Floripa News
Cota??o
Florian?polis
Twitter Facebook RSS

Dão suporte aos preços do cereal fatores como demanda aquecida – principalmente da China, escassez do produto (milho e soja)

Publicado em 09/02/2021 Editoria: AgroNews Comente!


 

Os preços internacionais do milho futuro dispararam nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 7,50 e 15,25 pontos ao final do primeiro dia da semana.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,63 com valorização de 15,25 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,62 com elevação de 14,50 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,48 com alta de 11,75 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,85 com ganho de 7,50 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 2,74% para o março/21, de 2,74% para o maio/21, de 2,24% para o julho/21 e de 1,46% para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 563,75 15,25
MAY 2021 562 14,5
jul/21 548 11,75
SEP 2021 485,75 7,5
Última atualização: 17:05 (08/02)

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os futuros agrícolas do CME Group subiram em meio a ampla atividade de compra.

“O mercado de ações está em alta e o dólar em baixa. Com detalhes sobre a próxima rodada de estímulo monetário impulsionando os mercados externos. Sem dúvida, os grãos emprestaram alguma força dessa frente e também continuaram as lutas na safra da América do Sul”, aponta Britt O&39;Connell da ever.ag.

O mercado também se prepara para a divulgação do novo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que ocorrerá nesta terça-feira.

“Na sexta-feira, o milho fechou em baixa em um dia agitado de comércio. Antes do relatório do USDA na terça-feira, a força nos mercados de ações dos EUA e globais é um sinal positivo de longo prazo para a economia e a demanda por commodities. Estou observando o relatório de vendas de exportação toda semana para ver se e quando começaremos a ver qualquer desaceleração na demanda de exportação”, diz Al Kluis da Kluis Advisors.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu novo reporte de embarques semanais com fortes números para o milho, acima das expectativas do mercado. Na semana encerrada em 4 de fevereiro, o país embarcou 1,576 milhão de toneladas de milho, enquanto as projeções variavam entre 900 mil e 1,4 milhão de toneladas. No total, os embarques somam 21,450,924  milhões de toneladas, 85% a mais do que no ano passado, neste mesmo período. 

De acordo com os especialistas, dão suporte aos preços do cereal fatores como demanda aquecida – principalmente da China –, escassez de oferta e valorização do Dólar norte-americano frente ao Real. Confira:

FATORES DE ALTA

Forte de demanda chinesa que ainda vai durar muito. O escritório do USDA em Pequim já estimando as importações da China em 22 milhões de toneladas contra um número atual de Wasde de 17,5 milhões de toneladas, aumento de 4,5 milhões de toneladas ou 25,72%, o que é muito. Aliado a um Dólar acima de cinco reais, isto poderá enxugar ainda mais os parcos estoques brasileiros;

Grande escassez de milho no Mundo. O aumento das importações da China pegou o mundo de calça curta.

Grande escassez de milho no Brasil – embora a safra de verão esteja sendo colhida e os compradores estejam razoavelmente abastecidos, deverá haver falta do produto no período entre abril e meados de julho, quando os preços deverão ter outra onda de aumento, podendo atingir R$ 95,00/saca;

Dólar acima de R$ 5,00 - O Instituto Internacional de Finanças (IIF) calcula que o preço justo da moeda brasileira é de R$ 4,50, levando em conta os fundamentos. O Bank of America calcula em R$ 4,80 e afirma estar otimista para as reformas. Então,preços de dólar acima de R$ 5,00 inflaciona preços e são aproveitados pelos exportadores.

FATORES DE BAIXA

Início da colheita da safra de verão, nos estados do Sul, aliviando a pressão compradora. Por isso os preços estão andando de lado neste momento.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 86,72 0,09%
mai/21 84,6 0,06%
jul/21 78,3 0,90%
set/21 75,48 -0,03%
Última atualização: 18:00 (08/02)

Os preços futuros de milho foram ganhando força ao longo do dia após começarem a segunda-feira caindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,71% e 1,57% ao final do pregão.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 86,64 com valorização de 1,57%, o maio/21 valeu R$ 84,55 com ganho de 0,71%, o julho/21 foi negociado por R$ 78,47 com alta de 1,12% e o setembro/21 teve valor de R$ 75,50 com elevação de 0,87%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado do milho segue sendo firme e dificilmente veremos milho abaixo de R$ 60,00 ao produtor, mas o milho acima de R$ 80,00 e R$ 90,00 inviabiliza a outra ponta da cadeia.

“Alguns dizem que o milho vai à R$ 100,00, até pode ir, mas ai quebra todo o setor de frango, suínos, ovo e leite. Esse milho na faixa dos R$ 85,00 já começa a estrangular e isso já está refletindo em uma queda nas exportações de frangos e suínos”, comenta Brandalizze.

Também nesta segunda-feira, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou que o Brasil exportou 317.780,5 toneladas de milho não moído nos cinco primeiros dias úteis de fevereiro. O patamar já é 93% de tudo o que foi embarcado em fevereiro de 2020, mas apenas metade do registrado na última semana de janeiro deste ano.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas na primeira semana de fevereiro.

Nestes 5 primeiros dias úteis do mês, o Brasil exportou 317.780,5 toneladas de milho não moído. Este volume representa uma queda de 50,79% com relação ao que foi contabilizado na última semana de janeiro (645.686,1) e é 12,46% de tudo o que foi embarcado durante o mês de dezembro (2.548.860 toneladas).

O país já embarcou 93,39% de tudo o que foi registrado durante fevereiro de 2020 (340.255,8 toneladas).

Com isso, a média diária de embarques ficou em 63.556,1 toneladas, patamar 50,13% menor do que a média do mês passado (127.443 toneladas). Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 236,22% maior do que as 18.903,1 do mês de fevereiro de 2020.

Em termos financeiros, o Brasil já exportou um total de US$ 61.544,60 no período, contra US$ 69.884,40 de todo fevereiro do ano passado. Já na média diária, o atual mês contabilizou acréscimo de 217,04% ficando com US$ 12.308,90 por dia útil contra US$ 3.882,50 em janeiro do ano passado.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
08/02/2021 82,69 -0,11% -0,78% 15,39
05/02/2021 82,78 -0,29% -0,67% 15,37
04/02/2021 83,02 -0,08% -0,38% 15,22
03/02/2021 83,09 0,07% -0,30% 15,5
02/02/2021 83,03 -1,10% -0,37% 15,5
         

Já o preço por tonelada obtido também registrou queda de 5,70% no período, saindo dos US$ 205,40 do ano passado para US$ 193,70 neste mês de fevereiro.

Já as negociações envolvendo milho estão lentas no spot brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, compradores seguem afastados do mercado, atentos à colheita da safra verão, à necessidade de produtores liberarem armazéns e a possíveis quedas nos preços. No entanto, chuvas têm dificultado as atividades de campo em importantes regiões brasileiras, o que tem limitado a disponibilidade do milho no spot nacional. Diante disso, as negociações são realizadas apenas de forma pontual, para atender a necessidades de curto prazo, e os preços praticamente se estabilizaram. Em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa operava na casa dos R$ 83/saca de 60 kg havia nove dias, mas, na sexta-feira, 5, registrou ligeiro recuo, fechando a R$ 82,78/sc.

A segunda-feira (08) chega ao final com os preços do milho estáveis no mercado físico brasileiro. A única valorização encontrada foi em Amambaí/MS (1,39% e preço de R$ 73,00).

Já as desvalorizações apareceram apenas em São Gabriel do Oeste/MS (1,41% e preço de R$ 70,00).

 

SOYBEAN - SOJA

A semana começa com estabilidade para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Às vésperas do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os traders operam com cautela e testando, na manhã desta segunda-feira (8), os dois lados da tabela. 

Por volta de 7h50 (horário de Brasília), o março subia 0,50 ponto, valendo US$ 13,67, enquanto o maio tinha 0,25 ponto de queda, com o maio sendo cotado a US$ 13,65 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 13,8775 21 1,54
mai/21 13,86 20,25 1,48
jul/21 13,68 20,25 1,5
ago/21 13,23 19 1,46
Última atualização: 17:02 (08/02)  

O mercado já conhece seus fundamentos fortes de oferta e demanda, as condições de clima para a conclusão da nova safra da América do Sul e o posicionamento dos fundos, mas precisa de novas informações para redefinir sua direção. 

Para Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, o mercado pode sentir alguma pressão nesta semana, tanto externa, quanto internamente, diante do provável avanço da colheita, além de mais volumes sendo entregues para o cumprimento de contratos. Mais do que isso, afirma ainda que "os compradores seguem retraídos, esperando receber os contratos para deixar novas compras de março em diante. 

Também para os próximos dias, Brandalizze sinaliza a chegada do feriado do Ano Novo Lunar na China, a partir do dia 12, quando "os chineses ficam fora dos negócios, e desta forma isso pode ser fator de pressão de baixa ou de limitação de ganhos", diz.

No cenário interno, o consultor destaca ainda a movimentação do dólar frente ao real, "que pode seguir a linha da baixa se o Congresso conseguir mostrar trabalho. E desta forma, o ambiente para estes próximos dias mostra que pode ter nova queda nos indicativos, fato que se viu nesta última semana", completa o consultor. 

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu novo reporte de embarques semanais com fortes números para o milho, acima das expectativas do mercado. Na semana encerrada em 4 de fevereiro, o país embarcou  1,800,682 milhão de toneladas de soja. Ainda assim, o volume ficou dentro das expectativas de 1 milhão a 2 milhões de toneladas. Em toda temporada, os EUA já embarcaram 49,167,370, volume que é 80% maior do que há um ano. 

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
fev/21 50
mar/21 30
abr/21 30
mai/21 35
Última atualização: 08/02/2021

Nesta segunda-feira (8), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago terminaram o dia com altas de mais de 20 pontos entre as posições mais negociadas. Depois de iniciarem o dia com estabilidade e testando os dois lados da tabela, os preços voltaram para o campo positivo e subindo entre 18,50 e 21 pontos, levando o março a US$ 13,87 e o maio a US$ 13,86 por bushel. O agosto encerrou o dia com US$ 13,23. 

De acordo com analistas e consultores internacionais, parte do avanço das cotações neste início de semana se deu com o a baixa do dólar e um mercado financeiro mais poisitivo. Ao lado da soja, subiram também os preços do milho - que renovaram suas máximas em sete anos e meio na CBOT - do trigo e as demais commodities agrícolas, além do petróleo, que fechou o dia com alta de quse 2% na Bolsa de Nova York. 

E ainda como explicam especialistas, os estímulos esperados para a economia americana, com falas de tom "expansionista" nos discursos do presidente americano Joe Biden e da Secretária do Tesouro, Janet Yellen contribuiram para esse otimismo no macrocenário.

Entre os fundamentos, a força veio também da lentidão da colheita no Brasil - ainda atrasada em função de adversidades climáticas - e das sinalizações de uma safra menor, principalmente na Argentina, com números recentes apontando uma produção menor do que o inicialmente estimado.

Paralelo a todas as notícias já conhecidas pelo mercado, os traders também acompanham as expectativas para o novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA traz nesta terça-feira, 9 de fevereiro.

As atenções mais fortes se dão sobre os estoques finais norte-americanos e globais, os quais já estão bastante apertados e podem ser, mais uma vez, revisados para baixo.

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 520,93   08/fev
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 524,24   08/fev
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 515,21   08/fev
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 166,00 por saca

Os estoques finais de soja dos EUA são esperados entre 2,78 e 3,81 milhões de toneladas, com média de 3,24 milhões. No boletim de janeiro, o número veio em 3,81 milhões e, na safra 2019/20, ficaram em 14,29 milhões de toneladas. Ao serem confirmados os estoques nestes níveis, o USDA pode vir a registrar sua oferta mais restrita de soja desde a temporada 2013/14. 

Ao lado dos fundamentos já conhecidos pelo mercado de grãos, as expectativas sobre a nova safra de grãos dos Estados Unidos também ganham cada vez mais espaço entre os traders. O plantio está prestes a ser iniciado em meio a preços altos tanto da soja, quanto do milho, a disputa pode ser acirrada entre as duas culturas e intensificar a volatilidade no andamento dos mercados. 

A mais recente pesquisa de intenção de plantio para a temporada 2021/22 norte-americana chega do portal Farm Futures e indica, contabilizando soja, milho e trigo total (inverno e primavera) uma área de 91,3 milhões de hectares. Confirmada, será 3% maior do que a da safra passada e a maior desde 2018. 

Em dezembro, mês marcado pelo desemprego, a indústria da Argentina processou o menor volume de soja em 18 anos, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. No Brasil, a colheita avança em seu ritmo mais lento em 10 anos e o programa de embarque está em risco. 

“É necessário voltar a fevereiro de 2002 para encontrar valores mensais de esmagamento tão baixos quanto os registrados  em  dezembro,  quando  a  indústria processou  apenas  808  mil  toneladas.  O  volume industrializado  em  dezembro  passado  representa  um terço  da  média  processada  em  dezembro  nas  últimas três  temporadas  (2,4  Mt).  O  baixo  nível  de esmagamento  de  soja  no  último  mês  de  2020  foi resultado  principalmente  da  cessação  da  atividade industrial  diante  das  medidas  da  força  sindical  que duraram grande parte de dezembro”, comenta a TF. 

  soja US$ 5,37
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mar/21 30,7 164,86 1,19%
   
Última atualização: 16:21 (08/02)  

De acordo com a consultoria, independentemente da  queda acentuada  da  atividade no último mês de 2020, o processamento da soja para a  temporada 2019/20  está estimado  em  36,6  milhões de toneladas,  ou 4,6 milhões de toneladas abaixo do esmagamento em 2018/19. “O volume de  processamento  de  oleaginosa  atualmente  previsto se  assemelha  aos  valores  alcançados  nas  temporadas de  2017/18  (36,4  Mt)  e  2012/13  (35  Mt),  quando  a safra argentina de soja sofreu cortes profundos devido a secas severas”, completa. 

“A margem bruta de processamento da soja (ou seja, a diferença entre as receitas da venda externa de farinha, pellets e óleo, e os custos de aquisição do grão mais os custos industriais e de exportação) sobe acompanhando os aumentos de preços nos subprodutos industriais, acima dos  aumentos  de  preços.  No  entanto,  apesar  dessa  recuperação  da  margem,  a  queda  da  atividade  industrial  não permitiu que eles fossem totalmente capturados”, conclui. 

Dentre as regiões produtoras de soja no Brasil, o estado de São Paulo apresenta ritmo mais acelerado de colheita nesta temporada. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é atípico, uma vez que Mato Grosso e Paraná são historicamente os primeiros estados a cultivar e, consequentemente, colher a oleaginosa. No entanto, frequentes chuvas no Centro-Oeste e no Sul do Brasil têm atrasado os trabalhos de campo. Sojicultores mato-grossenses e paranaenses, inclusive, já se preocupam com a formação de grãos ardidos. Ressalta-se que, mesmo com uma possível quebra na produtividade, agricultores esperam produção recorde na temporada 2020/21, tendo em vista a maior área cultivada, de 38,19 milhões de hectares, 3,4% maior que a da safra anterior, segundo a Conab. A Companhia ainda indica que, até o final de janeiro, 11% da área de soja havia sido colhida em São Paulo; 4,9% em Mato Grosso; e 2% em Minas Gerais. Quanto às negociações, algumas cooperativas e cerealistas paulistas já estão recebendo soja, mas a liquidez no spot ainda é baixa.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
08/02/2021 168,91 1,53% 0,36% 31,44
05/02/2021 166,36 -0,78% -1,15% 30,89
04/02/2021 167,67 0,93% -0,37% 30,74
03/02/2021 166,12 -1,39% -1,30% 30,98
02/02/2021 168,47 -0,11% 0,10% 31,44
         

Nesta segunda-feira, a baixa do dólar foi fortemente compensada pelas altas em Chicago para a formação dos preços da soja no mercado brasileiro. Os indicativos subiram nos portos - entre 0,60% e 0,91% - e seguem variando entre R$ 165,00 e R$ 168,00 por saca. No interior, as cotações subiram em quase todas as praças  e mantendo próximas dos R$ 160,00 em quase todo Brasil produtor de soja. 

O dólar encerrou o dia com perda de 0,21% e valendo R$ 5,37. Apesar da baixa, a moeda americana segue alta e ainda sendo também um fator de suporte para as cotações da soja no mercado nacional. Em contrapartida, na terceira perna na formação dos indicativos, os prêmios no país seguem pressionados, como explica a Agrinvest Commodities, diante da fraca demanda chinesa para embarques mais curtos. 

Apesar dos preços estarem 11,26% mais altos do que o mês passado, os vendedores ainda aguardam novas altas para voltar a vender.

Mas,  a  preocupação  maior  é  com  a  colheita.  Não  há certeza  sobre o volume  exato  que  cada um  conseguirá colher.  O  preço  futuro  também  recuou  um  real/saca  para  R$ 167,40  no  porto  gaúcho  de  Rio  Grande,  para  maio  de 2021. O preço para junho foi fixado em R$ 168,60/saca. Com isto a lucratividade estaria por volta de 93,10%.

No Paraná, o mercado subiu entre 3 e 4 reais/saca no estado para a safra nova e 5 reais para 2022. Simplesmente não há mais  soja disponível no estado e, consequentemente, nem óleo nem farelo,  a não  ser  bem escassos. Os preços são meramente teóricos, tanto de grão, quanto de farelo e óleo. As indicações  teoricamente  continuam a  R$  158,00 do preço  no balcão,  em Ponta Grossa.  No  Oeste saíram alguns negócios entre R$166,00  e R$168,00. Futuro nada reportado.

Por  causa  disto,  no  mercado  de  lotes,  mesmo  com  a queda de Chicago e do dólar, os preços avançaram cerca de  dois  reais/saca  para  R$  170,00  posto em Ponta Grossa, pagamento final de fevereiro de 2021.

Na  Ferrovia,  em  Maringá  entrega  até  20/03  com pagamento 30/04/21 subiu para R$ 159,20/saca.

 

SUGAR - AÇUCAR

 

March NY world sugar 11 (SBH21) on Monday closed down -0.15 (-0.91%), and March London white sugar 5 (SWH21) closed down -2.80 (-0.59%) at $472.00.

Sugar prices on Monday gave up an early advance and closed moderately lower on expectations for a global sugar surplus next year. Tropical Research Services (TRS) projects a global 2021/22 sugar surplus of 5.2 MMT on the prospects for sugar production to recover in Thailand and India. TRS predicts that Thailand&39;s 2021/22 sugar production may rebound to 10 MMT 7.2 MMT in 2020/21 and that India&39;s 2021/22 sugar production my climb to a record 35.6 MMT 31 MMT in 2020/21.

Sugar prices on Monday initially moved higher, with NY sugar at a 2-1/2 week high and London sugar at a new 3-3/4 year nearest-futures high. Smaller sugar supplies Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter, were positive for sugar after the Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported last Friday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production during Dec 10-Feb 4 fell -25% y/y to 4.7 MMT.

Sugar prices also found support early Monday a rally in crude oil to a new 1-year high. Higher crude oil prices benefit ethanol prices and may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies. Recent demand for Brazil&39;s ethanol supplies has strengthened after Brazil&39;s Trade Ministry reported last Thursday that Brazil Jan ethanol exports surged +155% y/y to 200 mln liters.

A negative factor for sugar prices is ramped-up sugar production in India, the world&39;s second-biggest sugar exporter. The Indian Sugar Mills Association (ISMA) reported last Tuesday that India Oct-Jan sugar production climbed +25% y/y to 17.68 MMT.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported last Monday that China&39;s Dec sugar imports surged +325% y/y to 910 MT and China 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Maxar on Jan 27 said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

Ample sugar supplies Brazil is a negative factor for sugar. On Jan 27, Unica reported that Brazil&39;s Center-South sugar production in the first half of January was up +77% y/y at 8 MMT and that 2020/21 Brazil Center-South sugar production through mid-January was up +44% y/y to 38.193 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.21% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

The outlook for more sugar supplies India is bearish for sugar prices. The Indian government, on December 16, authorized spending 35 billion rupees ($475 million) to help subsidize Indian sugar producers to export as much as 6 MMT in the 2020/21 season.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
08/02/2021 106,04 -0,86% -2,36% 19,74  
05/02/2021 106,96 -0,58% -1,51% 19,86  
04/02/2021 107,58 -0,77% -0,94% 19,72  
03/02/2021 108,42 -0,10% -0,17% 20,22  
02/02/2021 108,53 -0,53% -0,06% 20,26  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 107,51      
  valor saco $ 20,02      
  valor ton $ 400,39  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
           

O Brasil exportou na primeira semana de janeiro 274,24 mil toneladas de açúcares e melaços, com receita de US$ 91,97 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia.

Em todo o mês de fevereiro de 2020 (18 dias úteis), as exportações do produto totalizaram 3385,27 mil t.

Nas análises de toneladas por média diária, as exportações de açúcares e melaços em fevereiro de 2021 totalizaram 54,85 mil t, 23,69% menores do que em fevereiro de 2020 (71,87 mil t).

A expectativa de um superávit global na safra 2021/22 de açúcar pressionou as cotações do mercado futuro nas bolsas de Nova York e Londres nesta segunda-feira (08), após tentativa de recuperação em parte do dia.

O principal vencimento do açúcar em Nova York caiu 0,91% no dia, cotado a US$ 16,27 c/lb, com US$ 16,61 de máxima e mínima de US$ 16,26 c/lb. Em Londres, a sessão finalizou o dia com baixa de 0,59%, a US$ 472,00 a tonelada.

Após teste de alta em parte da sessão desta segunda, o mercado do açúcar passou a cair nos terminas externos acompanhando a divulgação com expectativa de um superávit na safra 2021/22, após preocupações anteriores com a oferta.

A Tropical Research Services (TRS) estimou um excedente global de açúcar em 2021/22 de 5,2 milhões de toneladas diante das perspectivas de recuperação da produção em importantes origens como a Tailândia e a Índia.

"O TRS prevê que a produção de açúcar  2021/22 da Tailândia possa recuperar para 10 milhões de t, de 7,2 milhões de t em 2020/21, e que a produção de açúcar da Índia em 2021/22 pode subir para um recorde de 35,6 milhões de t, ante 31 milhões de t em 2020/21", disse em nota a consultoria Barchart.

No Brasil, o dia no setor foi de atençõão para a aquisição de nove unidades processadoras da Biosev pela Raízen, em uma transação de R$ 3,6 bilhões e ações.

O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, fechou com queda de 0,58%, a R$ 106,96 a saca de 50 kg na sexta-feira (05).

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

Comentários