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Soja: +73 c/bu sobre o futuro de julho na base FOB Paranaguá, equivalendo a $ 527,75/t

Publicado em 11/01/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO
Os preços internacionais do milho futuro começaram o primeiro dia da semana em alta, mas perderam força e recuaram na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,50 e 4,00 pontos ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 4,92 com desvalorização de 4,00 pontos, o maio/21 valeu US$ 4,94 com perda de 3,50 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 4,91 com queda de 3,50 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,56 com baixa de 0,50 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 0,81% para o março/21, de 0,60% para o maio/21 e de 0,61% para o julho/21, além de estabilidade para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 492,25 -4
MAY 2021 494 -3,5
jul/21 491,25 -3,5
SEP 2021 456 -0,5
Última atualização: 17:03 (11/01)

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho recuaram dos picos de vários anos registrados na semana passada, com o dólar americano se firmando e os comerciantes esperando boas chuvas de fim de semana na América do Sul e aguardando os próximos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

“Este é um dos relatórios mais importantes do ano”, afirma AL Kluis da Kluis Advisors.

Para Karl Plume, da Reuters Chicago, os relatórios do USDA devem mostrar uma redução no fornecimento das principais safras e podem prever uma maior demanda de alguns dos principais importadores.

A China está consultando preços nos Estados Unidos e as buscas no Brasil são apenas para Safrinha, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Nos mercados à vista, a atividade comercial continuou lenta, com os exportadores - principalmente nos EUA - antecipando com entusiasmo um aumento nas consultas chinesas nas próximas semanas. No Golfo dos Estados Unidos, as ofertas para fevereiro se mantiveram firmes em 110 c/bu sobre os futuros de março para a primeira metade do mês e 105 c/bu para a segunda metade”, comenta. 

No Brasil, as ofertas para julho estavam firmes em 98 c/bu em relação ao futuro de julho, sem ofertas claras vistas. “Enquanto isso, na Argentina, as ofertas para março caíram 2 c/bu para 118 c/bu sobre os futuros de maio, com ofertas oscilando em torno do nível de 100 c/bu, estável no dia. Alguns operadores do mercado esperam que o governo decida suspender a polêmica proibição de registro de exportação na próxima semana, já que dados oficiais de estoque mostraram cerca de 10 milhões de toneladas em armazéns domésticos”, completa. 

Finalmente, na China, os futuros do milho Dalian May fecharam em CNY 2.836/t, acima do fechamento na quinta-feira de CNY 2.755/t. “Na Ucrânia o comércio ficou quieto nesta sexta-feira em meio ao período de férias da região, mas a boa demanda elevou as ofertas para cerca de US$ 252- $ 255/t para carregamento FOB HIPP de janeiro. Enquanto isso, as ideias do comprador foram ouvidas por cerca de US$ 248- $ 249 /t FOB”, indica. 

“Os preços do milho na Romênia também aumentaram devido à nova demanda, especialmente do Egito, com um negócio a € 209/t FOB para embarque spot, enquanto as ofertas foram registradas em torno de € 210/t FOB CVB”, conclui. 

miho
     
  B3 (Bolsa)  
jan/21 83,52 0,48%
mar/21 87 0,58%
mai/21 82,48 0,46%
jul/21 75,6 0,80%
Última atualização: 18:00 (11/01)

Os preços futuros do milho operaram em campo misto durante toda a segunda-feira na Bolsa Brasileira (B3), mas foram ganhando força ao longo do dia. As principais cotações registraram movimentações entre 0,24% negativo e 1,23% positivo.

O vencimento janeiro/21 foi cotado à R$ 83,12 com queda de 0,24%, o março/21 valeu R$ 86,50 com alta de 1%, o maio/21 foi negociado por R$ 82,10 com valorização de 1,23% e o julho/21 teve valor de R$ 75,60 com ganho de 0,80%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho segue com bastante suporte e as altas nos contratos a partir de março/21 são reflexo da alta do dólar ante ao real.

“O milho é um produto de exportação do Brasil e o mercado de porto está em alta. Como nós temos uma demanda muito forte já nesse primeiro semestre, a tendência na B3 é manter o mercado bem firme, justamente porque compradores do setor de ração já estão no mercado”, explica.

Brandalizze aponta ainda que, a partir de julho/21, com a expectativa de aumento na área cultiva com milho na segunda safra, o mercado já trabalha mais na calmaria.

“A segunda safra já entra no meio do ano, mas o ambiente mesmo assim ainda é bastante positivo”, afirma.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
11/01/2021 82,64 0,05% 5,07% 15,05
08/01/2021 82,6 -0,06% 5,02% 15,25
07/01/2021 82,65 0,41% 5,09% 15,34
06/01/2021 82,31 0,85% 4,65% 15,58
05/01/2021 81,62 -0,21% 3,78% 15,51

A segunda-feira (11) chega ao final com os preços do milho registrando elevações no mercado interno brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas na praça de Brasília/DF (1,39% e preço de R$ 71,00).

Já as valorizações apareceram em Eldorado/MS (0,28% e preço de R$ 71,30), Pato Branco/PR (0,67% e preço de R$ 75,20), Ubiratã/PR, Londrina/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (0,68% e preço de R$ 73,50), Cândido Mota/SP (0,68% e preço de R$ 74,50), Cascavel/PR (0,69% e preço de R$ 73,00), Panambi/RS (1,25% e preço de R$ 78,00), Não-Me-Toque/RS (1,35% e preço de R$ 78,00), Castro/PR (1,33% e preço de R$ 76,00), Tangará da Serra/MT (2,94% e preço de R$ 70,00), Campo Novo do Parecis/MT (2,99% e preço de R$ 69,00)

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “as cotações do milho no mercado físico em São Paulo ficaram de lado nas praças paulistas no final da semana anterior. O fluxo de negócios era lento, mas observava-se alguma oferta de milho tributado de fora do estado”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que os preços internos do milho voltaram a subir com força neste início de ano. Segundo pesquisadores do Cepea, “a restrição de vendedores, que estão incertos quanto à produtividade das lavouras, o bom ritmo das exportações em dezembro e os preços elevados nos portos impulsionaram as cotações, que voltam a operar em patamares recordes.

Entre 30 de dezembro e 8 de janeiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) subiu 5,02%, fechando a R$ 82,60/sc de 60 kg na sexta-feira, 8, próximo ao recorde nominal registrado em 28 de outubro de 2020, de R$ 82,67/sc


SUGAR - AÇUCAR

March NY world sugar 11 (SBH21) on Monday closed up +0.07 (+0.45%), and March London white sugar 5 (SWH21) closed up +3.20 (+0.74%).

Sugar prices on Monday recovered early losses and moved higher on the outlook for tighter global supplies. NY sugar on Monday initially fell to a 1-week low as weakness in the Brazilian real sparked long liquidation pressure in NY sugar futures. The Brazilian real on Monday fell -1.05% to a 1-3/4 month low against the dollar, which encourages export selling Brazil&39;s sugar producers. London sugar on Monday also moved higher due to weakness in the British pound, which fell -0.28% to a 1-1/2 week low. Weakness in GBP/USD boosts sugar that is priced in terms of pounds.

Sugar prices have rallied sharply over the past four weeks, with NY sugar posting a 3-1/2 year high last Thursday and London sugar posting a 10-3/4 month high last Wednesday. Sugar prices continue to climb on the outlook for tighter global supplies along with solid demand Asia. Alvean, the world&39;s largest sugar trader, said last Tuesday that it expects the global sugar market to be in deficit by 5 MMT in 2020/21 and 6 MMT in 2021/22, providing the most "constructive" backdrop for sugar prices since 2016.

Smaller sugar output Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter, is also bullish for sugar prices. Data last Friday the Thai Sugar Millers Corp showed that Thailand&39;s cane output in the first month of the 2020/21 crushing season through January 6 was 11.96 MT, down -45.6% the same time last year.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported on December 24 that China&39;s Nov sugar imports surged +114% y/y to 710 MT and Jan-Nov China sugar imports rose +37.3% y/y to 4.36 MMT.

Recent strength in crude oil prices benefits ethanol prices and is bullish for sugar prices. Crude oil prices last Friday climbed to a new 10-1/2 month nearest-futures high, which encourages Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward ethanol production rather than sugar production, thus curbing sugar supplies.

The outlook for more sugar supplies India is bearish for sugar prices. The Indian Sugar Mills Association reported on December 24 that India&39;s sugar production Oct 1-Dec 15 jumped +61% y/y to 7.38 MMT. On November 19, the USDA&39;s Foreign Agricultural Service (FAS) estimated that India&39;s 2020/21 sugar production would climb +16.8 % y/y to 33.76 MMT, and India&39;s sugar exports will climb +3.5% to 6.0 MMT. Also, the Indian government on December 16 authorized spending 35 billion rupees ($475 million) to help subsidize Indian sugar producers to export as much as 6 MMT in the 2020/21 season.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
11/01/2021 105,7 -0,33% -1,76% 19,25  
08/01/2021 106,05 -0,32% -1,43% 19,58  
07/01/2021 106,39 -0,89% -1,12% 19,75  
06/01/2021 107,35 -0,87% -0,22% 20,32  
05/01/2021 108,29 1,38% 0,65% 20,58  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 106,76      
  valor saco $ 19,41      
  valor ton $ 388,20  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

Unica, on December 24, reported that Brazil&39;s Center-South sugar production in the first half of December rose +70.3% y/y to 85 MT. The percentage of cane used for sugar rose to 29.51% in 2020/21 15.35% in 2019/20.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. A La Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

O Brasil exportou na primeira semana de janeiro 692,69 mil toneladas de açúcares e melaços, com receita de US$ 208,59 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia. 

Em todo o mês de janeiro de 2020 (22 dias úteis), as exportações do produto totalizaram 1,60 milhão de t.

Nas análises de toneladas por média diária, as exportações de açúcares e melações em janeiro de 2021 ficaram 90,43% maiores do que em janeiro de 2020 (72,75 mil t), com 138,54 mil t.


SOYBEAN - SOJA

O mercado da soja fechou o pregão desta segunda-feira (11) com estabilidade na Bolsa de Chicago. Às vésperas de novos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os traders optaram por mais cautela e encerraram o dia na defensiva, com pequenas baixas de 1,25 a 1,75 ponto nos principais contratos. O março fechou com US$ 13,72 e o julho, US$ 13,58 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
jan/21 13,745 -1,25 -0,09
mar/21 13,725 -2,25 -0,16
mai/21 13,7 -1,25 -0,09
jul/21 13,5825 0,25 0,02
Última atualização: 17:00 (11/01)  

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), nesta terça-feira (12), traz dois novos boletins importantes para o mercado e as atenções estão todas voltadas aos números dos estoques norte-americanos de soja, tanto os finais da safra 2020/21, quanto os trimestrais do país na posição de 1º de dezembro de 2020. 

Os boletins de janeiro, porém, não costumam trazer grandes alterações em seus números, como explicam analistas e consultores de mercado. No entanto, os mesmo ressaltam que mudanças mais intensas poderiam ser registradas dado o ajuste nas relações entre oferta e demanda em âmbito global, especialmente no cenário da soja. 

"Haverá muitos números a serem observados nesta terça, começando pelos estoques trimestrais dos EUA até chegarmos às estimativas da safras da América do Sul", afirma o analista líder do portal DTN The Progressive Farmer, Todd Hultman. 

As expectativas do mercado para os estoques finais de soja norte-americanos variam entre 2,86 e 4,52 milhões de toneladas, com média de 3,67 milhões. Em dezembro, o número foi de 4,76 milhões. 

As expectativas do mercado para os estoques trimestrais de soja norte-americanos variam entre 75,52 e 86,9 milhões de toneladas, com média de 79,03 milhões. Confirmado, estes seriam os menores estoques trimestrais dos EUA em 1º de dezembro para a soja em quatro anos. Em 1º de dezembro de 2019 eram de 88,5 milhões de toneladas e em 1º de setembro de 2020 de 14,23 milhões. 

Sobre os estoques trimestrais de milho, o intervalo das expectativas varia de 223,17 a 328,68 milhões de toneladas, com média de 316,84 milhões de toneladas. Há um ano, os estoques eram de 287,72 milhões há três meses, de 54,3 milhões de toneladas. 

O mercado também traz expectativas sinalizando uma redução nos números das safras de soja e milho dos Estados Unidos. A média esperada para a safra de soja é de 113,08 milhões de toneladas, menor do que o número de dezembro de 113,49 milhões. O intervalo é de 112,02 a 114,09 milhões de toneladas. 

Para o milho, é esperada uma safra de 366,59 milhões de toneladas, contra o número anterior de 368,5 milhões. As expectativas no cereal variam entre 363,72 e 368,5 milhões de toneladas. 

Sobre os estoques finais globais de soja, as expectativas são de 80,5 a 84,8 milhões de toneladas, com média em 83 milhões. No reporte anterior, o número foi de 85,6 milhões de toneladas. No caso do milho, o intervalo varia de 281 a 287,4 milhões de toneladas, com média de 284 milhões. Em dezembro, foram 289 milhões de toneladas. 

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
jan/21 45
mar/21 45
abr/21 45
mai/21 50
Última atualização: 11/01/2021

Para os estoques globais, as expectativas também são preocupantes. Na análise de Karen Braun, analista de commodities da Reuters Internacional, os estoques finais mundiais de soja podem marcar suas mínimas em seis anos e para a milho, em cinco anos. 

Entre os dados mencionados acima, os mais esperados são os de estoques tanto os finais da safra 2020/21, quanto os trimestrais do país na posição de 1º de dezembro de 2020. E confirmada a revisão para baixo nos números, poderia provocar ainda mais altas para os futuros da oleaginosa na Bolsa de Chicago. 

Entre os fundamentos, permanece o foco e as preocupações sobre o clima na América do Sul e o tamanho reduzido da nova oferta que chega ao mercado a partir do início efetivo da colheita no Brasil. Na última sexta-feira (8), a Bolsa de Rosario indicou, em seu reporte semanal, que são 65% da área plantada que estão sofrendo com uma seca severa. 

No Brasil, áreas pontuais também preocupam por conta dos baixos níveis de umidade no solo, os quais são determinantes para a conclusão do desenvolvimento das lavouras. 

Parte da pressão sobre as cotações vem ainda da alta forte do dólar no cenário internacional e também frente ao real, além de um dia de baixas também para os futuros do suínos na Bolsa de Dalian, bem como altas limitadas para o farelo de soja, como explicaram os analistas de mercado da Agrinvest Commodities.

Paralelamente, o que ajudou a trazer algum equilíbrio às cotações foi  o anúncio de uma nova venda de soja dos EUA para a China nesta segunda-feira pelo USDA. 

“Um  embarque  de  junho  foi  negociado  a  73  c/bu  sobre  o  futuro  de  julho  na  base  FOB  Paranaguá, equivalendo a $ 527,75/t.

Para  o  mês  da  frente  da  curva,  os  embarques  de  fevereiro  caíram  2  c/bu  no  dia  para  70  c/bu  sobre  os futuros  de  março, que  equivaliam  a  $  532,5/t,  um  aumento  de  $  11/t  em  relação  ao  dia  anterior”, completa. 

Preço soja referência (chicago ):$/MT 521,58   11/jan
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 510,64   11/jan
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 503,03   11/jan
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 166,00 por saca

Nos EUA, os valores das barcaças permaneceram inalterados no dia, com o embarque de fevereiro atrelado a 81 c/bu em relação ao março futuro, traduzindo-se em $ 536,50/t. “Mas os prêmios de carga no Golfo dos Estados Unidos e no PNW caíram 2 c/bu no dia em toda a curva, mas ainda subiram mais de US$ 10/t no dia devido a futuros mais fortes”, indica. 

Na China, as atividades foram relativamente mais lentas do que no início da semana passada, com o interesse de compra diminuindo. “As ofertas CFR China ficaram estáveis no dia, com embarque em fevereiro dado a 160 c/bu sobre o futuro de março e o embarque em março indicado a 143-145 c/bu sobre o futuro de março. O marcadorAPM-6 CFR China para remessa de fevereiro da origem mais barata estava cotado a 150 c/bu sobre o março futuro, equivalente a $ 561,75/t, alta de $ 11/t no dia”, conclui a consultoria, no encerramento da semana passada, levando em consideração o mercado internacional da oleaginosa. 

  soja US$ 5,5
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
nov/20 30,34 166,87 -0,26%
   
Última atualização: 16:21 (11/01)

A contraofensiva da indústria gaúcha à ofensiva das Tradings sobre a pouca soja disponível no estado continua firme, segundo o que afirmou a TF Agroeconômica. “Enquanto as compradoras para exportação aumentaram apenas 1 real no porto de Rio Grande e recuaram 1 real/saca no entroncamento rodo-ferroviário de Cruz Alta, as indústrias aumentaram R$3,00/saca em Ijuí e um real em Passo Fundo, nesta sexta-feira", comenta. 

No Paraná, o mercado recua e devolve os dois reais que tinha ganho no dia anterior. “Soja  spot  manteve  R$  150,00  o  preço  no  balcão.  No mercado  de  lotes,  os  preços  recuperaram  os  dois reais/saca perdidos no dia anterior e retornaram para R$ 162,00 Ponta Grossa, pagamento final de janeiro de 2021.  Em  Paranaguá  subiram  mais  R$  3,00/saca  para R$ 165,00 Paranaguá pagamento final de fevereiro de 2021. No mercado à vista foi negociado hoje lote a R$ 166,00 Paranaguá”, completa. 

Nesse contexto, as altas de Chicago e do dólar voltaram a elevar os preços em Minas Gerais. “A nova alta de 0,32% no dólar nesta sexta-feira e a de 15 pontos em Chicago voltou a recuperar os preços da soja em Minas Gerais.  Os  negócios  conhecidos  no  dia  foram  de  2.000 toneladas em Uberlândia e 600 toneladas em Perdizes. Mesmo assim, a lucratividade da soja está por volta de 87,93% em Minas Gerais”, indica. 

No Mato Grosso do Sul, foram negociadas cerca de 20mil tons spot e março. “Nesta sexta-feira o mercado esteve mais ativo no estado, com a negociação de mais 20.000 toneladas, divididas entre o mercado spot e futuro para março próximo. Os  preços  da soja  spot  ficaram  ao  redor  de  R$ 154,00  em  Maracajú, R$  155,00  em  Campo  Grande, R$  154,00  em Sidrolândia, R$ 153 em São Gabriel,  R$ 154,00 no Chapadão e R$ 155,00 em Dourados”, conclui. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
11/01/2021 168,51 1,75% 9,49% 30,69
08/01/2021 165,61 1,07% 7,61% 30,58
07/01/2021 163,85 -0,60% 6,47% 30,42
06/01/2021 164,84 1,28% 7,11% 31,2
05/01/2021 162,75 5,20% 5,75% 30,92

A oferta apertada de soja deve fazer preços do óleo de soja liderar a alta dos preços no primeiro trimestre de 2021, segundo afirmou a TF Agroeconômica. De acordo com a consultoria, citando Dorab Mistry, diretor da Godrej International, a seca na América do Sul se tornará o propulsor de preços. "Se perdermos 20 milhões de t [de soja] na América do Sul, tenho certeza que os futuros do óleo de soja da CBOT chegariam a 45 ct/lb ou mais e o grão será negociado a US$ 14/bu ou até mais alto", disse ele. 

“Depois de atingir a marca de 44 ct/lb na quarta-feira, os futuros do óleo de soja da CBOT caíram na quinta-feira e estavam sendo negociados a 43,25 ct/lb na posição de março, enquanto os futuros de soja estavam sendo negociados abaixo de US $ 13,45/bu. Mistry espera movimentos voláteis de preços nos próximos três meses, com acomodação dos preços vindo apenas após maio, uma vez que a produção de óleo de palma na Indonésia e Malásia aumentará sazonalmente seguida de potenciais "quedas dramáticas", informa a consultoria. 

Nesse sentido, a visão de Mistry foi ecoada por Thomas Mielke, diretor executivo da Oil World, que disse que os estoques globais de soja devem encolher pelo segundo ano consecutivo em 2020/21, em parte devido à seca na Argentina e no Brasil. "A seca incomum de setembro a dezembro prejudicou fortemente as culturas de soja na América do Sul", alertou, acrescentando que  as  previsões  da  safra de  soja da América Latina  da  Oil  World estão  16 milhões de t  abaixo da previsão atual do mercado. 

A Oil World espera que o Brasil colherá 128 milhões de t de soja, e a Argentina 46 milhões de t, em comparação com a previsão atual do USDA de 133 milhões e 51 milhões, respectivamente. "O clima sul-americano continua sendo uma grande incerteza a ser observado", concluiu Mielke. 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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