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Preocupações com a demanda seguem no mercado com possível terceira onda da Covid-19 na Europa

Publicado em 01/04/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro perderam força nos primeiros contratos e encerraram a quinta-feira em campo misto. As principais cotações registraram movimentações entre 4,50 pontos negativos e 7,00 pontos positivos ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 5,59 com baixa de 4,50 pontos, o julho/21 valeu US$ 5,45 com queda de 2,25 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 5,01 com elevação de 5,00 pontos e o dezembro/21 teve valor de US$ 4,84 com ganho de 7,00 pontos.

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,89% para o maio/21 e de 0,37% para o julho/21, além de altas de 1,01% para o setembro/21 e de 1,47% para o dezembro/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam valorizações de 1,27% para o maio/21, de 1,87% para o julho/21, de 3,73% para o setembro/21 e de 3,86% para o dezembro/21 na comparação com a última sexta-feira (26).

miho    
         
Chicago (CME)    
CONTRATO US$/bu VAR   US$/MT
MAY 2021 559,75 -4,5   220,37
jul/21 545,25 -2,25   214,66
SEP 2021 501 5   197,24
DEC 2021 484,5 7   190,75
Última atualização: 16:02 (01/04) Preço $/MT sem premio 

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho dos EUA reduziram ganhos na quinta-feira com a realização de lucros, depois que o contrato de referência atingiu seu nível mais alto desde 2013, reforçado por um relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que projetou plantações menores do que o esperado e reacendeu as preocupações com o fornecimento global de grãos.

“A verdadeira história da quarta-feira foi a escassez de hectares. Como tal, a força de hoje está nos contratos da nova safra para encorajar a expansão da área, enquanto os contratos da safra antiga geram lucros”, escreveu Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX em uma nota aos clientes.

Os agricultores dos EUA planejam semear 91,1 milhões de acres com milho este ano, o máximo desde 2018. No entanto, as estimativas ficaram bem abaixo das expectativas dos analistas para 93,2 milhões de acres de milho.

“Os relatórios prospectivos de plantações do USDA de março de 2021 foram uma grande surpresa altista no milho, já que as expectativas de um recorde de 183 milhões de acres combinados para milho e soja foram frustradas pela dificuldade de aumentar a área plantada dos EUA em 6% em um ano”, disseram analistas do Rabobank.

Os preços do milho estão se recuperando no mercado internacional, seguindo os valores da Bolsa de Chicago, de acordo com informações obtidas pela equipe do Grupo SAG-KK. Nos mercados à vista e começando na Ásia antes do surgimento da tempestade posterior, os futuros do milho na Bolsa de Dalian perderam outro CNY25/t durante o dia, com o contrato de maio registrado em CNY2.624/t ($ 400,52/t). 

Isso ecoou um tom mais suave para a CBOT, com os futuros permanecendo sob pressão no início do pregão para continuar três  dias consecutivos de perdas de preços. O milho ofertado no Vietnã foi avaliado em  US $ 288/t para carregamento em junho  e  entregue aos portos do sul de Phu My e Cai Mep. As ofertas para julho foram ouvidas em US $ 279,40/t na base CIF Hai Phong, no norte do país.

No Mar Negro, o mercado de exportação de milho da Ucrânia caiu na quarta-feira, após uma queda na divulgação do pré-relatório na CBOT, preços mais baixos no mercado doméstico e uma contínua falta de demanda. As ofertas para o carregamento de abril caíram para US $ 258/t FOB HIPP, enquanto as ofertas de maio caíram para US $ 260/t FOB HIPP, mas mesmo isso não foi suficiente para provocar a demanda, sem ofertas indicadas em qualquer nível próximo. 

Ofertas  de  milho  com  documentos  chineses  foram ouvidas em cerca de US$263- $266/t FOB PIPP,  mas novamente nenhuma oferta foi ouvida nas proximidades, enquanto algumas fontes do mercado disseram que provavelmente não haveria grande demanda da China por milho de safra velha, já que ela já havia reservado volumes consideráveis. No mercado doméstico, os preços mostraram sinais de enfraquecimento, com negociações registradas em US $ 250/t CPT para milho normal  e US$ 252/t para milho com documentos chineses. 

miho  
       
  B3 (Bolsa)   US$/MT
mai/21 97,35 -0,15% 283,95
jul/21 92,29 -0,33% 269,19
set/21 86,85 0,17% 253,33
nov/21 87,5 1,03% 255,22
Última atualização: 18:00 (01/04) Preço $/MT sem premio 

Os preços futuros do milho subiram na Bolsa Brasileira nesta quinta-feira. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,54% e 1,03% ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à R$ 97,50 com alta de 0,98%, o julho/21 valeu R$ 92,60 com elevação de 0,72%, o setembro/21 foi negociado por R$ 86,70 com ganho de 0,72% e o novembro/21 teve valor de R$ 87,50 com valorização de 1,03%.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam valorizações de 3,12% para o maio/21, de 3,35% para o julho/21, de 2,64% para o setembro/21 e de 2,7% para o novembro/21 na comparação com a última sexta-feira (26).

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a safra verão brasileira foi de 22/23 milhões de toneladas e vai ter que abastecer o mercado até a chegada da safrinha no meio do ano com um grande atraso.

“Além disso, o clima começa a prejudicar as lavouras de Goiás e Minas Gerais com o tempo seco que começa a comprometer a safrinha. Como temos quase nada disponível agora e a colheita da primeira safra já está em reta final os pequenos consumidores são obrigados a bancarem os valores que aparecem”, diz.

Diante deste cenário, Brandalizze aponta que, o mercado segue firme e não deve mudar muito até o meio do ano, já que não há milho novo disponível para chegar.

Ainda nesta quinta-feira, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas durante o mês de março.

Nestes 23 dias úteis do mês, o Brasil exportou 294.489,1 toneladas de milho não moído. Este volume representa aumento de apenas 1.535,1 toneladas com relação ao exportado até a terceira semana do mês (292.954) e é apenas 35,78% do total contabilizado durante o último mês de fevereiro (822.892,4). No terceiro mês do ano, o país embarcou 62,30% de tudo o que foi registrado durante março de 2020 (472.669,7).

De acordo com informações obtidas atráves de correspondentes do Grupo SAG-KK, o produtor do Rio Grande do Sul está retirando lotes de milho do mercado. Assim, o mercado do milho no Rio Grande do Sul foi de poucos movimentos e as indicações, à contramão de outros estados, permanecem inalteradas. Em Tapejara, indicação de R$ 88,00 na entrega imediata e pagamento curto. Assim como no dia de ontem, indicações de compra em Marau e Arroio do Meio a R$ 89,50; vendedores pedindo R$ 85,00 no FOB interior.

Em Santa Catarina, os negócios no Oeste foram vistos a R$ 94,00 diferido CIF, com compradores que recusam fornecer indicações. No Oeste, ao menos 2 mil toneladas foram negociadas a R$ 94,00 no CIF diferido. Vendedores do Paraná ofereceram lotes a R$97,00 CIF mais ICMS, não obtiveram  contra  ofertas,  mas  acredita-se  que  o comprador tomaria a R$ 95,00 mais impostos. Ao menos 600 toneladas rodaram a R$ 90,00 FOB Lages, e pedidas de produtores FOB em Xanxerê a R$ 93,00; Canoinhas a R$ 91,00 e Campos Novos a R$ 94,00. 

No Paraná, o mercado firme eleva cotações, com rumores de negócios a até R$ 94,00 no norte central.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$ US$/MT
01/04/2021 93,9 0,20% 0,20% 16,46 273,89
31/03/2021 93,71 -0,54% 9,72% 16,66 273,33
30/03/2021 94,22 -0,19% 10,31% 16,39 274,82
29/03/2021 94,4 1,07% 10,53% 16,37 275,35
26/03/2021 93,4 0,10% 9,35% 16,25 Preço $/MT sem premio 
           

Com  as  altas  das  bolsas  de  Chicago  e  BM&F,  houve vendedores  subindo  pedidas no dia de hoje para o milho e muitos destes recuaram em um movimento de venda,  esperando  pelos  próximos  movimentos  do mercado. Os poucos lotes que permaneceram disponíveis a negócios encontravam-se em patamares acima de R$92,00, chegando a até  R$95,00 em determinadas regiões. 

O estado do Mato Grosso do Sul tem pedidas de produtores que sobem a até R$ 84,00 no FOB interior. Nesse  contexto, os cerealistas preferiram não acompanhar, e não ouvimos relatos de  negociações. Nas  Indicações,  não  houve  mudanças: Dourados e Campo Grande a R$79,00; R$78,00 a saca em Maracaju;R$ 77,00 para Sidrolândia, São Gabriel do Oeste e Chapadão; R$ 78,00 para Eldorado.

A consultoria StoneX divulgou que, os atrasos motivados pelo ciclo mais tardio da soja e também pelo excesso de chuvas em fevereiro e março já trazem impactos nas perspectivas de rendimento em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Sendo assim, em sua revisão de abril, a consultoria trouxe um corte de 4,5% na produção da safrinha em relação ao número divulgado em março, ficando em 77,65 milhões de toneladas. Mesmo com a queda, o resultado ainda configuraria recorde.

"O corte da estimativa do Mato Grosso ficou perto de 3 milhões de toneladas. Mesmo com essas revisões, a safra de inverno ainda não está definida, com o clima em abril, e mesmo em maio, sendo determinante", pondera a especialista de inteligência de mercado, Ana Luiza Lodi.

Já a Datagro tem previsão de área total para 2020/21 de 19,73 milhões de hectares, 4% acima dos 18,98 milhões da temporada passada, e produção potencial ajustada para 109,30 milhões de toneladas, ante 109,62 milhões da estimativa anterior e 2% do recorde visto em 2019/20.

 

SOYBEAN - SOJA

Os preços da soja no mercado brasileiro, assim como na Bolsa de Chicago, também tiveram uma semana volátil, principalmente com o sobe e desce intenso do dólar. Complementando o cenário, as cotações na Bolsa de Chicago marcaram limite de alta na última quarta-feira (31) e fecharam a quinta-feira (1) perdendo mais de 30 pontos nas posições mais próximas, onde houve liquidação de posições para aproveitar os lucros e uma forma de compensar a forte alta do dia anterior e ainda assim manteve os contratos de maio acima dos $14 c/bushell.

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mai/21 14,02 -34,75 -2,42
jul/21 13,9675 -31 -2,17
ago/21 13,6575 -19,5 -1,41
set/21 12,965 -6,25 -0,48
       
Última atualização: 17:02 (31/03)  

Assim, o foco agora se torna o cenário climático para o plantio da safra 2021/22 dos EUA - com condições que são favoráveis neste momento - e nas decisões dos produtores americanos, que ainda podem mudar até que a semeadura comece efetivamente. 

Na Bolsa de Chicago a semana também foi bastante nervosa, agitada e uma boa retomada das cotações veio na sequência da divulgação do relatório de intenção de plantio com uma área de soja cerca de 1 milhão de hectares menor do que a média das expectativas do mercado.

Os contratos futuros da soja e do milho reagiram com fortes altas expressivas após a divulgação do relatório de estoque trimestral e intenção de plantio do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A área de soja deve ter elevação de 5% em relação ao ciclo 20/21 e atingir 35,4 milhões de hectares, o que veio abaixo das expectativas do mercado (36,6 milhões de hectares), o que fez as cotações dispararem, aponta a Consultoria AgResource Brasil.

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
mar/21 -25
abr/21 -20
mai/21 -10
jun/21 15
Última atualização: 0104/2021

“Para o milho, a alta é de menos de 1%, a 36,8 milhões de hectares. Assim como a soja, o mercado também projetava números maiores, de 37,2 milhões de hectares”, apontam os analistas da Consultoria.

“Levando em consideração a projeção de área semeada de soja nos EUA e a tendência de produtividade média de 50,8 bushels por acre, a produção total de soja nos Estados Unidos no ciclo 21/22 seria de apenas 119,8 milhões de toneladas. Esse número é menor que a expectativa de uso da oleaginosa, produzindo assim um cenário de estoques negativos. Para o milho, levando a perspectiva de produtividade média de 179,5 bushels/acre, a produção do cereal nos EUA estaria prevista em 404,39 milhões de toneladas. A safra estaria bem abaixo do uso de 21/22.”, acrescenta a AgResource.

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 511,47   01/abr
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 507,12   01/abr
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 510,44   01/abr
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 175,00 por saca

Já os estoques de soja dos EUA de dezembro a 1º de março foram indicados em 42,57 milhões de toneladas. De acordo com os analistas, esses dados foram ligeiramente maiores que o previsto pelo mercado. Porém, este é o menor estoque para o período desde 2015. Para o milho, o USDA estimou estoques em 1º março em 195,61 milhões de toneladas, queda de 3% em relação aos estoques deste mesmo período em 2020. 

“O relatório foi altista, com a projeção de área plantada de soja e milho bem abaixo das expectativas do mercado. Além disso, os estoques de milho dos EUA em 1º de março também ficaram abaixo das expectativas, o que cria a necessidade de o USDA aumentar ainda mais a estimativa de consumo do cereal em abril”, comenta a Consultoria.

De acordo com os analistas, “aumenta a pressão para que o clima na safrinha brasileira colabore com o desenvolvimento da cultura. Vale lembrar que 75% da safra foi plantada fora da janela ideal. Se houver algum tipo de perda, será muito importante e deverá impactar ainda mais o mercado. A AgResource acredita que o milho spot em Chicago tem potencial de alta para US$ 6 a US$ 6,25, com o cereal de dezembro subindo para US$ 5 a US$ 5,25. A soja para maio deve alcançar novas máximas e subir perto de US$ 15, com novembro precisando subir para US$ 13,50 a US$ 14,00”.

  soja US$ 5,714
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mai/21 30,96 176,91 -2,24%
   
Última atualização: 15:21 (01/04)  

De acordo com a equipe do grupo SAG-KK, os preços da soja subiram em todo o mundo, depois do relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Nos mercados à vista, os comerciantes estavam em grande parte esperando pelos relatórios de estoque e de área plantada que seriam divulgados hoje pelo USDA. Na frente CFR China, os compradores chineses ainda estavam relutantes em mudar devido às margens negativas, mas alguma verificação de preço continuou a ser ouvida para os embarques do terceiro trimestre de soja brasileira.Mas o interesse de compra estava 10-15 c/bu abaixo dos níveis oferecidos. O embarque de maio do Brasil foi indicado a 137 c/bu sobre o futuro de maio, enquanto o embarque de julho foi oferecido a 148 c/bu sobre o futuro de julho.

O indicador CFR China para o embarque em maio da opção mais barata foi avaliado 5 c/bu mais baixo em 127 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a $ 574,25/t, um aumento de $ 22,25/t devido a futuros mais fortes. Na origem, os prêmios no mercado de papel de Paranaguá diminuíram em resposta aos futuros mais altos. O embarque de maio caiu 7 c/bu para -21 c/bu para o futuro de maio e o embarque de julho recuou 9 c/bu para 26 c/bu sobre o futuro de julho, equivalente a $ 520/t e $ 534/t, respectivamente.

Em contraste, os valores de barcaça CIF no Golfo do México, nos EUA, permaneceram estáveis no dia, apesar de futuros mais fortes. Os embarques de maio e julho permaneceram inalterados no dia em 70 c/bu sobre o futuro de maio e 79 c/bu sobre o futuro de julho, ambos equivalentes a $ 553,25/. Voltamos ao patamar de $575 CFR e com tendências de aumento de preços pelos estoques menores, o que nós do grupo SAG-KK já havíamos alertado anteriormente.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
01/04/2021 173,86 0,32% 0,32% 30,47
31/03/2021 173,3 0,97% 3,49% 30,82
30/03/2021 171,64 -0,60% 2,50% 29,87
29/03/2021 172,68 0,37% 3,12% 29,94
26/03/2021 172,05 0,62% 2,75% 29,94

As referências subiram entre 0,61% e até 3,49% no interior do país, nas principais praças de comercialização, o que leva as cotações ainda a continuarem operando acima dos R$ 150,00 por saca. Nos portos, os indicativos permanecem acima dos R$ 170,00 e nas posições de entrega mais distantes, como o agosto, há chances de preços perto dos R$ 180,00 por saca, até R$ 182,00 como já relatou Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. Os compradores, segundo ele, buscam mais produto para julho, agosto e setembro. 

Os produtores, porém, não exibem grande interesse em vender mais de sua safra neste momento e, para a safra nova, as operações são pontuais e, ainda de acordo com o consultor, focadas nas trocas e de olho nas oportunidades que o mercado ainda pode trazer  mais a frente. 

E embora os novos negócios caminhem de forma mais comedida, março termina com exportações recordes para o mês em quase 13,5 milhões de toneladas, de acordo com os números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) divulgados nesta quinta-feira, 1º de abril. As condições favoreceram o avanço da colheita, bem como o ritmo dos embarques brasileiros e o volume foi considerável. 

Todavia, ainda como explica Brandalizze, o total fica um pouco aquém do necessário, já que se deixou de embarcar muita soja em fevereiro em função do clima adverso. "E para cumprir tudo o que tinha planejado, entre fevereiro e março, para cumprir os lineups, teríamos que ter embarcado 19 milhões de toneladas, mas nossos portos não têm essa capacidade. Assim, vai ficar muita soja para ser embarcada em abril, e o total pode chegar a 15 milhões de toneladas", diz. 

No acumulado de 2021, o total dos embarques de soja do Brasil é de 16,4 milhões de toneladas, contra 17,1 milhões do ano passado. Para 2021, o total estimado para ser exportado da oleaginosa brasileira é de 85 milhões de toneladas e o complexo soja, em sua totalidade, deve trazer US$ 45 bilhões em divisas.

No estado do Rio Grande do Sul, o mercado fechou em alta de R$ 4,00/saca e rodam 20 mil toneladas nesta quarta-feira, de acordo com  correspondentes do Grupo SAG-KK. O mercado correu fortemente hoje com um ótimo volume de 20 mil toneladas sendo negociadas com tradings para exportação. Mercado futuro para 2021: R$ 173,20 Entrega Imediata; R$ 172,50 abril; R$ 173,50 maio; R$ 175,50 junho; R$ 177,00 julho; R$ 178,50 agosto. Mercado futuro para 2022: R$ 156,00 março; R$ 156,20 abril; R$ 158,50 maio.

Em Santa Catarina, a manha esteve parada, mas saíram negócios à R$174,50 durante a tarde. Por conta da espera pelo relatório USDA o mercado esteve muito parado durante o dia de ontem. No entanto, após a liberação do relatório e a rápida resposta do mercado alguns volumes foram negociados a bons valores. Cerca de mil toneladas saíram à R$174,50 no porto de São Francisco do Sul e 1,5 mil toneladas saíram em Imbituba para entrega imediata e pagamento em 72H. 

Já no Paraná, mais de 100 mil toneladas rodaram nesta quinta-feira ao longo da manhã.. No Sudoeste do Estado pelo menos 3 mil toneladas saíram à R$166,00 e pela rodovia 6 mil toneladas à R$167,50 para pagamento no final de abril. Fontes indicam que até mesmo a safra de 2022 contou com bons volumes sendo negociados, mas nada específico.

Mercado futuro - SOJA PARANAGUÁ 2021 para junho R$ 176,00, julho R$ 178,40, agosto R$ 180,40. SOJA PARANAGUA 2022 para fevereiro R$ 155,70, março R$ 154,00, abril R$ 154,10, maio R$ 155,00. 

 

SUGAR - AÇUCAR
 

May NY world sugar 11 (SBK21) Thursday closed -0.06 (-0.41%), while May London white sugar 5 (SWK21) closed +3.40 (+0.81%) at $423.40.

NY sugar on Thursday closed lower but remained slightly above Wednesday&39;s 3-month low. Sugar prices remain under pressure demand concerns and abundant supplies. Brazil reported a record of 3,780 Covid deaths on Tuesday, which may prompt the government to extend lockdowns that crimp fuel demand and may force Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward sugar production rather than ethanol production, thus boosting sugar supplies.

US$/MT
432,08
Preço $/MT sem premio 

Sugar prices were also being undercut by Thursday&39;s news that India&39;s sugar output in Oct-March rose +19% y/y to 27.76 MMT 23.3 MMT a year earlier due to a bumper crop and increased cane crushing. The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT. However, in a supportive factor for sugar prices, the Indian Sugar Mills Association (ISMA) said today that India&39;s sugar mills had contracted only 4.5-4.6 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT due to a shortage of shipping containers.

Sugar prices were undercut by Thursday&39;s -1.24% sell-off in the Brazilian real against the dollar (^USDBRL), which encourages export selling by Brazil&39;s sugar producers.

Sugar prices continue to be undercut by demand concerns as a third Covid wave in Europe has prompted France, Germany, and Italy to widen their pandemic lockdown measures, which will reduce economic growth and commodity demand.

Signs of abundant global sugar production are negative for prices. Unica reported last Thursday that Brazil&39;s Center-South sugar production Oct through mid-Mar was up +44% y/y to 38.287 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.16% in 2020/21 34.38% in 2019/20. Also, researcher Datagro on March 10 projected that the global sugar market in 2021/22 would shift to a surplus of +1.1 MMT after a -2.6 MMT deficit in 2020/21.

US$/MT
423,40
Preço $/MT sem premio 

Sugar prices have underlying support concern about the possibility of reduced sugar exports Brazil. On Feb 22, Brazil reported that current shipping delays for its soybean exports might curb global sugar supplies because the queue of vessels waiting at Brazilian ports is so large that bottlenecks will likely continue until May when sugar is normally the biggest crop for export.

Sugar also has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported March 17 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Mar 15 fell -8.2% y/y to 7.5 MMT.

Big Picture Sugar Market Factors: World sugar production in 2020/21 (Apr/Mar) is expected to climb +0.9% y/y to 171.1 MMT after falling -8.4% in 2019/20 to 169.6 MMT (ISO). The world sugar deficit in 2020/21 is expected to widen to a -4.8 MMT deficit a +900,000 MT surplus in 2019/20 (ISO). Sugar production by Brazil, the world&39;s largest sugar producer, in 2020/21 (Apr/Mar) will climb by +32% y/y to 39.3 MMT 29.8 MMT in 2019/20, as millers divert 46.4% of cane juice to produce sugar (up 34.9% in 2019/20) due to the weak outlook for ethanol demand and prices (Conab). Sugar production by India, the world&39;s second-largest sugar producer, in 2020/21 will climb +13% y/y to 31 MMT due to a good monsoon season (India&39;s Sugar Mills Association).

O mercado do açúcar na Bolsa de Nova York encerrou a sessão desta quinta-feira (01) com queda pela quarta sessão seguida, apesar de campo misto nas cotações do tipo branco no terminal com negócios em Londres, após perdas expressivas na véspera. O dia foi marcado por informações dos fundamentos e do financeiro.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York encerrou o dia com queda de 0,41%, cotado a US$ 14,71 c/lb, com máxima no dia de 14,94 c/lb e mínima de 14,68 c/lb. O tipo branco em Londres finalizou a sessão com alta de 0,81%, a US$ 423,40 a tonelada.

Os vencimentos mais distantes do açúcar no terminal londrino oscilaram entre ganhos e perdas.

"O cenário é de uma forte antecipação de safra no Centro-Sul do Brasil, aumento na disponibilidade de oferta, mas preços reagindo pelo lado dos fundamentos", disse Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, sobre o fechamento do mercado do açúcar nesta quinta-feira, antes dos feriados no Brasil e EUA.

Para Muruci, o mercado do adoçante está acompanhando a informação de uma possível queda na safra em 2021/22, porém, com esse fundamento, para ele, os preços poderiam estar bem mais altos do que os atuais patamares.

"Nós observamos no Centro-Sul uma realidade de safra com taxa de renovação acima da média histórica... Nós tivemos a última entressafra de cana com chuvas regulares desde novembro do ano passado até fim de janeiro, início de fevereiro. Essas chuvas beneficiam o desenvolvimento dos canaviais", disse.

Do lado da demanda, o mercado ainda acompanhou nesta sessão de quinta-feira as preocupações com uma possível terceira onda de coronavírus em países da Europa, o que poderia impactar o consumo das famílias. Além disso, houve importante pressão da desvalorização do real ante o dólar no dia.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
01/04/2021 104,75 0,58% 0,58% 18,36  
31/03/2021 104,15 -2,49% -4,68% 18,52  
30/03/2021 106,81 -1,21% -2,24% 18,59  
29/03/2021 108,12 -0,06% -1,04% 18,75  
26/03/2021 108,19 1,77% -0,98% 18,83  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 106,40      
  valor saco $ 18,62      
  valor ton $ 372,43  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
US$/MT
366,64
364,54
373,85
378,44
Preço $/MT sem premio 

Na oferta, a atenção foi para a divulgação da Associação das Usinas de Açúcar da India (ISMA, na sigla em inglês), com alta anual de 19% na produção de açúcar da Índia, para 27,76 milhões de toneladas devido a uma safra abundante e aumento da moagem de cana no país.

O dia também foi marcado por algum posicionamento dos fundos ante o fechamento do mercado amanhã (02) por conta do Good Friday.

A quarta-feira foi marcada por novas perdas no mercado físico. O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, recuou 2,49%, a R$ 104,15 a saca de 50 kg.

Já no Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar registrou estabilidade, a R$ 112,10 a saca, segundo dados da Datagro.

O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha na véspera o preço FOB cotado a US$ 16,12 c/lb ($464/MT), com queda de 0,96% sobre o dia anterior.

 

 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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