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Preço de soja mantém-se em R$ 170,00 / sc nos portos e milho eleva preço no Brasil

Publicado em 16/03/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO
A Bolsa de Chicago (CBOT) operou em campo misto para os preços internacionais do milho futuro nesta terça-feira. As principais cotações registraram movimentações entre 1,00 ponto negativo e 4,75 pontos positivos ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 5,54 com valorização de 4,75 pontos, o julho/21 valeu US$ 5,41 com elevação de 4,00 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 4,99 com ganho de 1,25 pontos e o dezembro/21 teve valor US$ 4,77 com perda de 1,00 ponto.

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 0,91% para o maio/21, de 0,74% para o julho/21 e de 0,20% para o setembro/21, além de baixa de 0,21% para o dezembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
MAY 2021 554,25 4,75
jul/21 541,75 4
SEP 2021 499,25 1,25
DEC 2021 477,75 -1
Última atualização: 16:01 (16/03)

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho dos Estados Unidos subiram em contratos próximos ativamente negociados na terça-feira, devido à forte demanda de exportação, depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) confirmou as maiores vendas para a China desde janeiro.

“Após semanas de lentidão nas vendas de exportação de milho, os traders de grãos anteciparam uma compra acelerada pela China antes das negociações de alto nível com os Estados Unidos no final desta semana”, destaca Karl Plume da Reuters Chocago.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma grande venda de milho de 1,156 milhão de toneladas de milho para a China nesta terça-feira (16). Há 15 semanas novos anúncios não eram reportados. 

"Essa compra por parte da China é um bom indicador da sua demanda interna por rações. O surgimento de mais casos de Peste Suína Africana traz dúvidas com relação à confirmação da estimativa do USDA da importação de 24 milhões de toneladas pela China na atual temporada", pondera a equipe da Agrinvest Commodities. 

“Ouvimos desde a semana passada que a China pode estar comprando antes da reunião no Alasca. O mercado ficou um pouco desapontado por não ser um número maior, mas também cautelosamente otimista de que veremos mais amanhã”, disse Ted Seifried, estrategista-chefe de mercado agrícola do Zaner Group.

A publicação destaca que, os comerciantes de grãos também monitoram o clima na América do Sul, onde os períodos de seca e, às vezes, chuvas excessivas atrapalham o trabalho de campo. O clima adverso aumentou as esperanças de vendas adicionais de exportação dos EUA.

Os preços do milho começaram a semana um pouco mais firmes no mercado internacional. Na Ásia, os futuros do milho na Bolsa de Dalian mostraram pouco movimento com o retorno do mercado do fim de semana, com o contrato de maio registrado a CNY 2.697/t (US$ 414,99/t). As ofertas de milho para o Vietnã foram registradas em US$ 291,80/t para carregamento em maio e entregue aos portos do norte do país.

No Mar Negro, o mercado de milho também se manteve  estável  no  início  da  nova  semana,  com  a maioria  das  ofertas  na  Ucrânia  na  faixa  de  $ 267-  $ 270/t FOB HIPP para carregamento em abril, enquanto a oferta mais baixa para Mykolaiv foi de $ 260/t FOB. Nesse  ínterim, os dados  do  USDA  mostraram  o aumento  substancial  nas  inspeções  de  milho,  que ultrapassou as perspectivas dos analistas de 1,4 a 1,8 milhões de toneladas, chegando a enormes 2,2 milhões de toneladas. Durante a semana, o Golfo dos Estados Unidos manipulou tanto milho quanto a média recente do país inteiro nas últimas  sete semanas  1,4  milhão  de  toneladas, enquanto a PNW atingiu  600  mil  toneladas  para  registrar  seu maior valor em pelo menos três anos.

Enquanto a China foi uma grande presença, comprando 288.000 t de milho e outras 233.000 t de sorgo no Golfo, foi o Japão que deixou a marca com 338.000 t do Golfo e outras 175.000 t da PNW. Os números serviram para lembrar que o país tem poder de fogo, em termos logísticos e de abastecimento, para  acertar - e  superar  -  as perspectivas de exportação de 66 milhões de toneladas atualmente estabelecidas pelo USDA. Os  preços  da América do Sul permaneceram amplamente estáveis, embora a Up River faça o carregamento imediato de cargas da Argentina continuar a dobrar sob pressão crescente.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mai/21 94,67 -0,14%
jul/21 89,34 -0,31%
set/21 84,9 -0,06%
nov/21 85,85 1,19%
Última atualização: 18:00 (16/03)

Os preços futuros do milho tiveram uma terça-feira levemente altista na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,53% e 1,19% ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à R$ 94,80 com alta de 0,72%, o julho/21 valeu R$ 89,62 com elevação de 0,53%, o setembro/21 foi negociado por R$ 84,95 com ganho de 0,82% e o novembro/21 teve valor de R$ 85,85 com valorização de 1,19%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro segue acompanhando o desenvolvimento da safrinha com o plantio já acima de 90% das lavouras, apontando que chegaremos perto dos 15 milhões de hectares cultivados, um recorde histórico de área de safrinha.

“Ainda faltam algumas lavouras plantadas muito tarde, fora da época, mas com o produtor plantando as últimas áreas neste momento sem perder tempo”, diz o analista.

Brandalizze destaca ainda que, a colheita na safra de verão segue, mas o pouco produto que aparece no mercado fica nas mãos das cooperativas e grandes indústrias, sem grande disponibilidade e lotes e não deixando muito espaço nem para baixas nem para altas.

As negociações de milho permaneceram quietas neste início de semana no Rio Grande do Sul. As indicações de compradores  foram  bastante  semelhantes  àquelas vistas  na  semana  passada,  e  ao  que  tudo  indica,  os negócios  quem  têm  ocorrido  são  lotes  restritos  e pontuais,  saindo  direto  do  produtor  em  direção  a granjas e pequenos consumidores. Indicações no CIF Marau a R$ 86,00 para entrega abril.

Além disso, neste ano o estado de Santa Catarina precisará importar 4 milhões de toneladas, e reza para não subir para 5 milhões de toneladas. Um  de  nossos  correspondentes  nos  disse  que  hoje  as indústrias pareceram mais dispostas a dar indicações para lotes vindos de outros estados. O mesmo nos disse que  tentou  negócios de cerca de 10  mil toneladas no CIF  Xanxerê, onde por uma questão de frete, o vendedor preferiu não fechar. Indicações no Oeste a R$ 89,00  +  ICMS;  Papanduva  buscando  lotes  a  R$ 85,00  +  ICMS,  e em Rio do Sul,  um negócio foi fechado a R$ 85,00 no FOB diferido.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
16/03/2021 93,21 1,13% 9,13% 16,61
15/03/2021 92,17 0,48% 7,91% 16,33
12/03/2021 91,73 0,01% 7,40% 16,49
11/03/2021 91,72 0,14% 7,39% 16,57
10/03/2021 91,59 1,90% 7,24% 16,19

O mercado está se estabelecendo acima de R$ 85,00 no Paraná, com poucos negócios no dia de hoje. O mercado do Paraná vem estabelecendo suas negociações de milho acima dos R$ 85,00 em um movimento de indústrias pressionadas pela atual falta de estoques, e produtores com pedidas cada vez maiores, já sonhando com R$ 90,00

por saca. Entre nossos correspondentes, no entanto, relata-se ainda uma escassez de ofertas, o que faz com que cada lote de comercialização seja muito disputado entre os compradores. Hoje, foram vistos negócios nos Campos Gerais a R$ 85,00  com  pagamento  sobre  rodas  em  600  toneladas.

Em levantamento realizado pela nossa equipe, foram percebidas desvalorizações apenas em Brasília/DF (1,35% e preço de R$ 73,00).

Já as valorizações apareceram nas praças do Oeste da Bahia (0,39% e preço de R$ 65,00), Cândido Mota/SP (0,62% e preço de R$ 81,50), Castro/PR (1,20% e preço de R$ 84,00), Ponta Grossa/PR e Dourados/MS (1,22% e preço de R$ 83,00), Tangará da Serra/MT (1,43% e preço de R$ 71,00), Campo Novo do Parecis/MT (1,47% e preço de R$ 69,00), Itapetininga/SP (2,22% e preço de R$ 92,00) e Amambaí/MS (2,63% e preço de R$ 78,00).

 

SOYBEAN - SOJA

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem operando com estabilidade no início da tarde desta terça-feira (16) na Bolsa de Chicago. Perto de 12h20 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 1 e 3 pontos nos contratos mais negociados, com o maio sendo cotado a US$ 14,17 e o setembro, US$ 12,88 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mai/21 14,2325 3,75 0,26
jul/21 14,1375 3,5 0,25
ago/21 13,7125 3,75 0,27
set/21 12,9125 1,75 0,14
       
Última atualização: 17:02 (16/03)  

O clima permanece no centro do radar dos traders, porém, as atenções começam a se voltar mais sobre o cenário nos Estados Unidos, onde o plantio deverá começar nas próximas semanas. As condições para a conclusão das safras da América do Sul também são monitoradas, porém, com menos intensidade. 

Paralelamente, os traders acompanham o comportamento da demanda chinesa, um pouco mais tímida neste momento. A nação asiática deverá voltar às compras com mais intensidade nos próximos meses, principalmente buscando a oleaginosa brasileira, segundo explicam analistas e consultores de mercado. 

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
mar/21 -25
abr/21 -20
mai/21 -5
jun/21 20
Última atualização: 16/03/2021

Além dos fundamentos já conhecidos, segundo explicam analistas internacionais, o mercado também já começa a se posicionar antes da chegada dos novos boletins que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final do mês. 

O relatório Prospective Plantings chega no dia 31 de março, trazendo as primeiras projeções oficiais de área de plantio nos EUA para a safra 2021/22 e o mercado já espera por uma considerável aumento de área dedicado à soja em relação à temporada 2020/21. 

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 513,77   16/mar
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 505,75   16/mar
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 504,15   16/mar
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 170,00 por saca

De acordo com informações obtidas pelo nosso grupo, na China, os compradores  continuaram quietos no mercado de carga, já que as margens de esmagamento permaneceram negativas e o ritmo de carregamento no Brasil ainda está se aproximando dos níveis normais. Nesse cenário, os embarques de abril e maio para fora do Brasil foram oferecidos a 146 c/bu sobre os futuros de maio e os embarques de junho foram indicados a 155 c/bu sobre os futuros de julho - em grande parte estável no dia. 

Mas nenhum  interesse de compra firme foi relatado até o momento deste relatório. O indicador CFR China para embarque em abril foi avaliado em 140 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a US$ 574,25/t, um aumento de US$ 3,25/t em relação à avaliação anterior. Na origem, os prêmios no Brasil e nos EUA permaneceram praticamente inalterados com atividade limitada.

  soja US$ 5,62
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mai/21 31,37 176,30 0,26%
   
Última atualização: 15:21 (16/03)  

Além disso, os futuros da soja nos EUA subiram na segunda-feira, apesar  do  fraco  volume  de  esmagamento  da  soja  nos EUA em fevereiro e de um número fraco de inspeções de exportação.

Os  futuros  emprestaram  algum  otimismo  a  partir  dos dados da CFTC, dos quais as posições longas líquidas de soja ganham mais de 5.000 lotes. O  contrato  de  maio  em  Chicago  subiu  7  c/bu  no  dia para  US$  14,2/bu  por  volta  das  12:00,  no  fechamento de Chicago, na segunda-feira.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
16/03/2021 170,54 -0,18% 1,85% 30,39
15/03/2021 170,84 0,67% 2,02% 30,26
12/03/2021 169,71 -0,94% 1,35% 30,5
11/03/2021 171,32 -3,33% 2,31% 30,95
10/03/2021 177,23 -1,15% 5,84% 31,33

No Brasil, o avanço da colheita chegou a 46% na última quinta-feira, 11 pontos acima da semana. Uma  associação  de  agricultores  nacionais  também divulgou uma nova estimativa para a produção de soja do país em apenas 128,57 milhões de toneladas.

Com dólar em  baixa e Chicago em leve alta, o mercado brasileiro de soja não apresentou grandes alterações nesta terça, 16. Segundo a Safras & Mercado, os preços pouco oscilaram, em patamares nominais, e praticamente não houve negócios. O produtor segue focado na colheita e atendendo a compromissos já fechados.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 169 para R$ 170. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 168 para R$ 169. No porto de Rio Grande, o preço aumentou de R$ 173 para R$ 173,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 157 para R$ 161 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 170.

Em Rondonópolis (MT), a saca de soja estabilizou em R$ 165. Em Dourados (MS), a cotação permaneceu em R$ 155. Em Rio Verde (GO), a saca ficou em R$ 158.


SUGAR - AÇUCAR
 

May NY world sugar 11 (SBK21) on Tuesday closed up +0.18 (+1.12%), and May London white sugar 5 (SWK21) closed up +4.30 (+0.94%) at $463.40.

Sugar prices on Wednesday closed moderately higher and posted 1-week highs. Sugar prices have underlying support concern about the possibility of reduced sugar exports Brazil. Brazil reported Feb 22 that current shipping delays for its soybean exports might curb global sugar supplies because the queue of vessels waiting at Brazilian ports is so large that bottlenecks will likely continue until May when sugar is normally the biggest crop for export.

Sugar also has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported March 2 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Feb 26 fell -15% y/y to 6.8 MMT.

Signs of smaller sugar exports India are another positive factor for sugar prices. The Indian Sugar Mills Association (ISMA) said Feb 18 that India&39;s sugar mills have only contracted 2.5 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT on a shortage of shipping containers. Also, the All India Sugar Trade Association has projected India&39;s 2020/21 sugar exports may only total 4.3 MMT, down -25% 2019/20.

Signs of abundant global sugar production are negative for prices. Unica reported last Tuesday that Brazil&39;s Center-South sugar production Oct through Feb was up +44% y/y to 38.235 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.19% in 2020/21 34.46% in 2019/20. Also, researcher Datagro last Wednesday projected that the global sugar market in 2021/22 would shift to a surplus of +1.1 MMT after a -2.6 MMT deficit in 2020/21.

News of higher sugar production India, the world&39;s second-biggest sugar exporter, is negative for sugar prices. On March 3, India&39;s Sugar Mills Association reported that India&39;s Oct-Feb sugar production rose +20% y/y to 23.38 MMT. The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT.

As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta terça-feira (16) em alta expressiva nas bolsas de Nova York e Londres, após dois dias seguidos no vermelho. O mercado registrou ajuste de posições ante os últimos dias, além de acompanhar a oscilação do real.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York subiu 1,12% no dia, cotado a US$ 16,30 c/lb, com máxima testada no dia de 16,55 c/lb e mínima de 16,07 c/lb. O branco em Londres finalizou esta sessão com valorização de 0,94%, a US$ 463,40 a tonelada.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
16/03/2021 107,02 1,98% -2,05% 19,07  
15/03/2021 104,94 -1,85% -3,95% 18,59  
12/03/2021 106,92 -0,94% -2,14% 19,22  
11/03/2021 107,93 1,50% -1,22% 19,5  
10/03/2021 106,33 -1,88% -2,68% 18,8  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 106,63      
  valor saco $ 18,97      
  valor ton $ 379,46  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

Depois de duas sessões seguidas no vermelho, quase ficando abaixo de US$ 16 c/lb em Nova York, os futuros do açúcar no terminal externo reagiram no dia com registro de ajuste de posições ante os últimos dias. Além disso, a sessão foi de valorização do real sobre o dólar.

"A valorização do real em relação ao dólar reduz o incentivo para os produtores de açúcar do Brasil impulsionar as vendas para exportação e levou à compra de açúcar", destacou em nota de mercado nesta terça-feira a consultoria Barchart.

Como limitador da alta do açúcar, houve a queda do petróleo no cenário internacional ao longo do dia.

Apesar da alta no mercado futuro do adoçante nesta terça, analistas e mesmo os fundos não estão apostando em um cenário de valorização constante no curto prazo. A retomada dos ganhos dependeria de novidades nos fundamentos e o rompimento de resistências importantes.

"Espera-se que a tendência de baixa continue, enquanto o mercado está sendo negociado abaixo do nível de resistência de US$ 16,70 c/lb, que será seguido pelo alcance dos níveis de suporte de US$ 15,95 c/lb e US$ 15 c/lb", destacou em relatório o analista internacional Anton Kolhanov, da Kolhanov.com.

Além disso, na sexta-feira (12), a Commodity Futures Trading Comission (CFTC) reportou que os grandes fundos e especuladores reduziram a aposta de alta no mercado do açúcar na Bolsa de Nova York, com queda para 212.933 contratos até 09 de março nas posições líquidas compradas (long).

Mesmo diante da menor oferta de açúcar de melhor qualidade (o Icumsa 150), o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, recuou nos últimos dias. De 8 a 15 de março, a queda foi de 2,1%, fechando a R$ 104,94/saca de 50 kg nessa segunda-feira, 15. De acordo com pesquisadores do Cepea, os estoques de açúcar estão limitados nas usinas, devido ao período final da entressafra, e isso tem feito com que agentes de usinas diminuam a disponibilidade no spot, no intuito de atender aos volumes já contratados. Do lado da demanda, compradores adquirem novos lotes apenas quando há necessidades pontuais.

Usinas brasileiras já fixaram preços de açúcar da safra 2021/22 para 85,75% da exportação projetada na temporada, alta de cerca de cinco pontos percentuais ante o levantamento realizado no mês anterior, estimou nesta sexta-feira a Archer Consulting em nota, com base em dados até 28 de fevereiro.

Usinas têm aproveitado as condições favoráveis de mercado e adiantado como nunca o travamento de negócios para a próxima safra, que começa oficialmente no próximo mês no centro-sul.

Na mesma época do ano passado, usinas tinham fixado cerca de 64,7% da safra 2020/21.

O preço médio apurado acumulado no período registra 13,29 centavos de dólar por libra-peso, sem considerar o prêmio de polarização, ante 13,13 centavos vistos até o levantamento do mês anterior, segundo a consultoria.

Os contratos futuros em Nova York atingiram em fevereiro os maiores níveis desde março de 2017 e estão cotados a cerca de 16 centavos de dólar.

Analistas do mercado de açúcar não estão apostando em uma retomada consistente de alta nas cotações futuras do adoçante no curto prazo. Uma valorização em Nova York e Londres nas próximas semanas dependeria de novidades nos fundamentos e o rompimento de resistências importantes.

"Espera-se que a tendência de baixa continue, enquanto o mercado está sendo negociado abaixo do nível de resistência de US$ 16,70 c/lb, que será seguido pelo alcance dos níveis de suporte de US$ 15,95 c/lb e US$ 15 c/lb", destacou em relatório o analista internacional Anton Kolhanov, da Kolhanov.com.

Tecnicamente, para retomada de um cenário de alta ainda nesta semana em Nova York, após máximas de quase quatro meses no início do ano, segundo Kolhanov, o mercado do açúcar precisaria subir acima da resistência de US$ 16,70 c/lb, que seria seguida para outro nível de resistência de US$ 18 c/lb.

Por volta das 12h (horário de Brasília), nesta terça-feira (16), o mercado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York registrava ajuste de posições, após queda na véspera, com salto de 1,05%, cotado a US$ 16,26 c/lb. Em Londres, o tipo branco tinha alta de 0,61%, negociado a US$ 461,90 a tonelada.

No entanto, considerando os fundamentos atuais do mercado, a "diferença entre oferta e demanda mostra um preço coerente no nível de US$ 15 c/lb", pontua Kolhanov.

Na sexta-feira (12), a Commodity Futures Trading Comission (CFTC) reportou que os fundos e especuladores reduziram a aposta de alta no mercado do açúcar na Bolsa de Nova York, com queda de 223.020 nas posições líquidas compradas (long) pelos grandes fundos e especuladores na semana anterior, para 212.933 contratos até 09 de março.

De acordo com o analista da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa, para as cotações no mercado futuro do açúcar em Nova York ficarem acima do patamar de US$ 16 c/lb seria necessária a repercussão de algum fator externo nos fundamentos. "Algum fator exógeno que nesse momento nos escapa à visão", reitera o especialista.

"Pode vir do mercado de gasolina que vai entrar na temporada de viagens no hemisfério Norte e que, devido aos problemas climáticos no Texas, obrigando ao fechamento de refinarias, ainda reflete nos estoques disponíveis e nos preços", levanta Corrêa sobre as possibilidades de movimento no mercado.

Nos últimos 20 anos, segundo o analista, em apenas quatro ocasiões a média mensal diária de fechamento do açúcar de março foi superior àquela obtida no mês de fevereiro. "A média mensal dos fechamentos diários de fevereiro foi de US$ 16,97 c/lb. Até agora, março acumula US$ 16,22 c/lb", disse Corrêa.

O analista ainda destaca que as soft commodities, incluindo o açúcar, não devem fazer parte do chamado novo ciclo de alta das commodities levantado por diversas instituição financeiras e consultorias pelo mundo.

"Para se proteger contra um possível recrudescimento da inflação (em função do dinheiro injetado no mercado para ajudar as famílias) os fundos normalmente optam pelos contratos futuros de energia, de metais e de grãos", disse Corrêa.

O cenário baixista do mercado também é ressaltado para a safra global 2021/22 (outubro/setembro), com estimativas recentes de consultorias. Em evento online da Datagro na última semana, a trading francesa Sucden apostou que a nova temporada de açúcar deverá ser de um "pequeno superávit", sem citar números fechados.

A projeção considera uma safra brasileira de açúcar de 39 milhões de toneladas, uma queda na safra da Tailândia e um aumento na Índia. Com esse cenário, os preços podem sofrer uma queda, mas não devem ficar abaixo de US$ 15 c/lb por muito tempo, segundo o trader sênior da Sucden, Ulysses Carvalho.

A consultoria Datagro também vê o balanço de açúcar para 2021/22 no mundo com a tendência de um leve superávit de cerca de 1 milhão de t.

"Apesar de um superávit, isso é muito pouco. Qualquer questão climática no Centro-Sul do Brasil, por exemplo, pode virar esse número para baixo", disse Bruno Freitas, analista de mercado da Datagro.

O analista também aponta que do lado do consumo ainda há muitas dúvidas no cenário global, já que ainda existem reflexos da pandemia do coronavírus.

Na temporada global 2020/21, que termina em setembro deste ano, a estimativa da Datagro é de um pequeno déficit no mundo com uma safra menor no Brasil e em outras importantes origens do hemisfério Norte, apesar de alta na Índia, após três ciclos seguidos de superávit no mundo.

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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