Floripa News
Cota??o
Florian?polis
Twitter Facebook RSS

Soja: Com vendas semanais fracas nos EUA, mercado recua forte e realiza lucros em Chicago

Publicado em 25/02/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

A Bolsa de Chicago (CBOT) teve um dia de recuos para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 3,50 e 7,50 pontos ao final da quinta-feira.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,54 com baixa de 4,50 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,49 com queda de 7,25 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,39 com desvalorização de 7,50 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,93 com perda de 3,50 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira de 0,89% para o março/21, de 1,43% para o maio/21, de 1,46% para o julho/21 e de 0,60% para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 554,75 -4,5
MAY 2021 549,75 -7,25
jul/21 539,75 -7,5
SEP 2021 493 -3,5
Última atualização: 17:02 (25/02)

Segundo informações do site internacional Successful Farming, na quinta-feira, os mercados agrícolas do CME Group sofreram com a realização de lucros no final do mês.

No relatório semana da USDA os Estados Unidos venderam 453,3 mil toneladas de milho da safra 2020/21, enquanto o mercado esperava por algo entre 500 mil e 1,3 milhão de toneladas. O Peru foi o principal destino do grão norte-americano. Com esse volume, as vendas americanas chegam a 59,0007,6 milhões de toneladas, contra 25,8 milhões há um ano e diante da projeção do USDA para a temporada de 66,04 milhões. 

Os EUA venderam ainda 145,9 mil toneladas de milho da safra 2021/22. 

Importante ressaltar que a China se mostrou mais inativa nesta última semana, não fez compras de ambos os grãos e na soja adquiriu somente volumes 2021/22. 

Além disso, os totais já comprometidos pelos EUA com a comercialização de milho já se aproximam muito dos totais estimados a serem exportados em todo ano safra 2020/21. Assim, os produtores norte-americanos também têm segurado novos negócios, definindo suas estratégias para a conclusão da atual temporada e para o início do plantio 2021/22. 

Na Ásia, o dia começou com a associação sul-coreana de processamento de milho Kocopia, lançando e fechando um leilão de compra de 60.000 toneladas de milho.

A empresa Viterra vendeu a carga de milho americano a US$ 309/t e trazendo-o em cerca de US$ 3/t abaixo da próxima indicação mais próxima: “Os contratos de milho listados na bolsa de Dalian da China estavam ligeiramente mais altos no dia, ganhando CNY29 no contrato mais líquido, maio, para fechar a CNY2.790/t ($ 432,17/t)”.

Os preços do petróleo continuaram subindo com os estoques de etanol caindo 1,5 milhão de barris na semana para 22,8 milhões de barris na semana passada, de acordo com dados divulgados pela Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA). Mas esses mesmos dados também revelaram uma queda acentuada na produção para 658.000 b/d, o nível de produção mais baixo desde a semana encerrada em 8 de maio do ano passado, e se compara com 911.000 b/d na semana passada e 1,05 milhão b/d na mesma semana a ano antes”, explica a equipe da Consultoria.

Esses dados podem apontar, segundo eles, para um aumento de curta duração nos futuros do milho, especialmente porque a demanda real de exportação permaneceu limitada, com o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) mais uma vez não emitindo nenhum aviso de venda de exportação para a semana.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 88,75 -0,18%
mai/21 89 -0,09%
jul/21 84 0,96%
set/21 80,75 0,12%
Última atualização: 18:00 (25/02)

Os preços futuros do milho ganharam força ao longo do dia após começarem as movimentações da quinta-feira caindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,18% e 0,96% ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 88,91 com alta de 0,18%, o maio/21 valeu R$ 89,08 com ganho de 0,42%, o julho/21 foi negociado por R$ 84,00 com valorização de 0,96% e o setembro/21 teve valor de R$ 80,65 com elevação de 0,81%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulitng, Vlamir Brandalizze, a colheita da safra verão deve ganhar ritmo a partir da semana que vem e ampliar a oferta disponível aos compradores.

“Como não vamos ter espaço para embarcar milho na exportação, o que colher vai ficar para o mercado interno e isso deixa o setor de ração em uma posição um pouco mais confortável para poder esperar um pouco mais para comprar e não pressionar o mercado”, comenta o analista.

Brandalizze afirma que as cotações podem recuar ao longo de março, mas ainda em níveis muito favoráveis para os produtores brasileiros.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
25/02/2021 85,59 0,47% 2,70% 15,55
24/02/2021 85,19 0,13% 2,22% 15,68
23/02/2021 85,08 0,22% 2,09% 15,61
22/02/2021 84,89 0,64% 1,86% 15,6
19/02/2021 84,35 0,34% 1,21% 15,6

No estado do Rio Grande do Sul, as oportunidades de negócios no Estado do Rio Grande do Sul parecem concentrar-se com entrega no mês de abril, e com pagamentos dos mais variados possíveis: 30, 45, 70 e até 90 dias.

Os  negócios  spot  andam  a  conta-gotas  e  houve  um recuo  em  relação  à  indicação  de  compradores  em relação  a  dias  anteriores,  de  pelo  menos  R$  1,00  por saca na maior parte das localidades. Em  Panambi,  indicações  de  R$  79,00  para  compra,  e pedidas do produtor em R$ 81,00.

Santa Catarina tem colheita a 25% e milho paraguaio ofertado a R$ 83,00 em Xanxerê. Os negócios de Santa Catarina permanecem pontuais e quase que em sua totalidade realizados por grandes indústrias. A colheita no Estado encontra-se em torno de 25%, e cada vez mais, confirmam-se as perdas que estiagem deixou no Estado, o que deve complicar ainda mais a situação dos compradores.

No Paraná, a preocupação está voltada à soja, com pequenos lotes de milho sendo comercializados a R$ 79,00. Praticamente não houve negócios de milho no Estado no dia de hoje, haja vista que a preocupação de tradings e cerealistas permanece na soja, tanto no que diz respeito à comercialização, quanto à retirada das lavouras. Um de nossos correspondentes, da região oeste, traduziu o sentimento entre compradores do mercado: como não há  espaço no momento para a exportação, há somente pequenos compradores  da  “mão  para  a  boca”,  que  na espera da safrinha, seguram-se como podem diante das altas crescentes.

A quinta-feira (25) chega ao final com os preços do milho levemente mais altos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em Eldorado/MS (0,70% e preço de R$ 70,50).

Já as valorizações apareceram nas praças de Cândido Mota/SP (0,67% e preço de R$ 75,50), Campo Novo do Parecis/MT (0,75% e preço de R$ 67,50), Brasília/DF (1,45% e preço de R$ 70,00) e Campinas/SP (2,30% e preço de R$ 89,00).


SOYBEAN - SOJA

A quinta-feira (25) é de novas altas para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago, renovando suas máximas em cinco semanas. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h50 (horário de Brasília), subiam entre 15,75 e 17,25 pontos, com o março valendo US$ 14,41 e o agosto, US$ 13,87 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 14,06 -17,75 -1,25
mai/21 14,075 -18,25 -1,28
jul/21 13,9725 -14,75 -1,04
ago/21 13,565 -14 -1,02
Última atualização: 17:02 (25/02)  

O atraso dos embarques no Brasil e as notícias de que a continuidade das chuvas seguirão mantendo lento o ritmo das operações nos próximos dias  é destaque entre as análises internacionais e segue dando suporte ao avanço dos preços. 

Além dos embarques, a colheita também segue atrasada em regiões importantes. Segundo informações da AgRural, este atraso é o mais severo em 10 anos e também continua a ser monitorado pelos traders. 

Ainda segundo analistas internacionais, o clima seco na Argentina também permanece no radar, bem como a demanda ainda presente ao lado de uma oferta muito limitada. 

Os números das vendas semanais norte-americanas divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vieram abaixo do esperado para soja, milho, trigo e óleo de soja. O volume do milho e do trigo registraram suas mínimas do ano comercial e a oleaginosa com o segundo menor volume da temporada. A China se mostrou mais inativa nesta última semana, não fez compras de ambos os grãos e na soja adquiriu somente volumes 2021/22. 

Além disso, os totais já comprometidos pelos EUA com a comercialização de soja e milho já se aproximam muito dos totais estimados a serem exportados em todo ano safra 2020/21. Assim, os produtores norte-americanos também têm segurado novos negócios, definindo suas estratégias para a conclusão da atual temporada e para o início do plantio 2021/22. 

As vendas semanais de soja dos EUA 2020/21 foram de apenas 167,9 mil toneladas, contra o intervalo esperado de 200 mil a 800 mil toneladas. A Holanda foi a principal compradora da commodity americana. Em todo ano comercial, o poáis já vendeu 59,952,8 milhões de toneladas de soja, contra 33,7 milhões do ano passado, neste mesmo período. A estimativa é de que sejam exportadas 61,24 milhões. 

Após testar suas máximas do ano, com altas que passavam de 20 pontos na manhã desta quinta-feira (25), o mercado da soja na Bolsa de Chicago volta a recuar e registrando baixas bastante expressivas entre as posições mais negociadas. As vendas semanais para exportação dos EUA divulgadas há pouco pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vieram fracas, abaixo das expectativas e ajudam a derrubar o mercado dos grãos na CBOT. 

A China se mostrou mais inativa nesta última semana, não fez compras de ambos os grãos e na soja adquiriu somente volumes 2021/22. 

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
fev/21 5
mar/21 -10
abr/21 5
mai/21 20
Última atualização: 25/02/2021
   

Assim, por volta de 12h15 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 17,25 e 25,5 pontos, com os primeiros vencimentos perdendo novamente o patamar dos US$ 14,00 por bushel. Assim, o março tinha US$ 13,98 e o agosto, US$ 13,50. 

Nos mercados de carga, o volume de comércio com base no CFR China aumentou com rumores de que três a quatro cargas mudaram de mãos . Um embarque de grãos brasileiros em maio foi negociado a 150 c/bu sobre o futuro de maio e um de abril também foi negociado perto do mesmo nível de preços.

As outras duas transações foram reservadas para embarques entre março e maio de 2021.Também houve interesse de compra para os embarques de março de 2022 para fora do Brasil, mas nenhuma negociação foi ouvida até o momento deste fechamento. O indicador CFR China para remessa de abril do mais barato foi avaliado 1 c/bu inferior a 148 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a $ 577/t, um aumento de $ 2/t em relação à avaliação anterior.

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 512,94   25/fev
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 504,36   25/fev
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 514,22   25/fev
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 170,00 por saca

Na origem, a curva dos prêmios brasileiros no mercado FOB Paranaguá foi mista, uma vez que os valores para embarque em março continuaram caindo com ofertas apresentadas em paridade com o março futuro e ofertas com desconto de 25 c/bu em relação ao futuro. Em contraste, os valores das remessas de abril em diante subiram com as remessas de abril retornando ao território positivo em 2 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a $ 523,25/t, alta de US$ 1,25/t.

Nos EUA, os preços das barcaças CIF e FOB das cargas permaneceram inalterados no dia em meio à falta de demanda. Os embarques de abril do Golfo foram estimados em 81 c/bu sobre o futuro de maio, que equivalia a $ 552,25/t, e o mesmo embarque do PNW foi avaliado em 126 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a $ 568,75/t.

Processadores de soja chineses devem ser forçados a restringir operações significativamente nos próximos meses devido a atrasos na colheita no principal exportador, o Brasil, o que tem pressionado preços para cima e provavelmente levará ao consumo de estoques.

A escassez deve ser amplamente sentida e provavelmente durará ao menos até meados de abril, disseram analistas, processadores e operadores de mercado à Reuters.

"Os embarques de grãos do Brasil para o sul da China serão muito limitados em março. A oferta será apertada", disse o gerente de uma grande processadora no sul da China.

"Nós planejamos originalmente suspender operações por alguns dias, mas nós agora teremos que estender isso para duas semanas, uma vez que nosso carregamento atrasou", disse o gestor, que falou sob a condição de anonimato porque não está autorizado a conversar com a imprensa.

A seca atrasou o plantio de soja no Brasil no final de 2020 e chuvas constantes atrapalharam a colheita neste ano. Isso é similar ao que ocorreu no início do ano anterior, quando processadores chineses precisaram reduzir operações, os estoques caíram para mínimas recorde e os preços do farelo de soja dispararam.

"Os estoques de soja cairão significativamente em março e os preços do farelo de soja também vão subir", disse Xie Hullan, analista da consultoria Cofeed. Acrescentando que algumas unidades já têm planos para suspender operações por um mês.

"Mas provavelmente não será tão ruim como no ano passado", afirmou.

Ela disse que produtores de ração e de animais aprenderam lições do ano passado e armazenaram amplos estoques de farejo de soja antecipadamente. Uma rápida recuperação na produção de suínos após a peste suína africana também levou a maiores importações de farelo de soja que no ano anterior, embora novos surtos tenham enfraquecido a demanda em geral.

Projeções detalhadas sobre a extensão dos cortes de produção e seu impacto sobre estoques e preços não estavam imediatamente disponíveis.

Cerca de 5,5 milhões de toneladas em soja devem chegar à China em março, disse um operador de mercado em uma empresa que opera plantas de processamento pelo país.

Isso seria mais que os 4,28 milhões de toneladas de março do ano passado, mas ainda bem abaixo da média mensal de consumo de soja, de 8 milhões a 9 milhões de toneladas.

Os estoques semanais de farelo de soja da China estavam em 758,8 mil toneladas em 23 de fevereiro, mias que o dobro do nível do ano anterior. Os estoques de soja estavam em 5,73 milhões de toneladas, em linha com ano passado.

  soja US$ 5,51
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mar/21 31,19 171,86 -0,19%
   
Última atualização: 16:21 (25/02)  

Os futuros do farelo de soja subiram 6% neste mês, para 3.587 iuanes, ou 555 dólares por toneladas, enquanto os preços domésticos da soja na China subiram 8%, perto de níveis recorde registrados em julho de 2008.

Os preços da soja subiram ainda mais no Rio Grande do Sul, impulsionados pela escassez do produto internamente e pela alta de Chicago, que, hoje, foi contrabalanceada pela queda do dólar. O preço atingiu o preço, recorde para a temporada, de R$ 170,20 no porto, para embarques imediatos e R$ 171,30 para maio. Estes preços liquidam algo em trono de R$ 164,00 no interior no mercado de lotes e R$ 158,00 para o agricultor, no mercado de balcão, o que significaria um lucro líquido, depois de pagas todas as despesas ao redor de 107,89%.

No Paraná, o estado está entregando os contratos antecipados, para ver o que sobra. No Paraná, o foco permanece sendo as colheitas que estão evoluindo bem. Existe um grande volume de soja em contratos antecipados à ser pago e os vendedores estão colhendo o máximo para que seja possível entregar os mais rápidos. Como já ocorreram atrasos nas plantações em todo o país é natural que haja um pouco de ansiedade e nenhuma atenção nos mercados.

Minas Gerais tem pequena alta nos preços, puxada por Chicago, mas limitada pela queda do dólar. Foi uma alta geral de um real/saca em todas as regiões, ou 0,63%. Apesar disto, o preço de fevereiro está 6,0% mais alto do que em janeiro e 25,19% do que em dezembro.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
25/02/2021 166,74 0,54% -0,93% 30,28
24/02/2021 165,84 -0,07% -1,46% 30,52
23/02/2021 165,95 1,23% -1,40% 30,44
22/02/2021 163,94 0,60% -2,59% 30,13
19/02/2021 162,96 -0,45% -3,17% 30,14

O pano de fundo muito positivo e o suporte consistente do mercado da soja, todavia, continua e os patamares deverão ainda se mostrar em níveis muito elevados e, mais importante, bastante remuneradores para o produtor brasileiro. 

"É exatamente esse fato de uma relação de oferta e demanda ajustada, estoques apertados e compras ainda pesadas de importadores como a China que colocam esse patamar mais para baixo do que o atual (momentaneamente), mas ainda bem acima do que vimos em 2020 e também 2019. Estamos vindo de um período de cotação futura com os mais altos níveis desde 2014, 2015", afirma Cogo. 

A consequência disso para os preços no Brasil acima de R$ 130,00 por saca no Sul, e Centro-Oeste, tomando Mato Grosso como referência, algo na casa de R$ 120,00 a R$ 130,00 para os dois primeiros trimestres do ano que vem, além dos atuais valores que também são muito altos para esta temporada. O que muda o cálculo é o dólar. 

O analista ressalta sobre a necessidade do monitoramento cambial e dos custos de produção que deverão ser mais altos para a próxima safra. 

"Há de 15% a 20% a mais de preços, em dólar, de matérias-primas para fertilizantes e dependendo do tipo de agroquímico há de 10% a 40% em dólar mais. Conforme o pacote que esse produtor vai ter que montar, e as compras estão bem adiantadas, teremos uma coisa preocupante que são custos mais altos em dólares, evidentemente em reais também. Por isso, muitos produtores estão optando essas compras sempre hedgeadas, sem descasar a operação", orienta. 

Para os restantes 40% da safra 2020/21 a serem comercializados no Brasil, a disputa entre demandas interna e externa, mais uma vez, deverá ser muito acirrada, até mais do que se observou em 2020. 

"Neste ano já houve momentos em que as cotações do interior do Paraná e do porto de Paranaguá não se alinhavam. Isso é reflexo de muita venda antecipada. Já há uma disputa, mas ela não está muito clara por conta do atraso na colheita, o que chegou ao ponto de botar o prêmio no porto negativo, como há muito tempo não se via. Mas na medida em que tudo se normalizar, o prêmio vai positivar de novo, as cotações vão ficar mais altas, vai haver mais disputa entre esmagador interno e exportador e essa disputa que sempre ficou pro segundo semestre vai começar entre o primeiro e segundo trimestre do ano", conclui Cogo.

 

SUGAR - AÇUCAR

May NY world sugar 11 (SBK21) on Thursday closed down -0.33 (-1.92%), and May London white sugar 5 (SWK21) closed down -12.50 (-2.60%) at $468.00.

Sugar prices on Thursday posted moderate losses. Sugar prices retreated after Green Pool Commodity Specialists on Thursday projected a 2021/22 global sugar surplus estimate of +4.1 MMT, wider than the projected 2020/21 global sugar surplus of +500,000 MT and the largest surplus in 4 years.

A positive for sugar was Thursday&39;s forecast by the European Commission that EU 2021/22 sugar production will fall -12% y/y to 15.4 MMT.

Sugar prices are consolidating below Tuesday&39;s contract and 3-3/4 year nearest-futures highs. Concern about smaller global sugar supplies has fueled fund buying of sugar futures. Brazil reported Monday that current shipping delays for its soybean exports might curb global sugar supplies because the queue of vessels waiting at Brazilian ports is so large that bottlenecks will likely continue until May, when sugar is normally the biggest crop for export.

Another supportive factor for sugar prices is the outlook for excessive rain in Brazil&39;s sugar-producing regions. Maxar on Monday forecasted that Brazil&39;s sugar-growing regions might receive 4-5 inches of rain this week and 3-4 inches of rain next week, which could flood sugar fields and damage crops.

A rally in crude oil on Thursday to a new 13-1/2 month high was supportive for sugar. Higher crude prices benefit ethanol prices and may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing to ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies.

Sugar also has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported last Tuesday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production during Dec 10-Feb 12 fell -23% y/y to 5.5 MMT.

Signs of smaller sugar exports India are another positive factor for sugar prices. The Indian Sugar Mills Association (ISMA) said last Thursday that India&39;s sugar mills have only contracted 2.5 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT on a shortage of shipping containers. Also, the All India Sugar Trade Association has projected India&39;s 2020/21 sugar exports may only total 4.3 MMT, down -25% 2019/20.

Ample sugar supply Brazil is a negative factor for sugar. Unica reported Wednesday that Brazil&39;s Center-South sugar production Oct through mid-Feb was up +44% y/y to 38.217 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.20% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

News of higher sugar production India, the world&39;s second-biggest sugar exporter, is also negative for sugar prices. The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT. Last Thursday, ISMA reported that India Oct-Feb 15 sugar production was already up +23% y/y to 20.9 MMT.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry on December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported last Monday that China&39;s 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Maxar on Jan 27 said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
25/02/2021 109,86 -0,58% 1,16% 19,95  
24/02/2021 110,5 0,88% 1,75% 20,34  
23/02/2021 109,54 0,38% 0,87% 20,09  
22/02/2021 109,13 1,03% 0,49% 20,05  
19/02/2021 108,02 0,65% -0,53% 19,98  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 109,41      
  valor saco $ 19,86      
  valor ton $ 397,13  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

Os futuros do açúcar caíram fortemente nesta sessão de quinta-feira (25) nas bolsas de Nova York e Londres. No caso do terminal norte-americano, o adoçante perdeu o patamar de US$ 17 c/lb com a informação de consultoria australiana de que a safra 2021/22 pode ter um superávit global.

O principal vencimento do açúcar bruto em Nova York caiu 1,92%, cotado a US$ 16,89 c/lb, com US$ 17,36 de máxima e mínima de US$ 16,68 c/lb. Já em Londres, o tipo branco finalizou o dia com perda ainda mais expressiva de 2,60%, a US$ 468,00 a tonelada.

"Os preços do açúcar recuaram após a Green Pool Commodity Specialists projetar hoje estimativa de superávit global de açúcar para 2021/22 de 4,1 milhões de toneladas, maior do que o projetado para 2020/21 de 500 mil t e o maior em 4 anos", destacou a consultoria Barchart.

O mercado do açúcar também sentiu peso do finaneiro nesta sessão, com perdas em parte do dia no petróleo, após máximas de 13 meses.

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destacou que a 2020/21 de açúcar, que terminará em algumas semanas, será de recorde na produção do adoçante e exportações. Para a próxima temporada, as expectativas também são favoráveis.

"Já temos fundamentos bastante positivos para 2021/22, com taxa de câmbio favorável para exportação coincidindo com o cenário de bons preços. Isso deve continuar mantendo as exportações elevadas", disse Fábio Silva Costa, analista de mercado da Conab.

 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

Comentários