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Mercado oscilou no dia com petróleo, preocupações com oferta e, negativamente, realização de lucros

Publicado em 02/02/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho recuaram na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 5,50 e 6,25 pontos ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,43 com desvalorização de 6,25 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,42 com perda de 6,25 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,31 com baixa de 5,50 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,71 com estabilidade.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 1,09% para o março/21, de 1,09% para o maio/21 e de 0,93% para o julho/21, além de estabilidade para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 543 -6,25
MAY 2021 542,25 -6,25
jul/21 531,25 -5,5
SEP 2021 471,75 0
Última atualização: 17:01 (02/02)

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho nos Estados Unidos diminuíram na terça-feira após seis sessões de ganhos, enquanto o mercado observava se um aumento na demanda chinesa continuaria a corroer a oferta dos EUA.

A publicação destaca que, depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou na semana passada vendas massivas de milho dos EUA para a China, os traders estão olhando para o relatório mensal de oferta e demanda da agência para ver o impacto das recentes exportações nos estoques de milho dos EUA.

“Você teve esse ritmo de vendas massivo que ocorreu nos últimos oito dias. Será um número histórico chegando”, disse Mark Schultz, analista-chefe da Northstar Commodity.

Enquanto isso, os comerciantes avaliavam o impacto de amortecimento de um dólar americano mais forte nas exportações. “A recuperação do dólar norte-americano causará tanto racionamento quanto se você visse os valores das commodities se recuperando”, disse Karl Setzer, analista de risco de commodities da Agrivisor.

A China foi a grande protagonista dos últimos dias com confirmação de compra de outros 2,1 milhões de toneladas de milho norte-americano no final na última sexta-feira (29.01). No total, foram seis milhões de toneladas na semana, de acordo com os analistas de mercado da AgResource.

Segundo fontes ouvidas pela Consultoria, há o indicativo de que a “voracidade chinesa pelo grão continua firme por mais dois milhões de toneladas para, assim, fechar pacote total de compra de oito milhões. Vale lembrar que a China já garantiu 20 milhões de toneladas de milho dos Estados unidos até o momento e, segundo, as estimativas da AgResource, o volume final deve ficar entre 24 milhões a 26 milhões de toneladas”.

 “Essa fome por milho da China está funcionando como combustível no mercado e deve estimular os futuros na CBOT (Bolsa de Chicago), sustentando um próximo alvo de preços de US$ 6-6,25. Na sequência, os futuros da soja seguirão o milho devido à necessidade aguda de racionamento de demanda, o que impulsionaria o avanço dos valores da soja para US$ 15,50-16,00. A conferir”, destacam os analistas de mercado da AgResource.

Nos portos brasileiros, aponta a Consultoria, há navios esperando por mais de nove milhões de toneladas para carregar em meio a previsões de uma safra adiada para duas, três ou até quatro semanas: “Em Mato Grosso, a colheita da soja está extremamente lenta devido às chuvas. No sul, os produtores relatam falta de sol e excesso de chuvas. Infelizmente, as previsões oferecem clima úmido adicional para os próximos 10-14 dias. Os problemas da safra parecem piorar, o que está prejudicando o potencial de produção”.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 87 0,05%
mai/21 84,5 0,00%
jul/21 77,77 0,28%
set/21 75,25 0,47%
Última atualização: 17:56 (02/02)

Os preços futuros do milho começaram o dia em alta, mas perderam força na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,80% e 2,21% ao final da terça-feira.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 86,96 com perda de 1,53%, o maio/21 valeu R$ 84,50 com baixa de 0,80%, o julho/21 foi negociado por R$ 77,55 com queda de 1,59% e o setembro/21 teve valor de R$ 74,90 com desvalorização de 2,21%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro segue a linha do dólar e viu os portos, que ontem pagavam R$ 82,00 a saca, negociando ao redor dos R$ 81,00 ou R$ 80,00.

“Recuando nos portos recua no interno também. Mesmo tendo aperto de pouco e milho e com a colheita ainda muito lenta no Sul, o mercado não tem como fugir. Já está no limite para o mercado de ração e a B3 acaba refletindo as exportações”, comenta o analista.

Brandalizze complementa que as cotações do milho no Brasil já foram melhores na semana passada, mas seguem favoráveis e devem conseguir retomar as altas e se recuperar ainda nesta semana.

No Rio Grande do Sul o mercado se encontra travado pelas chuvas que impedem a movimentação e exigem cuidados. Tudo continua igual no estado há mais de duas semanas: as chuvas que ocorrem o estado prejudicam as lavouras de milho, que começam a ser colhidas, porque impede a colheita e as espigam correm o risco de rebrotar.

Já o estado de Santa Catarina tem mais disposição, mas não o suficiente. Finalmente ocorreu uma pequena mudança de R$1,00 pela saca, elevando a oferta do comprador  a R$83,00, mas não foi o suficiente visto que os vendedores permanecem nos R$86,00, que é uma oferta  muito  alta considerando a alta competitividade de outras regiões como  o  PR  que  mesmo com o frete fica  nos R$83,00/saca  pedidos  pelo  comprador.  Devido  as exigências dos vendedores, nenhum negócio foi feito e o milho catarinense continua com preços inalterados e sem otimismo.

No Paraná, o mercado travou completamente desde quinta-feira, por chuva e queda nos preços. “Com a queda nos preços, os vendedores se afastaram o mercado. Depois  de  negociarem  alguns  lotes  a  R$ 80,00, os compradores não oferecem mais do que R$ 76,00  neste  momento,  nos  Campos  Gerais.    Além disso, as chuvas absorvem toda a mente do agricultor; embora  beneficiem  o  milho,  atrasam  e  prejudicam  a soja. Por este motivo o mercado travou totalmente.

No Mato Grosso do Sul, as chuvas atrapalham colheita e comercialização e preços estão parados 8 reais acima de dezembro.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
02/02/2021 83,03 -1,10% -0,37% 15,5
01/02/2021 83,95 0,73% 0,73% 15,4
29/01/2021 83,34 0,11% 5,96% 15,2
28/01/2021 83,25 -0,69% 5,85% 15,31
27/01/2021 83,83 -0,17% 6,59% 15,53
         

Com  o  início  da  colheita  do  milho  de  verão  nos  três estados do Sul a  demanda de outros estados sobre o milho  do  Mato  Grosso  do  Sul  não  evolui  e, consequentemente,  os  preços  permanecem inalterados  (mas  não  caem),  mas  8  reais  acima  de dezembro. Outro  fator  importante  neste  momento  é  a  chuva, que  melhora  as  condições  para  o  plantio  do  milho safrinha no estado.

A terça-feira (02) chega ao final com os preços do milho pouco modificados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas em Não-Me-Toque/RS (1,27% e preço de R$ 80,00) e Amambaí/MS (1,39% e preço de R$ 73,00).

Já as desvalorizações apareceram apenas nas praças do Oeste da Bahia (0,74% e preço de R$ 67,50), Porto Paranaguá/PR (1,22% e preço de R$ 81,00) e Luís Eduardo Magalhães/BA (1,49% e preço de R$ 66,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “houve volatilidade no Brasil em função da possibilidade da greve dos caminhoneiros, mas não houve força para tal movimento, o que trouxe alívio por parte dos consumidores. Com o risco climático menor, as atenções se voltam para o dólar”.

O Paraná segue com apenas 1% da sua segunda safra de milho plantada enquanto a colheita da safra verão chegou a 2% do total cultivado. Nas duas safras as condições das lavouras foram rebaixadas pelos técnicos do Deral (Departamento de Economia Rural).

Já no Mato Grosso, o plantio da segunda safra atingiu 2,13% dos 5,69 milhões de hectares estimados, um atraso de 19,86 pontos percentuais com relação a safra 2019/20 que já estava semeada em 21,98% do total nesta época do ano.


SOYBEAN - SOJA

Em uma sessão bastante técnica nesta terça-feira (2), os futuros da soja fecharam o dia com perdas de 4,25 a 11,75 pontos nos principais contratos na Bolsa de Chicago. O contrato março terminou o pregão com US$ 13,54 e o maio, US$ 13,50. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 13,5475 -10,5 -0,77
mai/21 13,5075 -11,75 -0,86
jul/21 13,3375 -11,25 -0,84
ago/21 12,9 -10 -0,77
Última atualização: 17:02 (02/02)  
       

"O mercado foi muito técnico, liquidando posições, testando a linha da baixa e o financeiro apostando contra as commodities depois de termos testado boas altas na semana passada", explicou o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. 

Para o especialista, o fundo do poço para os preços, porém, deve ficar entre US$ 13,30 e US$ 13,40 e, alcançando estas referências, o mercado deve reverter as perdas e voltar a testar novas altas na CBOT. Assim, complementa dizendo que trata-se de um mercado muito mais técnico agora, do que de fundamentos. 

Brandalizze chama atenção para o mercado brasileiro e a influência que haverá nos preços com a chegada da nova oferta brasileira. "Podemos ver, talvez a partir de março, uma pressão (de alta) maior sobre os prêmios por conta dos embarques atrasados, a correria pelo grão. Então, talvez os negócios voltem a fluir, mas com prêmios melhores", diz. 

Para o produto brasileiro, os preços já superam os US$ 14,80 - contabilizando Chicago e prêmios - e o valor acaba trazendo margens negativas para os chineses, o que os leva a procurar alternativas para o farelo de soja, mesmo que paliativa, e uma delas tem sido o DDG de milho.

Os industriais chineses permaneceram quietos nesta terça-feira, pois o feriado do Ano Novo Lunar está se aproximando. Algum interesse de compra continuou a ser relatado para novas safras brasileiras para embarques em abril e em diante. As ofertas para o embarque de soja brasileira em abril foram relatadas em 138 c/bu sobre os futuros de maio, contra as ofertas indicadas em 142-145 c/bu sobre os mesmos futuros.

O marcador APM-6 CFR China para a opção mais barata de embarque em março foi avaliado em 4 c/bu inferior a 150 c/bu sobre o futuro de março, equivalente a $ 553/t, queda de $ 2,50/t em relação à avaliação anterior. Para os grãos dos EUA, os prêmios ficaram estáveis com o embarque de outubro do Golfo, oferecido a 273 c/bu em relação ao novembro futuro, mas nenhuma oferta firme foi relatada.

No mercado à vista, houve rumores de algumas recompras no Brasil, mas nada que pudesse ser confirmado e fevereiro agora não é mais falado. Os prêmios de março com base no FOB Paranaguá foram um pouco  mais  fracos -  indo na  contramão dos  futuros mais  flexíveis  ao  lado  de  um  complexo  de  futuros enfraquecidos. O papel de março foi oferecido a 3.037 c/bu em relação ao  março  futuro  e  foi  avaliado  a  $  510,75/t  FOB Paranaguá.

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
fev/21 55
mar/21 45
abr/21 45
mai/21 50
Última atualização: 02/02/2021
   

A colheita da soja continua ainda bastante atrasada no Brasil e os primeiros volumes que se mostram disponíveis, além de baixos, não apresentam padrão para exportação, empurrando o início mais intenso e efetivo dos embarques brasileiros para os próximos meses. "Esses volumes deverão ser usados em mistura pela indústria nacional para fazer farelo. Isso não afeta muita coisa, o mercado lá fora não vê isso e lá observam apenas a safra em geral", explica Vlamir Brandalizze.  

Segundo o consultor, os problemas seguem pontuais e concentrados mais ao Sul do Brasil, principalmente no Paraná. O excesso de chuvas no estado vem tirando parte da qualidade da soja e também o ritmo dos trabalhos de campo. 

Assim, as exportações este ano ainda não ganharam ritmo, os embarques são lentos em janeiro - 49,5 mil toneladas apenas, contra 1,4 milhão no mesmo mês de 2020, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) em função da falta de produto -, enquanto para fevereiro o lineup brasileiro de soja já se mostra próximo de 11 milhões de toneladas, de acordo com informações apuradas pelo Notícias Agrícolas. 

A Pátria Agronegócios trouxe a apuração de duas imagens que mostram o fluxo de navios graneleiros saindo da China com destino Brasil e Estados Unidos e a diferença é bastante clara:

"Os chineses estão chegando em peso para carregar soja no Brasil entre fevereiro e março", explica Matheus Pereira, diretor da consultoria. "A demanda está sendo represada. A soja disponível nos próximos dias, próximas semanas, irá ganhar prêmio", complementa. 

Em seu último levantamento, a Pátria informou que apenas 1,82% da área brasileira de soja já havia sido colhida, contra 8,83% do ano passado e frente à média de 8,83% dos últimos anos. 

Em Mato Grosso, maior estado produtor de soja do Brasil, apenas 4,71% da colheita está concluída, de acordo com os dados do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária). O índice também se mostra bem abaixo da safra anterior e da média dos últimos cinco anos, como ilustra o gráfico abaixo. 

"A situação climática adversa no período da semeadura prejudicou as primeiras áreas, e, agora as chuvas em elevados volumes vem dificultando a entrada do maquinário no campo, o que acaba atrasando os trabalhos nas lavouras (...) Nesse período decisivo, os players estão de olho na previsão do tempo à espera de uma redução nos volumes de chuvas para que as máquinas possam entrar no campo e recuperar oatraso de 21,97 p.p. em relação à temporada 19/20", informam os especialistas do Imea. 

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 517,99   02/fev
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 523,85   02/fev
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 522,39   02/fev
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 168,00 por saca

Enquanto isso, os estoques de soja nos portos da China não são dos maiores. "Os dados dos portos da China sinalizam que eles não estão tão abarrotados de soja, mesmo com exportações do país em ritmo recorde nos EUA. O que poderia explicar os baixos estoques são os embarques brasileiros menores entre outubro e dezembro", diz Karen Braun, analista de commodities da Reuters Internacional. 

E o período citado por Karen para as operações Brasil-China já se refere, justamente, ao intervalo em que o Brasil já não registrava volumes consideráveis da oleaginosa. "O Brasil se esvaziou de soja, não tínhamos nada para ser embarcado. A demanda foi represada. Quando o produto voltar a estar disponível vai dar disputa entre os compradores", alerta Matheus Pereira. 

Na questão dos subprodutos, a Índia reduziu o imposto de importação dos óleos de palma  para 27,5% e de soja  para 35%.

“Desde  2  de  fevereiro,  o  AIDC  foi  imposto  a  uma  ampla gama  de  bens,  incluindo  álcool,  ouro,  prata,  gasolina  e diesel,  bem como  uma gama de  produtos agrícolas para arrecadar  fundos  para  impulsionar  o  investimento  no setor  agrícola  da  Índia,  disse  a  ministra  das  Finanças Nirmala  Sitharaman  em  seu  discurso  anual  sobre orçamento”.

A participação da Argentina no mercado global de farelo de soja vem ganhando menos espaço nas últimas temporadas diante do atual cenário da oleaginosa no país. De acordo com um reporte da Bolsa de Comércio de Rosário, o derivado argentino corresponde a 39,9% do mercado internacional, sendo este o menor nível em 20 anos. A instituição afirma ainda que o Brasil deverá seguir respondendo por 25% e os Estados Unidos podendo aumentar sua fatia e chegar aos 20%. 

"Embora a Argentina continue a ser o principal fornecedor de farelo, com as exportações 2020/21 estimadas em 26,5 milhões de toneladas, a relativa participação do país no mercado mundial deverá passar por esse recuo pela primeira vez desde a temporada 2000/01", traz o reporte da bolsa. 

O consumo, em contrapartida, segue crescendo e, com a dificuldade de chegada da oferta do grão no Brasil e na Argentina - também com os produtores evitando novas vendas, ao menos por hora - e aos poucos, a dinâmica neste mercado vem se alterando, assim como aconteceu no da matéria-prima.

  soja US$ 5,36
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mar/21 29,85 160,00 -0,83%
   
Última atualização: 16:00 (02/02)  

"No mercado global, com uma demanda aquecida, onde provavelmente no Brasil e na Argentina com dificuldade de chegada da produção com uma falta de farelo, acaba caindo nos Estados Unidos, onde tem sido esmagados muito mais volumes por conta dos seus estoques, que eram maiores. Mas estes estoques têm sido reduzidos porque a cada dia a demanda está acontecendo e os enxugando", explica Mário Mariano, diretor comercial da Agrosoya e da Novo Rumo Commodities. 

Além disso, na análise de Mariano, o farelo brasileiro já responde por 50% do mercado global e segue muito demandado, enquanto os americanos ampliaram sua participação em 5%. 

Além da demanda interna aquecida pelo derivado, as exportações do Brasil também caminham em ritmo normal. De acordo com os dados reportados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) nesta segunda-feira (1), foram embarcadas 1,060,8 milhão de toneladas na última semana, contra 1,050,3 de janeiro de 2020. 

"Tudo aponta que o ano da soja e derivados será forte, mas os volumes devem crescer a partir de março. Os operadores temem que muitos embarques de fevereiro não conseguirão ser realizados devido ao atraso na colheita, podendo congestionar os portos em março e abril", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting.

Dessa forma, e com o grão ainda em patamares bastante elevados, além de passar por um momento de forte escassez de oferta, os preços do farelo de soja segum muito altos no mercado brasileiro. Ainda segundo o levantamento da consultoria, as referências variam entre R$ 2720,00 e R$ 2950,00 por tonelada. 

Entre os números do óleo de soja, a Argentina permanece líder. O reporte da Bolsa de Comércio de Rosário estima que as exportações argentinas do derivado sejam de 5,7 milhões de toneladas neste ano comercial, respondendo por 47% do mercado global. Na temporada anterior, eram 5,4 milhões e 45% de market share.  Da mesma forma, a bolsa estima as exportações brasileiras em 1,2 milhão de toneladas, ou 10% do mercado mundial. 

Para todo complexo soja, a estimativa do órgao é de que a Argentina alcance 16% do mercado internacional na temporada 2020/21, refletindo as dificuldades do setor no país nos últimos três anos. 

"De 1990 até hoje, a única vez que a participação da Argentina no complexo soja ficou abaixo desta marca foi na safra 2017/18, quando uma severa seca impactou a produção nacional, que foi reduzida a apenas 35 milhões de toneladas. Estes 16% são apenas a metade do recorde de 32% que foi alcançado na campanha 2007/08", disse a bolsa de Rosário. 

Enquanto os estoques são drenados nos Estados Unidos e a oferta da nova safra demora a chegar na América do Sul e ser disponibilizada para exportação - e para o cumprimentos dos inúmeros contratos já firmados - a demanda continua se mostrando muito intensa. Entre analistas internacionais, a expectativa é de que os Estados Unidos terão, inclusive, que ampliar suas importações da oleaginosa para atender a todos os seus compromissos. 

Afinal, como explicou Mário Mariano, além de mais de 95% da safra norte-americana já comprometida com as exportações, os processadores do país vêm processando volume de soja recorde atrás de recorde, confirmando assim uma "escassez de soja, ao menos no papel", como informa a agência de notícias Bloomberg. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
02/02/2021 168,47 -0,11% 0,10% 31,44
01/02/2021 168,65 0,21% 0,21% 30,94
29/01/2021 168,3 -0,77% 9,36% 30,69
28/01/2021 169,6 0,27% 10,20% 31,2
27/01/2021 169,15 0,01% 9,91% 31,34

À agência, o consultor de gerência de risco da StoneX, Matt Campbell, as importações de soja do país poderiam alcançar seu maior volume desde 2014. "Todo ano há algumas quantidades importadas, no entanto, neste ano podem ser os maiores volumes já registrados", diz. 

Com os preços do óleo e do farelo baixando, tanto no mercado interno, como no mercado externo, as indústrias tiveram que reduzir as suas ofertas nesta terça-feira, pois o mercado travou completamente.  O preço futuro também recuou um real e  meio  para R$ 168,50 no porto  gaúcho  de  Rio  Grande,  para  maio  de 2021.  O  preço  para  junho  também  recuou os cinquenta centavos  que  tinha  ganho  no  dia  anterior,  para  R$ 170,00/saca.

O  agricultor  parece  mais  preocupado  com  a  lavoura  do que com a comercialização neste momento. 

Os agricultores do Paraná tem os olhos focados nas lavouras e o mercado de soja travou no estado. “Sem muita disponibilidade,a não ser pequenos lotes, a indústria paranaense de soja está sofrendo com a falta de matéria-prima, que sofreu com redução ao redor de 400 mil toneladas nesta safra e um volume maior exportado nesta temporada. Para atender seus clientes, começou trazendo soja do Mato Grosso do Sul, onde algumas delas tem filial e agora estão trazendo farelo em grandes quantidades. 

Com Chicago e o dólar caindo, mercado continua inalterado em Minas Gerais. Com a nova queda do dólar, aliada à queda de Chicago, os compradores não puderam melhorar os preços da soja em  Minas  Gerais. Por sua vez os vendedores estão esperando novas altas, objetivando R$ 170,00/saca.


SUGAR - AÇUCAR

 

March NY world sugar 11 (SBH21) on Tuesday closed up +0.14 (+0.87%), and March London white sugar 5 (SWH21) closed down -1.10 (-0.24%) at $442.80.

Sugar prices on Tuesday settled mixed with NY sugar at a 1-1/2 week high. A surge in crude prices on Tuesday to a 1-year high benefited ethanol and lifted sugar prices. The jump in crude oil may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward ethanol production rather than sugar production, thus curbing sugar supplies.

Gains in sugar were limited and London sugar retreated a 3-3/4 year high Tuesday after the Indian Sugar Mills Association (ISMA) reported that India Oct-Jan sugar production climbed +25% y/y to 17.68 MMT.

NY sugar on Jan 14 rallied to a 3-3/4 year nearest-future high and London sugar on Tuesday posted a 3-3/4 year high on the outlook for tighter global sugar supplies. Citigroup on Jan 14 raised its 2021 sugar price estimate to 14.7 cents/lb 13.6 cents/lb, citing "disappointment in the scale" of the government of India&39;s subsidy for sugar exports.

The president of India&39;s Shree Renuka Sugars Ltd said last Friday that a shortage of shipping containers in India is reducing sugar exports. India has exported only about 70,000 MT of sugar in January, well below the 370,000 MT of sugar exported at the same time last year. India is the world&39;s second-biggest sugar exporter.

Sugar prices also garnered support after the European Commission on Monday cut its EU 2020/21 sugar production estimate to 15.6 MMT a December projection of 16.2 MMT.

Sugar prices have support reduced sugar output Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported Monday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Jan 28 fell -28% y/y to 3.9 MMT.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported last Monday that China&39;s Dec sugar imports surged +325% y/y to 910 MT and China 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

In a positive factor for sugar, the Indian Sugar Mills Association (ISMA) last Thursday cut its India 2020/21 sugar production estimate to 30.2 MMT an October estimate of 31 MMT, citing lower cane yields.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Maxar last Wednesday said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

Ample sugar supplies Brazil is a negative factor for sugar. Last Wednesday, Unica reported that Brazil&39;s Center-South sugar production in the first half of January was up +77% y/y at 8 MMT and that 2020/21 Brazil Center-South sugar production through mid-January was up +44% y/y to 38.193 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.21% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

Slack demand for Brazilian ethanol may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward sugar production rather than ethanol production, which would boost sugar supplies and is bearish for prices. Unica reported Jan 13 that Brazil Center-South domestic ethanol sales in December fell -6.6% y/y to 1.75 billion liters. Since the beginning of the season in April, domestic Brazil ethanol sales are down -18% y/y to 14.5 billion liters.

The outlook for more sugar supplies India is bearish for sugar prices. The Indian government on December 16 authorized spending 35 billion rupees ($475 million) to help subsidize Indian sugar producers to export as much as 6 MMT in the 2020/21 season.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
02/02/2021 108,53 -0,53% -0,06% 20,26  
01/02/2021 109,11 0,47% 0,47% 20,02  
29/01/2021 108,6 0,32% 0,94% 19,81  
28/01/2021 108,25 0,84% 0,61% 19,91  
27/01/2021 107,35 0,02% -0,22% 19,89  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 108,37      
  valor saco $ 20,22      
  valor ton $ 404,36  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

Os futuros do açúcar fecharam esta terça-feira (02) com alta moderada na Bolsa de Nova York e queda leve em Londres. A sessão foi marcada por preocupações relacionadas com a oferta global e, negativamente, realização de lucros.

O principal vencimento do açúcar em Nova York saltou 0,87% no dia, cotado a US$ 16,29 c/lb, com US$ 16,48 de máxima e mínima de US$ 16,08 c/lb. Em Londres, a sessão finalizou com queda de 0,14%, a US$ 442,80 a tonelada.

Depois do registro de ganhos expressivos na véspera e pela manhã, os futuros do açúcar perderam forças no final da sessão em Londres e retomaram os patamares do final de janeiro com movimento de realização de lucros.

Já as cotações da commodity em Nova York também chegaram a registrar perdas durante o dia, mas acabaram fechando em alta. Os futuros acompanham as preocupações sobre a oferta de açúcar no mundo, principalmente na Índia.

Além disso, os futuros tiveram suporte do petróleo, com altas de mais de 2% do WTI e do Brent. "Um aumento nos preços do petróleo hoje, para máximas de um ano, está beneficiando o etanol e elevando os preços do açúcar", destacou em nota a consultoria Barchart.

O mercado interno do açúcar encerrou o mês de janeiro em alta. "Embora alguns compradores tenham trabalhado com estoques, os que precisaram adquirir novos lotes para pronta entrega encontraram usinas ofertando açúcar a valores firmes", disse o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-Esalq/USP).

O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, fechou com alta de 0,47%, a R$ 109,11 a saca de 50 kg na segunda-feira (1º).


 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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