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Saco de soja ficou em R$ 160,00 em PNG para pagamento em final de Janeiro 2021

Publicado em 06/01/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro tiveram mais um dia de altas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,25 e 3,50 pontos ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 4,95 com ganho de 3,25 pontos, o maio/21 valeu US$ 4,96 com valorização de 3,50 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 4,94 com elevação de 3,50 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,55 com alta de 3,50 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,81% para o março/21, de 0,81% para o maio/21, de 0,82% para o julho/21 e de 0,66% para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 495 3,25
MAY 2021 496 3,5
jul/21 494 3,5
SEP 2021 455,5 3,5
Última atualização: 17:02 (06/01)
     

Segundo informações da Agência Bloomberg, o milho segue subindo para máximas de 6 anos com protestos de agricultores e clima seco na América do Sul ameaçando restringir ainda mais os suprimentos.

“Os mercados de grãos dispararam no mês passado devido ao clima adverso e à medida que alguns países restringiram as exportações para garantir o abastecimento local. A Argentina anunciou na semana passada uma suspensão temporária das licenças de exportação de milho, levando os produtores a planejarem uma suspensão das vendas de três dias em janeiro em protesto”, aponta Megan Durisin da Bloomberg.

A publicação destaca ainda que a seca na América do Sul ajudou a aumentar as preocupações para as safras de milho do Brasil e da Argentina.

“As preocupações com a oferta surgem em um momento em que a onda de compra de safras da China e as apostas em uma recuperação econômica estão colocando as commodities de volta na moda. A demanda por grãos para ração no país asiático está crescendo à medida que sua enorme indústria de suínos se recupera de uma doença suína, e os fundos de hedge têm uma posição de compra líquida quase recorde nos mercados agrícolas”, diz Durisin.

“Os perigos para a produção global de milho são claros e presentes. As safras da Argentina e do Sul do Brasil estão avançando em meio à seca e apenas chuvas intermitentes são esperadas. As reduções de rendimento acumularão pressão sobre um programa de exportação dos EUA quase no limite”, escreveram analistas do Rabobank, incluindo Stefan Vogel.

De acordo com o que afirmou a TF Agroeconômica, o milho do Mar Negro é atualmente o mais barato do mercado internacional. Nos mercados à vista, a atividade permaneceu limitada, com  exportadores e importadores ainda não entrando totalmente no mercado. 

“Nos  EUA,  as  ofertas  de embarque  na primeira  quinzena de  fevereiro  foram ouvidas  a  110 c/bu  sobre o  março futuro, com a segunda metade do mês sendo oferecida a 105 c/bu, uma queda de 3 c/bu em relação às últimas indicações no final de 2020. E as ofertas do PNW ressurgiram com a oferta de fevereiro a 135 c/bu sobre os futuros de março, inalterada em relação às ofertas vistas pela última vez em 29 de dezembro”, comenta. 

Mais ao sul, os preços brasileiros subiram com ofertas ouvidas a 100 c/bu em relação ao contrato de julho para embarque em julho, e as ofertas chegando a 90 c/bu, um aumento de 5 c/bu. “Na Argentina, nenhuma oferta foi ouvida na curva, enquanto as ofertas para março subiram 15 c/bu para 135 c/bu sobre o futuro de maio. Em um  dia incendiário,  a importadora de  grãos  estatal turca  TMO anunciou  uma  licitação para garantir  155.000 toneladas de milho  e  a mesma quantidade de  cevada para  o  carregamento  da  segunda  metade de janeiro e  da primeira metade de fevereiro. A licitação deve ser encerrada em 12 de janeiro”, completa. 

“Na Ucrânia, entre as opções de fornecimento mais prováveis para o leilão da TMO, as ofertas aumentaram em meio  a  contratos  futuros  da  CBOT  mais  firmes  e  à  medida  que  a  demanda  melhora,  pois  a  suspensão  dos carregamentos da Argentina leva os compradores do Oriente Médio e do Norte da África de volta ao Mar Negro”, conclui. 

miho
     
  B3 (Bolsa)  
jan/21 82,96 0,13%
mar/21 85 0,18%
mai/21 81,48 0,22%
jul/21 74,15 -0,34%
Última atualização: 17:28 (06/01)
 

Os preços futuros do milho registram os primeiros recuos de 2021 na Bolsa Brasileira (B3). Após subirem na segunda-feira, na terça-feira e na primeira metade da quarta-feira, as principais cotações encerraram o dia com movimentações negativas entre 0,34% e 1,54%.

O vencimento janeiro/21 foi cotado à R$ 82,85 com desvalorização de 1,54%, o março/21 valeu R$ 84,85 com perda de 1,52%, o maio/21 foi negociado por R$ 81,30 com baixa de 1,32% e o julho/21 teve valor de R$ 74,15 com queda de 0,34%.

Para a consultoria Itaú BBA, as cotações do cereal no Brasil devem permanecer firmes no curto prazo. “A combinação entre estoques de passagem em patamares próximos aos observados em 2019 e a quebra de produção da safra de verão no RS e SC devem deixar o balanço bastante equilibrado no 1º semestre do ano”, explica a publicação.

Por outro lado, os analistas destacam que há preocupações em relação à capacidade da indústria local demandante do milho absorver altas adicionais diante das margens mais baixas de tais players.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
05/01/2021 81,62 -0,21% 3,78% 15,51
04/01/2021 81,79 3,99% 3,99% 15,55
30/12/2020 78,65 0,25% 0,43% 15,17
29/12/2020 78,45 0,55% 0,18% 15,13
28/12/2020 78,02 0,54% -0,37% 14,89
         

No Rio Grande do Sul, o preço subiu mais um real, chega a R$ 79,00 comprador, mas vendedor quer R$ 80,00, segundo o que afirmou a TF Agroeconômica. “Mesmo com as últimas altas do dólar, o milho paraguaio manteve o seu preço em dólares na Origem e se tornou fortemente competitivo nos dois principais estados consumidores do Sul do Brasil. Os preços subiram mais um real/saca para marcar território, fixando-se em R$ 79,00 no disponível em Ijuí”, comenta. 

Em Santa Catarina, o milho paraguaio continua competitivo. “Os  compradores  de  Santa  Catarina  subiram  suas pedidas para oferecendo R$ 78,00 no Oeste do estado e R$ 77,00 o Meio Oeste, contra vendedores ao redor de R$ 80,00. Os compradores estão atentos às fortes oscilações do dólar  e  de  Chicago,  que  poderá  enxugar  as disponibilidades internas. Isto deverá manter os preços firmes em 2021 porque o estado é um grande produtor de carnes e as exportações de suínos estão aumentando significativamente”, completa. 

No Paraná os preços subiram três reais/saca . “Os preços  incorporaram as altas do  dólar  dos  últimos dias  e  o  medo  do  enxugamento  do  mercado  gerado pela exportação .O Milho spot subiu mais  dois reais/saca para R$ 77,00 nos Campos Gerais,  comprador;  poucas ofertas”, indica. 

Já o Mato Grosso do Sul registrou negócios para Marau-RS e Dois Vizinhos-PR. “Assim como nas outras praças, os preços do milho subiram forte, incorporando as altas do dólar dos últimos dias e o medo do enxugamento das disponibilidades. Mesmo  os  preços  dos  compradores  subiram significativamente, como mostra nossa tabela  ao  lado,  em  que  pese  que  os  vendedores  estejam  todos  a  R$ 75,00 ou mais”, conclui. 

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da comercialização da safra de milho 2019/20 no estado.

De acordo com o levantamento, até o momento os produtores sul-mato-grossenses já negociaram 75,12% das 10,618 milhões de toneladas produzidas nos 1,895 milhão de hectares cultivados.

Enquanto isso, o preço da saca do milho no estado encerrou o mês de dezembro cotado à R$ 62,56. Já no ano de 2020, o preço médio da saca ficou em R$ 48,25, um aumento de 61,64% no comparativo com 2019, quando o cereal havia sido cotado, em média, a R$ 29,85/sc.

“Ao final de 2020 as cotações do cereal permaneceram estimuladas pelo câmbio e a demanda favorável”, explica a Famasul.

Já para 2021 as cotações do cereal devem continuar em patamares elevados, com a demanda aquecida nos mercados doméstico e internacional. “As cotações seguem pressionadas, refletindo ao ritmo de exportação, o consumo doméstico e a dinâmica do câmbio”.


SUGAR - AÇUCAR
 

March NY world sugar 11 (SBH21) on Wednesday closed up +0.13 (+0.81%), and March London white sugar 5 (SWH21) closed up +6.10 (+1.39%).

Sugar prices on Wednesday extended Tuesday&39;s rally with NY sugar at a new 3-1/2 year nearest-futures high and London sugar at a 10-3/4 month high. Sugar prices continue to climb on the outlook for tighter global supplies along with solid demand Asia.

The outlook for tighter global sugar supplies has sparked fund buying of sugar over the past two sessions. Alvean, the world&39;s largest sugar trader, said on Tuesday that it expects the global sugar market to be in deficit by 5 MMT in 2020/21 and 6 MMT in 2021/22, providing the most "constructive" backdrop for sugar prices since 2016.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry last Wednesday said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported on December 24 that China&39;s Nov sugar imports surged +114% y/y to 710 MT and Jan-Nov China sugar imports rose +37.3% y/y to 4.36 MMT.

Strength in crude oil prices on Wednesday benefited ethanol prices and supported sugar prices. Crude oil prices on Wednesday rose by more than +1% to a new 10-1/2 month nearest-futures high, which encourages Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward ethanol production rather than sugar production, thus curbing sugar supplies.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
05/01/2021 108,29 1,38% 0,65% 20,58  
04/01/2021 106,82 -0,72% -0,72% 20,3  
30/12/2020 107,59 -0,96% -2,89% 20,75  
29/12/2020 108,63 -0,15% -1,95% 20,95  
28/12/2020 108,79 1,13% -1,81% 20,76  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 108,02      
  valor saco $ 20,38      
  valor ton $ 407,64  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

The outlook for more sugar supplies India is bearish for sugar prices. The Indian Sugar Mills Association reported on December 24 that India&39;s sugar production Oct 1-Dec 15 jumped +61% y/y to 7.38 MMT. On November 19, the USDA&39;s Foreign Agricultural Service (FAS) estimated that India&39;s 2020/21 sugar production will climb +16.8 % y/y to 33.76 MMT and that India&39;s sugar exports will climb +3.5% to 6.0 MMT. Also, the Indian government on December 16 authorized spending 35 billion rupees ($475 million) to help subsidize Indian sugar producers to export as much as 6 MMT in the 2020/21 season.

Unica, on December 24, reported that Brazil&39;s Center-South sugar production in the first half of December rose +70.3% y/y to 85 MT. The percentage of cane used for sugar rose to 29.51% in 2020/21 15.35% in 2019/20.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. A La Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.


SOYBEAN - SOJA
 

As altas continuam para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago, porém, de forma mais contida. Por volta de 12h (horário de Brasília), as cotações subiam entre 10,75 e 15,50 pontos nos principais

contratos, levando o janeiro a US$ 13,65 e o março a US$ 13,62 por bushel. Ao longo da manhã, os ganhos chegaram a superar os 20 pontos e se mantiveram assim até o fechamento do dia de hoje.

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
jan/21 13,6525 15,25 1,13
mar/21 13,615 14,5 1,08
mai/21 13,6025 14 1,04
jul/21 13,47 11,5 0,86
Última atualização: 17:00 (06/01)  

O mercado, como já aconteceu nas últimas três sessões, tem se ajustado depois de algumas disparadas, mas sem perder a força e o viés de alta. Além dos fundamentos positivos, afinal, os fundos investidores têm carregado uma posição recorde comprada não só na soja, mas também nos derivados, mais um combustível para a sustentação dos indicativos. 

O foco permanece sobre os fundamentos, que são muito fortes neste momento. Os traders continuam dando espaço à relação de oferta e demando muito ajustada, registrando níveis críticos e com um déficit de produto de ao menos 10 milhões de toneladas, na avaliação da Pátria Agronegócios. 

Enquanto isso, as condições de clima na América do Sul seguem preocupando, principalmente na Argentina. As chuvas são muito limitadas e as lavouras continuam sentindo a pressão em seu desenvolvimento e conclusão do plantio. 

O mercado global de soja fez uma transição para o "modo racionamento", diante da oferta restrita e do estresse hídrico na safra da Argentina, o que gerou o rali mais forte de preços da oleaginosa em anos, disse o chefe de Suplly Chain da Cargill, Joe Stone, nesta quarta-feira.

"Vamos precisar racionar. A extensão de quanto vamos precisar racionar provavelmente será uma função do clima que vemos na Argentina", disse Stone durante um webinar realizado pelo U.S. Soybean Export Council.

Os fortes futuros mais uma vez afastaram a maior parte do interesse de compra no mercado CFR China, com apenas o estoque estatal continuando a verificar os preços de 2021, segundo o que informou a TF Agroeconômica. “Sinograin foi ouvida solicitando mais embarques de soja dos EUA em outubro e novembro da PNW depois de já ter reservado 2-3 carregamentos no dia anterior”, comenta. 

“Esta ação foi vista por muitos traders como uma tentativa de garantir os grãos dos EUA para cobrir a demanda, depois que a oferta brasileira normalmente desaparece em setembro e outubro. Mas nenhuma compra foi iniciada na terça-feira, de acordo com fontes comerciais”, completa. 

Para os grãos brasileiros, alguns trituradores foram ouvidos fazendo ofertas para os embarques de fevereiro e março na base CFR China, com níveis negociáveis para o primeiro indicado em 155-157 c/bu sobre os futuros de março, contra ofertas de 158-160 c/bu antes da alta dos futuros. “Os níveis negociáveis para o último foram dados a 135-140 c/bu sobre os futuros de março contra ofertas a 142-144 c/bu sobre os futuros de março. O indicador APM-6 CFR China para remessa de fevereiro da opção de fornecimento mais barata foi avaliado 5 c/bu mais baixo em 150 c/bu sobre o março futuro, equivalente a $ 555,25/t, alta de $ 18/t no dia. Nos  portos  dos  Estados  Unidos,  os  prêmios  das  barcaças  CIF  permaneceram  inalterados,  deixando  os  vendedores capturarem a alta total dos futuros”, indica. 

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
jan/21 60
mar/21 50
abr/21 52
mai/21 65
Última atualização: 06/01/2021
   

“No Brasil, os prêmios aumentaram marginalmente à medida que o dólar caiu em relação ao real de 5,19 para 5,3, elevando os preços estáveis acentuadamente.

Os  prêmios  para  fevereiro  foram  marcados  em  70  c/bu  após  a  negociação  naquele  nível  e  53  c/bu  para  março, equivalendo a um preço fixo de $ 527/t e $ 520,75/t FOB Paranaguá. As cargas de Santos foram marcadas 5 c/bu ($ 1,75-2 /t) mais altas”, conclui. 

As tradings já estão mais competitivas que as esmagadoras no estado do Rio Grande do Sul, de acordo com o que informou a TF Agroeconômica. “Os preços no porto de Rio Grande, tanto spot quanto futuro subiram acentuadamente, mais do que os preços oferecidos pelas indústrias no interior, como mostra nossa tabela ao lado. No mercado spot os preços subiram R$ 9,50/saca e no mercado futuro, R$ 7,50/saca, contra a média de R$ 0,50/saca no interior”, comenta. 

No Paraná, os preços subiram entre 5 e 6 reais/saca . “Soja disponível (spot) subiu mais R$ 5,00/saca no balcão para R$ 145,00/saca. No  mercado  de  lotes  o  preço  também  subiu  R$ 5,00/saca para R$ 160,00 Ponta Grossa pagamento final de janeiro de 2021. Para  pagamento  no  final  de  janeiro,  o  preço  também ficou em R$ 160,00 em Paranaguá.

Soja  futura  o  preço  subiu  R$  3,00/saca  para  155,00 Ponta Grossa para safra 2021 abril/abril.  No  porto  de  Paranaguá  o  preço  futuro  subiu  mais  R$ 6,00/saca  para  R$  161,00  posto Paranaguá  para março/abril de 2021”, completa. 

Além destes, a soja subiu forte, entre 8-9 reais/saca, pelo segundo dia consecutivo em Minas Gerais. Houve  negócios  de  300  tons  em  Patos,  600  tons  em Uberaba, 1.000 tons em Uberlândia, 600 tons em Unaí e 1.200 tons em Perdizes. As  altas  adicionam  mais  5,71%  em  Iraí  de  Minas,  de 4,20%  em  Uberlândia,  de  6,43%  em  Patos  de  Minas, 5,71% em São Gotardo,  5,67%% em Uberaba e 6,38% em Perdizes”, conclui.

 

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 523,69   06/jan
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 511,79   06/jan
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 506,29   06/jan
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 161,00 por saca

Por último, mas não menos importante, os fundos de investimento vem carregando uma posição recorde comprada em commodities agrícolas e intensificam ainda mais o momento de preços altos que vem sendo registrado nos últimos meses. Entre soja, milho, trigo, farelo e óleo são quase 800 mil contratos, superando o recorde de 2012 de 780 mil. Entre 28 de dezembro e 4 de janeiro, foram adicionados 103,777 mil contratos, com os fundos sendo motivados, essencialmente, pela força dos fundamentos que estimulam o avanço das cotações. A relação apertada entre a oferta e a demanda globais é clara, já cria ambiente para uma inflação entre os alimentos no mundo todo e favorece ainda mais este comportamentos dos fundos. 

"Este é, agora, o principal componente especulativo do mercado de commodities agrícolas", diz Camilo Motter, economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais. "Há uma percepção do lado fundamental, que é concreta. Mas também existe uma redução de juros ao redor do mundo e uma busca por ativos. As bolsas se recompuseram de uma forma geral no mercado acionário e também no mercado de commodities", completa. 

Dessa forma, o que se espera é um monitoramento ainda mais intenso destes fundos, já que com uma posição tão forte esta, suas movimentações poderiam provocar reações bastante intensa dos preços, tanto para dar continuidade às altas, como para provocar alguma pressão, mesmo que pontual. 

"Os fundos podem causar grandes oscilações. Eles poderiam parar de comprar, começar a vender, derrubar o mercado e derrubar rápido. Mas o contrário também pode acontecer. Há um volume de capital que ainda pode ser investido antes dessa mudança de posição", explica Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing. 

  soja US$ 5,3
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
nov/20 30,06 159,318 0,54%
   
Última atualização: 16:21 (06/01)
       

Os atuais movimentos têm sido comparados ao que se observou no mercado de grãos em 2012, quando a Bolsa de Chicago registrou patamares recordes e quando a situação dos fundos era semelhante. A soja chegou, em tempo, a alcançar os US$ 17,98 por bushel. A diferença é de que o recorde das posições compradas há oito anos - 780 mil contratos - foi superada dada, justamente, a força dos fundamentos. 

"Por trás dessas posições recordes compradas há muitas questões fundamentais, entre elas as questões produtivas, escoamento, estoques menores, e os fundos apostando no fim de um ciclo de baixa das commodities. Vimos nos últimos quatro, cinco anos, as commodities caindo e o mercado está agora apostando no fim disso", analisa Luiz Fernando Gutierrez, analista de mercado da Safras & Mercado. 

Gutierrez também acredita que essa condição, portanto, abre mais espaço para correções técnicas do mercado, com movimentos de realizações de lucros, ao lado de correções fundamentais. "Mas não acredito que isso possa mudar o viés positivo, o que pode são os fundamentos. E os fundamentos são muito fortes, sejam por questões de oferta ou por questões de demanda. Vamos acompanhar esse novo ano, podemos estar entrando em um novo ciclo de alta para as commodities em geral", explica. 

Ainda como relata Aaron Edwards, entre os fundamentos boa parte da força vem da demanda, que não se limita somente aos compradores que buscam o alimento em si. "Há a demanda real pelos alimentos, há os fundos comprando com a tendência de alta e em meio a um cenário de inflação e há até mesmo o produtor americano comprando para aproveitar as altas (já tendo vendido no físico) e para intensificar os ganhos, e nesse caso é a gestão de risco também sendo considerada". 

Ao mesmo tempo, lembra também que não há agora grande pressão de venda neste mercado, o que também é combustível para a escalada dos futuros. "Argentina está sem vender, Brasil também e Estados Unidos já venderam bem. Temos, portanto, demanda forte, estoques apertados e pouca pressão de vendas. Só que as altas estão mais fortes por conta desse comportamento dos fundos", diz o consultor. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
05/01/2021 162,75 5,20% 5,75% 30,92
04/01/2021 154,7 0,52% 0,52% 29,4
30/12/2020 153,9 1,89% -4,86% 29,68
29/12/2020 151,05 0,71% -6,63% 29,14
28/12/2020 149,98 -0,62% -7,29% 28,63
         

A título de informação complementar, os operadores de Paranaguá (PR) preveem movimentar cerca de 6 milhões de toneladas de granéis sólidos para exportação no primeiro trimestre de 2021, alta de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a Portos do Paraná nesta terça-feira.

Composta pelos embarques de soja, farelo, milho e açúcar, a cadeia de granéis sólidos terá a logística beneficiada por um novo terminal interligado à oeste do cais que começa a operar nos primeiros três meses deste ano.

Além disso, houve um aumento de calado (profundidade disponível para o navio utilizar, quando carregado) em dois berços no ano passado.

"Para atender essa demanda vamos precisar do Corredor de Exportação funcionando 100%. O objetivo é ter máxima produtividade nos três berços a leste do cais e ainda contar com o berço 201, no corredor oeste, e o berço 204", disse em nota o diretor de operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior.

Segundo ele, com a capacidade ampliada e a nova estrutura, haverá condições para atender os usuários e bater novos recordes na exportação.

O novo terminal que se interliga para começar 2021 operando à oeste do cais, pelo berço 201, é a Cavalca Administração Portuária (CAP) e vai trabalhar, principalmente, com soja --em grão e farelo-- originada no oeste do Paraná e em Mato Grosso.

"Nossa expectativa é carregar de 60 a 65 mil toneladas por mês", disse o gerente-geral do terminal, Eulisses Zagonel Machado, que conta com um armazém de fundo plano para 50 mil toneladas de carga.

No mesmo berço 201, interligado no Corredor Oeste, está o terminal da Bunge. Segundo a Portos do Paraná, a expectativa da empresa é exportar 415 mil toneladas de graneis --235 mil de farelo de soja e 180 mil de oleaginosa em grão-- neste primeiro trimestre. O volume esperado é 87% maior que o consolidado de janeiro a março de 2020, acrescentou a nota.

Pelo berço 204, a Pasa espera exportar, no mesmo período, 770 mil toneladas de carga, sendo 420 mil toneladas de soja (+121%) e 350 mil de açúcar a granel (+17%).

Juntos, os nove terminais privados e os dois públicos interligados no Corredor de Exportação Leste de Paranaguá, esperam movimentar 4,72 milhões de toneladas de soja, milho e farelo no primeiro trimestre de 2021. Esse volume representa uma movimentação média de 1.572.333 toneladas por mês.

"O produto que deve apresentar uma alta significativa é o milho. A previsão é movimentar 475,5 mil toneladas do grão de janeiro a março do próximo ano. Em 2020, foram exportadas 297,8 mil toneladas do produto", afirmou.

A soja ainda deve liderar em volume no leste, com 3,1 milhões de toneladas, porém o número é inferior aos 3,35 milhões de toneladas embarcados de janeiro a março de 2020.

Em farelo de soja, a expectativa dos terminais é exportar 1,14 milhão de toneladas pelo leste no trimestre. O volume será 6,4% maior no comparativo anual.

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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