of shipping containers.

Sugar prices continue to be undercut by demand concerns as a third Covid wave in Europe has prompted France, Germany, and Italy last week to widen their pandemic lockdown measures, which will reduce economic growth and commodity demand.

Signs of abundant global sugar production are negative for prices. Unica reported March 18 that Brazil&39;s Center-South sugar production Oct through mid-Mar was up +44% y/y to 38.287 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.16% in 2020/21 34.38% in 2019/20. Also, researcher Datagro on March 10 projected that the global sugar market in 2021/22 would shift to a surplus of +1.1 MMT after a -2.6 MMT deficit in 2020/21.

US$/MT
423,90
Preço $/MT sem premio 

Sugar prices have underlying support concern about the possibility of reduced sugar exports Brazil. On Feb 22, Brazil reported that current shipping delays for its soybean exports might curb global sugar supplies because the queue of vessels waiting at Brazilian ports is so large that bottlenecks will likely continue until May when sugar is normally the biggest crop for export.

Sugar also has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported March 17 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Mar 15 fell -8.2% y/y to 7.5 MMT.

&8203;As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira (07) levemente mais baixas nas bolsas de Nova York e Londres. O dia foi marcado por nova atenção dos operadores para a demanda global, além de atenção para as oscilações no câmbio.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York encerrou o dia com desvalorização de 0,13%, cotado a US$ 15,14 c/lb, com máxima de 15,34 c/lb e mínima de 14,99 c/lb. O tipo branco em Londres caiu 0,89%, negociado a US$ 423,90 a tonelada.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
07/04/2021 105,26 -0,38% 1,07% 18,63  
06/04/2021 105,66 0,68% 1,45% 18,87  
05/04/2021 104,95 0,19% 0,77% 18,5  
01/04/2021 104,75 0,58% 0,58% 18,36  
31/03/2021 104,15 -2,49% -4,68% 18,52  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 104,95      
  valor saco $ 18,61      
  valor ton $ 372,18  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
US$/MT
373,26
374,68
372,16
371,45
Preço $/MT sem premio 

"O real brasileiro subiu para uma alta de duas semanas hoje em relação ao dólar, o que reduz o incentivo à venda de exportação pelos produtores de açúcar do Brasil. No entanto, passou a cair dessa alta de duas semanas..., o que levou a uma longa liquidação no mercado", disse a Barchart.

Por volta das 15h15 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,02% sobre o real, cotado a R$ 5,5929, sendo leve fator negativo aos preços.

Os operadores nos terminais externos também seguem preocupados com a demanda por açúcar no mundo com a chamada terceira onda de contaminações da Covid-19 na Europa e o recente aumento de casos no Brasil, maior exportador da commodity no mundo.

"Os preços do açúcar continuam a ser afetados pela pandemia violenta no Brasil, o que pode levar o governo a estender os bloqueios que prejudicam a demanda de combustível e incentivam as usinas de açúcar a desviarem a moagem para a produção de açúcar em vez da produção de etanol, aumentando assim o fornecimento", acrescentou a Barchart.

Ainda há repercussão paralela no mercado da recente divulgação de aumento da moagem na Índia nos últimos meses, com salto anual de 19% entre outubro e março, totalizando 27,76 milhões de toneladas de açúcar.

Na terça-feira, o mercado do açúcar no Brasil completou o terceiro dia consecutivo de avanço. O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, subiu 0,68%, a R$ 105,66 a saca de 50kg.

Já no Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar seguiu em estabilidade, a R$ 112,10 a saca, segundo dados da Datagro.

O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha na última sessão o preço FOB cotado a US$ 16,53 c/lb, com alta de 2,06% sobre o dia anterior.

 

 

 

 

 



 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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