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Estoques apertados nos EUA, o clima na América do Sul, a janela de colheita apertada no Brasil ditam o tom do mercado

Publicado em 11/02/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

A Bolsa de Chicago (CBOT) ganhou força ao longo do dia e subiu para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,75 e 7,00 pontos ao final da quinta-feira.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,41 com elevação de 6,50 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,39 com valorização de 7,00 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,27 com ganho de 7,00 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,74 com alta de 3,75 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,31% para o março/21, de 1,32% para o maio/21, de 1,35% para o julho/21 e de 0,64% para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 541 6,5
MAY 2021 539,75 7
jul/21 527,75 7
SEP 2021 474,75 3,75
Última atualização: 17:03 (11/02)

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho da Bolsa de Valores de Chicago subiram na quinta-feira, com os usuários finais entrando em ação para comprar o mercado um dia após os preços terem registrado quedas acentuadas.

“Em intervalos difíceis, os usuários finais realmente precisam do suprimento. Eles estão administrando negócios reais que usam milho, farelo de soja e feijão todos os dias e não podem ficar sem”, disse Don Roose, presidente da US Commodities em West Des Moines, Iowa.

No mais recente reporte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as vendas semanais de exportação de milho totalizaram 1,461 milhão de toneladas, em linha com as expectativas do mercado. O Japão foi o principal comprador do milho norte-americano de acordo com o relatório USDA emitido hoje.

Com este volume, em todo ano comercial, as vendas já chegam a 57,555,2 milhões de toneladas, bem acima de pouco mais de 23 milhões do ano passado, nesse época. O USDA estima as exportações americanas 2020/21 em 66,04 milhões de toneladas. 

Com a queda dos preços do milho internacional, o mercado global do grão acabou esvaziando.

Nos  mercados  à  vista,  as  ofertas  pelo  milho  argentino  evaporaram  completamente,  pois  os  compradores esperaram  para  ver  se  os  contratos  de  futuros subjacentes caíam ainda mais. Para  março,  as  ofertas  permaneceram  firmes  em  75 c/bu sobre os futuros de maio com base no Up River.

Enquanto isso, no Brasil, surgiram rumores de que o Irã  estava  procurando  vários  carregamentos  para embarque em julho, mas os exportadores não estavam dispostos  a  reduzir  as  ofertas,  com  o  melhor  visto permanecendo firme em 85 c/bu em relação ao futuro de julho. E nos EUA, as ofertas para março permaneceram estáveis em 85 c/bu em relação ao março futuro. Grande parte do comércio na Ásia deve desacelerar à medida que a região entra nas comemorações do Ano Novo Lunar, com os principais importadores parando de comprar atividades durante o feriado.

As ofertas de milho na Ucrânia se mantiveram estáveis apesar das quedas publicadas na CBOT, com ofertas para fevereiro e março começando em US$ 264- $ 265/t FOB Mykolaiv, mas o mercado não tinha uma ideia firme dos níveis de compradores. O mercado doméstico também permaneceu firme, com negociações registradas em US$ 258- $ 259/t CPT. A originação continuou muito lenta, não só por causa da falta de vendedores e dos preços altos, mas também pelas difíceis condições climáticas que estão diminuindo o fluxo de volume para os portos.

Enquanto isso, traders disseram que a disponibilidade de trigo no mercado local da União Europeia e seu preço relativamente mais barato em comparação com o milho importado continuam a limitar a demanda por milho ucraniano no bloco.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 86,2 -0,42%
mai/21 84,25 -0,37%
jul/21 78,11 -0,37%
set/21 75,55 -0,20%
Última atualização: 18:00 (11/02)

Os preços futuros do milho tiveram uma quinta-feira em campo misto na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações entre 0,37% negativo e 1,82% positivo ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 86,56 com valorização de 1,82%, o maio/21 valeu R$ 84,56 com ganho de 0,97%, o julho/21 foi negociado por R$ 78,11 com perda de 0,37% e o setembro/21 teve valor de R$ 75,70 com alta de 0,93%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro seguiu a linha de recuperação apresentado na Bolsa de Chicago enquanto a colheita da safra de verão segue atrasada.

“Teremos chuvas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e mais uns dias de parada de colheita e sem oferte. O mercado é comprador, mas não tem muita oferta de milho ainda porque a entrada da safra está lenta”, pontua Brandalizze.

No mercado do Rio Grande do Sul os compradores apostam que o preço irá cair e esperam. Já foram comercializados 40% da safra que ainda nem foi colhida. Os grandes compradores estão abastecidos e esperando esta queda para voltarem ao mercado. Hoje oferecem no máximo R$ 83,0 nas Missões, para fevereiro e março, mas o vendedor (raros) querem R$ 84,00 fevereiro e R$ 85,00 março. Não há negócios reportados.

Santa Catarina tem dia calmo e poucos negócios com a colheita avançando. Ao que tudo indica, esta quarta-feira foi de pouco movimento  no  mercado  catarinense.  Com  a colheita avançando, os produtores esperam para realizar  negócios,  e  a  indústria,  abastecida,  não oferece  melhores  preços,  principalmente  depois de quedas em Chicago. A colheita tem avançado em regiões como o Alto Vale, e agentes do mercado acreditam que dentro de 7 a 10 dias mais regiões devem colher também, como Canoinhas.

No Paraná os preços se mantém firmes, porém negociação ainda é escassa. O Estado do Paraná assiste a uma queda de braço com os primeiros milhos sendo colhidos: o produtor não abre a mão de preços menores, e sabe da sua força no mercado neste momento, e o comprador, algumas vezes por realmente não ter margens suficientes, outras  por  encontrar-se  abastecido,  não  “encara” preços maiores.

Comprar milho dentro do Estado do Mato Grosso do Sul com certeza é um  desafio. Primeiro, porque o Estado  tipicamente  não  é  produtor;  segundo porque  hoje  os  produtores  encontram-se capitalizados, e terceiro, porque a conta da indústria não chega nem perto do preço ideal do produtor. Há produtores hoje no Estado com pedidas de R$ 80,00, porém  agentes do  lado comprador já nos garantiram:  não há margens para pagar milho nestes valores.

A quinta-feira (11) chega ao fim com muita volatilidade para os preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Brasília/DF e Amambaí/MS (1,39% e preço de R$ 73,00), Rondonópolis/MT e Alto Graças/MT (1,43% e preço de R$ 71,00), Itiquira/MT (1,45% e preço de R$ 70,00), Primavera do Leste/MT (1,47% e preço de R$ 69,00).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Rio do Sul/SC (1,25% e preço de R$ 79,00), Palma Sola/SC (1,30% e preço de R$ 76,00), Pato Branco/PR (1,30% e preço de R$ 73,70), Jataí/GO e Rio Verde/GO (1,33% e preço de R$ 74,00), Marechal Cândido Rondon/PR, Cascavel/PR, Londrina/PR e Ubiratã/PR (1,37% e preço de R$ 72,00) e Eldorado/MS (1,43% e preço de R$ 69,00).

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de fevereiro e, pela primeira vez, trouxe dados de acompanhamento junto à produtores para a segunda safra de milho, deixando de lado apenas o modelo de projeções estatísticas utilizados até então.

Com isso, a área plantada nesta safrinha é estimada em 14.356,7 mil hectares, um acréscimo de 4,4% em relação ao ano passado. Já para a produção, o aumento esperado é de 6,7% para um total de 80.076,6 mil toneladas.

O relatório também destacou a situação de alguns estados em particular. No Paraná, o plantio já se iniciou, mas só deverá atingir larga escala após o avanço da colheita da soja. “A janela de plantio será bem pequena, mas em alguns municípios houve extensão do zoneamento para fomentar o plantio. O percentual já comercializado é bem superior ao dos anos anteriores”, diz a Conab.

Já o Mato Grosso terá um aumento de área projetado para o milho, apesar das condições de clima adversas devido ao atraso no início do atual ciclo e à consequente diminuição da janela de semeadura. Projeta-se área de 5.641,8 mil hectares, com aumento de 4,2% sobre os hectares plantados na temporada passada.

“O milho deverá ganhar espaço especialmente sobre o algodão e culturas como o girassol e o gergelim, das quais, Mato Grosso é o principal produtor nacional. Fatores que incentivam a opção pelo milho se relacionam às cotações recordes, à demanda firme, tanto externa quanto interna, e à comercialização avançada”, pontuam os analistas da Conab.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
11/02/2021 83,19 0,04% -0,18% 15,43
10/02/2021 83,16 -0,28% -0,22% 15,46
09/02/2021 83,39 0,85% 0,06% 15,49
08/02/2021 82,69 -0,11% -0,78% 15,39
05/02/2021 82,78 -0,29% -0,67% 15,37

Para a safra de verão, a Conab indica redução de 0,8% no plantio em comparação ao semeado em 2019/20, ficando agora com 4.200,1 mil hectares. “A semeadura do milho primeira safra foi bastante afetada pelo clima, que prejudicou o desenvolvimento das lavouras em todo o país. Após o início repleto de adversidades, considerando tanto o atraso no início das precipitações quanto na irregularidade das chuvas, nos meses subseqüentes, o ciclo 2020/21 passou a observar melhoria do quadro a partir de janeiro, à medida que ocorria a regularização das chuvas com uma melhor distribuição, registrado nas regiões produtoras”.

Já para a terceira safra de milho, as estimativas da Conab para o ciclo 2019/20 são de uma área plantada de 535,6 mil hectares e uma produção de 1.775,8 mil toneladas, elevação de 45,4% em relação a safra 2018/19. Já para 2020/21, os suportes estabelecidos pelo mercado sugerem a continuidade do incremento da área plantada.

“Apesar da expectativa, mas considerando que a movimentação dos produtores sobre essas operações ocorrerá a partir do segundo trimestre do ano, a Conab irá, por enquanto, manter as estatísticas observadas no exercício 2019/20”, aponta a publicação.

No total da safra 2020/21, a Conab espera produção de 105,4 milhões de toneladas, um aumento de 3,1% em relação ao esperado em janeiro e 2,9% maior do que a safra 2019/20.

Quanto ao consumo, as projeções subiram para 71,8 milhões de toneladas, 0,5% maior do que o divulgado em janeiro, ajustado devido “ao bom desempenho das exportações brasileiras e expectativa de aumento da produção doméstica de proteína animal”.

Por outro lado, a Conab mantém inalteradas suas projeções de importação e exportação de grãos de milho em 1 milhão de tonelada e 35 milhões de toneladas, respectivamente para safra 2020/21.

Sendo assim, o estoque final esperado em 2020/21 é projetado em 9,9 milhões de toneladas, queda de 6,6% em relação à safra anterior. “Esse fato se deve ao contínuo crescimento do consumo interno em contraponto com a nova expectativa de volume a ser produzido em 2020/21”, explica a Conab.


SOYBEAN - SOJA
 

O mercado da soja na Bolsa de Chicago operou com estabilidade nesta quinta-feira (11). pela manhã  Perto de 8h15 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,25 e 2,25 pontos, com exceção do março, que recuava 0,50 ponto, para ser cotado a US$ 13,53 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 13,675 13,5 1
mai/21 13,6675 14,25 1,05
jul/21 13,5125 15,5 1,16
ago/21 13,095 15,25 1,18
Última atualização: 17:02 (11/02)  

Os traders parecem se ajustar e tomar um fôlego depois das últimas sessões, marcadas pela intensa volatilidade. Ontem, as primeiras posições encerraram o dia perdendo quase 50 pontos em um movimento forte de realização de lucros. 

Os fundamentos são conhecidos pelo mercado, porém, são monitorados também o comportamento da demanda chinesa, a evolução da colheita na América do Sul, as condições de clima para a conclusão da safra. 

A chegada do feriado do Ano Novo Lunar na China nesta sexta-feira (12) - com duração de 15 dias -  também é acompanhado já que, no período, as negociações tendem a ficar mais amenas, acontecendo em um ritmo mais lento. 

Os trituradores de soja dos Estados Unidos processaram 193,7 milhões de  bushels (5,3 milhões de t) de soja-grão em dezembro, um aumento de 5% em relação ao ano, enquanto os estoques de óleo de soja foram reportados 4% maiores em relação a dezembro de 2019, mostraram dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). “Os níveis de grãos esmagados em dezembro vieram em linha com as expectativas do mercado e subiram em relação aos 191 milhões de bushels (5,19 MT) esmagados em novembro”, comenta. 

“Levou  o  esmagamento  total  de  soja  dos  EUA  para  o ano  civil  para  um  recorde  de  60,63  milhões  de  t,  um aumento de 6,8% em relação a 2019, uma vez que a forte demanda por farelo de soja e óleo fez com que as margens de esmagamento dos EUA aumentassem. O crushing de dezembro – uma medida da margem de lucro  potencial  para  trituradores  de  soja  –  teve  média de US$ 1,07/bu em dezembro, abaixo dos US$ 1,20/bu registrados no mês anterior e acima da média de janeiro de 2020 de US$ 0,75/bu”, completa. 

A  NOPA  –  que  representa  cerca  de  95%  de  todos  os trituradores de soja dos EUA – registrou o esmagamento de dezembro em janeiro em 183,2 milhões de bushels (4,98 MT), em linha com as expectativas. “Os estoques de óleo de soja dos EUA no final de 2020 foram reportados em 2,219 bilhões de libras (1,01 milhão de t), em grande parte em linha com as expectativas e acima dos 2,134 bilhões (968.000 t) registrados no final de 2019. Os estoques subiram pelo terceiro mês consecutivo depois de atingirem uma baixa em setembro passado”, conclui.

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
fev/21 45
mar/21 25
abr/21 22
mai/21 30
Última atualização: 10/02/2021
   

A chegada do feriado do Ano Novo Lunar na China nesta sexta-feira (12) - com duração de 15 dias -  também é acompanhado já que, no período, as negociações tendem a ficar mais amenas, acontecendo em um ritmo mais lento. 

Preço soja referência (chicago ):$/MT 519,00   11/fev
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 512,12   11/fev
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 510,20   11/fev
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 165,00 por saca

Os preços da soja encerraram o pregão desta quinta-feira (11) com altas de mais de 10 pontos na Bolsa de Chicago, depois de um dia de forte volatilidade e de baixas registradas mais cedo. O contrato março  fechou com US$ 13,67 e o agosto, US$ 13,09 por bushel. 

Para Ginaldo de Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro, o mercado segue bastante sensível, observando neste momento fatores baixistas e altistas, entre eles os estoques apertados nos EUA, o clima na América do Sul, a janela de colheita apertada no Brasil e as perspectivas sobre a nova safra norte-americano. 

Na próxima semana, os traders deverão acompanhar muito de perto o Outlook Forum, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que acontece nos dias 18 e 19 de fevereiro e que começa a trazer as primeiras perspectivas para a temporada 2021/22 dos EUA. 

Mais a frente, há ainda a expectativa para as primeiras projeções oficiais de áreas de plantio nos Estados Unidos a serem reportados também pelo USDA em 31 de março. E com a divulgação de uma área maior, o mercado pode sentir a pressão mesmo diante de um cenário apertado de oferta e demanda. 

Além dos fundamentos já conhecidos, o mercado ainda encontrou espaço para a recuperação das baixas fortes de ontem com a chegada do novo boletim semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o qual trouxe números acima do esperado. 

Da safra 2020/21, foram vendidas 804,7 mil toneladas na semana encerrada em 4 de fevereiro, enquanto o mercado esperava algo entre 300 mil e 750 mil toneladas. A China foi o principal destino. Em toda temporada, as vendas americanas já totalizam 59,462,2 milhões de toneladas, do total estimado para exportado pelo país de 61,24 milhões. Há um ano, o total comprometido era de 32,8 milhões de toneladas. 

Os EUA venderam ainda 178,5 mil toneladas de soja da safra 2021/22, dentro das projeções do mercado de 50 mil a 300 mil toneladas. Neste caso, a nação asiática também foi o principal destino da oleaginosa americana. 

  soja US$ 5,39
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mar/21 30,12 162,35 0,40%
   
Última atualização: 16:00(11/02)  

Mais do que isso, há ainda o posicionamento dos fundos, como explica Sousa. "Os fundos que venderam ontem não compraram hoje. Mas foram fundos novos que deram liquidez ao mercado", diz. O diretor da Labhoro afirma que os fundos seguem ainda muito comprados nos grãos - 340 mil contratos de milho, 150 mil na soja, mais de 110 mil no óleo, mais de 70 mil contratos no farelo. 

"Eles estão bem comprados e vão continuar comprados, apostando no mercado, porque não estão olhando a safra da América do Sul, mas os estoques norte-americanos. E vão olhar a nova safra dos EUA só quando o USDA divulgar isso (com os dados de intenção de plantio em 31 de março)", diz o especialista. 

A comercialização da próxima safra (2021/22) de soja do Brasil, que será plantada somente em setembro, alcançou um fluxo recorde de 9,4% da produção esperada para o Brasil, com negociações mais adiantadas em relação à média histórica de 2,3% para o período, estimou a consultoria Datagro nesta quinta-feira.

Segundo projeção preliminar, que considera área maior em 2,9%, clima razoavelmente regular e produtividade dentro da normalidade, a próxima temporada tem potencial para atingir históricas 141,17 milhões de toneladas.

Desta forma, 13,22 milhões já estariam negociados antecipadamente pelos sojicultores brasileiros.

Para a safra atual, as vendas chegaram a 60,4% até o dia 5 de fevereiro, ante média histórica de 40,8% para o período, de acordo com a consultoria.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
11/02/2021 165,62 -1,06% -1,59% 30,72
10/02/2021 167,39 -1,19% -0,54% 31,12
09/02/2021 169,4 0,29% 0,65% 31,47
08/02/2021 168,91 1,53% 0,36% 31,44
05/02/2021 166,36 -0,78% -1,15% 30,89

Embora tenha tido um ligeiro atraso devido o período de estiagem no estado do Rio Grande do Sul, a soja vai muito bem, com 70% em situação excelente e 30% em condições muito boas, de acordo com informações divulgadas pelas agências de notícias do mercado.. No entanto, com a queda nos preços, a soja valeu R$ 165,00 no porto, R$164,00 em Cruz  Alta, R$166,00 em Ijuí e Passo Fundo continua sem cotar. 

Ocorreu  uma pequena  desvalorização  em  torno  de  0,6%  nos  preços mais  próximos  e  uma  desvalorização  maior nos preços futuros. Não houve relatos  de  comercialização,  mas  o mercado  continua  bastante  otimista,  não  apenas  pela qualidade, mas também pela progressão das safras.

Já o mercado de soja do estado do Paraná mostra muita apatia neste momento. Mercado paranaense aparenta muita apatia, com quase nenhuma mudança de preços e menos ainda nos negócios, com exceção de Cascavel  e Maringá, onde caíram dolorosos 4,85%  indo  parar  em  R$157,00  pela  saca  da soja. Trata-se da mesma situação já conhecida anteriormente, onde a falta  de  soja  em  estoque  culmina  em  falta  de  interesse interno,  toda a soja já foi vendida ou exportada e, portanto, não  há variações  consideráveis na maioria das regiões. Além disto, os agricultores estão focados na colheita.

Enquanto isso, Minas Gerais inicia a colheita e esquece as vendas. A colheita da soja começou em Minas Gerais e o agricultor concentrou nela toda a sua atenção e, por duas  razões:  a) precisa colher bem, para atender os compromissos que já firmou antecipadamente para a safra desta temporada e b) diante dos problemas havidos com as lavouras nesta safra,  prefere primeiro saber exatamente quanto irá colher para continuar a vender.

 

SUGAR - AÇUCAR
 

March NY world sugar 11 (SBH21) on Thursday closed down -0.16 (-0.96%), and March London white sugar 5 (SWH21) closed down -9.50 (-1.98%) at $470.00.

Sugar prices on Thursday posted moderate losses on the prospects for stronger sugar production India, the world&39;s second-biggest sugar exporter. The India Sugar Trade Association Thursday forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT. Last Tuesday, the Indian Sugar Mills Association (ISMA) reported that India Oct-Jan sugar production was already up +25% y/y to 17.68 MMT.

Ample sugar supply Brazil is a negative factor for sugar. Unica reported Wednesday that Brazil&39;s Center-South sugar production through January was up +44% y/y to 38.195 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.21% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

Smaller sugar supplies Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter, are positive for sugar prices after the Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported last Friday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production during Dec 10-Feb 4 fell -25% y/y to 4.7 MMT.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry on December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported last Monday that China&39;s Dec sugar imports surged +325% y/y to 910 MT and China 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Maxar on Jan 27 said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until

March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

A bearish factor for sugar is the outlook for a global sugar surplus next year. Tropical Research Services (TRS) projects a global 2021/22 sugar surplus of 5.2 MMT on the prospects for sugar production to recover in Thailand and India. TRS predicts that Thailand&39;s 2021/22 sugar production may rebound to 10 MMT 6.9 MMT in 2020/21 and that India&39;s 2021/22 sugar production my climb to a record 35.6 MMT 31 MMT in 2020/21.

A negative factor for sugar is Tuesday&39;s projection Czarnikow Group that Thailand 2021/22 sugar production will surge +59% y/y to a 3-year high of 11 MMT, rebounding sharply the 10-year low of 6.9 MMT in 2020/21.

The outlook for more sugar supplies India is bearish for sugar prices. The Indian government, on December 16, authorized spending 35 billion rupees ($475 million) to help subsidize Indian sugar producers to export as much as 6 MMT in the 2020/21 season.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
11/02/2021 105,69 -0,08% -2,68% 19,6  
10/02/2021 105,77 -0,11% -2,61% 19,66  
09/02/2021 105,89 -0,14% -2,50% 19,68  
08/02/2021 106,04 -0,86% -2,36% 19,74  
05/02/2021 106,96 -0,58% -1,51% 19,86  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 106,07      
  valor saco $ 19,68      
  valor ton $ 393,58  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

A All India Sugar Trade Association (AISTA) reportou nesta quinta-feira (11) uma atualização nas estimativas para a safra de açúcar do país, com exportação estimada 24% menor na safra 2020/21 por conta de restrições logísticas, totalizando 4,3 milhões de toneladas.

O Irã deve ter uma queda substancial nas compras na temporada da Índia, segundo maior produtor de açúcar do mundo, atrás do Brasil.

Já a produção de açúcar pelas empresas indianas deve ter um salto de cerca de 9%, totalizando 29,9 milhões de t. Apenas nos principais estados produtores da Índia, Uttar Pradesh e Maharashtra, a produção é estimada em 10,5 e 10,2 milhões de t, respectivamente.

As expectativas de uma maior produção na safra da Índia na temporada 2020/21 (outubro/setembro) fizeram com que os preços da commodity recuassem na Bolsa de Nova York e em Londres nesta quinta-feira (11), além de atenção ao financeiro.

O principal vencimento do açúcar em Nova York caiu 0,96% no dia, cotado a US$ 16,55 c/lb, com US$ 16,82 de máxima e mínima de US$ 16,47 c/lb. Em Londres, a sessão finalizou o dia com perda de 1,98%, a US$ 470,00 a tonelada.

Após altas recentes, o dia foi de perdas para os futuros do açúcar nas bolsas externas. A principal novidade no dia veio da Índia, que revisou os números de produção na safra 2020/21, para quase 30 milhões de toneladas.

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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