Floripa News
Cota??o
Florian?polis
Twitter Facebook RSS

Produção açúcar caindo na Tailândia, atraso na produção no Brasil, aumento de consumo fazem preço disparar em 5 e 11

Publicado em 18/02/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro recuaram na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 1,25 e 2,75 pontos ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,50 com desvalorização de 2,75 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,49 com queda de 1,75 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,39 com perda de 1,25 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,83 com estabilidade.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira de 0,54% para o março/21, de 0,18% para o maio/21 e de 0,19% para o julho/21, além de estabilidade para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 550,25 -2,75
MAY 2021 549 -1,75
jul/21 539 -1,25
SEP 2021 483,5 0
Última atualização: 17:02 (18/02)

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho em Chciago recuaram na quinta-feira, depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) projetou que os agricultores dos EUA devotariam mais acres à safras nesta primavera do que em qualquer ano já registrado.

“O milho estendeu declínios anteriores depois que o USDA previu 2.021 plantações de milho em 92 milhões de acres (37,2 milhões de hectares)”, destaca Karl Plume da Reuters Chicago.

O analista de mercado Vlamir Brandalizze comenta que, o mercado esperava cerca de 400 mil hectares a mais para o milho que não vieram.

“Assim já se começa a olhar para o milho com boas perspectivas lá na frente, mas ainda segue a linha da soja e está sendo liquidado. O inverno rigoroso aumenta a demanda por ração no hemisfério norte para frangos, suínos, confinamentos bovinos e gado leiteiro. Isso vai trazer reflexo de março em diante quando se confirmar esse aumento importante na demanda”, explica Brandalizze.

Apesar do esforço de alguns compradores em aumentar os preços oferecidos pelo milho, em regiões como Passo Fundo e Carazinho, não houve negócios expressivos no Rio Grande do Sul. Em muitas regiões, compradores permaneceram fora dos negócios, não indicando aos corretores, cenário que repetiu o que tinha se visto no início da semana.

As indicações de compra por parte da indústria alcançaram patamares de R$ 85,00 CIF, com 75 dias, porém as pedidas parecem ter aumentado expressivamente. Entre nossos correspondentes, novos relatos de problemas com a produtividade de lavouras, principalmente em milhos precoces.

Já em Santa Catarina, há dificuldade em trazer milho de outros estados. Em se tratando dos catarinenses, não é novidade que este é depende do milho de outros Estados, por apresentar grandes indústrias compradoras, mas pouca produção para fazer frente as suas necessidades. Diante das escassas ofertas dentro do Estado, viu-se hoje um movimento de algumas indústrias buscando milho no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

No estado do Paraná, apontam os analistas, o milho permanece com poucos negócios nesta semana: Entre segunda e quarta-feira, em razão de feriados concomitantes nos Estados Unidos, Brasil e China, os compradores permaneceram fora, principalmente tradings, preferindo não indicar preços sem a referência das bolsas. O Estado segue firme com seus trabalhos de campo, e hoje encontra-se cerca de 16% colhido.

O mercado físico do milho ficou praticamente estável, mas com mais ofertas do milho tributado oriundo de fora do estado de SP. O comprador não tem pressa em adquirir novos lotes, enquanto o vendedor tenta cadenciar ao máximo os negócios. Em Campinas-SP, as referëncias giram entre R$80-83/sc, CIF, 30d. 

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 86,6 -0,06%
mai/21 85,2 -0,06%
jul/21 79,41 0,51%
set/21 76,32 0,16%
Última atualização: 18:00 (18/02)

Os preços futuros do milho se movimentaram pouco ao longo do dia e encerraram a quinta-feira em campo misto na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações entre 0,40% negativo e 0,24% positivo.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 86,65 com desvalorização de 0,40%, o maio/21 valeu R$ 85,25 com elevação de 0,24%, o julho/21 foi negociado por R$ 79,01 com perda de 0,18% e o setembro/21 teve valor de R$ 76,20 com baixa de 0,21%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a colheita da safra verão começa a ganhar ritmo no Sul do país, mas ainda com um índice de umidade muito grande no grão que sai do produtor e vai para a indústria.

“Os compradores estão pressionando o mercado para deixo, tentando comprar com valores menores. Os indicadores estão entre R$ 77,00 e R$ 79,00 nas indústrias do Paraná, onde não há pressão de vendas e  entre R$ 80,00 e R$ 84,00 nas indústrias do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os grandes compradores estão cobertos para março e vão buscar mais milho só para abril”, pontua Brandalizze.

A quinta-feira (18) chega ao final com os preços do milho praticamente inalterados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em Brasília/DF (1,37% e preço de R$ 72,00).

Já as valorizações apareceram em Itapetininga/SP (1,22% e preço de R$ 83,00), Cascavel/PR e Amambaí/MS (1,39% e preço de R$ 73,00)

Em Goiás, por exemplo, a saca do cereal encerrou a sexta-feira (12) valendo, em média, R$ 71,40 com queda de R$ 0,90 com relação à semana anterior. “Com a colheita mais focalizada no sul do país, a região centro-oeste padece de um volume mais restrito, o que deixa o mercado com baixa liquidez. Além disso, produtores seguem focados na colheita da soja e no plantio da safrinha, o que deixa o mercado goiano ainda mais parado”, diz o Ifag.

Enquanto isso, o Mato Grosso plantou apenas 20,90% da segunda safra de milho até o final da última semana. Esse patamar é 42,26 pontos percentuais menor do que a safra passada e 26,46 pontos percentuais inferior à médio dos últimos cinco ano.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
18/02/2021 84,06 0,31% 0,86% 15,45
17/02/2021 83,8 0,48% 0,55% 15,46
12/02/2021 83,4 0,25% 0,07% 15,51
11/02/2021 83,19 0,04% -0,18% 15,43
10/02/2021 83,16 -0,28% -0,22% 15,46

“Os obstáculos são os volumes de chuva, que impedem a colheita mais acelerada da soja e a disponibilidade de áreas para o cultivo do milho. Portanto, segundo informantes, se houver menores volumes de chuvas na próxima semana, é esperado que os trabalhos se intensifiquem em ritmo dobrado, visto que boa parte da soja já está no ponto de colher”, afirma o Imea.

Clima, cigarrinha, doenças e práticas culturais. Tudo isso afetou o milho de 1ª safra no Sul do Brasil. De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a produção na região deve apresentar uma queda de ao menos 8%. Na safra 2019/20, os três estados do Sul colheram 10.249 milhões de toneladas. Este ano, não  devem passar de 9.408 milhões de toneladas. 

Os levantamentos realizados nas regiões mais afetadas detectaram má formação das espigas, multi-espigamento, empalhamento anormal, necroses na base e ao longo das espigas, morte prematura das espigas e menor peso de grãos. Muitas áreas apresentaram também tombamento e morte prematura de plantas.  

Por conta desse cenário, os produtores da região temem não conseguir honrar os contratos com as tradings e cooperativas pelo simples fato de não haver milho disponível para ser entregue. O preço internacional da commodity estimulou o aumento da área plantada do grão e grande parte da produção de 2021 foi vendida antecipadamente em razão do câmbio favorável. Internamente, o país vive um desabastecimento em função do enorme volume exportado no ano passado. 

Entre os especialistas, há um consenso de que os problemas decorreram de uma conjunção de fatores. Em relação ao clima, estiagem no inverno, geadas tardias e excesso de chuva no verão provocaram perdas e favoreceram a disseminação de pragas e doenças, especialmente no sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e, também, em boa parte do Rio Grande do Sul.  

 “Em 2020, o Brasil esteve sob a influência do fenômeno climático La Niña, que resfria a água do Oceano Pacífico e, entre outras consequências, interfere no regime de chuvas”, explica Desirée Brandt, meteorologista da Somar Meteorologia.

“Esse fenômeno costuma provocar estiagem no Sul. Entre agosto e novembro de 2020, nos três estados da região, as chuvas ficaram 50% abaixo da média para o período”,diz Desirée. 

A estiagem atrasou a semeadura e estendeu a janela de plantio em algumas regiões. A falta de chuva também causou elevação das temperaturas favorecendo a multiplicação de pragas, como a cigarrinha-do-milho, vetor de três doenças prejudiciais para a lavoura do milho: risca do milho (virose rayado fino), enfezamento pálido e enfezamento vermelho. Os dois últimos são causados por micro-organismos chamados molicutes.

A manifestação dos sintomas do complexo de enfezamento se deu em diferentes intensidades. Foi mais severa em algumas áreas de Santa Catarina (Oeste, Meio Oeste e Planalto Norte) e no Paraná e mais branda no Rio Grande do Sul. 

“Como as cigarrinhas têm preferência por plantas jovens, assim que o milho germina já é atacado pela praga que, se for portadora do vírus ou dos molicutes, vai transmitir as doenças”, diz o fitopatologista Ricardo Trezzi Casa, professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).  

Em dezembro, a chuva caiu com intensidade no Sul do país, principalmente nas partes centrais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O clima quente e úmido trouxe mais problemas para o milho. A incidência de fungos e bactérias aumentou, explica Casa. Fusariose, antracnose e mancha diplodia foram algumas das doenças que surgiram. Como consequência, também houve aumento nos casos de podridão do colmo, de raiz e da espiga.  


SOYBEAN - SOJA

Os futuros de soja negociaram ambos os lados inalterados nesta quarta-feira, após subirem mais de 12 c/bu na terça-feira, com a maioria dos investidores contentes para ver se o contrato de março pode manter esses ganhos. O contrato de março foi aberto a US$ 13,86/bu, negociado em uma faixa de 14 c/bu entre US$ 13,70-13,90/bu e foi avaliado em US$ 13,80/bu pelo tempo de imprensa.

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 13,75 -8,75 -0,63
mai/21 13,765 -8,25 -0,6
jul/21 13,6475 -8,5 -0,62
ago/21 13,2175 -6,75 -0,51
Última atualização: 17:02 (18/02)  

Com a China ainda fora para o feriado de Ano Novo, havia pouco para continuar dos fundamentos com exceção das condições climáticas adversas extremas no Texas, que está programada para ter um efeito de impacto nos centros de exportação nos EUA. É improvável que isso deva desempenhar um papel importante no grão, no entanto, com grande parte do programa já vendido e em navios com destino principalmente à China.]

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
fev/21 45
mar/21 25
abr/21 22
mai/21 30
Última atualização: 18/02/2021

Na frente do clima houve pouca mudança também, acrescentam os especialistas da Consultoria. “A previsão para o Brasil permanece úmida quanto mais ao norte você vai, enquanto a Argentina espera seca e ficar assim, para o curto prazo. Nenhuma grande previsão de mudanças vistas para qualquer um dos dois”, disse a CHS Hedging em nota aos clientes.

De acordo com a Consultoria AgResource Brasil, o resultado mostra cautela dos players: “O volume de negociação foi baixo com a China e a maior parte da América do Sul ainda em ritmo de feriado. Também há o iminente fórum do USDA, que trará linha de base para a área e estoque total de soja e milho nos EUA. A expectativa é que o mercado volte a tomar ritmo maior de volume de negociações assim que a China voltar do Feriado Lunar”.

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 514,41   18/fev
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 501,53   18/fev
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 505,51   18/fev
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 165,00 por saca

Já nesta manhã o  mercado da soja na Bolsa de Chicago opera em campo negativo nesta manhã de quinta-feira (18). O dia marca o início do Agricultural Outlook Forum, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), e deixa o mercado mais na defensiva. 

Por volta de 7h40 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 3,75 e 4,50 pontos nas posições mais negociadas, com o março sendo cotado a US$ 13,79 e o agosto, US$ 13,24 por bushel. O mercado dá continuidade às baixas registradas na sessão anterior. 

Segue o foco sobre as questões climáticas - na América do Sul e nos Estados Unidos - nos elementos fundamentais, principalmente com os estoques norte-americanos muito apertados e as vendas e embarques dos EUA já bem adiantados. 

A demanda chinesa também continua sendo monitorada, principalmente com a retomada dos negócios na nação asiática, apesar da continuidade do feriado do Ano Novo Lunar. 

Nesta quinta-feira (18), os preços da soja fecharam o dia em campo negativo na Bolsa de Chicago, com perdas de 4,25 a 8,75 pontos nas posições mais negociadas. O contrato março/21 terminou a sessão com US$ 13,75 e o agosto, US$ 13,21 por bushel. 

Parte da pressão sobre os futuros da oleaginosa veio dos números reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) durante o primeiro dia do Agricultural Outlook Forum sobre a área de plantio da safra 2021/22. 

As primeiras estimativas "semi-oficiais" do USDA indicam um aumento de área para soja e milho nos Estados Unidos e juntas as culturas deverão alcançar os 73,65 milhões de hectares (182 milhões de acres), contra o total do ano passado de 70,38 milhões de hectares. O número, se confirmado, será recorde.  

Somente para a soja, as primeiras projeções do USDA indicam uma área de 36,42 milhões de hectares (90 milhões de acres), quase em linha com a média das expectativas do mercado de 36,34 milhões de hectares (89,8 milhões de acres). 

  soja US$ 5,44
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mar/21 30,33 165,00 -0,72%
   
Última atualização: 16:14 (18/02)  

O aumento esperado na área, embora ainda dependa de inúmeros fatores, pesou sobre o mercado nesta sessão, bem como a ausência da China no mercado norte-americano e do comportamento técnico de correção dos preços depois das altas do início da semana. 

"O relatório foi "morno", sem muita novidade para a especulação. Vejo o movimento de hoje sendo mais técnico do que fundamental", explica Matheus Pereira, diretor da Pátria Agronegócios.

Assim, o especialista acredita que as baixas foram apenas pontuais e que o viés de alta segue mantido para o mercado da soja na Bolsa de Chicago. 

"Só que agora, o mercado precisa de quebras de oferta para garantir o sustento das altas agressivas no médio/longo prazo, quebras na América do Sul ou na América do Norte. Além de ser importante lembrar que o plantio nos EUA já se inicia em março em algumas regiões", complementa. 

O USDA projetou uma área plantada com soja 8,3% maior na safra 2021/22. A expectativa é de 36,4 milhões de hectares contra 33,6 milhões de hectares no ciclo anterior. De acordo com o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira, a estimativa divulgada pelo USDA durante o 2021 Outlook Forum surpreendeu o mercado ao indicar uma área acima do esperado para a oleaginosa. Pereira acredita que os reflexos mais profundos deste número devem ser sentidos no curto prazo, até segunda-feira, 22. “Mas, no longo prazo, o viés é de alta para a soja. E não só nos EUA, mas no Brasil também, por conta do cenário macrocenário em que a demanda se expandiu mais do que a oferta”, diz.

O que vai mexer com o preço da soja?

Para o diretor da consultoria, é certo que a oleaginosa vá se valorizar nos próximos meses, recuperando o patamar de US$ 14 por bushel. Segundo ele, o que está em aberto é quão alto os preços podem ir. A resposta para isso virá do lado da oferta. “Qualquer problema de safra que viermos a enfrentar nas próximas semanas e meses e qualquer problema na safra dos EUA refletirá numa maior agressividade”.

O especialista acredita que dificilmente os Estados Unidos terão uma safra de soja impecável, por se tratar de um país de tamanho continental, com realidades diferentes em cada região.

Já a safra de milho americana deve crescer, mas menos, cerca de 1%, segundo o USDA. Por isso, a Bolsa de Chicago demonstra menos pressão sobre os contratos neste momento. “Para o milho, é um relatório mais neutro no curto prazo. Ele vai ser digerido nos bastidores e o mercado vai se voltar a fundamentos que têm mais força no médio e longo prazo”, afirma.

Já no Brasil, apesar de um avanço “um pouco melhor” no período da semana encerrada em 12 de fevereiro, a colheita brasileira de soja safra 2020/21 continua ainda abaixo da normalidade, resultando em “forte atraso para o padrão”, aponta levantamento realizado pela Consultoria DATAGRO.

O País colheu apenas 9,1% da área plantada até essa data na média nacional, com avanço de 4,7% sobre os 4,4% da semana anterior. Na média dos últimos cinco anos, o avanço normal nesse período seria de 6,6%. O fluxo segue muito abaixo dos 21,4% de igual período de 2020, e dos 19,7% da média dos últimos 5 anos. 

“Além do já esperado atraso por conta do plantio mais lento na temporada, as chuvas vêm acontecendo de forma regular em praticamente toda a área produtora, mantendo os trabalhos limitados às poucas janelas de melhora do clima”, destaca o coordenador de Grãos da DATAGRO, Flávio Roberto de França Junior.

De acordo com o levantamento da DATAGRO, apesar de “alguns problemas localizados, as condições gerais da safra estão satisfatórias em grande parte das regiões produtoras e o País caminha para a colheita de outra safra cheia e, muito provavelmente, recorde. As regiões que chegaram a observar um pouco de estiagem, como no noroeste de Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Piauí, voltaram a observar precipitações, com normalização das condições”.

Ainda de acordo com o boletim da DATAGRO, a previsão de tempo para esta nova semana segue predominantemente chuvosa para a região Central e do Matopiba – área formada pelas regiões produtoras dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia: “O que favorece as lavouras tardias, mas pode trazer problemas para a colheita. Já a região Centro-Sul, que engloba a região Sul, parte oeste de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul, deve ter melhora gradativa do quadro durante a semana, permitindo que a colheita avance normalmente”.

No Brasil, as variações nos preços foram apenas pontuais e ficaram limitadas ao interior do país. As referências acompanharam as baixas observadas em Chicago, sendo equilibradas pela alta do dólar frente ao real. Nos portos, as cotações permaneceram estáveis. 

Os novos negócios ainda são muito raros, já que ainda há problemas sendo registrados na colheita, que segue atrasada. "Ninguém quer vender, o produtor está colhendo e entregando contratos", diz Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. 

Segundo Brandalizze, os indicativos nos terminais permanecem entre R$ 166,00 e R$ 170,00 por saca, para embarques entre abril e agosto. 

"O que notamos são os grandes importadores querendo os contratos. Como temos mais de 75 milhões de toneladas negociadas antecipadamente, os compradores querem receber esses volumes para depois voltarem a se posicionar. E talvez, quando voltarem, podem até estimular melhores patamares de prêmios para estimular também os negócios", diz. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
18/02/2021 163,7 -0,18% -2,73% 30,09
17/02/2021 164 -1,04% -2,55% 30,26
12/02/2021 165,73 0,07% -1,53% 30,82
11/02/2021 165,62 -1,06% -1,59% 30,72
10/02/2021 167,39 -1,19% -0,54% 31,12

O lineup brasileiro da soja cresce todos os dias com a dificuldade dos embarques nos portos brasileiros e já chega a 15,9 milhões de toneladas, com tendência de alcançar um número maior até o final desta semana. As atuais condições de clima no Brasil comprometem bastante o escoamento e o embarque da nova safra e já causa preocupações ao mercado. E até o último dia 15, apenas 8% dos 15,9 milhões de toneladas do lineup já havia sido embarcado.

As regiões dos principais portos de exportações têm recebido muitas chuvas nos últimos dias, o que limita as operações de embarque, bem como as de descarga pelos caminhões. O acesso aos portos do Arco Norte, nesta semana, tem chamado bastante atenção pelo trânsito intenso e os congestionamentos nas vias transportuárias. 

Na região de Itaituba, no Pará, uma nova força-tarefa da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal precisou ser convocada para liberar o fluxo intenso de caminões. Desde a semana passada, milhares de veículos se acumulam e o trânsitou voltou a travar nesta quinta-feira (18). 

A Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) afirmou que as exportações estavam normais. "Não vai ter impacto. Mas é claro que isso gera problemas, principalmente para os envolvidos, caminhoneiros, transportadoras e comunidade local", disse o presidente-executivo da Abiove, André Nassar.

O atraso nos embarques brasileiros de soja tem foi destaque também na mídia internacional nesta quinta-feira, com a agência de notícias Bloomberg destacando que este pode ser um dos maiores lineups da história do país. 

Em um reporte trazido nesta quarta-feira (17), a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), a estimativa para os embarques de soja vieram entre 6 e 7,99 milhões de toneladas. No entanto, destaca ainda que "é importante observar que devido aos atrasos na colheita e previsão de chuvas, a Anec está considerando a possibilidade de embarque menor de cargas". 

Em fevereiro de 2020, o Brasil embarcou 6,61 milhões de toneladas. Já neste mês, de acordo com os números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), os embarques brasileiros da oleaginosa somam apenas 551 mil toneladas entre as duas primeiras semanas. 

Todo esse atraso nos embarques provoca um acúmulo de navios ao largo dos portos brasileiros e custos mais caros com preços mais elevados dos fretes marítimos, além das despesas de demurrage com a espera dos navios para o embarque, que são de aproximadamente US$ 50 mil por dia. 

Segundo informações apuradas pela S&P Global Platts, os atrasos no Brasil combinados com um inverno muito severo no hemisfério norte aumentando a demanda por carvão e mais os lineups altos convergiram para um aumento generalizado dos valores dos fretes. 

A rota Santos/SP, no Brasil, até Quingdao, na China, alcançou no último dia 17 o nível recorde de US$ 45,75 por tonelada de soja. E não só os fretes oceânicos da oleaginosa que apresentam altas fortes, como também o milho, o trigo e seus derivados.

"O frete Santos-China que se fazia até pouco tempo com US$ 32 por tonelada, hoje se faz com US$ 46, isso por conta da forte alta do barril de petróleo, ou seja, uma alta do frete marítimo de 45%", explica Marcos Araújo, analista de mercado da Agrinvest Commodities.


SUGAR - AÇUCAR
 

March NY world sugar 11 (SBH21) on Thursday closed up +0.55 (+3.24%), and May London white sugar 5 (SWK21) closed up +9.70 (+2.09%) at $473.20.

Sugar prices on Thursday rallied to a new 3-3/4 year nearest-futures high. Concern about smaller global supplies continues to fuel fund buying of sugar futures. Sugar production is falling in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter, after the Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported Tuesday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production during Dec 10-Feb 12 fell -23% y/y to 5.5 MMT.

Signs of smaller sugar exports India are another positive factor for sugar prices. The Indian Sugar Mills Association (ISMA) said on Thursday that India&39;s sugar mills have only contracted 2.5 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT. Also, the All India Sugar Trade Association has projected India&39;s 2020/21 sugar exports may only total 4.3 MMT, down -25% 2019/20.

Sugar prices Thursday also found support on strength in crude oil prices. Crude oil rallied to a new 13-month high Thursday before falling back, which benefits ethanol prices and may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing to ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies.

Ample sugar supply Brazil is a negative factor for sugar. Unica reported last Wednesday that Brazil&39;s Center-South sugar production through January was up +44% y/y to 38.195 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.21% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

News of higher sugar production India, the world&39;s second-biggest sugar exporter, is also negative for sugar prices. The India Sugar Trade Association last Thursday forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT. On Thursday, ISMA reported that India Oct-Feb 15 sugar production was already up +23% y/y to 20.9 MMT.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry on December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported last Monday that China&39;s 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Maxar on Jan 27 said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
18/02/2021 107,32 1,23% -1,18% 19,73  
17/02/2021 106,02 1,05% -2,38% 19,56  
12/02/2021 104,92 -0,73% -3,39% 19,51  
11/02/2021 105,69 -0,08% -2,68% 19,6  
10/02/2021 105,77 -0,11% -2,61% 19,66  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 105,94      
  valor saco $ 19,48      
  valor ton $ 389,50  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

Os preços do açúcar seguem a movimentação altista da véspera com expectativa de fornecimento menor de açúcar da Tailândia, segundo maior exportador de açúcar do mundo. A produção do país, entre 10 de dezembro a 12 de fevereiro, caiu mais de 20%.

Negociadores estavam atentos na véspera aos temores de oferta limitada com as previsões menores para a produção da Índia, além de continuação de uma colheita ruim na Tailândia e a incerteza sobre a próxima colheita no Brasil.

Os futuros do açúcar encerraram a sessão desta quinta-feira (18) com alta de quase 3% na Bolsa de Nova York, além de mais de 2% no terminal londrino. A preocupação com a oferta global voltou a movimentar o mercado, com máximas de quase quatro anos em NY.

O principal vencimento do açúcar em Nova York saltou 2,98%, cotado a US$ 16,59 c/lb, muito próximo da máxima do dia de US$ 16,62, além de mínima de US$ 16,12 c/lb. Em Londres, a sessão finalizou o dia com ganhos de 2,09%, a US$ 473,20 a tonelada.

Os preços do açúcar nos terminais externos renovaram as máximas da véspera de quase quatro anos acompanhando as preocupações com a oferta global da commodity diante de vários reportes sobre a safra em importantes origens produtoras.

"A preocupação com a menor oferta global continua a alimentar a compra de futuros de açúcar por fundos", disse em nota a consultoria de mercado Barchart.

A produção de açúcar está caindo na Tailândia, segundo maior exportador do mundo. O Escritório da Tailândia de Cana e Açúcar informou na terça-feira que a produção de 2020/21, durante 10 de dezembro a 12 de fevereiro, caiu 23% no comparativo anual, para 5,5 milhões de t.

Além disso, há previsões menores para a produção da Índia e a incerteza sobre a próxima colheita no Brasil.

Também há novidades da demanda. "O grupo de commodities Czarnikow espera que o consumo global de açúcar retorne aos níveis de 2019 este ano, conforme a economia global se recupera da pandemia do coronavírus", destacou a Reuters Internacional.

Mercado interno

O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, fechou com alta de 1,05%, a R$ 106,02 a saca de 50 kg na quarta-feira (17).

 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

Comentários