Floripa News
Cota??o
Florian?polis
Twitter Facebook RSS

Soja e milho perdem forte em Chicago, dólar recua, mas interior do BR mantém preços físicos sustentados nesta 4ª

Publicado em 10/03/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro mantiveram suas flutuações baixistas durante todo o dia na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 6,75 e 14,25 pontos ao final da quarta-feira.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,47 com desvalorização de 14,25 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,34 com perda de 11,75 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,24 com baixa de 10,50 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,96 com queda de 6,75 pontos.

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 2,67% para o março/21, de 2,02% para o maio/21, de 1,87% para o julho/21 e de 1,20% para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 547,75 -14,25
MAY 2021 534 -11,75
jul/21 524,25 -10,5
SEP 2021 496 -6,75
Última atualização: 17:02 (10/03)

Segundo informações do site internacional Successful Farming, o mercado de milho segue em baixa, assim como a soja, mostrando que um relatório baixista do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) pode ter uma cauda longa.

Bob Linneman, da Kluis Advisors, disse em uma nota diária aos clientes, que os investidores ainda estão digerindo os números mais recentes do USDA.  “Os relatórios de oferta/demanda do USDA e de produção de safra global não tiveram grandes mudanças e os mercados de grãos caíram”. Jack Scoville, do PRICE Futures Group, acrescenta ainda que a chuva na América do Sul também está influenciando os mercados.

“A conversa sobre mais chuva para a Argentina no final da próxima semana parece ser o gatilho fundamental depois dos decepcionantes relatórios do WASDE ontem. O comércio esperava aumento da demanda, mas não obteve qualquer alteração nos dados dos EUA. Acho que ainda há mais lado positivo, mas vai ter que esperar”, diz Scoville.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 91,24 0,15%
mai/21 94,2 0,41%
jul/21 89,1 0,22%
set/21 85,1 0,53%
Última atualização: 18:00 (10/03)

Os preços futuros do milho operaram em campo misto durante quase toda a quarta-feira , mas acabaram fechando no campo positivo, na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações entre 0,15%  e 0,41% positivo ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 91,24 com alta de 0,15%, o maio/21 valeu R$ 94,2 com  alta de 0,41%, o julho/21 foi negociado por R$ 89,10 com alta de 0,22% e o setembro/21 teve valor de R$ 85,10 com alta de 0,53%.

Na visão do analista de mercado da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, o estoque de passagem apertado na virada do ano e questões logísticas são as responsáveis por estas sustentações dos preços. Ele explica que, com toda a cadeia logística voltada para a colheita da soja, fica difícil conseguir manejar milho neste momento.

Porém, mesmo com o término dessa questão logística, os preços do cereal no Brasil devem permanecer elevados, conforme aponta Rafael. “Isso vai perdurar até o final de março, quando entrará mais colheita de verão em São Paulo, por exemplo, mas os preços vão ser firmes e extremamente remuneradores o ano inteiro”, diz.

No próximo dia 29 um navio embarcará 25.000 toneladas de milho gaúcho rumo ao Qatar. Sinal de maturidade comercial: embora o Rio Grande do Sul seja um estado com conhecido déficit de matéria prima, ao redor de 2,5 milhões de toneladas, preços maiores em meses passados permitiram que fossem. 

Em Santa Catarina aumentam as pedidas dos vendedores no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Entre as indicações, vendedores em Xanxerê com pedidas de R$ 87,00 no diferido, e compradores indicando R$ 84,00 tanto nesta região como no oeste; negociação realizada de um lote em Papanduva – cerca de 1.000 tons - ao preço de R$ 84,50, e em Campos Novos permanecem indicações de compra de R$ 85,00.

No Paraná, o milho de primeira safra está  53% colhido e o de segunda safra 43% plantado. O relatório de acompanhamento de culturas, divulgado nesta terça-feira pelo Deral, registra que 53% do milho da 1ª safra já está colhido. Das lavouras que estão de pé 72% estão em condição boa, 21% média e 7% ruim. Das fases, 2% estão em floração, 16% em frutificação e 82% em maturação. Da 2ªsafra, ou Safrinha, 43% já estão plantados com as lavouras apresentando-se 96% boas e 4% médias. Sobre as fases em que se encontram 45% estão em germinação e 54% em desenvolvimento vegetativo.

Já o Mato Grosso do Sul tem dificuldades em encontrar lotes para compra. Dentre os nossos correspondentes, compradores afirmaram hoje ter dificuldades em encontras lotes no estado do Mato Grosso do Sul, e a comercialização segue parada. O aumento dos fretes tem pesado, semana após semana, nos embarques, e a colheita da soja segue a todo vapor. Semeadura do milho safrinha na estimativa de 27%.

A quarta-feira (10) chega ao final com os preços do milho novamente subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado no campo, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Campinas/SP (1,05% e preço de R$ 96,00), Oeste da Bahia (1,17% e preço de R$ 64,75), Ponta Grossa/PR (1,27% e preço de R$ 80,00), Luís Eduardo Magalhães/BA (1,56% e preço de R$ 65,00) e Itapetininga/SP (2,27% e preço de R$ 90,00).

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
10/03/2021 91,59 1,90% 7,24% 16,19
09/03/2021 89,88 0,28% 5,23% 15,53
08/03/2021 89,63 0,63% 4,94% 15,54
05/03/2021 89,07 0,54% 4,29% 15,64
04/03/2021 88,59 1,76% 3,72% 15,64

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “no mercado interno, a cautela com o stress do dólar é vigente em praticamente todas as praças, enquanto o relatório de oferta e demanda do USDA trouxe estoques finais de milho dos EUA estáveis em 1,52 bi de bushel, enquanto o mercado estimava um corte para 1,46 bi de bushel e aumentou as projeções no Brasil”.

O levantamento da Agrifatto Consultoria aponta que a colheita do milho verão alcançou 25,3% com avanço semanal de 5,4 pontos percentuais e ligeiro atraso de 1,8 pontos percentuais sobre o mesmo período da safra 19/20.

“Os três estados da região Sul seguem com os trabalhos mais avançados por conta do clima mais propício para o desenvolvimento das atividades no campo. A situação das lavouras que estão apresentando rendimentos mais baixos também agiliza o trabalho das máquinas no campo”.

Já para a safrinha, a Agrifatto reporta que, a área plantada no Brasil atingiu 54,6% com avanço semanal de 34,6 pontos percentuais. O atraso no comparativo anual entre safras é de 23,8 pontos percentuais. com bons avanços na região Centro-Oeste e preocupação para as demais regiões.

 

SOYBEAN - SOJA 

Os preços da soja fecharam o pregão desta quarta-feira (10) com baixas intensas de 24,75 a 30,25 pontos nos principais vencimentos, levando as primeiras posições a se aproximarem dos US$ 14,00 por bushel, mais do que superarem este patamar. Assim, o março encerra com US$ 14,11 e o maio, US$ 14,09 por bushel. O agosto foi a US$ 13,55. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 14,115 -29,75 -2,06
mai/21 14,0975 -30,25 -2,1
jul/21 13,96 -30 -2,1
ago/21 13,555 -27,25 -1,97
Última atualização: 17:02 (10/03)  

Como explicou o chefe do setor de grãos da Datagro, Flávio França, as baixas foram reflexo de uma combinação de um movimento de realização de lucros, de condições melhores de clima nos Estados Unidos e do mercado entendendo que, apesar das perdas de qualidade, o Brasil ainda terá uma safra grande. 

Ao lado das informações de oferta, a demanda mais tímida da China neste momento, em função de estar agora bem coberta e de olho na oleaginosa brasileira agora, em detrimento da norte-americana por conta desta primeira estar mais barata, também ajuda a manter pressionado o mercado na Bolsa de Chicago. 

Todavia, França reafirma que trata-se de uma condição de momento e que isso não significa menos demanda chinesa nos próximos meses. 

E o sentimento é, de fato, que os preços podem continuar subindo até que a oferta volte a se equalizar, com a chegada de uma nova safra dos Estados Unidos que precisa ser beneficiada pelo clima e chegar cheia ao mercado. Afinal, o mometo é de escassez e o que se espera, ainda segundo França, "é uma entressafra longa".

As projeções de fornecimento e uso de soja dos EUA para 2020/21 continuaram inalteradas este mês. Com esmagamento de soja e exportações projetadas em 2,20 bilhões de bushels (59,87 MT) e 2,25 bilhões bushels (61,23 MT), respectivamente, os estoques finais permanecem em 120 milhões de bushels (3,26 MT), abaixo de 405 milhões de (11,02 MT), que era o recorde do ano passado.

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
mar/21 -25
abr/21 -20
mai/21 -5
jun/21 20
Última atualização: 10/03/2021

Segundo o analista da Agrinvest Commodities Marcos Araújo, o farelo de soja registra forte recuo na China pelo terceiro dia consecutivo, o que também pressiona o grão em Chicago. “De janeiro para cá, já caiu 14%”, diz.

Neste momento, pesa sobre o subproduto a preocupação de novos casos de peste suína africana na China, além da dispersão de outras doenças. Entre 2018 e 2019, quando a peste dizimou o rebanho suíno chinês, as importações de soja do país caíram na ordem de 12 milhões de toneladas. “Agora, os importadores estão ausentes de novas compras”, diz.

Mas Araújo esclarece que, no médio e longo prazo, a tendência ainda é de alta, porque os fundos de investimento continuam comprando commodities diante da perspectiva de inflação no mundo.

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 509,45   10/mar
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 522,80   10/mar
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 519,17   10/mar
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 175,00 por saca

Segundo o analista, o USDA pode ter exagerado ao prever uma safra brasileira de soja de 134 milhões de toneladas. “Com todo o problema de seca e agora a chuva em excesso no médio-norte de Mato Grosso e Matopiba, produção de 132 milhões de toneladas é ainda muito otimista”, diz. “E há uma revisão no potencial de quebra na produção da Argentina”.

Para completar o cenário, de maio a junho, a China vai precisar comprar 50% do volume que ela demanda. “Então terão que voltar ao mercado em breve”, diz.

Araújo finaliza dizendo que os maiores preços da soja devem ser registrados no primeiro semestre. Com contratos para junho até R$ 7 por saca mais caros. No segundo semestre, no entanto, a Bolsa de Chicago já indica uma inversão na curva.

De 49 para 45 milhões de toneladas. Essa foi a correção que a Bolsa de Comércio de Rosário trouxe nesta quarta-feira (10) para a nova safra de soja da Argentina. As condições adversas de clima, com o tempo muito quente e seco em importantes regiões produtoras do país, são as principais responsáveis por esta redução agressiva na estimtiva. 

O número surpreende, porém, vem a ficar mais próximo das estimativas de outras instituições, como a Bolsa de Buenos Aires, que estima 46 milhões de toneladas ou o próprio USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que projeta a colheita do país em 47,5 milhões de toneladas. 

"A extrema variabilidade do clima coloca em xeque a &39;soja de segunda&39; e a produção de oleaginosas como um todo, e faz lembrar as condições observadas na safra 2017/18. Fevereiro e os primeiros dez dias de março não trouxeram chuvas significativas em grande parte da área central, especialmente no leste. As perdas de produção e de área semeada são muito graves", traz o reporte semanal da Bolsa de Rosário.

Os especialistas da bolsa afirmam também que ainda não é possível afirmar qual será o real volume colhido de soja na Argentina nesta temporada, principalmente se a falta de umidade se espalhar e se agravar no país. 

Na última segunda-feira (8), algumas regiões receberam chuvas, porém, na ordem de apenas 1 milímetro, sem promover qualquer mudança nas áreas afetadas pela seca. E ainda de acordo com a bolsa e seus especialistas, um sistema de alta pressão continua atuando na região leste da Argentina, impossibilitando que as chuvas cheguem a áreas produtoras de soja e milho. 

"O ciclo da soja mais uma vez sofreu um retrocesso nas condições climáticas e a partir de fevereiro passou por condições extremamente secas. Com solos sem reservas para soja de segunda, esta é a cultura mais afetada. Estima-se que 850 mil hectares serão perdidos devido à falta de água, que, em grande parte, é uma lavoura de soja de segunda", informa a Bolsa de Rosário.

Como explica o consultor agrícola Gustavo Lopez, da Agritrend, da Argentina, ao Notícias Agrícolas, muitas áreas que seriam cultivadas na primeira etapa da soja passaram à segunda devido aos problemas de clima, lavouras que acabaram, portanto, sofrendo muito agressivamente com a seca. São estes campos que, neste momento estão passando, afinal, pelo estágio de enchimento de grãos. 

"Hoje, os produtores estão muito preocupados, pois esperavam chuvas na primeira quinzena de março e estas ainda não chegaram em algumas áreas. Assim, no melhor dos casos, no melhor dos cenários, estamos falando de uma safra de 46 milhões de toneladas", diz. "As produtividades estão baixando mesmo em áreas muito boas de produção, como a Zona Núcleo, como norte de Buenos Aires e sul de Santa Fe", diz Lopez. 

Dessa forma, dessas 46 milhões de toneladas estimadas pelo consultor na melhor das hipóteses, a Argentina poderia exportar entre 6 e 7 milhões de toneladas, e processar entre 39 e 40 milhões de toneladas, apenas 1 milhão a mais do que no ano passado. "E isso quer dizer que teremos menos óleo e farelo, subprodutos, já que as condições impactarão os números finais", explica o consultor. 

Assim, Lopez relata ainda que as próximas duas semanas serão fundamentais, não só para a soja, mas também para o milho que está em desenvolvimento na Argentina. E para o cereal, a estimativa da Bolsa de Rosário é de 48,5 milhões de toneladas. 

Da mesma forma, o consultor argentino ainda afirma que, no país, o monitoramento sobre as adversidades climáticas e o excesso de chuvas também continua a ser monitorado. 

Portanto, a baixa reportada pela BCR no volume de soja não foi novidade suficientemente forte para ser refletida pelas cotações na CBOT. 

  soja US$ 5,65
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mai/21 31,12 175,83 -1,89%
   
Última atualização: 16:32 (10/03)  

Nos mercados à vista, o interesse de compra foi disperso em 2021, enquanto os vendedores estavam ansiosos para oferecer remessas para 2022, segundo informações que obtivemos no mercado. O embarque de abril de 2021 do Brasil foi oferecido a 140 c/bu sobre o futuro de maio contra as ofertas indicadas a 148-161 c/bu sobre o futuro de maio. 

A remessa de abril do indicador CFR China da opção mais barata foi fixada em 145 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a US $ 582/t, queda de US $ 0,5/tem relação à avaliação anterior. Para os meses futuros, o embarque de julho foi oferecido a 162 c/bu sobre os futuros de julho, contra as ofertas mostradas a 168-172 c/bu sobre os futuros de julho.

No Brasil, os prêmios no mercado de papel de Paranaguá permaneceram praticamente inalterados, já que o real se estabilizou marginalmente após uma forte desvalorização na segunda-feira, causando uma queda nos prêmios. O embarque de abril foi avaliado em -16 c/bu em relação aos futuros de maio, que equivaliam a $ 522,5/t, uma queda de $ 1,5/t. Nos EUA, os prêmios no Golfo ficaram praticamente estáveis, com os embarques em abril atrelados a 3 c/bu abaixo da oferta a 82 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a $ 558,5/t.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
10/03/2021 177,23 -1,15% 5,84% 31,33
09/03/2021 179,3 0,71% 7,08% 30,97
08/03/2021 178,03 2,12% 6,32% 30,86
05/03/2021 174,34 1,37% 4,11% 30,62
04/03/2021 171,98 -0,22% 2,71% 30,37

Com forte suporte que ainda é observado no mercado, apesar da despencada dos futuros da oleaginosa na CBOT e mais do dólar frente ao real - de mais de 2% ,  algumas praças de comercialização do interior do país viram os preços continuarem a subir nesta quarta-feira. 

Em Rio do Sul/SC, alta de 0,61% para R$ 166,00 por saca, em Jataí e Rio Verde, ambas em Goiás, ganho de 0,62% para R$ 162,00 e de 0,93% no Oeste da Bahia, para R$ 163,25 por saca. 

Nos portos, porém, os indicativos caíram. As baixas foram de mais de 1% e os preços fecharam o dia com valores entre R$ 173,00 e R$ 175,00 por saca, entre spot e abril, entre Rio Grande e Paranaguá. Em Santos, mantidos os R$ 180,00 para junho. 

A postura dos vendedores agora, porém, é bastante cautelosa, sem a efetivação de novos negócios. Há muito da safra 2020/21 de soja já comprometida com a comercialização e o produtor agora aguarda por melhores preços para voltar mais agressivamente ao mercado. 

 

SUGAR - AÇUCAR

May NY world sugar 11 (SBK21) on Wednesday closed up +0.06 (+0.38%), and May London white sugar 5 (SWK21) closed down -0.10 (-0.02%) at $452.60.

Sugar prices on Wednesday settled mixed and consolidated above Tuesday&39;s 3-week lows. Strength in the Brazilian real (^USDBRL) against the dollar Wednesday sparked some short-covering in sugar futures. The real jumped +2.38% against the dollar on Wednesday, which discouraged export selling Brazil&39;s sugar producers.

Gains in sugar were limited Wednesday by a projection researcher Datagro that the global sugar market in 2021/22 will shift to a surplus of +1.1 MMT after a -2.6 MMT deficit in 2020/21.

Sugar prices have underlying support concern about smaller global sugar supplies. Brazil reported Feb 22 that current shipping delays for its soybean exports might curb global sugar supplies because the queue of vessels waiting at Brazilian ports is so large that bottlenecks will likely continue until May when sugar is normally the biggest crop for export.

Sugar also has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported last Tuesday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Feb 26 fell -15% y/y to 6.8 MMT.

Signs of smaller sugar exports India are another positive factor for sugar prices. The Indian Sugar Mills Association (ISMA) said Feb 18 that India&39;s sugar mills have only contracted 2.5 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT on a shortage of shipping containers. Also, the All India Sugar Trade Association has projected India&39;s 2020/21 sugar exports may only total 4.3 MMT, down -25% 2019/20.

Ample sugar supply Brazil is a negative factor for sugar. Unica reported Tuesday that Brazil&39;s Center-South sugar production Oct through Feb was up +44% y/y to 38.235 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.19% in 2020/21 34.46% in 2019/20.

News of higher sugar production India, the world&39;s second-biggest sugar exporter, is also negative for sugar prices. Last Wednesday, India&39;s Sugar Mills Association reported that India&39;s Oct-Feb sugar production rose +20% y/y to 23.38 MMT. The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT.

Os futuros do açúcar nesta quarta-feira (10) encerraram o dia próximo da estabilidade nas bolsas externas. Em Nova York, houve queda leve do adoçante acompanhando o petróleo e em Londres perda muito próxima da estabilidade.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York subiu 0,38%, cotado a US$ 15,96 c/lb, com máxima de 16,13 c/lb e mínima de 15,91 c/lb. O branco em Londres finalizou a sessão com perda de 0,02%, a US$ 452,60 a tonelada.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
10/03/2021 106,33 -1,88% -2,68% 18,8  
09/03/2021 108,37 1,09% -0,81% 18,72  
08/03/2021 107,2 0,38% -1,89% 18,58  
05/03/2021 106,79 -1,33% -2,26% 18,76  
04/03/2021 108,23 -2,03% -0,94% 19,11  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 107,38      
  valor saco $ 19,01      
  valor ton $ 380,12  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

Depois de queda expressiva em ambos os terminais na véspera, o dia foi de movimentação técnica para os futuros do adoçante. Em Nova York, o suporte acompanhou o petróleo e um movimento de ajuste de posições.

Por volta das 16h, o petróleo WTI e Brent subiam cerca de 0,50%, próximos de US$ 65 o barril. Os preços do petróleo bruto tendem a impactar a gasolina e, por consequência, reflete também no etanol.

A trading inglesa Czarnikow reportou na segunda-feira (09) que as exportações de açúcar da Índia tiveram alta de 183 mil toneladas no mês de fevereiro, totalizando 671 mil t, apesar de impacto logístico no país nos últimos meses.

Na temporada 2020/21 (outubro-setembro), as exportações do adoçante pelo país asiático são estimadas em 5 milhões de t. Já o governo prevê que os embarques do país totalizem 6 milhões de t.

A safra 2021/22 (abril-março) de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil poderá ter uma queda de 3,5% sobre a temporada anterior, com 586 milhões de toneladas, segundo a primeira estimativa da consultoria Datagro para a nova temporada. A queda reflete condições climáticas adversas ao desenvolvimento das lavouras.

A estimativa ainda aponta um cenário de produção menor do que em 2019/20 (590,3 milhões de t).

"Os sinais mostram que o primeiro trimestre e o início do segundo de 2021 ainda serão preocupantes para o desenvolvimento da cana", disse Bruno Freitas, analista de mercado da Datagro, em apresentação durante o evento de abertura da safra de cana, açúcar e etanol 2021/22 da Datagro e Santander.

Nas estimativas da consultoria, a concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) da nova safra no Centro-Sul é estimada em 141,20 kg por tonelada, ante 144,69 kg/t em 2020/21, uma queda de 2,4%. A nova temporada tende a ser levemente mais açucareira do que a última, com um mix de 46,5% de açúcar.

A produção de açúcar é apontada pela consultoria em 36,70 milhões de t, com uma queda anual de 4,7%, e a produção de etanol em 29,40 bilhões de litros, um recuo de 4,1% sobre 2020/21. Além disso, há destaque para alta no etanol de milho na nova temporada, chegando a 3,41 bilhões de litros.

Freitas pontua que a irregularidade de chuvas ao longo do ano de 2020 e também no início de 2021 deve fazer com que a colheita de cana atrase em algumas unidades produtoras. "Muito embora algumas usinas iniciem a colheita em março, haverá um retardamento do início das operações", pontuou o analista.

No Norte e Nordeste do país, os números da nova safra serão mais positivos. A produção de cana na região é estimada com uma alta de 3,8% sobre 2020/21, com 55 milhões de t, com ATR de 133,50 kg por tonelada. Do total de moagem, 3,10 milhões de t serão de açúcar e o etanol totalizará 2,40 bilhões de litros.

Já o mundo deverá enfrentar "pequeno" déficit de açúcar na safra global 2020/21  (outubro/setembro), após três ciclos de superávit seguidos, diante de produção menor esperada para o Brasil neste ano, avaliou nesta quarta-feira o trader sênior da comerciante Sucden, Ulysses Carvalho.

A produção do centro-sul do Brasil na safra que começa em abril na principal região produtora do mundo deve cair para intervalo de 36 milhões a 36,5 milhões de toneladas, disse o trader, durante apresentação em conferência da Datagro.

A estimativa está próxima de projeção da consultoria Datagro, que prevê uma redução de aproximadamente 2 milhões de toneladas ante o período anterior.

Por problemas climáticos, a safra de cana do centro-sul do Brasil em 2021/22 deve cair para intervalo de 575 milhões a 580 milhões de toneladas, disse o executivo da Sucden, apontando números menores do que o projetado pela Datagro (586 milhões de toneladas).

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

Comentários