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Os preços de Soja nos portos variam entre R$ 165,00 e R$ 170,00, a depender do prazo e das condições de pagamento

Publicado em 17/02/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO 

A Bolsa de Chicago (CBOT) registrou poucas movimentações para os preços internacionais do milho futuro ao longo de toda a quarta-feira. As principais cotações contabilizaram flutuações entre 0,25 e 2,25 pontos negativos ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,53 com alta de 0,75 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,50 com elevação de 1,00 ponto, o julho/21 foi negociado por US$ 5,40 com valorização de 2,25 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,83 com ganho de 0,25 pontos.

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última terça-feira de 0,18% para o março/21, de 0,18% para o maio/21 e de 0,37% para o julho/21, além de estabilidade para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 553 0,75
MAY 2021 550,75 1
jul/21 540,25 2,25
SEP 2021 483,5 0,25
Última atualização: 17:02 (17/02)

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os mercados em Chicago estiveram levemente mais altos para os futuros do milho nesta quarta-feira enquanto os investidores aguardam a divulgação da projeção de área cultivada desta semana pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unid0s). 

“Os danos à safra de trigo de inverno resultarão em mais hectares de milho e sorgo nas planícies do sul. A área tem umidade superficial muito curta, mas boa umidade do subsolo. Os agricultores irão arar sob o trigo de inverno, depois plantar e rezar para que chova. Também é preciso acompanhar o que o USDA indica para a área plantada e os rendimentos em suas projeções na conferência Outlook do USDA no final desta semana”, aponta Al Kluis da Kluis Advisors.

Nos mercados à vista, a atividade comercial permaneceu em grande parte quieta nas Américas com ofertas no Golfo para envio de março permanecendo firme em 85 c/bu sobre os futuros de março. Na Argentina as ofertas para março foram estáveis em 75 c/bu sobre os futuros de maio contra os melhores lances em 70 c/bu. 

As indicações no mercado ucraniano de milho foram calmas nesta terça-feira, à medida que os mercados ao redor do mundo começaram a voltar ao escritório. Os níveis de oferta caíram em uma ampla gama de ofertas de papel para FOB Mykolaiv ouvidas em torno de US $ 255 /t, enquanto as cargas de milho FOB PIPP com documentos chineses para carregamento de março foram ouvidas oferecidas até US $ 15 /t mais alto em níveis em torno de US $ 270 /t.

Enquanto isso as idéias dos compradores foram ouvidas em US$ 254/t FOB HIPP e US$ 256/t HIPP, enquanto uma negociação foi ouvida ontem em US$ 254,50/t FOB Mykolaiv para a segunda metade de março: Contra esse amplo spread, o mercado interno proporcionou outra camada de confusão, com ofertas de compra permanecendo em torno de US $ 245-US $ 251/t FOB oficialmente, mas os vendedores disseram ser improvável vender a níveis inferiores a US $ 254 /t CPT. Isso colocou indicações em par com onde as menores ofertas de FOB foram colocadas. Finalmente, na Romênia, as ofertas de milho para carregamento de março foram ouvidas em €215- €220/t FOB CVB.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 87 1,45%
mai/21 85,05 1,01%
jul/21 79,15 1,74%
set/21 76,36 1,07%
Última atualização: 17:04 (17/02)

Nesta quarta-feira (17) os preços futuros do milho retornaram da parada para o período de Carnaval subindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,01% e 1,74% ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 87,00 com elevação de 1,45%, o maio/21 valeu R$ 85,05 com alta de 1,01%, o julho/21 foi negociado por R$ 79,15 com valorização de 1,74% e o setembro/21 teve valor de R$ 76,36 com ganho de 1,07%.

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, espera que o mercado brasileiro de milho siga operando com movimentação calma nos negócios e com a atenção dos produtores no cultivo da safrinha.

“O mercado brasileiro de milho encerrou a semana apresentando inexpressiva fluidez dos negócios, e preços estáveis. Resta saber qual vai ser o apetite de compra entre os consumidores no retorno aos negócios. Outro aspecto que precisa ser considerado é o atraso do plantio da safrinha, aumentando o risco climático”, indica.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a segunda semana de fevereiro.

Nestes 10 primeiros dias úteis do mês, o Brasil exportou 504.940,3 toneladas de milho não moído. Este volume representa um acréscimo de 187.159,8 toneladas, ou 58,89% com relação ao contabilizado na primeira semana de fevereiro (317.780,5) e é 19,81% de tudo o que foi embarcado durante o mês de janeiro (2.548.860 toneladas).

Até aqui, o país já embarcou 48,4% a mais do que tudo o que foi registrado durante fevereiro de 2020 (340.255,8 toneladas).

Com isso, a média diária de embarques ficou em 50.490,4 toneladas, patamar 60,39% menor do que a média do mês passado (127.443 toneladas). Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 163,12% maior do que as 18.903,1 do mês de fevereiro de 2020.

Em termos financeiros, o Brasil já exportou um total de US$ 101.368,00 no período, contra US$ 69.884,40 de todo fevereiro do ano passado. Já na média diária, o atual mês contabilizou acréscimo de 157,1% ficando com US$ 10.133,20 por dia útil contra US$ 3.882,50 em janeiro do ano passado.

Já o preço por tonelada obtido registrou queda de 6,25% no período, saindo dos US$ 201,40 do ano passado para US$ 196,80 neste mês de fevereiro.

Já no mercado físico brasileiro, a quarta-feira se encerrou com leves altas para os preços do milho. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em Amambaí/MS (1,37% e preço de R$ 72,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Pato Branco/PR (1,36% e preço de R$ 74,70), Ubiratã/PR, Londrina/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (1,39% e preço de R$ 73,00) e Eldorado/MS (1,45% e preço de R$ 70,00).

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
17/02/2021 83,8 0,48% 0,55% 15,46
12/02/2021 83,4 0,25% 0,07% 15,51
11/02/2021 83,19 0,04% -0,18% 15,43
10/02/2021 83,16 -0,28% -0,22% 15,46
09/02/2021 83,39 0,85% 0,06% 15,49

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho teve poucas alterações, enquanto o plantio da safrinha alcança cerca de 11% da área estimada até a última quinta-feira (11), conforme dados da AgRural.

Para a SAFRAS & Mercado, a colheita da safra de verão 2020/21 no Brasil de milho atingia 23,4% da área estimada de 3,953 milhões de hectares até sexta-feira (12). No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 25,7% da área estimada de 4,119 milhões de hectares da safra verão 2019/20. A média de colheita nos últimos cinco anos para o período é de 22,7%.

Ainda nesta quarta-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que o ritmo de negócios envolvendo milho está lento no mercado brasileiro, segundo indicam pesquisas do Cepea.

“Produtores estão atentos aos trabalhos de campo e ao desenvolvimento da safra de verão 2020/21. Diante disso, muitos vendedores estão afastados do spot – apenas alguns agentes tentam negociar os lotes finais de 2019/20. Compradores, por sua vez, estão resistentes em negociar nos atuais patamares de preços”.

A publicação destaca ainda que, na semana passada, as desvalorizações externa e do câmbio pressionaram as cotações nos portos e, consequentemente, em muitas praças acompanhadas pelo Cepea. Apesar disso, as médias da parcial de fevereiro ainda estão bem acima das verificadas no mesmo mês de 2020.

 

SOYBEAN - SOJA
 

Os mercados de grãos e oleaginosas da Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam mais altos nesta terça-feira (16 de Fevereiro) com a “compra generalizada de commodities”, de acordo com Terry Reilly, da Futures International. Influenciaram nesse movimento a uma onda de frio em toda a região de culturas dos Estados Unidos, bem como os atrasos nos embarques de soja no Brasil devido à colheita mais lenta que o normal e os velhos problemas logísticos.“Enquanto isso, espera-se que a Argentina não veja chuva suficiente ao longo da próxima semana, à medida que sua safra de soja se desenvolve, enquanto muita chuva no Brasil deve atrasar ainda mais a colheita”.

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 13,8375 -1 -0,07
mai/21 13,8475 -1 -0,07
jul/21 13,7325 0,75 0,05
ago/21 13,285 -0,25 -0,02
Última atualização: 17:02 (17/02)  

Os contratos futuros de CBOT para entrega em abril subiram 2,7%, para 46,64 ct/lb por 1300 horário do leste, enquanto o contrato de março corretor bem através do nível de 47 ct/lb, como o contrato atingiu um novo sete anos.

O mercado da soja, nesta quarta-feira (17), operou próximo da estabilidade, fechando levemente no campo negativo.

Dessa forma, o contrato março fechou a US$ 13,83 e o agosto a US$ 13,28 por bushel. A semana é mais curta - depois do feriado da segunda-feira nos EUA - e mais uma vez marcada por expectativas, com o Agricultural Outlook Forum que acontece entre quinta e sexta-feiras, 18 e 19 de fevereiro, com as primeiras impressões do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre a safra 2021/22. 

Ainda assim, seguem no radar dos traders os fundamentos já conhecidos pelo mercado, em especial a oferta muito ajustada de soja, os estoques americanos apertados e o índice alto da safra brasileira que está sendo colhida já comercializada. 

O clima nos EUA também tem bastante espaço entre as negociações neste momento, apesar de impactar mais a produção de trigo. A severa onda de frio pode provocar danos consideráveis nas lavouras do trigo de inverno do país e pressiona ainda mais os estoques dos demais grãos no país. Ontem, as cotações do trigo subiram mais de 3% e puxaram soja e milho na CBOT. 

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
fev/21 45
mar/21 25
abr/21 22
mai/21 30
Última atualização: 17/02/2021

A NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) reportou um recorde de esmagamento de soja dos EUA de 184,65 milhões de bushels para janeiro e seu segundo maior volume mensal de todos os tempos e superando as expectativas de 183,2 milhões de bushels (5,02 MT). Os estoques de óleo de soja subiram para o nível mais alto de oito meses após a queda quase recorde em pouco menos de 1,8 bilhão de libras até o final de janeiro, contra as expectativas de 1,76 bilhão de libras. A atividade nos mercados argentino e brasileiro de soja foi ausente devido aos feriados locais. O valor para o embarque de abril na Argentina foi indicado em 0,50 ct/lb nos futuros de maio, equivalente a US$ 1.042,25/t FOB Up River.

O frio intenso continua nos Estados Unidos com essa tempestade de inverno correndo o país, com os mapas ainda sinalizando mais dias de temperaturas baixas recordes, com mais de 20 graus negativos. No setor produtivo, não só as lavouras das culturas de inverno têm sofrido, mas toda a cadeia de distribuição e abastecimenot, dos grãos às carnes, passando por combustíveis e operações logísticas de todas as naturezas. 

De acordo com representantes de empresas nos Estados Unidos ouvidos pela agência internacional de notícias Bloomberg, a falta de energia ocasaionada pelas condições climáticas já compromete o embarque de soja e milho, provoca o fechamento de plantas processadoras de carnes e grãos, além de limitar a produção de etanol. Ontem, foram registrados ainda congelamentos de parques de energia eólica no Texas. 

Ainda segundo informações apuradas pela agência, traders já relatam dificuldades em levar grãos aos portos do Pacífico, além do excesso de gelo manter sempre muitos alertas de restrição de navegação no rio Illinois, um dos principais canais hidroviários de escoamento da produção norte-americana. 

A Bloomberg reporta ainda redução nas jornadas - para poupar energia, custos e tentar otimizar a produtividade dos dias difíceis - em empresas como a Cargill, a ADM e a Tyson Foods. No entanto, especialistas já relatam alguma preocupação com o atraso de embarques de soja e milho para a China. 

"Já estou ouvindo sobre embarques atrasados devido a este inverno extremo. Levar os grãos aos portos do Pacífico tem sido o maior desafio", diz Mike Steenhoek, diretor executivo do Soy Transportation Coalition, um grupo de Iowa, afinal, há excesso de neve e interrupções também nas rodovias e ferrovias em boa parte das regiões produtoras norte-americanas. 

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 517,63   17/fev
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 504,31   17/fev
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 507,38   17/fev
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 165,00 por saca

Da mesma forma, algumas processadoras de soja e milho, plantas de produção de derivados da oleaginosa e de etanol, em alguns pontos dos EUA, chegaram a reduzir de 50% a 60% de sua atividade buscando economizar suas fontes de energia, como gás natural, por exemplo. Entre os produtores de leite, muitos estão desprezando muitos litros do produto já que o escoamento não será feito e esse leite não chegará ao mercado. 

A produção de frutas também está sendo bastante comprometida. No Texas, terceiro maior estado produtor de citrus dos EUA, os pomares de grapefruit estão sofrendo com o congelamento. As frutas estão congeladas pelas temperaturas negativas, perdendo parte de sua qualidade a poucos dias do início da colheita. Os prejuízos, porém, ainda não podem ser completamente contabilizados.

As condições de inverno extremo nos Estados Unidos - e em outros países do Hemisfério Norte - deverão continuar nos próximos dias, de acordo com as previsões mais atualizadas. São 73% do território norte-americano, neste momento, coberto por neve e esse percentual pode aumentar, já que se aproxima dos Estados Unidos a tempestade de inverno Viola, trazendo ainda mais gelo ao país. . 

Segundo as informações do The Weather Channel, essa onda de frio intenso ainda deverá durar por muitos dias no Texas e mais estados do Sul antes de trazer algum alívio expressivo aos americanos. São milhões de pessoas sem energia, sem água e sob todos os tipos de alerta. 

O canal norte-americano especializado em meteorologia afirma que os recordes de temperaturas frias foram quase todos quebrados nestes últimos dias. Há neve nos 48 estados norte-americanos pela primeira vez desde 2003. 

As previsões, portanto, sinalizam um aumento - ainda gradativo - das temperaturas somente a partir do final de semana, e mais intensamente no final de fevereiro na região das planícies.

A segunda tempestade de inverno que já começa a chegar nos EUA nesta nesta semana, a Viola, deve atingir primeiro o sul do país, trazendo ainda mais neve, e na sequência se mover para o leste, incluindo partes de Nova York. 

"Mais neve é &8203;&8203;esperada nesta quarta-feira do nordeste do Texas, leste de Oklahoma, leste do Kansas até Arkansas, Missouri, oeste e meio do Tennessee, oeste do Kentucky, norte do Mississippi e noroeste do Alabama", informa o The Weather Channel. "É provável que essa tempestade se espalhe pela maior parte da região nordeste na quinta a noite". 

Ao portal SuccessfulFarming, produtores relataram como tem sido seu dia a dia diante das atuais condições e das poucas mudanças previstas para os próximos dias. Os três produtores fazem parte de um grupo conhecido como XtremeAg.farm, que reúne alguns dos melhores profissionais do país, os quais buscam compartilhar seus conhecimentos, práticas agrícolas e expertise. 

"No geral, estamos apenas no ritmo normal de inverno: cuidando dos negócios. Trabalhando nos equipamentos, despachando alguns grãos e tentando se manter aquecido. Antes que percebamos, a primavera estará aqui de novo - pelo menos, é o que eu continuo dizendo a mim mesmo". Lee Lubbers, Gregory/Dakota do Sul.

"O clima nos permitiu pulverizar nosso trigo com herbicida. Ter dias frios e quentes permite a aplicação de nitrogênio e herbicida. Nos dias quentes, aplicamos herbicida e nos dias mais frios, quando o solo está congelado, aplicamos nitrogênio. Um de nossos focos agora é melhorar nossa infraestrutura de drenagem. As áreas úmidas nos impediram de cultivar uma safra no passado e precisamos explorar opções de drenagem". Chad Henderson, Madison/Alabama.

"É um inverno como os de antigamenteno norte de Illinois, com muita neve e temperaturas negativas nesta semana. Isso Significa apenas que tudo leva mais tempo no frio,tudo é duas vezes mais difícil, mas o estranho é que eu meio que gosto. O ar fresco e limpo faz você se sentir vivo. Parte da agricultura é dedicar tempo para apreciar esta bela terra que proporciona um futuro às nossas famílias. Contemos nossas bênçãos, são muitas. Dan Luepkes, Oregon/Illinois. 

Uma nota divulgada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quarta-feira (17) tranquiliza os produtores norte-americanos afirmando que os auxílios serão oferecidos ao setor, como forma de mitigar os efeitos causados pelas tempestades de inverno. 

"Como o clima severo e os desastres naturais continuam a ameaçar os meios de subsistência de milhares de nossas famílias de agricultores, queremos que eles e suas comunidades saibam que o USDA está com vocês”, disse Kevin Shea, secretário de Agricultura interino dos EUA.

  soja US$ 5,42
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mar/21 30,49 165,26 0,96%
   
Última atualização: 17:04 (17/02)  

No mercado, as reações são limitadas nesta quarta-feira, depois da disparada, principalmente das cotações do trigo, na sessão anterior. Os futuros do grão, bem como os da soja e do milho realizam lucros, mas os traders seguem monitorando as notícias sobre o clima e os possíveis efeitos também sobre a safra 2021/22 dos EUA. 

Como explicam analistas ouvidos, há um cenário já bastante consolidado de demanda muito forte e embarques bastante adiantados nos EUA, o que acaba limitando as preocupações com os atrasos pontuais que são causados agora pelas condições de clima. 

Para as próximas semanas, a demanda interna por milho para a produção de etanol poderia, inclusive, vir a aumentar, buscando compensar o fechamento necessário de diversas plantas agora. 

Dessa forma, reafirmam que "o cenário de preços altos é um cenário já consolidado e com perspectiva de preços ainda mais elevados para o restante da temporada". Assim, "qualquer movimento de queda, caso ocorra, tende a ser limitado e de curta duração. No médio e longo prazo, soja e milho permanecem com forte viés de alta". 

O mercado internacional da soja projeta que, com o fim das festividades do “Ano Novo Lunar Chinês”, que termina nesta quinta-feira (18 de Fevereiro), a demanda retorne para a oleaginosa brasileira. Os asiáticos devem buscar embarques a partir do mês de Março em diante, melhorando um pouco os preços.

Esta melhora é real, mas não explosiva, como no final do ano passado. Como estão muito elevados, os preços irão subir mais devagar, tateando na escuridão, para dar tempo à demanda de absorver os novos aumentos. Contudo, o atraso de mais da metade da média histórica na colheita da soja no Brasil poderá desviar a demanda chinesa ainda para os EUA nos próximos 30 dias, até meados de março, reduzindo os prêmios pagos no período e, consequentemente, os preços pagos pela exportação.

A falta de demanda chinesa não necessariamente precisa significar algo preocupante, uma vez que poderá ser compensada com a demanda interna por soja. Uma possível ausência de compras dos gigantes asiáticos ainda essa semana poderá ser amplamente compensada com a demanda local, pois há grande falta de matéria-prima (soja em grão) para o abastecimento das esmagadoras brasileiras que tratarão de abocanhar parte desta colheita oferecendo preços um pouco melhores, embora os preços do óleo e do farelo estejam em leve queda.

Esta semana foi de um mercado lento no mercado disponível de farelo de soja, porém que começa a mostrar novos movimentos em contratos futuros. O atraso na colheita de soja deste mês, que retardou a entrega às indústrias, está exigindo de compradores e vendedores uma certa criatividade na hora de fazer negócios.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
17/02/2021 164 -1,04% -2,55% 30,26
12/02/2021 165,73 0,07% -1,53% 30,82
11/02/2021 165,62 -1,06% -1,59% 30,72
10/02/2021 167,39 -1,19% -0,54% 31,12
09/02/2021 169,4 0,29% 0,65% 31,47

Já no Brasil, a diminuição das chuvas nas principais regiões produtoras de soja permitiu o avanço da colheita da safra 2020/21. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário atrelado às desvalorizações externas e do dólar vêm pressionando as cotações domésticas do complexo soja.

Já para o médio e longo prazos, a paridade de exportação no Brasil e os valores futuros internacionais apontam preços firmes para a oleaginosa, o que se deve à rápida diminuição nos estoques norte-americanos da soja. A produção brasileira segue estimada em volume recorde – de 133 milhões de toneladas pelo USDA, e de 133,81 milhões de toneladas pela Conab –, mas a qualidade a ser colhida ainda é incerta. Os produtores consultados pelo Cepea relatam que parte da soja recém-colhida apresenta qualidade avariada, como resultado do clima desfavorável durante o desenvolvimento do grão.

A China importou 19,5 mil toneladas de soja do Brasil em janeiro de 2021. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o volume é 98% inferior ao comprado no mesmo período de 2020. O país é o maior comprador da oleaginosa brasileira.

Em janeiro de 2021, porém, o maior importador foi a turquia, com 30 mil toneladas. No mesmo mês do ano passado, o país comprou 91,4 mil toneladas.

Apesar de toda volatilidade que tem sido observada na Bolsa de Chicago e também no câmbio, além de uma pressão que já pode ser registrada nos prêmios para o produto brasileiro, os preços da soja continuam ainda bastante rentáveis no Brasil. 

"Os preços nos portos variam entre R$ 165,00 e R$ 170,00, a depender do prazo e das condições de pagamento, e esses preços ainda são muito rentáveis para o sojicultor brasileiro. E ano bom é ano em que temos lucro", explica Marcos Araújo, analista de mercado da Agrinvest Commodities. "E o produtor tem que saber usar as ferramentas de proteção, como as opções". 

Para a soja março, da safra 2020/21, o preço se traduz para Sorriso, em Mato Grosso, a R$ 147,00 por saca, o que leva a rentabilidade de R$ 5.929,00 por hectare, contabilizando seu custo de produção em R$ 3.611,00 e com uma produtividade de 65 sacas por hectare, complementa Araújo. 

E a renda do produtor brasileiro ainda está garantida mesmo com a pressão sobre os prêmios - que batem, em alguns terminais, em suas mínimas de dois anos - e do aumento dos fretes. O analista afirma que a rota Santos - China passou de US$ 32,00 para US$ 46,00 por tonelada, em média, bem como a rota Sorriso/MT para o porto foi de R$ 280,00 para R$ 330,00 por tonelada.

 

SUGAR - AÇUCAR 
 

March NY world sugar 11 (SBH21) on Wednesday closed up +0.23 (+1.37%), and May London white sugar 5 (SWK21) closed up +7.00 (+1.53%) at $463.50.

Sugar prices on Wednesday posted moderate gains, with NY sugar at a new 3-3/4 year nearest-futures high and the May London white sugar contract at a contract high. Concern about smaller global supplies fueled fund buying of sugar futures on Wednesday. Sugar production is falling in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter, after the Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported Tuesday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production during Dec 10-Feb 12 fell -23% y/y to 5.5 MMT.

Sugar prices on Wednesday also found support on strength in crude oil prices. Crude oil rallied to a new 13-month high Wednesday, which benefits ethanol prices and may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing to ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies.

Ample sugar supply Brazil is a negative factor for sugar. Unica reported last Wednesday that Brazil&39;s Center-South sugar production through January was up +44% y/y to 38.195 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.21% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

News of higher sugar production India, the world&39;s second-biggest sugar exporter, is also negative for sugar prices. The India Sugar Trade Association last Thursday forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT. On Feb 2, the Indian Sugar Mills Association (ISMA) reported that India Oct-Jan sugar production was already up +25% y/y to 17.68 MMT.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry on December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported last Monday that China&39;s 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Maxar on Jan 27 said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
17/02/2021 106,02 1,05% -2,38% 19,56  
12/02/2021 104,92 -0,73% -3,39% 19,51  
11/02/2021 105,69 -0,08% -2,68% 19,6  
10/02/2021 105,77 -0,11% -2,61% 19,66  
09/02/2021 105,89 -0,14% -2,50% 19,68  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 105,66      
  valor saco $ 19,49      
  valor ton $ 389,88  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

O mercado do açúcar opera em forte alta hoje, tanto  na Bolsa de Londres como na de  NY.  O açúcar bruto saltou 1,37%, cotado a US$ 16,96 c/lb na Bolsa de Nova York enquanto que o tipo branco em Londres registrava valorização de 1,53%, cotado a US$ 463,50 a tonelada.

Os preços seguem a movimentação altista da véspera com expectativa de fornecimento menor de açúcar da Tailândia, segundo maior exportador de açúcar do mundo. A produção do país, entre 10 de dezembro a 12 de fevereiro, caiu mais de 20%.

Safra de cana-de-açúcar menor no Brasil e com previsão de atraso para início da colheita deve manter elevados preços do açúcar e do etanol.

Parece-nos que o março/21 foi impulsionado por robôs e algoritmos objetivando potencializar a margem de rolagem dos fundos que estão comprados no março e que, com a aceleração artificial, desfazem da compra do contrato com vencimento para março e recompram o contrato com vencimento para maio apresentando ganho significativo no portfólio. Os fundos devem ter rolado grande parte de suas posições (alguns simplesmente liquidaram suas posições e realizaram lucros).

Com a economia mundial severamente afetada pela pandemia, é natural que os consumidores industriais apenas comprem seus insumos da mão para a boca. Esse comportamento pode explicar parcialmente a corrida dos usuários finais para cobrirem suas necessidades de matéria prima no curtíssimo prazo. Em resumo, muitos importadores adiaram suas compras e agora se veem obrigados a pagar o preço para refazer estoques.

A entrega volumosa de açúcar contra o vencimento março/21 que ocorre no final deste mês – comenta-se – deve ficar entre 1.0 e 1.5 milhão de toneladas. O recebedor deve estar vinculado a uma refinaria caso contrário não faz nenhum sentido econômico receber o março para uma eventual reentrega no maio.

Nos últimos doze meses as exportações brasileiras de açúcar acumularam 31.1 milhões de toneladas, que representam um excesso de 12.6 milhões de toneladas de açúcar comparativamente ao mesmo período do ano passado, que foram despejadas pelo Brasil no mercado internacional suplementando qualquer déficit apresentado pelos seus concorrentes.

O volume exportado é o recorde dos recordes e revela um acréscimo de 67% no período de um ano. Somente de abril/20 até janeiro/21, assumindo que esse período representa a safra 20/21, já somamos 28.4 milhões de toneladas de açúcar exportadas, 75% acima do volume exportado no mesmo período da 19/20.

Não podemos fechar os olhos ao fato de que a safra 21/22 que se inicia logo mais vai priorizar novamente a produção de açúcar. O levantamento da Archer Consulting indica que o Centro-Sul deverá produzir 578 milhões de toneladas de cana, uma redução de quase 4% em relação à safra anterior.

Nossa estimativa de produção é de 35.3 milhões de toneladas de açúcar uma redução de três milhões de toneladas comparativamente à 20/21 e uma produção menor de etanol, cujo total deve chegar à 27.4 bilhões de litros, quase 2 bilhões de litros a menos que o ano passado. Desse total, estimamos 2.4 bilhões de litros de etanol de milho.

Os açúcares para exportação da safra 21/22 já estão fixados em mais de 75% com preço médio ao redor de R$ 1,600 por tonelada FOB. Ou seja, o fluxo de açúcar do Brasil destinado ao mercado internacional vai continuar ao longo dos próximos 12-15 meses e custa-nos vislumbrar qualquer dificuldade no suprimento da commodity que possibilite ao mercado futuro de NY conseguir permanecer acima dos 16 centavos de dólar por libra-peso por muito tempo. A menos, obviamente, que os algoritmos e os robôs pensem ao contrário.

O etanol deverá ter um ano de boa rentabilidade. Com as usinas maximizando a produção de açúcar e as previsões de crescimento do PIB ao redor de 2.5% e do Ciclo Otto em 5%, combinadas com uma eventual melhora no cenário internacional pós-vacina e uma oferta restrita do produto internamente, acreditamos que a média de preço do etanol para a safra 21/22 será de R$ 2,7000 por litro, com impostos, podendo ter picos esporádicos de R$ 3,0000. Quem tiver tanque vazio e caixa cheio vai se esbaldar.

Temos insistido que o consumo de açúcar em 2020, cujo número final ainda não foi publicado, deve surpreender negativamente. Difícil assumir que o consumo possa ter sido melhor do que o decepcionante crescimento médio anual de 0.46% dos últimos cinco anos. Esse para mim é o ponto que vai trazer à realidade que alguns países usaram parte de seus estoques estratégicos (para não importar), outros países produtores fizeram o mesmo para poder atender à demanda internacional e o mundo está com açúcar suficiente no sistema para afastar qualquer déficit que alimente a subida irracional de preços. O que pode dar muito errado nessa análise?

Vejamos: os fundos não-indexados continuam comprados de acordo com o boletim do CFTC (Commodity Futures Trading Commission), agência independente do governo dos Estados Unidos, que regula os mercados de futuros e opções das commodities, em 209,300 lotes. As usinas estão bem hedgeadas para esta safra que se inicia no equivalente a 440,000 lotes, que podem ser em conta própria, ou junto às tradings ou instituições financeiras e provedoras de operações de balcão.

Caso os fundos decidam vender sua posição comprada, precisariam encontrar uma contraparte que comprasse deles. Consumidores industriais estão postergando compras, pois acreditam que os preços estão artificialmente altos. Assim, uma liquidação massiva dos fundos pode ter magnitude suficiente para assustar, por exemplo, os 45.000 lotes de puts (opções de venda) de preço de exercício entre 15.50 e 13.50 centavos de dólar por libra-peso. Já viu o estrago, né?

O risco de o mercado subir também existe. Muito se fala sobre o novo ciclo de alta das commodities, a mesma que verificamos no início deste século. Só que agora, em especial no açúcar, o que se vê é uma falta de investimento e uma migração para culturas que melhor remuneram (grãos, por exemplo). No entanto, no acumulado do ano, nem os grãos e nem as softs (café, açúcar, algodão, suco de laranja e cacau) mostram desempenho tão animadores a ponto de se prever um novo ciclo de alta. Mas, ele pode ocorrer. Como se proteger?

Se os fundos continuarem adicionando novas compras e forem ajudados por fatores exógenos que nos fogem à imaginação neste momento (eventos de cauda), podemos ver os hedges de vendas sendo fortemente afetados pela chamada de margem que no esforço de mitigação do risco por parte dos hedgers faz a volatilidade das calls explodir. Por isso, recomendamos fortemente a compra de calls out-of-the-money (opções fora-do-dinheiro) com preço de exercício 200/250 pontos acima do mercado como proteção do fluxo de caixa (margem) e participação numa eventual alta do mercado.

 

 

 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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