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Escassez containers na Índia mantém momento altista do açúcar no mercado global

Publicado em 29/01/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro se valorizaram na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira. As principais cotações registraram movimentações positivas ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,47 com valorização de 12,50 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,47 com ganho de 11,25 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,36 com elevação de 9,25 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,70 com alta de 5,25 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 2,43% para o março/21, de 2,05% para o maio/21, de 1,71% para o julho/21 e de 1,08% para o setembro/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam ganhos de 9,40% para o março/21, de 8,75% para o maio/21, de 7,63% para o julho/21 e de 4,21% para o setembro/21 na comparação com a última sexta-feira (22).

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 547 12,5
MAY 2021 547,5 11,25
jul/21 536,5 9,25
SEP 2021 470,25 5,25
Última atualização: 17:03 (29/01)

Preço do milho escalou em Chicago acompanhando compras chinesas 

Já nas movimentações durante o mês de janeiro, o milho em Chicago acumulou elevação de 15,40% para o março/21, de 15,40% para o maio/21, de 13,56% para o julho/21 e de 6,33% para o setembro/21 na comparação com o fechamento do dia 30 de dezembro.

A demanda forte por milho da China nos EUA continua e, nesta sexta-feira (29), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma venda de 2,108 milhões de toneladas da safra 2020/21. Com esse volume, o total adquirido pela nação asiática soma 5,95 milhões de toneladas nos últimos quatro dias. Foi o segundo maior anúncio de vendas diárias de milho já registrado, superado apenas por um acordo de 3,72 milhões de toneladas com a União Soviética em 1991, aponta a agência.  Estas são algumas vendas sérias. Os comerciantes estão atualizando rapidamente os modelos de exportação e tentando determinar como os próximos relatórios do USDA podem mudar”, afirmou Bob Linneman, Kluis Advisor, em uma nota diária aos clientes.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 86,85 0,07%
mai/21 83,71 -0,05%
jul/21 77,1 2,80%
set/21 75,05 0,05%
Última atualização: 17:35 (29/01)

Os preços futuros do milho foram ganhando força ao longo da sexta-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 2,32% e 2,80% ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 86,79 com ganho de 2,72%, o maio/21 valeu R$ 83,75 com elevação de 2,48%, o julho/21 foi negociado por R$ 77,10 com valorização de 2,80% e o setembro/21 teve valor de R$ 75,01 com alta de 2,32%.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam ganhos de 1,51% para o março/21, de 2,01% para o maio/21, de 2,66% para o julho/21 e de 75,01% para o setembro/21 na comparação com a última quarta-feira (22).

Já nas movimentações durante o mês de janeiro, o milho na B3 acumulou valorização de 1,74% para o janeiro/21, de 3,94% para o março/21, de 5,28% para o maio/21, de 7,08% para o julho/21 e de 7,93% para o setembro/21 na comparação com o fechamento do dia 30 de dezembro.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, as altas do milho neste final de semana se deram apoiadas nas movimentações realizadas pela China no mercado internacional, que comprou quase 6 milhões de toneladas de milho entre terça-feira e hoje nos Estados Unidos.

“Isso dá lastro ao mercado. Lá fora o mercado está firme e aqui dentro nós temos pouca oferta. Essa chuva não permite que as lavouras cheguem ao estágio final de maturação e sequem. Tem muitas lavouras boas no campo, mas tem que abrir o Sol se não começa a perder qualidade do milho nesse momento de colheita”, aponta Brandalizze.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
28/01/2021 83,25 -0,69% 5,85% 15,31
27/01/2021 83,83 -0,17% 6,59% 15,53
26/01/2021 83,97 0,12% 6,76% 15,76
25/01/2021 83,87 -0,66% 6,64% 15,23
22/01/2021 84,43 -0,71% 7,35% 15,43

Mesmo com o início da colheita no Brasil, o milho paraguaio continua competitivo. A maioria dos compradores ainda oferece R$ 82/82,00 para a compras de lotes. No picado, os preços chegam a R$ 85,00, mesmo preço pedido pelos vendedores de lote. Com isto o milho paraguaio continua competitivo. Mas, a maioria dos vendedores está também capitalizado e prefere esperar. Sabem da escassez do produto e da perspectiva de alta do milho no primeiro semestre de 2021, o que torna mais difícil a compra.

Em Santa Catarina, o mercado de milho está andando a passos curtos. Com um pouco de dificuldade o mercado começa a caminhar antes de, de fato, acelerar em alguns dias. Pequenos negócios reportados em Campos Novos à R$86,00 FOB, que ainda que pontuais servem como aquecimentos para a demanda futura. No mais as ofertas de venda continuam congeladas a R$86,00 e as de compra à R$82,00 com variações de R$1,00 para mais em Chapecó e R$1,00 para menos em Canoinhas, com vendedores locais ainda em busca dos R$90,00 a saca.

Com disponibilidade ajustada para suas necessidades os preços do milho no Paraná estão inalterados. Com vendedores e compradores se estudando todos os dias, os mercados avançam muito lentamente. Preço de comprador do milho spot se manteve em R$ 80,00 nos Campos Gerais, mas com poucas ofertas. Vendedor continua pedindo R$ 83,00/saca ou mais. Sem indicação nas fábricas dos Campos Gerais. Milho futuro manteve não teve indicações em Paranaguá para fevereiro/março de 2021. Indicação de comprador manteve a cotação do dia anterior em R$ 76,00 para março/abril de 2021, posto fábrica.

A sexta-feira (29) chega ao final com os preços do milho praticamente inalterados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas no Oeste da Bahia (0,73% e preço de R$ 68,00).

Já as valorizações apareceram somente na praça de Não-Me-Toque/RS (1,28% e preço de R$ 79,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, a semana foi de queda para os preços do milho no mercado físico. “Gradativamente, a disponibilidade do cereal vindo de fora pressionou para baixo as intenções de compra e venda nas praças paulistas”.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a Emater/Ascar-RS aponta que o preço médio do milho caiu em relação a semana anterior e chegou em R$ 77,53 a saca enquanto a colheita do cereal avança no estado. “Avança a colheita, no entanto, essas primeiras áreas colhidas apresentam produtividade abaixo do esperado, consolidando perdas nas áreas mais ao norte do estado”, destaca o relatório da Emater.

 

SOYBEAN - SOJA

Após mais uma sessão de realização de lucros, os preços da soja voltam a subir na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (29). Perto de 7h50 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 9,50 e 11,75 pontos, levando o março a US$ 13,64 e o agosto a US$ 12,94 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 13,7 16,75 1,24
mai/21 13,67 15,5 1,15
jul/21 13,4875 15,75 1,18
ago/21 12,9875 13,75 1,07
Última atualização: 17:02 (29/01)  

A demanda permanece forte e dando espaço para a continuidade dos ganhos na CBOT. O atraso da chegada da nova oferta do Brasil mantém os importadores ainda bastante concentrados no mercado dos EUA. Além do pouco avanço da colheita, o mercado ainda observa a perda de qualidade em alguns pontos do país em função do excesso de chuvas. 

Assim, a relação apertada entre oferta e demanda se mantém no foco principal dos traders e está mantido, como seguem afirmando analistas e consultores, o viés positivo do mercado. O que vai continuar a intensificar os ganhos deverão ser as notícias, ao menos por enquanto, sobre o clima na América do Sul. 

O nível de estoques de soja da China caiu acentuadamente nesta semana para o menor nível desde maio, à medida que o aumento da demanda por farelo de soja antes do próximo feriado chinês aumentou os volumes de esmagamento de soja para perto de uma alta de dois meses.

Os estoques de soja recuaram 520.000 t na semana para 5,71 milhões de t, o que caiu 760.000 t no mês, mas ainda 610.000 mais alto no ano, mostraram dados do  Centro  Nacional  de  Informações  sobre  Grãos  e  Petróleo  da  China (CNGOIC) . "As empresas de ração animal e agricultura ainda estavam reabastecendo ativamente o estoque antes do feriado. O comércio e a aquisição de soja foram grandes, o que estimulou uma alta taxa de operação dos trituradores", disse a CNGOIC. 

“O volume de esmagamento de soja saltou de 130.000 toneladas para 2,11 milhões de toneladas na semana passada, atingindo o maior nível desde meados de novembro. No mercado CFR China, a atividade geral foi leve, já que os interesses de compra e venda continuaram desalinhados com  os  compradores  ainda interessados  em  cobrir os embarques  de  outubro, enquanto  os  vendedores esperavam vender os embarques um mês depois. Enquanto  as margens  de  esmagamento  permaneceram  baixas,  o  que  enfraqueceu  a  demanda  chinesa. 

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
jan/21 40
mar/21 45
abr/21 45
mai/21 50
Última atualização: 29/01/2021
   

No estado do Rio Grande do Sul, os preços da soja continuaram a subir, puxados pela escassez de produto e pela alta do dólar contrabalanceada pela queda de Chicago, segundo o que afirmou a TF Agroeconômica. “Com isto a alta foi pequena nesta quinta-feira. Com isto, os preços subiram em média um real/saca, no mercado spot. O preço futuro também subiu mais um real e meio para R$ 170,00 no porto gaúcho de Rio Grande, para maio de 2021. O preço para junho também subiu, mais cinquenta centavos para R$ 170,50/saca”, comenta. 

“A Emater-RS divulgou hoje seu relatório final de plantio da safra 2020/21: foram plantados 6.074.620 hectares, cerca de  1,55%  a  mais  do  que  os  5.981.671  hectares plantados  na  safra  anterior.  A  produção  esperada, porém,  deverá  ser  69,19%  maior,  devendo  passar  de 11.224.010  de  toneladas  produzidas  em  2019/20  para 18.947.840  toneladas.  A  colheita  está  prevista  para iniciar em março/abril”, completa. 

No Paraná, a grande escassez de produto faz indústrias pararem ou moerem pouco. “No  mercado  de  lotes,  com  a  queda  de  Chicago  e  a pequena alta  do  dólar,  os preços  recuaram para  R$ 170,00  posto em  Ponta  Grossa, pagamento final  de  janeiro  de 2021, mas mantiveram R$ 173,00 para pagamento final de fevereiro. Soja futura os preços continuam a R$ 160,00 Ponta Grossa para safra 2021 abril/abril. Na Ferrovia, em Maringá entrega até 20/03 com pagamento 30/04/21 R$ 158,00/saca. Outros preços em Paranaguá com entrega até 20/02/2021 com pagamento 30/03/21 R$ 164,00; entrega até 20/03 com  pagamento  30/04/21  R$  167,80”, indica. 

Em Minas Gerais, o mercado sobe mais um real/saca nesta quinta-feira. “Com a nova alta do dólar e uma queda forte de Chicago, os  compradores  puderam  oferecer  apenas  um  real  a mais nos preços pela soja em Minas Gerais, nesta quinta-feira, como mostra nossa tabela ao lado. Por sua vez os vendedores estão esperando novas altas, objetivando R$ 170,00/saca”, conclui. 

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 518,09   29/jan
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 516,76   29/jan
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 511,88   29/jan
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 168,00 por saca

A safra de soja no Rio Grande do Sul começa a se beneficar das melhores condições de chuvas observadas nos últimos dias, com as chuvas sinalizando uma certa regularidade e melhores volumes, depois dos períodos longos de estiagem que comprometeram o plantio e o desevolvimento inicial da oleaginosa. 

"Já faz praticamente 15 dias que chove regularmente e podemos dizer que nos últimos dois dias o Rio Grande do Sul está em condições normais de clima", explica Roges Pagnussat, presidente da ACERGS (Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul). Agora, produtores e os demais elos da cadeia de distribuição e processamento monitoram qual será a real oferta do estado para equilibrar e atender a demanda, que é forte tanto interna, quanto externamente. 

Há ainda um elevado percentual da nova safra já comprometida, como em todo país, o que deixa o volume disponível ainda mais limitado. 

"Precisamos de uma colheita normal para atender os compromissos, tanto internamente, quanto os contratos futuros já firmados para exportação. 2021 está praticamente definido, aqui temos uma falta grande de soja para esmagamento interno, porque contamos com a soja do Centro-Oeste entre meados de janeiro e fevereiro, porque nossa colheita começa entre março e abril e já estamos sentindo isso. Nossas indústrias estão um pouco desabastecidas, essa falta de oferta preocupa e já reflete no farelo lá na frente", explica Pagnussat. 

O presidente da ACERGS também reforça a demanda forte pelo farelo, não só para a produção local, mas também para as exportações, o que mantém a demanda intensa também nos dois polos, interno e externo. 

A programação de navios nos portos brasileiros para fevereiro indica que haveria demanda para exportação de mais de 8 milhões de toneladas de soja, o que poderia ser um recorde para o mês após os fracos embarques em janeiro devido ao atraso na safra 2020/21, plantada mais tarde.

Mas atingir tal volume não será fácil porque a colheita no maior produtor e exportador global da oleaginosa está atrasada, o que impõe desafios logísticos às tradings globais, que têm de lidar com compromissos de embarque acumulados no segundo mês do ano.

  soja US$ 5,47
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mar/21 30,24 165,41 1,48%
   
Última atualização: 16:21 (29/01)  

De acordo com integrantes do setor, além do ritmo mais lento da colheita, há alguma preocupação com uma eventual greve de caminhoneiros, que, se ocorrer e bloquear rodovias a partir de segunda-feira, poderá limitar a chegada do produto da safra nova aos portos. O Brasil colheu apenas 2% da nova soja até o momento.

Em janeiro, que deve fechar com embarques 86% menores ante 2020, com apenas 225 mil toneladas, conforme dados desta semana da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), parte das cargas não originadas no Brasil acabou saindo dos Estados Unidos, beneficiando o grande rival brasileiro em soja.

"Fevereiro vai ser muito tumultuado, não só nos compromissos portuários como na oferta de caminhões no Brasil, tendo em vista que a maioria vai estar ainda em Mato Grosso puxando a safra que atrasou", disse um operador de uma grande trading multinacional à Reuters, que pediu anonimato.

O "line-up" de navios nos portos brasileiros para fevereiro indica previsão de cerca de 8,5 milhões de toneladas, conforme levantamento da Reuters com base em dados da agência marítima Cargonave.

Na mesma época do ano passado, a programação de navios indicava embarques de cerca de 6 milhões de toneladas, enquanto os embarques efetivos em fevereiro de 2020 somaram 4,8 milhões de toneladas, segundo dados do governo.

"Tem desafio de encher os navios todos, provavelmente vamos ter problemas por causa do atraso no plantio, que está se refletindo agora", concordou o diretor-geral da Anec, Sérgio Mendes.

Ele evitou fazer prognósticos sobre o volume de soja que deverá ser efetivamente embarcado em fevereiro, ressaltando que a programação nos portos pode não refletir o que será de fato escoado.

Questionado, Mendes disse que a ameaça de paralisação dos caminhoneiros é uma preocupação, mas destacou que, pelas informações recebidas pelo setor, o movimento não deve ter a força de 2018.

"É uma preocupação a mais... Acho que o bom senso vai prevalecer", disse ele, lembrando que a entrada da safra é quando o caminhoneiro obtém os melhores valores para o frete.

Ele acrescentou ainda que, diferentemente de 2018, em 2021 os manifestantes não têm o apoio da sociedade para realizar bloqueios, até por conta da situação gerada pela pandemia.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
28/01/2021 169,6 0,27% 10,20% 31,2
27/01/2021 169,15 0,01% 9,91% 31,34
26/01/2021 169,14 -0,32% 9,90% 31,75
25/01/2021 169,69 0,34% 10,26% 30,81
22/01/2021 169,11 -0,59% 9,88% 30,91

Apesar das preocupações iniciais para o escoamento da safra, o diretor da Anec disse que o Brasil poderá repetir em 2021 os volumes de exportação de soja, de cerca de 82 milhões de toneladas, além de atingir as 34 milhões de toneladas de milho vendidas ao mundo 2020.

"As condições comerciais são ótimas tanto do preço da soja, do dólar, tudo isso está ajudando muito."

Ele afirmou que é importante um bom início da campanha de exportação de soja, para não atrapalhar os embarques de milho no segundo semestre, quando as exportações do cereal geralmente são mais fortes. Mas admitiu que, se não for possível, parte do volume de milho talvez seja embarcado em janeiro de 2022.

Segundo Frederico Humberg, fundador e CEO da AgriBrasil, o resultado do atraso é que empresas asiáticas e europeias tiveram que comprar alguma soja nos Estados Unidos em janeiro.

"Os &39;crushers&39; (processadores), para as fábricas não ficarem paradas, acabaram buscando outras origens. Então cresceram os embarques de soja nos Estados Unidos que estavam previstos para ser no Brasil."

Desta forma, há muitos navios que estavam programados para janeiro "encavalando" para fevereiro, aumentando a pressão sobre os portos brasileiros. "Vamos ter um certo caos logístico para fevereiro", concluiu Humberg.

Contudo, ele avalia que o país deve conseguir escoar cerca de 8 milhões de toneladas de soja em fevereiro, apesar o possível estresse logístico, uma vez que o país já exportou volumes mensais muito maiores, como mais de 14 milhões de toneladas em abril do ano passado.


SUGAR - AÇUCAR

March NY world sugar 11 (SBH21) on Friday closed up +0.24 (+1.54%), and March London white sugar 5 (SWH21) closed up +14.50 (+3.28%). at $435.90.

Sugar prices on Friday moved higher as NY sugar rebounded a 2-week low and closed higher, and London sugar climbed to a 1-week high. Reduced sugar exports India boosted prices Friday after the president of India&39;s Shree Renuka Sugars Ltd. said that a shortage of shipping containers in India is reducing sugar exports. India has only exported about 70,000 MT of sugar so far this month, well below the 370,000 MT of sugar exported at the same time last year. India is the world&39;s second-biggest sugar exporter.

NY sugar on Friday initially fell to a 2-week low on ample supplies Brazil. On Wednesday, Unica reported that Brazil&39;s Center-South sugar production in the first half of January was up +77% y/y at 8 MMT and that 2020/21 Brazil Center-South sugar production through mid-January was up +44% y/y to 38.193 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.21% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

A positive factor for sugar was Thursday&39;s action by the Indian Sugar Mills Association (ISMA) to cut its India 2020/21 sugar production estimate to 30.2 MMT an October estimate of 31 MMT, citing lower cane yields.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Maxar on Wednesday said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

Sugar prices have support reduced sugar output Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported Monday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Jan 21 fell -35% y/y to 3 MMT.

Sugar prices on Jan 14 rallied to a 3-1/2 year nearest-future high on the outlook for tighter global sugar supplies. Citigroup on Jan 14 raised its 2021 sugar price estimate to 14.7 cents/lb 13.6 cents/lb, citing "disappointment in the scale" of the government of India&39;s subsidy for sugar exports.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported last Monday that China&39;s Dec sugar imports surged +325% y/y to 910 MT and China 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

Slack demand for Brazilian ethanol may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward sugar production rather than ethanol production, which would boost sugar supplies and is bearish for prices. Unica reported Jan 13 that Brazil Center-South domestic ethanol sales in December fell -6.6% y/y to 1.75 billion liters. Since the beginning of the season in April, domestic Brazil ethanol sales are down -18% y/y to 14.5 billion liters.

The outlook for more sugar supplies India is bearish for sugar prices. The Indian government on December 16 authorized spending 35 billion rupees ($475 million) to help subsidize Indian sugar producers to export as much as 6 MMT in the 2020/21 season.

Big Picture Sugar Market Factors: World sugar production in 2020/21 (Apr/Mar) is expected to climb +0.9% y/y to 171.1 MMT after falling -8.4% in 2019/20 to 169.6 MMT (ISO). The world sugar deficit in 2020/21 is expected to widen to a -3.5 MMT deficit a +1.86 MMT surplus in 2019/20 (ISO). Sugar production by Brazil, the world&39;s largest sugar producer, in 2020/21 (Apr/Mar) will climb by +32% y/y to 39.3 MMT 29.8 MMT in 2019/20, as millers divert 46.4% of cane juice to produce sugar (up 34.9% in 2019/20) due to the weak outlook for ethanol demand and prices (Conab). Sugar production by India, the world&39;s second-largest sugar producer, in 2020/21 will climb +13% y/y to 31 MMT due to a good monsoon season (India&39;s Sugar Mills Association).

As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta sexta-feira (29) em alta expressiva nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado acompanha as novidades da oferta global, principamente Índia, após mínimas de duas semanas no terminal norte-americano.

O principal vencimento do açúcar em Nova York saltou 1,54% no dia, cotado a US$ 15,83 c/lb, com US$ 16,03 de máxima e mínima de US$ 15,55 c/lb. Em Londres, a sessão finalizou com alta de 1,77%, a US$ 435,90 a tonelada.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
28/01/2021 108,25 0,84% 0,61% 19,91  
27/01/2021 107,35 0,02% -0,22% 19,89  
26/01/2021 107,33 0,68% -0,24% 20,15  
25/01/2021 106,6 -0,97% -0,92% 19,35  
22/01/2021 107,64 0,25% 0,05% 19,67  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 107,43      
  valor saco $ 19,64      
  valor ton $ 392,81  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

Os futuros do açúcar nos terminais externos acompanharam novidades nos fundamentos de importantes origens produtoras nos últimos dias, como da Índia nesta sessão, apesar da recente divulgação da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) para o Brasil.

A escassez de contêineres na Índia, o segundo maior produtor de açúcar do mundo, está prejudicando os embarques, embora a demanda externa continue robusta, de acordo com um representante do setor.

O país exportou apenas 70 mil toneladas de açúcar branco em contêineres este mês, em comparação com cerca de 370 mil toneladas em janeiro de 2020, segundo Ravi Gupta, presidente da Shree Renuka Sugars Ltd, a maior refinadora do país.

As taxas de envio aumentaram globalmente à medida que a demanda por bens se recuperou mais fortemente do que o esperado no segundo semestre de 2020, criando uma escassez de contêineres. As tensões geopolíticas com a China também reduziram as importações para a Índia, o que significa menos contêineres recebidos.

“A escassez está prejudicando gravemente as exportações de açúcar branco de baixa qualidade”, disse Gupta. Há uma boa demanda de destinos como Afeganistão, Sri Lanka e África Oriental, mas o movimento da Índia é muito lento devido pouca disponibilidade de contêineres, disse ele.

Estima-se que as usinas indianas exportem cerca de 200 mil  toneladas, incluindo açúcar bruto, este mês, disse Gupta.

Os embarques mais fracos da Índia podem sustentar os preços globais do açúcar branco, que subiram para seu nível mais alto em mais de três anos no início deste mês. Os contratos futuros em Londres subiram até 1,5% para US$ 434,90 a tonelada na sexta-feira.

Os comerciantes de açúcar precisarão competir com outros exportadores indianos por serviços relacionados ao transporte marítimo, já que a demanda mundial por commodities agrícolas como trigo, arroz e farelo de soja está disparando com os preços globais firmes, disse Gupta.

A produção doméstica deve aumentar 10%, para 30,2 milhões de toneladas em 2020/21, devido às abundantes chuvas de monções, de acordo com a Indian Sugar Mills Association. No início da safra, em 1º de outubro, a Índia tinha reservas de 10,7 milhões de toneladas de açúcar, o suficiente para atender a demanda local por cerca de cinco meses. O país pretende exportar cerca de 6 milhões de toneladas este ano com a ajuda de subsídios do governo, o que ajudaria a reduzir o estoque crescente.

A produção de açúcar em usinas do Norte e Nordeste do Brasil na safra 2020/21 totalizava produção de 2,39 milhões de toneladas, avanço de 4,5% ante a temporada anterior, segundo a Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio).

No acumulado da safra 2020/21, a moagem registra 43,16 milhões de t, cerca de 1,4% menor do que no mesmo período da safra passada. A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) está em média em 133,29 quilos por tonelada de cana, queda de 0,9%.

Do total processado, 43,44% foi destinada à produção de açúcar desde o início da safra. A produção de etanol ficou em 1,83 bilhão de litros.

No financeiro, o dia também foi positivo e contribuiu para os avanços do açúcar. O petróleo WTI e Brent operavam em leve alta nesta tarde. Apesar disso, às 15h38 (horário de Brasília), o dólar comercial avançava 0,63% sobre o real, a R$ 5,47434.

Na quarta-feira (27), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) trouxe na quarta que a produção da commodity no Brasil registrou alta de 77% no comparativo anual na primeira quinzena de janeiro, para 8 milhões de t. A produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil em 2020/21, até meados de janeiro, subiu 44% ante a temporada anterior, para 38,19 milhões de t.

O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, fechou com alta de 0,84%, a R$ 108,25 a saca de 50 kg na quarta-feira (27).

 

 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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