Floripa News
Cota??o
Florian?polis
Twitter Facebook RSS

Movimento de queda na soja é pontual e tendência é de retomada do patamar dos US$ 14,00/bushel

Publicado em 10/02/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO 

A Bolsa de Chicago (CBOT) acumulou desvalorizações para os preços internacionais do milho futuro nesta quarta-feira. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 11,25 e 21,75 pontos ao final do final.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,34 com desvalorização de 21,75 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,32 com perda de 21,50 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,20 com queda de 18,75 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,71 com baixa de 11,25 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 3,96% para o março/21, de 3,97% para o maio/21, de 3,53% para o julho/21 e de 2,28% para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 534,5 -21,75
MAY 2021 532,75 -21,5
jul/21 520,75 -18,75
SEP 2021 471 -11,25
Última atualização: 17:04 (10/02)

Segundo informações do site internacional Successful Farming, na quarta-feira, os mercados agrícolas do CME Group continuaram reagindo negativamente ao relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de terça-feira.

“O relatório do USDA na terça-feira trouxe algumas surpresas para os comerciantes de milho. Os estoques finais de milho em 1,5 bilhão de bushels, enquanto o comércio esperava algo próximo a 1,39 bilhão. As exportações de milho aumentaram apenas ligeiramente em comparação com as expectativas comerciais”, aponta Bob Linneman, da Kluis Advisors.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou o cancelamento de uma venda de 132 mil toneladas de milho para destinos não revelados. 

O mercado internacional viu o preço do milho cair na maioria dos países. Nos mercados à vista, as ofertas do Golfo dos EUA para embarque em março caíram 2 c/bu para 85 c/bu sobre os futuros de março em meio à menor demanda.

E no Brasil, as ofertas para julho foram ouvidas a 83 c/bu sobre os futuros de julho, com ofertas chegando a 78 c/bu, praticamente inalteradas no dia anterior. Enquanto no complexo de Up River, as ofertas subiram inesperadamente vários centavos para 75 c/bu em relação ao  futuro  de  maio  para  embarque  em  março,  com novos lances chegando a 68 c/bu. Ofertas  de milho  ucraniano  para  carregamento  de fevereiro-março  começaram  a  partir  de  níveis  em torno de US$ 265/t FOB Mykolaiv e subiram para US$ 271-  $  275/t  FOB  PIPP  para  milho  com  a documentação  necessária  da  China.

Do lado do comprador, os lances foram ouvidos em US$  262/t  FOB  HIPP  e  US$  265/t  FOB  PIPP. Enquanto  isso,  no  mercado  doméstico,  apesar  de mostrar oficialmente ofertas de compra em torno de US$ 252- $ 253/t, na realidade os níveis são muito mais altos, especialmente para aqueles que buscam garantir volume suficiente para construir cargas, onde os níveis ainda estavam em US$ 259- $ 260/t ou ainda maior.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura (USDA) frustrou a expectativa de redução maior de estoques.

O  mercado  ficou  desapontado  após  a  divulgação  do  relatório  Wasde  de  fevereiro  na  terça-feira,  com  as expectativas de um corte substancial nos estoques finais dos EUA não se materializando.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 85,57 0,66%
mai/21 84,1 0,42%
jul/21 78,4 0,10%
set/21 75,2 0,27%
Última atualização: 18:00 (10/02)

Os preços futuros do milho operaram em campo misto durante toda a quarta-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações entre 2,12% negativo e 0,10% positivo ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 85,01 com desvalorização de 2,12%, o maio/21 valeu R$ 83,75 com queda de 1,47%, o julho/21 foi negociado por R$ 78,40 com alta de 0,10% e o setembro/21 teve valor de R$ 75,00 com baixa de 1,24%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, as quedas na B3 refletem as perdas demonstradas na Bolsa de Chicago e coincidem com o calendário de safras brasileiras, mostrando o contrato julho/21 em alta, justamente no pico da entressafra.

“A primeira safra já vai estar praticamente encerrada a oferta e o consumo vai avançar. Em junho ainda não teremos os grandes volumes da safrinha, que já está sendo plantada com atraso e os maiores volumes vão chegar depois da metade de junho em diante e agosto”, explica Brandalizze.

No mercado de milho do Estado do Rio Grande do Sul, os compradores e vendedores na região de Sarandi e Passo Fundo fazem queda de braço diante de altas nas bolsas. As regiões de Sarandi e Passo Fundo já iniciaram suas colheitas no Rio Grande do Sul, sem que, no entanto, muitos negócios aconteçam. A queda de braço nestas regiões reside nos patamares de ideia de venda a R$ 84/85,00 por saca, com compradores da indústria permanecendo na faixa de R$ 81,00 a R$ 82,00.  

Em Santa Catarina, chuvas intensas começam a refletir na colheita. Com  a  colheita  avançando,  produtores  e  cerealistas têm  identificado  os  efeitos  das  chuvas  intensas  e  da cigarrinha na lavoura A colheita em Santa Catarina tem avançado bem nesta semana, com produtores próximos a Porto União desenvolvendo seus trabalhos de campo. O que tem se visto, entanto, são os efeitos das  chuvas  que castigaram o  Estado  durante o mês  de  dezembro: há muitos relatos de milho com ardido.

No Paraná a colheita está andando, mas o milho já tem destino. Com o sol desta semana, veem-se trabalhos de campo em pelo menos três regiões do Estado. Com  um  tempo ensolarado  em  todo o Paraná,  a colheita vem apresentando algum avanço, principalmente nas regiões dos Campos Gerais e Oeste. O  que  se  vê, no entanto, são pouquíssimos  negócios  no  Estado,  visto que muitos produtores fecharam contratos futuros, ou querem esperar o encerramento da colheita.

À espera da safrinha, mercado de milho do Mato Grosso do Sul permanece inalterado. Sem  negócios  no  Estado,  os  pouquíssimos  lotes que permanecem ainda da safra passada. O Mato Grosso do Sul parece esperar a safrinha para  realizar  novos  negócios.  Não  ouvimos  nenhum  negócio  reportado,  e agentes consultados acreditam que no Estado há um grande foco para a soja, onde as margens se apresentam melhores.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) a comercialização da safra 20/21 de milho avançou 1,12 p.p. ante o mês anterior. O valor é 3,51 p.p. à frente da safra 19/20 motivado pelo preço atrativo do cereal, que apresentou aumento de 16,77% no preço médio comercializado entre janeiro e fevereiro, fechando em R$ 56,87/sc.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
10/02/2021 83,16 -0,28% -0,22% 15,46
09/02/2021 83,39 0,85% 0,06% 15,49
08/02/2021 82,69 -0,11% -0,78% 15,39
05/02/2021 82,78 -0,29% -0,67% 15,37
04/02/2021 83,02 -0,08% -0,38% 15,22

Com isso a safra que está sendo semeada já alcança 67,95% de comercialização. A semeadura está atrasada. O avanço é de 6,10 p.p. na semana, mas segue 30,67 p.p. atrás da safra passada. O maior atraso está na Região Centro-Sul, com 23% da área destinada ao cultivo semeada e as mais avançadas são a Oeste e a Médio-Norte, que alcançam cerca de 47%. 

As negociações da safra 19/20 alcançaram 99,53% do volume produzido e preço médio de R$ 66,54/sc, ficando a 0,47 p.p. atrás da safra anterior que já contava com 100% da produção comercializada para o mesmo período. Já safra 21/22 apresentou maior avanço entre às três safras levantadas, tendo 10,92% já comercializados, valor que continua sendo recorde para o período na série histórica do Instituto. Para os preços o valor médio fechou em R$44,85/sc no último mês.

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da comercialização da safra de milho 2019/20 no estado.

De acordo com o levantamento, até o momento os produtores sul-mato-grossenses já negociaram 78,83% das 10,618 milhões de toneladas produzidas nos 1,895 milhão de hectares cultivados.

Enquanto isso, o preço da saca do milho no estado ficou estável entre 01 e 08 de fevereiro, encerrando o período negociado a R$ 72,63.

 “As cotações do milho no mercado interno seguem estáveis. Quanto ao preço médio do mês de fevereiro cotado a R$ 72,63, no comparativo com fevereiro do ano passado, houve avanço nominal de 76,32%, quando o cereal havia sido cotado, em média, a R$ 41,19/sc.”, relata a Famasul.


SOYBEAN - SOJA
 

Depois de fechar a sessão anterior, em dia de relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), com altas de mais de 10 pontos, os futuros da soja realizam lucros nesta quarta-feira (10). Por volta de 8h40 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 6,25 e 8 pontos, com o março valendo US$ 13,95 e o maio, US$ 13,92 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 13,54 -47,75 -3,41
mai/21 13,525 -46,25 -3,31
jul/21 13,3575 -43,5 -3,15
ago/21 12,9425 -39,75 -2,98
Última atualização: 17:02 (10/02)  

O mercado vem de duas sessões consecutivas de altas fortes - o que justifica a correção das cotações - ainda refletindo o cenário fundamental. 

A demanda segue aquecida, a oferta disponível limitada e a chegada da nova safra brasileira ainda lenta com o ritmo mais lento também dos trabalhos de colheita em alguns pontos do país em função das condições climáticas. 

Ontem, os traders receberam o novo boletim do USDA confirmando estoques finais de soja ainda mais apertados nos Estados Unidos, bem como as exportações norte-americanas foram também revisadas para cima, o que também tem sido combustível importante para o suporte das altas na CBOT. 

Os preços da soja fecharam o pregão desta quarta-feira (10) com perdas fortes, variando entre 32 e 47,75 pontos nos principais contratos negociados na Bolsa de Chicago. As baixas vieram na carona de perdas intensas também entre os futuros do milho e do trigo, levando o contrato março a US$ 13,54 e o maio a US$ 13,52 por bushel. O agosto encerrou o dia com US$ 12,94. 

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
fev/21 45
mar/21 25
abr/21 22
mai/21 30
Última atualização: 10/02/2021

O mercado foi intensificando suas baixas no início da tarde, sendo pressionado por movimentos técnicos, de realização de lucros e motivados por uma pressão mais acentuada no milho, que vinha recuando desde esta terça (9). Afinal, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não trouxe o corte esperado nos estoques finais norte-americanos do cereal e pesou sobre seus preços. 

Além disso, no caso da oleaginosa, os números foram conservadores - na correção para baixo dos estoques finais dos EUA e para cima em suas exportações - trazendo dados dentro das expectativas, o que também não deu espaço para ganhos muito expressivos. 

Ainda nesta quarta, o USDA trouxe um cancelamento de uma compra de milho feita nos EUA, por destinos não revelados, de 132 mil toneladas, o que deu ainda mais espaço à intensificação das baixas em Chicago. 

Paralelamente, o mercado ainda vai se ajustando ao início do feriado do Ano Novo Lunar na China, no dia 12, e que pode, mesmo que pontualmente, limitar a demanda e manter o mercado pressionado, caminhando de lado. Para Matheus Pereira, diretor da Pátria Agronegócios, essa desaceleração deve durar até os dias 22, 23 de fevereiro, quando na sequência os operadores chineses voltam com mais agressividade ao mercado. 

"E temos convicção de que continuaremos a ver uma demanda muito agressiva tanto por soja, quanto por milho chinesa, mas com um nova característica. Essa demanda que ainda estava concentrada para os EUA se voltará para a América do Sul, em especial, para o Brasil. E isso explica parte das quedas que observamos em Chicago hoje, ao perceber que todo aquele pilar na demanda por grão americano, uma vez que a soja spot do Brasil já é mais barata que a norte-americana, assim como o milho para embarque a partir de julho", diz. 

Assim, Pereira destaca que o Ano Novo Lunar costuma ser a "virada da chave" para essa transição da demanda - dos EUA para o Brasil - para soja e milho. 

O feriado do Ano Novo Lunar na China começa no dia 12 de fevereiro, dura 15 dias, e é um dos mais importantes e o mais longo do país. Durante este período, os negócios ficam mais lentos, as atividades mais limitadas e o mercado da soja, dessa forma, poderia passar por uma "maré mais mansa" nestes dias, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. 

"Sem compradores pressionando, o mercado perde um pouco de força, não tem muito argumento para subir forte, mas também não tem para cair demais ou a soja fica muito barata. Abaixo de US$ 13,40, em Chicago, por exemplo, o mercado já fica muito barato e não há soja para isso. E assim, somem também os vendedores", diz. 

Em contrapartida, depois desse feriado, "eles costumam vir com fome", ainda segundo Brandalizze, e isso pode reverter esse momento mais calmo do mercado da oleaginosa na CBOT. 

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 514,04   10/fev
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 519,52   10/fev
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 522,97   10/fev
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 168,50 por saca

E nesta volta, o Brasil é quem deve liderar as exportações de soja para a China, acredita Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing. Os maiores volumes disponíveis estão sendo chegando mais efetivamente com o avanço melhor da colheita brasileira e deve atrair os compradores. 

"Eu imagino que grande parte desta demanda da China vai para o Brasil assim que possível, tanto porque boa parte já foi negociada, quanto pelo fato de que a soja disponível está no Brasil. Então, não acho que eles vão deixar de receber soja, mas acho que estão esperando esse volume grande do Brasil e vão dar preferência ao Brasil", afirma o especialista. 

Para Edwards, este é um movimento correto e que faz sentido, já que maiores volumes disponíveis de soja nos EUA só nos meses mais a frente, e mais fortemente ainda com a nova safra. Afinal, o total estimado da safra 2020/21 a ser exportado já está mais de 95% comprometido. 

Há algumas semanas, o mercado recebeu notícias de que a China teria feito o movimento de washout de dois a três cargos de soja do Brasil, em um momento em que a demanda pela oleaginosa norte-americana ainda era bastante intensa. E como explicou o Mário Mariano, diretor comercial da  Agrosoya e da Novo Rumo Commodities, o movimento tem provocado uma baixa considerável nos prêmios para a soja brasileira. 

"São valores (de prêmios) de 20 a 25 centavos de dólar menores do que os registros de meados de janeiro. E essa fagulha (da notícia dos washouts) já era um reflexo de uma tentativa dos chineses de fazer uma correção dos preços dos mercados internacionais e dos prêmios", acredita Mariano. "Os chineses deram uma trégua nas compras de soja americana e brasileira, empenhando-se no mercado de milho, negociaram mais de 6 milhões de toneladas em um curto espaço de tempo somente nos EUA". 

Assim, Mariano acredita os compradores chineses tentarão ganhar algum tempo até a chegada da nova safra brasileira aos portos, encontrando alternativas à mercadoria cara - não só na soja, mas entre os grãos de uma forma geral - que irão encontrar neste momento diante de seu consumo intenso. 

"No curto prazo, eu penso que os chineses se posicionam de forma retraída, esperando a soja brasileira chegar, que não vai chegar na velocidade e no tamanho pretendido, até porque a previsão de saída do mês de fevereiro era de 8 milhões de toneladas e, dificilmente, conseguiremos embarcar acima de 4 milhões de toneladas, de acordo com uma estimativa da Cordonnier", conclui o analista. 

De acordo com um boletim divulgado pelo Rabobank nesta semana, as processadoras chinesas de soja estão estocando farelo de soja temendo uma nova onda de Covid-19 durante o Festival da Primavera, ou o feriado do Ano Lunar. 

E embora as margens de esmagamento estejam ruins neste momento na nação asiática, em janeiro os preços do derivado acumularam uma alta de 5% em relação ao mês anterior, enquanto os preços do óleo registraram algum recuo, ainda segundo o banco internacional.

"Olhando mais a frente, começando em março, a soja da América do Sul terá maiores volumes disponíveis, bem como o óleo de palma do Sudeste Asiático entra em sua fase de alta produção da temporada. Assim, os preços do óleo tendem a ficar um pouco mais fracos do que os de farelo de soja, também em função de uma taxa menor de consumo do óleo", explicam os analistas do Rabobank.

Preço soja referência (chicago ):$/MT 514,04   10/fev
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 519,52   10/fev
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 522,97   10/fev
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 168,50 por saca

Com a pressão de Chicago e mais o dólar em baixa frente ao real nesta quarta-feira, os preços cederam também no interior do Brasil. As perdas chegaram a 6,25%, como foi o caso de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, onde o preço encerrou o dia com R$ 150,00 por saca. 

Nos portos, entretanto, os indicativos fecharam com estabilidade, e a soja spot valendo R$ 168,50 no porto de Paranaguá e R$ 167,00 em Rio Grande. Já para as referência março são R$ 167,50 e R$ 165,50 por saca, respectivamente. 

No mercado nacional, uma das condições que mais exige monitoramento tem sido a movimentação dos prêmios. Os valores vem sendo pressionados já há algumas semanas, com uma demanda ainda lenta para embarques mais curtos no Brasil, e podem ser ainda mais pressionados na medida em que a colheita vai ganhando força no Brasil, ampliando os volumes disponíveis. 

"São valores (de prêmios) de 20 a 25 centavos de dólar menores do que os registros de meados de janeiro. E essa fagulha (da notícia dos washouts) já era um reflexo de uma tentativa dos chineses de fazer uma correção dos preços dos mercados internacionais e dos prêmios", acredita Mário Mariano, diretor da AgroSoya e da Novo Rumo Commodities. "Os chineses deram uma trégua nas compras de soja americana e brasileira, empenhando-se no mercado de milho, negociaram mais de 6 milhões de toneladas em um curto espaço de tempo somente nos EUA". 

  soja US$ 5,37
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mar/21 30 161,10 -3,32%
   
Última atualização: 16:14 (10/02)  

O mercado da soja no estado do Rio Grande do Sul teve movimentações mistas, com Ijuí subindo para R$167,00, ante R$166,00 do dia anterior e Santa Rosa subindo para R$168,00, ante R$167,00. Fora isso, Canoas continua não cotando, com o luto da Bianchini e os valores de Cruz Alta e Rio Grande permanecem estacionados, com o primeiro à R$165,00 e o segundo à R$168,00. Já o preço futuro teve um aumento considerável de 1,80%, indo à R$169,50. A maioria dos vendedores continua esperando por outra alta, mas alguns negócios foram reportados em baixos volumes.

Já o estado do Paraná teve leve alta, mas valores de especulação em Cascavel e Paranaguá. Em  Ponta  Grossa  para  pagamento  em  meados  desse  mês  de  fevereiro,  a  soja  retorna  à  uma  leve  alta  de R$160,00/saca. Em Paranaguá a subida  foi  um pouco mais  notável, indo para R$166,00 para pagamento no final desse mês. Em  Cascavel  a  soja  foi  cotada  em  R$165,00,  mas  sem saída de negócios. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
10/02/2021 167,39 -1,19% -0,54% 31,12
09/02/2021 169,4 0,29% 0,65% 31,47
08/02/2021 168,91 1,53% 0,36% 31,44
05/02/2021 166,36 -0,78% -1,15% 30,89
04/02/2021 167,67 0,93% -0,37% 30,74
         

Com forte queda nos preços, os vendedores de Minas Gerais se retraíram. “Ainda de olho no dólar o mercado permaneceu sem movimentos, com todos os preços  recuando forte no período e sem volumes negociados.Os preços caíram muito em Minas Gerais nos últimos dias e isto fez os vendedores se ausentarem do mercado. 

Ainda sendo puxados pela escassez interestadual, os preços da soja do Mato Grosso do Sul sobem 0,63%. A soja continua sendo valorizada em MG devido à falta de  matéria-prima  interestadual,  com  basicamente todos as regiões tendo uma leve alta de 0,63% . Embora a maior parte da soja do país tenha sido exportada, o estado se tornou o grande fornecedor dos estados vizinhos e do Sul.


SUGAR - AÇUCAR

March NY world sugar 11 (SBH21) on Wednesday closed up +0.27 (+1.64%), and March London white sugar 5 (SWH21) closed up +4.30 (+0.90%) at $479.50.

Sugar prices on Wednesday climbed to new 3-3/4 year highs. A rally in crude oil Wednesday to a new 1-year high helped push sugar prices higher. The rally in crude oil benefits ethanol prices and may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies. Recent demand for Brazil&39;s ethanol supplies has strengthened after Brazil&39;s Trade Ministry reported last Thursday that Brazil Jan ethanol exports surged +155% y/y to 200 mln liters.

Smaller sugar supplies Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter, are positive for sugar prices after the Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported last Friday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production during Dec 10-Feb 4 fell -25% y/y to 4.7 MMT.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry on December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported last Monday that China&39;s Dec sugar imports surged +325% y/y to 910 MT and China 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Maxar on Jan 27 said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

A bearish factor for sugar is the outlook for a global sugar surplus next year. Tropical Research Services (TRS) projects a global 2021/22 sugar surplus of 5.2 MMT on the prospects for sugar production to recover in Thailand and India. TRS predicts that Thailand&39;s 2021/22 sugar production may rebound to 10 MMT 6.9 MMT in 2020/21 and that India&39;s 2021/22 sugar production my climb to a record 35.6 MMT 31 MMT in 2020/21.

A negative factor for sugar is Tuesday&39;s projection Czarnikow Group that Thailand 2021/22 sugar production will surge +59% y/y to a 3-year high of 11 MMT, rebounding sharply the 10-year low of 6.9 MMT in 2020/21.

A negative factor for sugar prices is ramped-up sugar production in India, the world&39;s second-biggest sugar exporter. The Indian Sugar Mills Association (ISMA) reported last Tuesday that India Oct-Jan sugar production climbed +25% y/y to 17.68 MMT.

Ample sugar supplies Brazil is a negative factor for sugar. On Jan 27, Unica reported that Brazil&39;s Center-South sugar production in the first half of January was up +77% y/y at 8 MMT and that 2020/21 Brazil Center-South sugar production through mid-January was up +44% y/y to 38.193 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.21% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

The outlook for more sugar supplies India is bearish for sugar prices. The Indian government, on December 16, authorized spending 35 billion rupees ($475 million) to help subsidize Indian sugar producers to export as much as 6 MMT in the 2020/21 season.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
10/02/2021 105,77 -0,11% -2,61% 19,66  
09/02/2021 105,89 -0,14% -2,50% 19,68  
08/02/2021 106,04 -0,86% -2,36% 19,74  
05/02/2021 106,96 -0,58% -1,51% 19,86  
04/02/2021 107,58 -0,77% -0,94% 19,72  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 106,45      
  valor saco $ 19,82      
  valor ton $ 396,45  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
           

O mercado do açúcar encerrou a sessão desta quarta-feira (10) com alta moderada na Bolsa de Nova York e em Londres, estendendo os ganhos da véspera. O dia foi influenciado pelas melhores expectativas da demanda e atenção ao financeiro.

O principal vencimento do açúcar em Nova York subiu 1,64% no dia, cotado a US$ 16,71 c/lb, com US$ 17,05 de máxima e mínima de US$ 16,37 c/lb.Em Londres, a sessão foi finalizada com alta de 0,90%, a US$ 479,50 a tonelada.

Os preços do açúcar nas bolsas externas voltaram a seguir o mercado financeiro nesta quarta-feira, com novo avanço moderado do petróleo e valorização do real ante o dólar, cotado a R$ 5,37069, às 15h42 (horário de Brasília).

"A alta do petróleo bruto beneficia os preços do etanol, pois pode levar as usinas de açúcar do Brasil a desviarem mais a moagem para a produção de etanol em vez de açúcar, reduzindo assim o fornecimento", disse em nota a Barchart.

Além disso, os sinais da demanda estão mais favoráveis no mercado de açúcar. Por outro lado, a possibilidade de superávit global na safra 2021/22 também está sendo monitorada. O dia também foi marcado por divulgação da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

No acumulado da safra 2020/2021, alcançou 597,63 milhões de toneladas, alta de 3,16% quando comparado ao ciclo anterior. Porém, a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil somou 44,51 mil toneladas na segunda metade de janeiro, queda anual de mais de 48%..


 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

Comentários