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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 17/12/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO 

Os preços internacionais do milho futuro ganharam força ao longo do dia e encerraram a quinta-feira maiores na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,25 e 5,25 pontos ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 4,32 com valorização de 5,25 pontos, o maio/21 valeu US$ 4,34 com elevação de 5,00 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 4,35 com alta de 4,75 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,18 com ganho de 3,25 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,17% para o março/21, de 1,17% para o maio/21, de 1,16% para o julho/21 e de 0,72% para o setembro/21.

miho  
       
  B3 (Bolsa)    
jan/21 76,81 -0,70%  
mar/21 76,71 -0,76%  
mai/21 73,31 0,01%  
jul/21 67 1,52%  
Última atualização: 18:00 (16/12)  

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho da Bolsa de Valores de Chicago subiram na quinta-feira, recuperando-se das perdas noturnas devido a sinais de fortes exportações.

“A boa demanda por suprimentos dos EUA destacou as preocupações sobre possíveis quedas de safra na América do Sul, estreitando a base de oferta global, com a previsão do tempo incerta à medida que as safras se encaminham para períodos importantes de desenvolvimento”, comenta Mark Weinraub da Reuters Chicago.

O Departamento de Agricultura dos EUA disse na manhã de quinta-feira que as vendas semanais de exportação de milho totalizaram 1,935 milhão de toneladas, superando as expectativas do mercado.

“Quando você olha os números, você tem que estar em modo de demanda de racionamento e nós não estamos racionando”, disse Mark Schultz, analista-chefe de mercado da Northstar Commodity.

Os preços futuros do milho operaram a maior parte da quinta-feira contabilizando recuos na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,13% e 0,82% por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 76,65 com baixa de 0,13%, o março/21 valia R$ 76,90 com perda de 0,52%, o maio/21 era negociado por R$ 73,22 com queda de 0,25% e o julho/21 tinha valor de R$ 66,45 com desvalorização de 0,82%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a Bolsa Brasileira está fazendo ajustes, basicamente, em cima das flutuações cambiais. “O Brasil é o segundo maior exportador mundial e o dólar influencia nas exportações. Assim, as cotações flutuam com influência do câmbio para cima e para baixo”, explica.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
17/12/2020 74,11 -0,99% -5,36% 14,6  
16/12/2020 74,85 1,37% -4,42% 14,6  
15/12/2020 73,84 0,72% -5,71% 14,51  
14/12/2020 73,31 0,29% -6,38% 14,35  
11/12/2020 73,1 -0,49% -6,65% 14,47  
           

O mercado físico do milho está calmo nas praças paulistas. Com menos agentes ativos, o volume de negócios caiu de maneira relevante. Os poucos negócios acontecem são das necessidades urgentes, o que sustenta parte das cotações. As referências em Campinas-SP giram R$72,00-R$74,00/sc, CIF, 30d.

A quinta-feira (17) chega ao final com os preços do milho se movimentando pouco no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas no Oeste da Bahia (3,20% e preço de R$ 60,50).

Já as valorizações apareceram nas praças de Cândido Mota/SP (0,78% e preço de R$ 65,00), Cascavel/PR (0,80% e preço de R$ 63,00) e Amambaí/MS (3,17% e preço de R$ 65,00).

O mercado de milho no Rio Grande do Sul manteve os R$ 75,00 no disponível em Ijuí e R$ 70,00 CIF Indústrias para janeiro, com os compradores voltando à ativa, segundo o que informou a TF Agroeconômica. “Os preços do milho no Rio Grande do Sul foram fortemente pressionados, com a perspectiva de melhora da safra de verão, com as chuvas em todo o Oeste do país, inclusive no Mato Grosso do Sul e do Paraná. Mas, com a parada das chuvas e notícias sobre a possibilidade de seca os compradores voltaram às compras e os preços pararam de cair”, comenta.  

Por sua vez, o estado de Santa Catarina viu os compradores estarem ausentes. “Os compradores de Santa Catarina continuam oferecendo R$ 71,00 no Oeste do estado e R$ 73,00 o Meio Oeste. Os compradores estão abastecidos por um mês e meio e aguardam novos rumos do mercado para se posicionar. As chuvas no oeste do estado não serviram para recuperar as lavouras, porque chegaram tarde”, completa. 

No Paraná, o preço do milho sobiu forte 7 reais/saca nesta quarta-feira. “O milho spot subiu forte, cerca de 7 freais/saca para R$ 72,00 nos Campos Gerais para comprador, com poucas ofertas. Vendedor esteve a R$ 70,00 ou acima - sem indicação nas fábricas dos Campos Gerais -  O milho futuro  também subiu 4 reais/saca para R$ 73,00 Paranaguá para janeiro de 2021; Sem indicação para março/abril de 2021 posto fábrica. Em Paranaguá fevereiro/março de 2021 subiu  2 reais/saca para R$ 70,00”, indica. 

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR  
mar/21 432,5 5,25  
MAY 2021 434,75 5  
jul/21 435,25 4,75  
SEP 2021 418,75 3,25  
Última atualização: 17:02 (17/12)  
       

Já no Mato Grosso do Sul, o mercado permaneceu inalterado. “O mercado de milho manteve a alta de um real/saca do dia anterior, fechando inalterado também nesta quarta-feira. Não houve nenhum relatório de negócios, para compradores gaúchos ou catarinenses”, conclui. 

O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando que área cultivada na segunda safra de milho em 2021 deve registrar aumento de 5,03% no Mato Grosso em relação à safrinha passada. Já para a produção de milho, o relatório projeta que estado irá colher 36,29 milhões de toneladas na segunda safra, volume recorde.

“As expectativas da manutenção dos preços em alto patamar anima os produtores a aumentarem as áreas de cultivo, sobretudo, das áreas de algodão que podem ser convertidas para o milho”, explicam os analistas do Imea.

A publicação destaca ainda que a  demanda poderá continuar firme tendo em visto o aumento da capacidade de produção pelas usinas de etanol já operantes e a entrada de novas no mercado, refletindo no consumo interno forte. Além disso, o setor animal gera expectativas positivas com as exportações em alta, o que também poderá beneficiar a maior demanda pelo grão e/ou subprodutos do cereal para ração animal.

No que se refere aos custos de produção, a próxima safra apresenta as despesas com fertilizantes e corretivos de solo mais elevadas, mesmo assim, o ponto de equilíbrio do produtor fica em R$ 22,50/sc, valor inferior às negociações realizadas dentro do estado.

“Em virtude das incertezas das áreas que poderão ser semeadas fora da janela, as atenções se voltam para as condições climáticas no cultivo da 2° safra, que poderão ser determinantes para que o produtor consiga maximizar os ganhos em produtividade até a etapa da colheita”, pontua o Imea, estimando que 14,11% das lavouras fiquem fora da janela ideal.


SUGAR - AÇUCAR
 

Mar NY world sugar 11 (SBH21) on Thursday closed up +0.19 (+1.31%), and Mar London white sugar 5 (SWH21) closed up +4.60 (+1.15%).

Sugar prices on Thursday moved higher for a third day on the outlook for smaller Brazil sugar output. On Tuesday, the director of Unica said that Brazil&39;s 2021/22 sugar production would "definitely" be lower due to this year&39;s drought.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
17/12/2020 107,56 0,26% -2,92% 21,19  
16/12/2020 107,28 -1,96% -3,17% 20,93  
15/12/2020 109,43 1,02% -1,23% 21,5  
14/12/2020 108,33 2,65% -2,22% 21,2  
11/12/2020 105,53 -5,74% -4,75% 20,88  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 107,63      
  valor saco $ 21,19      
  valor ton $ 423,72  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
           

Sugar prices also found support Thursday a rally in crude oil prices to a 9-1/2 month high. Higher crude oil prices benefit ethanol prices and may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing to ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies.

On the negative side was Wednesday&39;s action by the Indian government to authorize spending 35 billion rupees ($475 million) to help subsidize Indian sugar producers to export as much as 6 MMT in the 2020/21 season.

The outlook for more sugar supplies India is bearish for sugar prices. The Indian Sugar Mills Association reported on Thursday that India&39;s sugar production Oct 1-Dec 15 jumped +61% y/y to 7.38 MMT. On Nov 19, the USDA&39;s Foreign Agricultural Service (FAS) estimated that India&39;s 2020/21 sugar production will climb +16.8 % y/y to 33.76 MMT and that India&39;s sugar exports will climb +3.5% to 6.0 MMT.

On Monday, sugar prices tumbled to 6-week lows on the outlook for abundant near-term global sugar supplies. Unica last Thursday reported that Brazil&39;s Center-South sugar production in the second half of November rose +22.6 y/y to 427 MT. The percentage of cane used for sugar rose to 35.55% in 2020/21 23.85% in 2019/20.

Current supplies appear robust after data Dec 3 showed Brazil&39;s Nov sugar exports rose +60% y/y to 3.1 MMT. Also, the India Sugar Mills Association (ISMA) reported on Dec 2 that India Oct 1-Nov 30 sugar production surged +107% y/y to 4.29 MMT due to an early start for the crushing season.

Sugar prices had trended higher over the past two months to a 9-3/4 month nearest-futures high Nov 17 on concern that Brazil&39;s dry conditions may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. Maxar recently said that Brazil&39;s sugar-growing regions had received only 5%-25% of average rain in the past few months, leaving crops "extremely dry." Also, a La Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

In a bullish factor, ISO on Nov 17 cut its global 2020/21 sugar production estimate and increased its global 2020/21 sugar deficit estimate. ISO projects that global 2020/21 sugar production will increase by +0.9% y/y to 171.1 MMT. ISO also said the global 2020/21 sugar market would fall into deficit by -3.5 MT a +1.86 MMT surplus in 2019/20.

Sugar prices are also seeing support the smaller sugar crop in Thailand, the world&39;s second-biggest sugar exporter, which has been decimated by drought. The Thailand Sugar Mills Corp said Oct 2 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production would fall -13% y/y to an 11-year low of 7.2 MMT as dry weather this year ravaged cane plantations.

O governo do Reino Unido anunciou nesta quinta-feira a criação de uma cota sem tarifa para importação de 260 mil toneladas de açúcar bruto de cana, disse a associação brasileira da indústria do setor Unica, ressaltando que a medida pode favorecer o Brasil enquanto fornecedor.

De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a cota amplia o acesso a um mercado que era suprido majoritariamente pelo produto da União Europeia, e foi precedida de uma consulta pública da qual o setor produtivo brasileiro participou.

"Em um momento em que todos os países buscam parceiros para garantir cadeias produtivas que tenham sustentabilidade, o Brasil é um fornecedor privilegiado", disse em nota o diretor executivo da associação, Eduardo Leão de Sousa.

A cota entra em vigor a partir de 1º de janeiro, com a duração de 12 meses. Até o momento, a tarifa aplicada ao açúcar importado pelo Reino Unido é a mesma da União Europeia, de 339 euros por tonelada.

Com o Brexit, que marcou a saída do Reino Unido da União Europeia, o país agora possui independência para aplicar as suas próprias tarifas e passará a cobrar 280 libras por tonelada de açúcar extracota, disse a Unica. 

No acumulado do ano até outubro, o Brasil exportou 186 mil toneladas do adoçante aos britânicos, volume que representa mais que o dobro do total embarcado em 2019, de 79 mil toneladas, conforme dados da Unica.

"Em 2020, nossos embarques para o Reino Unido foram ampliados devido a um conjunto de fatores favoráveis, como câmbio e safras menores em outros países produtores. No entanto, podemos observar que os volumes são menores do que a cota anunciada", afirmou Sousa.

"Vale ressaltar que o volume de 260 mil toneladas isento de tarifa será preenchido trimestralmente por qualquer país, respeitando a ordem de chegada", acrescentou.


SOYBEAN - SOJA

 

A soja voltou a testar os US$ 12,00 por bushel na Bolsa de Chicago no pregão desta quinta-feira (17) e fechou o dia com altas de mais de 1%. Intensificando suas altas depois do boletim de vendas semanais para exportação dos EUA trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado fechou com o janeiro sendo cotado a US$ 12,01 e o março com US$ 12,05 por bushel, com altas de 17,50 pontos. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
jan/21 12,0125 17,5 1,48
mar/21 12,055 17,5 1,47
mai/21 12,06 16,25 1,37
jul/21 12,035 16 1,35
Última atualização: 17:010(17/12)  
       

Ao lado de outros fatores, o fato dos EUA já ter comprometido 90% do total estimado para ser exportado de soja na temporada 2020/21 foi um dos vetores de alta para os futuros da oleaginosa nesta quinta, como explica Mário Mariano, diretor comercial da Novo Rumo Commodities e da Agrosoya. 

As vendas de soja dos EUA na semana encerrada em 10 de dezembro foram de 922,3 mil toneladas, contra as projeções do mercado de 400 mil a 900 mil toneladas. A China responde pela maior parte do volume, mais uma vez. 

No acumulado da temporada, as vendas de soja para exportação já chegam a 53,828,9 milhões de toneladas, superando largamente o ano passado neste mesmo período, quando o total comprometido era de pouco mais de 28 milhões. 

A estimativa do USDA é de que os EUA exporte em 2020/21 59,88 milhões de toneladas. 

  soja US$ 5,08
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
nov/20 26,6 135,128 1,22%
   
Última atualização: 14:49 (17/12)
       

Mais do que isso, há ainda preocupações com o clima na América do Sul, em especial na Argentina, e os desdobramentos da greve dos trabalhadores portuários na Argentina. O protesto dura mais de uma semana e já paralisa 22 portos no país. Com isso, o mercado do farelo sente os efeitos com a menor oferta argentina no cenário global, dando espaço ao derivado norte-americano. 

Entre sexta-feira e sábado, algumas chuvas devem aliviar os déficits hídricos no sul e oeste da Argentina, porém, pode sofrer com o clima seco no resto do mês. "Os déficits, porém, se expande para mais de um terço da área da Argentina até o final de dezembro", traz o boletim diário do Commodity Weather Group.

E complementando o quadro, há ainda a China voltando a comprar soja americana, ainda como explicam os analistas da Agrinvest, o que também contribui para os ganhos. 

O clima na América do Sul segue como um dos principais vetores de influência para o andamento dos preços da soja no mercado internacional. Todavia, são necessárias notícias novas, ou talvez problemas mais sérios do que os já conhecidos para motivar ganhos mais intensos na Bolsa de Chicago. Nesta quinta, mesmo com as chuvas tendo chegado a apenas algo entre 20 e 25% da área produtora de soja no Brasil nas últimas 24 horas, os futuros da commodity operam com estabilidade e movimentos bastante tímidos. 

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
dez/20 250
mar/21 70
abr/21 65
mai/21 70
Última atualização: 16/12/2020
   

De acordo com o Commodity Weather Group, nesse período, os volumes foram de 12,8 a 25,6 mm nas principais áreas cultivadas com soja no país - como mostra o mapa abaixo. Na Argentina, as precipitações foram ainda mais limitadas e chegaram a somente 10% da área com a oleaginosa, com volumes ainda menores, variando entre 2,5 e 12,8 mm.

Ainda segundo o instituto internacional de meteorologia, as chuvas no Brasil favoreceram, principalmente o norte e oeste do Paraná, sul de Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo. Já entre sábado e domingo, as áreas do centro e sudoeste do país deverão ser beneficiadas. 

"Para o curto prazo continua a previsão de algum stress hídrico em cerca de um quarto do norte brasileiro para a soja e o milho. Na próxima semana, é esperado o retorno das chuvas", explica o CWG. Partes do sul de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Noroeste de São Paulo, contabilizando mais de 15% da área de soja e milho, seguem sob o risco da falta de umidade e continuam sentindo apenas um alívio limitado nos próximos dias". 

Entre sexta-feira e sábado, algumas chuvas devem aliviar os déficits hídricos no sul e oeste da Argentina, porém, pode sofrer com o clima seco no resto do mês. "Os déficits, porém, se expande para mais de um terço da área da Argentina até o final de dezembro", traz o boletim diário do Commodity Weather Group. Na sequência, o mapa mostra as previsões para a América do Sul entre os próximos 16 a 30 dias. 

"O clima na América do Sul é o principal fundamento para o mercado de grãos entre dezembro e janeiro. Trata-se da estação chuvosa, quando a produtividade da soja está sendo definida. Até agora, o que vemos é uma redução do potencial dado o clima seco que ocorre, principalmente no Brasil Central. Assim, vemos ainda uma revisão para baixo nas estimativas de consultorias privadas em todo mundo para as safras da América do Sul", diz Ray Grabanski, analista de mercado do portal norte-americano Successful Farming. 

Grabanski completa sua análise dizendo: "quando se observa o impacto do clima na América do Sul para o andamento dos mercados de commodities, a questão não é se chove no Brasil, mas quanto chove no Brasil. Uma diferença de 10% para mais ou para menos, no verão, tem uma importância enorme. Essa pode ser a diferença entre uma safra quebrada e uma super safra".

Toda essa preocupação com o tamanho da nova safra sul-americana se confronta com um dos menores estoques de soja da história dos Estados Unidos - estimados pelo USDA, no boletim mensal de oferta e demanda de dezembro em 4,76 milhões de toneladas - e também frente a um consumo que deverá ser recorde no mundo todo. 

Não suficiente, o analista norte-americano ainda sinaliza que os números da safra 2020/21 dos EUA ainda não estão finalizados, o que poderia, ao ser revisado, também promover uma nova redução dos estoques do país. "A estimativa de dezembro para o rendimento da soja americana ainda está entre 0,5 a 1 bushel por acre muito alta", diz. 

Caso essa produtividade seja efetivamente reduzida, poderia levar os estoques americanos a um intervalo ainda mais apertado que, segundo Grabanski, poderia ficar entre 2,72 e 3,67 milhões de toneladas.   

"Isso pode não acontecer efetivamente, então, obviamente, o mercado precisaria racionar e isso só pode ser feito com preços mais altos. Se problemas climáticos na América do Sul também se materializarem até o final do ano, poderemos ter uma situação explosiva na soja", acredita o analista. "Finalmente, temos uma situação de alta nos grãos dado o aperto dos estoques dos EUA e a contínua seca sul-americana", completa.

Assim, o analista lembra ainda que em março já poderá ser registrada uma oferta muito limitada de soja, pouco antes do início da nova safra norte-americana, o que poderia, inclusive, tirar boa parte das áreas de milho, trigo e algodão para que fossem direcionadas à oleaginosa, podendo estender as projeções de preços altos, portanto, também aos demais grãos.

             
Preço soja referência (chicago ):$/MT 533,24   17/dez  
             
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 495,37   17/dez  
             
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 520,01   17/dez  
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 158,50 por saca  

No mercado físico da soja, a demanda chinesa ainda esteve ausente, com apenas um ou dois grandes players buscando embarques em janeiro e fevereiro para cobrir o espaço na demanda, de acordo com a TF Agroeconômica. O interesse de compra por esses carregamentos do Noroeste do Pacífico dos EUA e Santos do Brasil foram com base FOB e CFR na China.

“As ofertas firmes para remessa de fevereiro do PNW foram de 195 c / bu sobre os futuros de março base CFR na China e a mesma remessa base FOB foi dada a 135-136 c / bu  sobre os futuros de março, contra níveis negociáveis a 130 c / bu sobre os mesmos futuros. O embarque de janeiro / fevereiro do PNW foi a 192 c / bu em relação ao março futuro na base CFR da China. Em comparação, o embarque de fevereiro do Brasil foi indicado em 186 c / bu em relação ao março futuro, mas não foi o suficiente para atrair compradores chineses devido às preocupações de carregamento”, completa. 

O indicador CFR China avançou para refletir o valor para o embarque de fevereiro e a opção mais barata e foi avaliada em 184 c / bu sobre março futuro, equivalente a $ 503,75 / t. “Na origem, os prêmios foram misturados nas três principais regiões exportadoras, com EUA e Brasil diminuindo 3-8 c / bu no dia devido a futuros mais altos, enquanto a Argentina subiu cerca de 5 c / bu devido à incerteza da greve. O embarque de fevereiro no FOB Paranaguá caiu 8 c / bu para 87 c / bu sobre o março futuro e o embarque de maio desistiu de 4 c / bu para 64 c / bu sobre o futuro de maio, equivalente a $ 468 / t e $ 460,5 / t, respectivamente”, conclui. 

  INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
    VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
  17/12/2020 150,99 0,43% -6,66% 29,75
  16/12/2020 150,35 -1,58% -7,06% 29,33
  15/12/2020 152,76 0,90% -5,57% 30,02
  14/12/2020 151,4 2,78% -6,41% 29,63
  11/12/2020 147,31 -3,25% -8,94% 29,15

Os portos do Paraná já movimentaram mais de 53,5 milhões de toneladas entre janeiro a novembro deste ano. O volume é 9% maior que o alcançado no mesmo período de 2019 e 0,36% maior que o registrado durante todo o ano passado.

No acumulado do ano, 58% das operações foram direcionadas para exportação com mais de 34,45 milhões de toneladas de produtos enviados do Brasil para o exterior, via portos de Paranaguá e Antonina. Mais uma vez, o destaque ficou por conta da soja em grão, que totalizou 14,26 milhões de toneladas embarcadas, volume 36% superior ao registrado nos primeiros onze meses de 2019.

Em farelo, foram 5,42 milhões de toneladas da oleaginosa exportadas. Alta de 13% em comparação ao mesmo período de 2019 (4,79 milhões) e 4,8% em relação ao movimento do ano passado. As exportações de açúcar também cresceram 79% na comparação dos 11 meses de 2019 e 2020. Foram quase 4,5 milhões de toneladas neste ano, contra 2,43 milhões de toneladas movimentadas no ano passado. Comparando com os 12 meses de 2019, o volume de açúcar exportado este ano já é 65% maior.

Além disso, mais de 19 milhões de toneladas de cargas foram importadas, de janeiro a novembro, via Portos do Paraná. O óleo de soja desponta como um dos principais produtos totalizando mais 111 mil toneladas importadas. Em 2019, nenhum volume havia desembarcado nos portos paranaenses.

 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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