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Atraso na entrada da safra brasileira, aumenta a demanda nos EUA e sustenta alta em Chicago

Publicado em 27/01/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

A Bolsa de Chicago (CBOT) também reduziu sua força ao longo do dia para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações entre 2,00 pontos negativos e 1,75 pontos positivos ao final da quarta-feira.

O vencimento março/21 foi negociado por US$ 5,34 com valorização de 1,75 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,35 com alta de 1,50 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,28 com ganho de 0,50 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,68 com desvalorização de 2,00 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,38% para o março/21, de 0,38% para o maio/21 e de 0,19% para o julho/21, além de queda 0,43% para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 534 1,75
MAY 2021 535,25 1,5
jul/21 528 0,5
SEP 2021 468,5 -2
Última atualização: 17:02 (27/01)

Segundo informações do site internacional Successful Farming, na quarta-feira, os mercados agrícolas do CME Group começaram em forte alta, antes de venderem muitas posições e fecharem em campo misto.

“Esta manhã, os mercados de grãos continuaram fortes em mais uma rodada de compras chinesas. Por outro lado, o clima na América do Sul está se tornando mais favorável, com chuvas suficientes na previsão estendida. Esse cabo de guerra constante entre histórias opostas é o que mantém a volatilidade alta. Observe que a tendência geral da safra anterior de milho e soja deve permanecer forte", diz Britt O&39;Connell, da ever.ag.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 680 mil toneladas de milho para a China. A entrega está programada para a temporada 2020/21.

Fontes do mercado não estavam convencidas de que o volume total foi concluído, com alguns alegando que volumes menores foram comprados em lotes nas duas semanas anteriores, e o total só foi declarado ao USDA após o frete para a China tinha sido reservado. As informações são da TF Agroeconômica. 

“A Cofco da China foi a compradora supostamente, com uma  série  de  grandes  participantes  provavelmente fornecendo  o  volume  com  os  períodos  programados para  maio  e  junho,  e  o  Golfo  dos  EUA  o  porto  de origem. Mas, embora os valores de barcaça CIF tenham aumentado acentuadamente como resultado, especialmente para junho, os valores para junho foram avaliados estáveis em 74 c/bu sobre os futuros de julho, com maio subindo 1 c/bu para 73 c/bu sobre o contrato de maio”, comenta. 

No Golfo, as ofertas para embarque em maio e junho ficaram estáveis em 85 c/bu em relação aos contratos de maio e julho, respectivamente. “Mas para o embarque de março  do primeiro mês,  as ofertas subiram 2  c/bu para  87 c/bu em relação ao março futuro”, completa. 

“Mais ao sul, o mercado de carga  do  Brasil  permaneceu  lento  com  relatos  de  que  a safrinha do país em Mato Grosso  estava  apenas  1%  concluída,   de acordo com a agência  estatal  de  estatísticas  agrícolas  IMEA,  em comparação com cerca de 10% no ano anterior. 

Uma oferta de 87 c/bu foi ouvida sobre os futuros de julho para embarque em julho, mas isso incluiu uma gama adicional de portos além de Santos, com as ofertas provavelmente chegando em torno de 4-5 c/bu abaixo disso”, conclui. 

Os preços futuros do milho contabilizaram leves altas durante boa parte da quarta-feira, mas perderam força na reta final do dia. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,76% e 2,05%.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 83,97 com desvalorização de 2,05%, o maio/21 valeu R$ 81,31 com perda de 1,24%, o julho/21 foi negociado por R$ 74,35 com queda de 1,54% e o setembro/21 teve valor de R$ 72,85 com baixa de 0,76%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, essa situação de redução nas cotações se deu por um movimento de liquidação de lucros após as últimas altas, mas as notícias seguem sendo positivas para o mercado.

“A China levou 680 mil toneladas de milho norte-americano hoje, 11 navios em uma pegada só, ontem já tinham sido 1,060 milhão de toneladas, já levaram mais de 20 milhões nos últimos 5 meses e seguem com fome de milho. O mercado precisa do grão, os russos e os ucranianos vão exportar menos e o Brasil e a Argentina ainda vão depender muito de clima”, aponta Brandalizze.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 83,65 -0,38%
mai/21 81,06 -0,31%
jul/21 74,35 -1,54%
set/21 72,61 -0,33%
Última atualização: 18:00 (27/01)

No estado do Rio Grande do Sul, o mercado do milho tem os compradores estão mais retraídos, com a maior disponibilidade pela colheita. A maioria dos compradores ainda oferece R$ 82/82,00 para a compras de lotes. No picado, os preços chegam a R$ 85,00. Mas, a maioria dos vendedores está também capitalizado e prefere esperar.

Sabem da escassez do produto e da perspectiva de alta do milho no primeiro semestre de 2021, o que torna mais difícil a compra.

Em Santa Catarina, a Epagri estima em 2,34 milhões de toneladas, com redução de 19,4% na safra do estado. Os preços continuam: R$ 86,00 base Campos Novos, R$87,00 para cima na região de Chapecó e R$ 85,00 na região de Canoinhas. Os  vendedores  locais  continuam  pedindo  R$ 90,00/saca. Mesmo  assim,  o  preço  do  milho  paraguaio  continua competitivo  e  há  ofertas  disponíveis  e  há  negócios feitos. Também há ofertas no Mato Grosso do Sul (da safrinha de 2020, com um lote negociado hoje), Paraná e Rio  Grande do Sul, que estão colhendo suas  safras de verão.

No Paraná, o mercado continua retraído com  vendedores e compradores se estudando todos os dias, os  mercados  avançam  muito  lentamente.  Sem  a referência da B3 ficou mais difícil ainda para os grandes compradores movimentar preços (a menos que fosse para baixo) e as indicações seguem as mesmas para o início desta quarta-feira.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
27/01/2021 83,83 -0,17% 6,59% 15,53
26/01/2021 83,97 0,12% 6,76% 15,76
25/01/2021 83,87 -0,66% 6,64% 15,23
22/01/2021 84,43 -0,71% 7,35% 15,43
21/01/2021 85,03 -0,48% 8,11% 15,88

Preço de comprador do milho spot se manteve em R$ 80,00  nos  Campos  Gerais,  mas  com  poucas  ofertas. Vendedor continua pedindo R$ 83,00/saca ou mais. Sem indicação nas fábricas dos Campos Gerais. Milho  futuro  se manteve e não  teve  indicações  em Paranaguá para fevereiro/março de 2021.

As ofertas do cereal são crescentes em SP. Com isto, as referências em Campinas-SP giram entre R$81-R$83/sc, CIF, 30d.

A quarta-feira (27) chega ao fim com os preços do milho pouco modificados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas em Londrina/PR (0,60% e preço de R$ 73,00), Jataí/GO e Rio Verde/GO (1,35% e preço de R$ 75,00).

Já as desvalorizações apareceram somente nas praças de Cândido Mota/SP (0,67% e preço de R$ 74,50), Itapetininga/SP (1,19% e preço de R$ 83,00) e Brasília/DF (1,35% e preço de R$ 73,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “a queda do dólar somada a um alívio sobre o desempenho das lavouras na América do Sul têm dado o tom negativo para as cotações do milho durante esta semana”. Além disso, “as ofertas do cereal são crescentes em São Paulo”.

No Mato Grosso do Sul, por exemplo, o preço da saca do milho se desvalorizou 0,68% entre 18 a 25 de janeiro de 2021, encerrando o período negociado a R$ 72,63, de acordo com o último boletim divulgado pela Famasul.

Por outro lado, em Goiás, o cereal registrou leve acréscimo de 0,41% na semana ficando com preço médio de R$ 71,91 a saca. “A baixa disponibilidade do cereal no mercado goiano e a pouca liquidez foram os grandes responsáveis por este cenário“, diz o Ifag.


SOYBEAN - SOJA

O movimento de alta continua para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (27). Por volta de 7h50 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 7,75 e 12,25, levando o março a US$ 13,82 e o agosto a US$ 13,11 por bushel.O mercado segue corrigindo as baixas intensas da última semana com altas pelo terceiro pregão consecutivo. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 13,7475 4,5 0,33
mai/21 13,7325 3,75 0,27
jul/21 13,545 2 0,15
ago/21 13,045 2,25 0,17
Última atualização: 17:02 (27/01)  

Um dos principais combustíveis para os preços continua sendo a demanda. Com o atraso da colheita no Brasil e, portanto, da chegada efetiva da oferta ao mercado, os compradores seguem voltados à oleaginosa dos EUA. No entanto, mais de 90% do volume estimado para ser exportado pelo país já está comprometido. 

Mais do que isso, parte das lavouras brasileiras ainda precisam concluir seu desenvolvimento e precisam de condições climáticas adequadas para isso, e o mesmo é esperado para a Argentina, onde a safra também deverá ser menor do que o inicialmente estimado. 

"O sentimento altista de curto prazo ainda está muito presente. Ainda temos de dois a três meses para entender se a produção mundial de grãos e oleaginosas será adequada. Até lá, o mercado tende a permanecer positivo, com a demanda da China como principal direcionador dos preços. Isso mudo a menos que a China volte a ter problemas sérios com a Peste Suína Africana", explica o diretor da corretora Ikon Commodities, Ole Houe, à Reuters Internacional. 

Com o atraso na entrada da safra brasileira, aumenta a demanda nos EUA e sustenta alta em Chicago que chega ao final do dia fechando em alta.

Os importadores chineses compraram safras velha norte-americana de2020/21 e safra nova 2021/22 e continuaram a mostrar interesse nas novas safras americanas.  

Na  soja,  as  ofertas  para  o  embarque  de outubro/novembro  do  PNW  foram  oferecidas  a  261 c/bu em relação ao futuro de novembro e o embarque de novembro da mesma origem foi indicado a 256 c/bu sobre o  futuro  de  novembro, queda de  2-3 c/bu  em o dia.

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
jan/21 40
mar/21 45
abr/21 45
mai/21 50
Última atualização: 27/01/2021

Os embarques do Golfo dos Estados Unidos foram oferecidos 4-5 c/bu acima do PNW. Enquanto  isso,  alguns  trituradores  estavam  licitando carregamentos de maio e junho da Argentina e do Uruguai em uma base FOB, que eram oferecidos por cerca de 75 c/bu em relação ao futuro de maio. O indicador CFR China para remessa de março da opção mais barata foi avaliado em 150 c/bu sobre o março futuro, equivalente a $ 557,75/t, alta de $ 7,75/t em relação ao dia anterior.

No Brasil, os prêmios diminuíram um pouco e a curva de oferta-oferta diminuiu para apenas 4-7 c/bu, dando uma ideia clara de onde estão os valores de março a junho. 

Nenhuma  negociação  foi  informada  até  o  momento  desta  publicação,  mas  os  embarques  de  março  e  abril  FOB Paranaguá foram marcados a 49 c/bu e 48 c/bu sobre o futuro de março e maio, respectivamente. Isso equivalia a um preço fixo de US$ 521 e US$ 520,25/t, respectivamente, com embarque de Santos US$ 1,75/t mais alto.

As importações de soja pela China podem avançar ainda mais e atingir um novo recorde de cerca de 110 milhões de toneladas na temporada 2021/22, disse nesta quarta-feira o presidente da consultoria AgResource --que possui sede em Chicago--, Dan Basse.

A demanda chinesa, que desencadeou um rali nos mercados de grãos no ano passado, deve continuar forte, principalmente com a reconstrução do rebanho de suínos do país, disse Basse durante uma conferência sobre grãos em Paris.

A China já registrou importações recordes de soja, de 100 milhões de toneladas, no ano-calendário de 2020. Basse disse que a AgResource espera que o volume atinja um patamar entre 103 milhões e 105 milhões de toneladas na safra 2020/21.

A demanda robusta da China, estimulada também pelo desejo de Pequim de se aproximar das metas de importação celebradas na fase 1 do acordo comercial com os Estados Unidos, também deve dar suporte a mais importações de milho, com a AgResource estimando volumes anuais de 25 milhões a 40 milhões de toneladas nos próximos anos, disse ele.

Outros analistas também projetaram que as importações do cereal pela China vão superar com folga os 20 milhões de toneladas, tornando o país o maior importador de milho do mundo.

"É um mercado altista, uma alta impulsionada pela demanda", disse Basse.

"Nós vínhamos falando há anos sobre a tentativa de se encontrar um novo impulso de demanda, e agora esse impulso de demanda está vindo de nossos amigos na China", acrescentou.

Basse afirmou ainda que as preocupações com a oferta e o aumento dos preços dos grãos e oleaginosas podem durar até dois anos, acrescentando que os agricultores norte-americanos terão de plantar o máximo possível de milho e soja na primavera (do Hemisfério Norte) para que a demanda possa ser atendida.

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 519,83   27/jan
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 521,10   27/jan
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 517,56   27/jan
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 168,00 por saca

Atrasada, a colheita da safra 2020/21 de soja do Brasil já traz seus primeiros registros de produtividade abaixo das expectativas iniciais. De acordo com o mais recente levantamento da Pátria Agronegócios, há apenas 0,74% da área brasileira já colhida, contra 4,55% de 2020 e bem distante da média dos últimos anos de 5,43%. 

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o diretor da consultoria, Matheus Pereira, os estados do Centro-Sul do Brasil são os que deverão sofrer com mais atraso, uma vez que são nestas áreas em que o plantio mais sofreu por adversidades climáticas. 

Maior estado produtor de soja do Brasil, Mato Grosso continua contabilizando um atraso considerável da colheita da soja 2020/21. Apenas 2,23% da área já foi colhida, 12,19 pontos percentuais abaixo da safra anterior e 9,47 se comparado à média dos últimos cinco anos, de acordo com os dados apresentados pelo boletim semanal do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

"Os primeiros dados retirados do campo são decepcionantes", afirma Pereira, trazendo relatos de produtores. "Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, partes de Goiás, trazem produtividades abaixo do esperado (nas áreas de sequeiro), mas isso é algo que já vinha sendo esperado pelo mercado. Comparando o início da safra 2019/20 com esta 2020/21 temos números menores neste começo de colheita". Nas áreas irrigadas, os riscos foram apenas diluídos e as perdas foram menores do que o esperado, mas também foram e estão sendo registradas. 

Do ponto de vista comercial, o atraso também preocupa. Alguns contratos antecipadamente firmados para entrega da soja em janeiro estão sendo postergados e em ambas as partes - compradores e vendedores - em comum acordo. 

"Esse atraso de colheita no Brasil causou um represamento da oferta disponível. Assim que essa soja entrar em rota de logística para exportação mais agressivo - apenas na segunda metade de fevereiro, início de março - devemos ver um acumulado de importação de soja necessário, não só chinesa, mas de outros países também, que vai alavancar não só os preços da soja no Brasil, mas em consequência também de uma alavancagem dos prêmios de exportação", explica o diretor da Pátria. 

Mais do que isso, diferente do ocorrido em outros anos, a pressão tradicional que é registrada durante picos da colheita no mercado da soja poderia não acontecer nesta temporada dada a oferta atual muito limitada e de uma demanda intensa. "Mesmo que tenhamos uma maior disponibilidade da soja no Brasil, terá ao mesmo tempo um represamento de demanda que vai consumir toda essa oferta se tornando disponível no curto prazo aqui no Brasil", acredita Pereira. 

  soja US$ 5,41
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mar/21 30,32 164,03 -0,03%
   
Última atualização: 16:07 (27/01)  

Os preços da soja voltaram a cair no interior do estado do Rio Grande do Sul. Com o preço mais alto do país as indústrias não estão conseguindo repassar mais custo para o farelo de soja. E os preços do óleo de soja já estão recuando.

O  preço  futuro  permaneceu  inalterado  a  R$  168,00  no porto  gaúcho de  Rio  Grande,  para  maio  de  2021.  O  preço para junho também permaneceu inalterado a R$168,50/saca. 

No Paraná, a queda do dólar compensou a alta do grão em Chicago. Os preços da soja permaneceram praticamente iguais nesta terça-feira, visto que a queda do dólar anulou o potencial aumento da soja. A composição do preço ficou estável nesse começo de semana. Então, as indicações teoricamente continuaram a R$ 155,00 do preço no balcão, nesta terça-feira. No  mercado  de  lotes,  R$  160,00  posto  em  Ponta Grossa,  pagamento  final  de  janeiro  de  2021,  mas mantiveram  R$  163,00para  pagamento  final  de fevereiro.

Em Minas Gerais, o mercado da soja esteve inalterado, mas com preços 24,41% maiores que dezembro. Por  sua  vez  os  vendedores  estão  esperando  novas altas. Continuamos  lembrando que (porque  se  deve  prestar atenção no  lucro  e  não  no  preço)  que  a  lucratividade da soja continua por volta de 87,93% em Minas Gerais. Isto  significa  vender  aos  níveis  atuais,  mesmo  que levemente menores.

A oferta restrita de soja em grão no Brasil, agravada pelo atraso da colheita da safra 2020/21, já se reflete também no mercado de derivados. A oferta é limitada também no óleo e no farelo e em alguns pontos do país representantes do setor de proteínas animais chegaram até mesmo a relatar dificuldades de encontrar farelo para comprar.

Enquanto isso, neste cenário, os preços permanecem em patamares historicamente altos, acima de R$ 2800,00 por tonelada, podendo superar os R$ 2900,00 em algumas regiões. Afinal, além da demanda interna, as exportações do derivado também continuam a rodar neste início de 2021 e, de acordo com números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), já foram embarcadas 788,6 mil toneladas. O ritmo está dentro da normalidade, e em todo janeiro de 2020, os embarques somaram 1,050,3 milhão de toneladas. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
27/01/2021 169,15 0,01% 9,91% 31,34
26/01/2021 169,14 -0,32% 9,90% 31,75
25/01/2021 169,69 0,34% 10,26% 30,81
22/01/2021 169,11 -0,59% 9,88% 30,91
21/01/2021 170,11 0,78% 10,53% 31,76

No Rio Grande do Sul, estado que concentra um enorme potencial processador da oleaginosa no país, a oferta do grão está limitada e cara para a indústria. Assim, o esmagamento já se mostra mais lento neste início de ano. 

"A indústria de carnes já se ressente do custo da matéria prima e para termos um exemplo, a indústria de ovos está perdendo R$ 1,00 por bandeja devido aos altos custos de produção. Vemos na gôndola a repercussão dos preços altos. Óleo de soja com preços nunca vistos antes", explica Rita De Baco, analista de mercado e diretora da De Baco Corretora.

Na análise de Rita, a situação deve se agravar, principalmente no segundo semestre, quando o pico de demanda por farelo é maior no setor de proteínas animais, e com a corretora estimando a safra brasileira de soja em 128 milhões de toneladas. "O segundo segundo semestre de 2021 será bem mais demandado e com menor estoque, já que muita da soja atual está comprometida com renegociações de contratos", diz. 

Para Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities, essa condição de oferta ainda muito limitada de matéria-prima deverá se normalizar em mais algumas semanas, com a colheita ganhando mais ritmo, principalmente em fevereiro. 

E essa melhora é esperada também por Ariovaldo Zani, presidente do Sindirações. "Na virada do ano ouvimos muitos rumores com os compradores com dificuldades para adquirir o farelo. Já nestes primeiros dias de janeiro a situação parece um pouco melhor. A oferta está mais restrita, mas não está faltando".

No mercado internacional, os preços do farelo de soja também estão elevados, ainda como explica Vanin. "A falta de soja nos Estados Unidos, com muita exportação, vai puxar o farelo e o óleo por lá", diz, lembrando que a disputa entre as demandas externa e interna norte-americana será tão intensa quanto aqui no Brasil. Ainda assim, o analista acredita que há uma tendência que o esmagamento no país possa ser reduzido nesta temporada. 

Além de Brasil e Estados Unidos, há ainda um cenário semelhante na Argentina. "O esmagamento por lá também está lento, o clima ainda preocupa, os produtores não vendem e isso deixa o mercado esvaziado", explica Vanin. Assim como no Brasil, na medida em que a safra for se concluindo, a colheita for iniciada e os negócios forem retomados, a tendência é de que o processamento de soja no país, que é o maior produtor e exportador mundial de farelo e óleo. 

Na China, as margens de esmagamento já não estão tão boas como antes e pode haver uma pontual redução de demanda, mas nada que possa mudar a curva de forte crescimento das importações de soja. "A soja ficou muito cara e os chineses estão agora tentando fazer margem com o que já foi comprado", afirma o analista.

Mais do que isso, explica ainda que "farelo e óleo caíram na China, e poderá haver mais estoques de alimentos por lá do que o necessário. As viagens durante o feriado do Ano Novo Lunar (o mais longo e importante do país) diminuirão, isso é fato (em função do coronavírus). E com essas margens ruins, ou a soja abaixa, os sobem (os preços) farelo e óleo", complementa. 

Ainda na análise de Vanin, as compras da China no pós feriado deverão acontecer, porém, podem se mostrar um pouco mais lentas do que se espera, já que a nação asiática está bem coberta no curto prazo. 



SUGAR - AÇUCAR

March NY world sugar 11 (SBH21) on Wednesday closed up +0.06 (+0.38%), and March London white sugar 5 (SWH21) closed up +0.20 (+0.05%) at $444.40

Sugar prices on Wednesday erased early losses and moved higher on concerns about dry conditions in Brazil&39;s Center-South, the country&39;s largest sugar-growing region. Maxar on Wednesday said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

Sugar prices on Wednesday initially moved lower on robust sugar production in Brazil after Unica reported that Brazil&39;s Center-South sugar production in the first half of January was up +77% y/y to 8 MMT and that 2020/21 Brazil Center-South sugar production through mid-January was up +44% y/y to 38.193 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.21% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

Sugar prices have support reduced sugar output Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported Monday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Jan 21 fell -35% y/y to 3 MMT.

Sugar prices on Jan 14 rallied to a 3-1/2 year nearest-future high on the outlook for tighter global sugar supplies. Citigroup on Jan 14 raised its 2021 sugar price estimate to 14.7 cents/lb 13.6 cents/lb, citing "disappointment in the scale" of the government of India&39;s subsidy for sugar exports.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported last Monday that China&39;s Dec sugar imports surged +325% y/y to 910 MT and China 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

Slack demand for Brazilian ethanol may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward sugar production rather than ethanol production, which would boost sugar supplies and is bearish for prices. Unica reported Jan 13 that Brazil Center-South domestic ethanol sales in December fell -6.6% y/y to 1.75 billion liters. Since the beginning of the season in April, domestic Brazil ethanol sales are down -18% y/y to 14.5 billion liters.

The outlook for more sugar supplies India is bearish for sugar prices. The Indian Sugar Mills Association reported last Monday that India&39;s sugar production Oct 1-Jan 15 jumped +31% y/y to 14.27 MMT. Also, the Indian government on December 16 authorized spending 35 billion rupees ($475 million) to help subsidize Indian sugar producers to export as much as 6 MMT in the 2020/21 season.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
27/01/2021 107,35 0,02% -0,22% 19,89  
26/01/2021 107,33 0,68% -0,24% 20,15  
25/01/2021 106,6 -0,97% -0,92% 19,35  
22/01/2021 107,64 0,25% 0,05% 19,67  
21/01/2021 107,37 2,33% -0,20% 20,05  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 107,26      
  valor saco $ 19,83      
  valor ton $ 396,52  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
           

As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira (27) com alta na Bolsa de Nova York e em Londres. As preocupações com a oferta global seguiram no mercado, apesar de elevação da produção de açúcar no Brasil.

O principal vencimento do açúcar em Nova York fechou o dia com alta de 0,38%, cotado a US$ 15,80 c/lb, com US$ 16,19 de máxima e mínima de US$ 15,66 c/lb. Em Londres, o dia também foi de valorização, com 0,05%, a US$ 444,40 a tonelada.

As preocupações com a oferta global de açúcar voltaram a rondar o mercado internacional no final da sessão desta quarta-feira, apesar da atualização de dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) pela manhã com indicações negativas.

"Os preços do açúcar são sustentados pela redução na produção de açúcar da Tailândia, o segundo maior exportador de açúcar do mundo", disse em nota o Barchart.

Apesar disso, a Unica trouxe nesta quarta que a produção da commodity no Brasil registrou alta de 77% no comparativo anual na primeira quinzena de janeiro, para 8 milhões de t, e a produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil em 2020/21, até meados de janeiro, subiu 44% ante a temporada anterior, para 38,19 milhões de t.

A porcentagem de cana utilizada para açúcar saltou para 46,21% em 2020/21, sobre 34,48% em 2019/20.

A moagem de cana do centro-sul do Brasil na safra 2021/22 deve começar somente no final de março, com um maior número de unidades iniciando os trabalhos somente em abril, quando a safra começa oficialmente, disse a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) nesta quarta-feira.

Quando as condições climáticas favorecem, a moagem pode ganhar ritmo já no final do primeiro trimestre, antes do início oficial. Mas em março de 2021 a cana pode não estar plenamente desenvolvida em várias regiões, após um longo período de seca em 2020.

Ao final de março de 2020, 87 unidades estavam em operação de um total de cerca de 270 que funcionaram na safra 2020/21, segundo dados da Unica divulgados no ano passado. A associação não fez previsões exatas para 2021, ano em que a moagem deverá registrar uma queda.

De acordo com o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, "no período de entressafra deverá prevalecer a oferta de etanol a partir do milho e o uso do estoque nos produtores, dado que o início da colheita de cana-de-açúcar na região Centro-Sul deverá acontecer somente no final do primeiro trimestre".

"Estamos avaliando a programação de início de moagem das unidades produtoras. A nossa percepção é de que teremos um menor número de unidades em operação em março, com início mais concentrado no mês de abril", disse Padua, em nota.

Enquanto isso, na entressafra, estão em operação na região centro-sul apenas três unidades processadoras de cana, cinco unidades exclusivas de milho e outras duas usinas que podem processar as duas matérias-primas do etanol, segundo a Unica.

Dessa forma, a produção de etanol somou 125 milhões de litros na primeira quinzena de janeiro, alta de 30,5% ante o mesmo período de 2020.

Já a produção de açúcar atingiu somente 8 mil toneladas, ainda assim um aumento de 77,2% na comparação anual.

A quantidade de cana processada pelas unidades no centro-sul somou 212,58 mil toneladas na primeira metade de janeiro, avanço de 66,6% na comparação anual.

Desde o início da safra 2020/21 até 16 de janeiro, a produção de açúcar atingiu 38,19 milhões de toneladas versus 26,48 milhões de toneladas no mesmo período da última safra.

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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