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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 11/12/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro começaram o dia em baixa, mas se recuperaram na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo desta sexta-feira. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 2,25 e 4,00 pontos no final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,24 com valorização de 4,00 pontos, o março/21 valeu US$ 4,23 com ganho de 2,25 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,26 com elevação de 2,25 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,28 com alta de 2,50 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,95% para o dezembro/20, de 0,48% para o março/2, de 0,47% para o maio/21 e de 0,71% para o julho/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam ganhos de 1,68% para o dezembro/20, de 0,71% para o março/21, de 0,71% para o maio/21 e de 0,94% para o julho/21 na comparação com a última sexta-feira (04).

miho
     
  B3 (Bolsa)  
jan/21 72,5 -0,56%
mar/21 73,2 -0,41%
mai/21 70,6 -0,91%
jul/21 66 -1,05%
Última atualização: 18:00 (10/12)
 

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho aumentaram à medida que a oferta restrita e as preocupações persistentes com as safras da América do Sul em meio ao clima seco do início da estação apoiaram os preços.

“Os investidores estão monitorando as perspectivas de milho e soja na América do Sul após o clima seco do início da estação em áreas de produção importantes. Chuvas generalizadas são esperadas no centro e sul do Brasil e norte da Argentina na próxima semana, enquanto um padrão mais seco envolve o norte do Brasil”, aponta Karl Plume da Reuters Chicago.

Os preços futuros do milho estiveram flutuando em campo misto durante a maior parte do dia na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações entre 1,56% negativo e 0,90% positivo por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 74,73 com elevação de 0,74%, o março/21 valia R$ 74,78 com alta de 0,71%, o maio/21 era negociado por R$ 71,89 com valorização de 0,90% e o julho/21 tinha valor de R$ 65,00 com queda de 1,56%.

Ao longo dessa semana, os contratos do cereal brasileiro atingiram os limites de alta na B3 registrando valorização de 5% em algum momento da última terça-feira, quarta-feira e quinta-feira.

“A pressão negativa foi exagerada nos últimos dias, com a queda do milho no mercado físico, então agora apareceram fatores de correções técnicas”, explica Douglas Coelho, sócio da Radar Investimentos.

Para os próximos dias, Coelho acredita que dias de volatilidade ainda vem pela frente. “Deve haver mais oscilações grandes nos próximos dias até o mercado encontrar um ponto de equilíbrio”.

A sexta-feira (11) chega ao final com os preços do milho pouco movimentados, mas caindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas na praça de Eldorado/MS (0,50% e preço de R$ 60,10).

Já as desvalorizações apareceram em Panambi/RS (1,34% e preço de R$ 75,00), Não-Me-Toque/RS (2,70% e preço de R$ 72,00), Tangará da Serra/MT (3,03% e preço de R$ 64,00) e Campo Novo do Parecis/MT (3,08% e preço de R$ 63,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o mercado esteve mais volátil nos últimos dias em função das oscilações do dólar. Com a moeda norte-americana tentando buscar outro patamar, há uma reprecificação de todas as commodities, com o milho não é diferente”.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho no Brasil segue em ritmo lento neste final de ano com as indústrias de ração praticamente paradas. “Não tem pressão de compra e não gira muito”, diz.

Brandalizze acredita que este cenário não deve mudar nos próximos dias, porque as lavouras da safra verão estão evoluindo em boas condições e próximas da normalidade.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
10/12/2020 73,46 -0,20% -6,19% 14,58
09/12/2020 73,61 0,26% -6,00% 14,2
08/12/2020 73,42 -0,57% -6,24% 14,31
07/12/2020 73,84 -1,14% -5,71% 14,53
04/12/2020 74,69 -1,03% -4,62% 14,56
         

Diversas entidades em seus balanços de ano acreditam que 2021 vai ser o ano do milho. Com a valorização o grão já passou a status de commoditie e preocupa quem depende dele para a ração.

Em seu 3º levantamento da safra 20/21 a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no entanto, reduziu a expectativa de safra. Em outubro, na primeira projeção eram esperadas 105,1 milhões de toneladas, nas três safras. Uma alta de 2,6 em relação a safra passada quando foram colhidas 102,5 milhões de toneladas. Em novembro a previsão caiu para 104,8 milhões de toneladas. Já no boletim de dezembro o número caiu mais e deve ser igual ao do ciclo 19/20, com as 102,5 milhões de toneladas, um mínimo crescimento de 0,1%.

A queda se dá em função da estiagem na Região Sul. Muitas lavouras da primeira safra já têm perda total. No Rio Grande do Sul a expectativa era de colher 5,6 milhões de toneladas, um crescimento de 44,8% sem a seca da safra passada. Mas a chegada da La Niña fez o déficit hídrico voltar ao estado. Agora a previsão é de colher 3,5 milhões de toneladas, um recuo de 9,3%. Na safra passada os produtores gaúchos colheram 3,9 milhões de toneladas.

A área total de plantio foi mantida em 18,4 milhões de hectares, alta de 0,5%. No maior estado produtor, Mato Grosso, são esperadas 34,6 milhões de toneladas. Na safra passada foram 34,9 milhões de toneladas. Isso é explicado por uma produtividade 0,9% menor, de 6,3 kg/ha. A maior produtividade nacional deve ser do Distrito Federal, com 8,06 kg/ha.

miho    
         
Chicago (CME)    
CONTRATO US$/bu VAR    
DEC 2020 420,25 -1,75    
mar/21 421,25 -2,5    
MAY 2021 424,25 -2,25    
jul/21 425,75 -1,75    
Última atualização: 17:03 (10/12)  
         

A semeadura do milho de primeira safra, para a temporada 2020/21, está em andamento, afetada pelo atraso e inconstâncias do clima, que estão prejudicando o plantio e desenvolvimento das lavouras. Em outras, as chuvas estão ocorrendo com intensidade e regularidade maiores, auxiliando no acúmulo hídrico dos solos, estabelecendo, nesta fase, forte competição entre as lavouras de milho e soja, com prejuízo para o cereal, que nas últimas safras vinha apresentando incrementos continuados na área plantada.

A Conab estima que o consumo doméstico será de 68,7 milhões de toneladas de milho 2019/20 e 71,8 milhões de toneladas para a safra 2020/21. Com isso a projeção de importação é de 950 mil toneladas,especialmente para suprir a baixa oferta no começo de 2021.


SUGAR - AÇUCAR
 

Mar NY world sugar 11 (SBH21) on Friday closed down -0.23 (-1.57%), and Mar London white sugar 5 (SWH21) closed down -5.80 (-1.44%).

Sugar prices on Friday extended Thursday&39;s losses on negative carry-over Unica&39;s report on Thursday that Brazil&39;s Center-South sugar production in the second half of November rose +22.6 y/y to 427 MT. The percentage of cane used for sugar rose to 35.55% in 2020/21 23.85% in 2019/20.

Sugar prices on Monday posted 1-month lows on signs of robust supplies. Last Thursday&39;s news showed that Brazil&39;s Nov sugar exports rose +60% y/y to 3.1 MMT. Also, last Wednesday, the India Sugar Mills Association (ISMA) reported that India Oct 1-Nov 30 sugar production surged +107% y/y to 4.29 MMT due to an early start for the crushing season.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
10/12/2020 111,96 0,85% 1,06% 22,23  
09/12/2020 111,02 0,16% 0,21% 21,42  
08/12/2020 110,84 -0,05% 0,05% 21,61  
07/12/2020 110,89 0,55% 0,09% 21,82  
04/12/2020 110,28 1,12% -0,46% 21,51  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 111,00      
  valor saco $ 22,02      
  valor ton $ 440,47  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
           

Another bearish factor for sugar is the outlook for more sugar supplies India. Meir Commodities India Pvt on Nov 26 projected that India would export 1.5-2.0 MMT of sugar in 2020/21 without any government subsidy since neighboring countries can be expected to purchase Indian sugar rather than Brazilian sugar because of cheaper freight costs. On Nov 19, the USDA&39;s Foreign Agricultural Service (FAS) estimated that India&39;s 2020/21 sugar production will climb +16.8 % y/y to 33.76 MMT and that India&39;s sugar exports will climb +3.5% to 6.0 MMT.

Sugar mills in India have held back exports as they await news on government subsidies. The World Trade Organization (WTO) is expected to rule on the legality of India&39;s subsidies to its sugar exporters sometime this month after Brazil and Australia raised objections to the WTO about the subsidies. The ruling by the WTO has been delayed July due to the Covid pandemic.

Sugar prices had trended higher over the past two months to a 9-1/2 month high Nov 17 on concern that Brazil&39;s dry conditions may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. Maxar recently said that Brazil&39;s sugar-growing regions had received only 5%-25% of average rain in the past few months, leaving crops "extremely dry." Also, a La

Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

In a bullish factor, ISO on Nov 17 cut its global 2020/21 sugar production estimate and increased its global 2020/21 sugar deficit estimate. ISO projects that global 2020/21 sugar production will increase by +0.9% y/y to 171.1 MMT. ISO also said the global 2020/21 sugar market would fall into deficit by -3.5 MT a +1.86 MMT surplus in 2019/20.

In another bullish factor, France&39;s Agricultural Ministry on Nov 16 cut its 2020 French sugar-beet production estimate to a 19-year low of 27.2 MMT an Oct estimate of 30.5 MMT due to drought. France is the largest sugar producer in the European Union.

Sugar prices are also seeing support the smaller sugar crop in Thailand, the world&39;s second-biggest sugar exporter, which has been decimated by drought. The Thailand Sugar Mills Corp said Oct 2 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production would fall -13% y/y to an 11-year low of 7.2 MMT as dry weather this year ravaged cane plantations.

Big Picture Sugar Market Factors: World sugar production in 2020/21 (Apr/Mar) is expected to climb +0.9% y/y to 171.1 MMT after falling -8.4% in 2019/20 to 169.6 MMT (ISO). The world sugar deficit in 2020/21 is expected to widen to a -3.5 MMT deficit a +1.86 MMT surplus in 2019/20 (ISO). Sugar production by Brazil, the world&39;s largest sugar producer, in 2020/21 (Apr/Mar) will climb by +32% y/y to 39.3 MMT 29.8 MMT in 2019/20, as millers divert 46.4% of cane juice to produce sugar (up 34.9% in 2019/20) due to the weak outlook for ethanol demand and prices (Conab). Sugar production by India, the world&39;s second-largest sugar producer, in 2019/20 will fall -15% y/y to a 3-year low of 28 MT due to drought and a delayed monsoon season (India&39;s National Federation of Cooperative Sugar Factories Ltd).


SOYBEAN - SOJA
 

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago começaram o dia com movimentações tímidas, testando os dois lados da tabela, mas voltaram a subir e encerraram o pregao desta sexta-feira (11) com altas de mais de 7 pontos nos principais vencimentos, levando o janeiro a US$ 11,60 e o março a US$ 11,66 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO  
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)  
jan/21 11,5275 -5,75 -0,5  
mar/21 11,5875 -4,75 -0,41  
mai/21 11,5975 -4,75 -0,41  
jul/21 11,585 -4,5 -0,39  
Última atualização: 17:00 (10/12)    
         

A semana foi de, mais uma vez, foco nos fundamentos e, passado o relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os traders voltam a acompanhar a força do programa de exportações dos EUA, já muito adiantado, e os estoques muito apertados no país.

"Se os EUA exportarem mais, vai falta soja para indústria. Essa foi a mensagem que o USDA quis passar nesse relatório", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities, que lembra ainda que a estimativa das exportações foi mantida em 59,88 milhões de toneladas.

No paralelo, a irregularidade das condições climáticas para a América do Sul também pesa ainda sobre as cotações, e com alguma piora que possa vir a ser registrada deve intensificar a volatilidade no mercado em Chicago, "que vai perceber que não há espaço para quebra". 

Outro fator que vai influenciar o andamento dos preços tanto nos EUA, quanto no Brasil, é a competitividade de ambos os países frente os importadores chineses. A soja brasileira passa a ser mais competitiva agora em relação à americana, o que começa a se inverter em outubro, e isso vai movimentar não só os preços, mas também os prêmios nas duas origens. 

  soja US$ 5,04  
         
  B3 (Bolsa)      
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR  
nov/20 25,72 129,6288 0,08%  
     
Última atualização: 16:00 (10/12)  
         

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma venda de 130 mil toneladas de farelo de soja para as Filipinas nesta sexta-feira (11). O volume é todo da safra 2020/21. 

Nos mercados físicos, as atividades foram escassas em uma base CFR China. A verificação de preços continuou para os embarques do 3º e 4º trimestre de 2021 de soja brasileira e norte-americana, mas as ofertas firmes eram escassas. 

Após dois embarques na última metade de agosto de soja dos EUA negociados em base FOB , as ofertas para o mesmo embarque foram de 108 c/bu sobre os futuros de agosto. Para embarques de curto prazo, o indicador CFR China para embarque de janeiro da opção mais barata marcou 3 c/bu até 215 c/bu em relação aos futuros de janeiro, o que equivale a US$ 504,25/t, um aumento de US$ 1,5/t no dia.

No mercado FOB no Brasil, as ofertas e bids foram em grande parte estáveis com nova safra para embarque em março avaliada em 69 c/bu e equivalente a US$ 452,25/t FOB Paranaguá e US$ 2/t mais alta em Santos. Nos EUA, houve algum bom interesse relatado para agosto de 2022 na quarta-feira, mas não foi visto na quinta-feira, pois o mercado estava desinteressado. O embarque de janeiro ex-Golfo dos EUA foi avaliado em US $ 465,50/t, marginalmente maior no dia.

No porto chinês de Dallian a soja recuou para US$ 843,28 contra US$ 847,12 do dia anterior; o farelo de soja recuou para US$ 489,03, como os US$ 489,22 do dia anterior e o óleo de soja recuou para US$ 1.191,72 como os US$ 1.192,17 do dia anterior. Em Rotterdam, o principal porto não-China de demanda de soja e subprodutos, o preço do primeiro mês cotado da soja-grão recuou para US$ 508,80/t contra os US$ 512,30/t do dia anterior; o pellets de soja avançou para US$ 501,00 contra os US$ 499,00 do dia anterior, afloat.

SOJA - PREMIO
CONTRATO VALOR
dez/20 250
mar/21 75
abr/21 65
mai/21 70
Última atualização: 09/12/2020
   

A soja brasileira é componente principal da ração para animais ao redor do mundo. Aves, suínos, bovinos e peixes são alimentados com ração que, sendo produzida com soja convencional, tem maior agregação de valor. De acordo com Marcos Melo, gerente de insumos da Caramuru, empresa associada ao Instituto Soja Livre, são mais de 5 milhões de toneladas demandadas por estes produtos.

“Há possibilidade de crescimento deste volume se tivermos ofertas mais constantes”, acredita Melo, que participou de uma live sobre soja convencional organizada pela Embrapa em parceria com o ISL no início do mês de dezembro.

Segundo ele, são três principais produtos derivados da soja não convencional: o farelo hipro 48% de proteína, o farelo SPC 62% proteína e a lecitina. O farelo hipro tem demanda de 4 milhões de toneladas, enquanto o SPC de 750 mil toneladas e a lecitina, 70 mil toneladas.

Alemanha, França, Itália, Holanda e Suíça são os cinco principais países compradores do hipro 48%, que é utilizado para ração de aves, principalmente, e também suínos e bovinos. Noruega, Dinamarca, Reino Unido, Grécia e Austrália são os compradores do SPC 62%, utilizado para alimentação de peixes em cativeiro, especialmente salmão e truta.

“Já a lecitina é utilizada para produção de chocolate, sorvete, é um emulsificante muito usado na produção de alimentos. Sendo não transgênico, tem aceitação muito boa e valor agregado em diversos países, especialmente da Europa”, afirmou Melo.

O presidente do Instituto Soja Livre, Endrigo Dalcin, também participou da live e informou que o Brasil deve produzir soja em uma área de 38 milhões de hectares na safra 2020/2021, cerca de 3 % maior que a safra anterior. Entretanto, a área de soja convencional estimada é de apenas 900 milhões de hectares. Mato Grosso é o estado que mais produz soja convencional, com cerca de 470 mil hectares nesta safra.

“Há desafios que buscamos resolver para aumentar a área de soja convencional no país, pois há grande potencial de aumento de demanda. Entre eles, contratos de pelo menos 2 anos entre compradores e produtor rural, prêmios atrativos, continuidade na pesquisa de novas variedades”, exemplificou Dalcin.

Ele frisou também a sustentabilidade da soja mato-grossense e brasileira, que atende uma rigorosa legislação ambiental e trabalhista.

Marcos Melo, da Caramuru, informou que para Goiás e Mato Grosso novas variedades de soja já estarão nas lavouras nesta safra 2020/2021. Serão 17 variedades no total desenvolvida pela Embrapa, TMG, Agronorte, universidades de Viçosa e Uberlândia, entre outras empresas.

             
Preço soja referência (chicago ):$/MT 515,42   10/dez  
             
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 503,51   10/dez  
             
Preço Brasil - MI - Paranaguá: $/MT 512,57   10/dez  
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 155 por saca  

Falando sobre o futuro da soja convencional na visão do comprador, Melo apontou que dependerá das compras dos países da União Europeia, que são grandes consumidores, assim como da estabilidade da oferta com rastreabilidade e livre de resíduos de defensivos.

Ele alertou que caso haja dificuldades para o mercado de soja convencional, os compradores têm outras alternativas como o guar da Índia – uma leguminosa parecida com vagem. Há ainda o crescimento da produção na Europa, em países como Itália e Ucrânia, e também na Índia, que produz 100% de soja convencional. “É importante termos continuidade na pesquisa e consequente aumento na oferta de variedades convencionais e também a valorização adequada de toda a cadeia produtiva”, finalizou Marcos Melo.

Já a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou as exportações do agronegócio do mês de novembro/20, que somaram 7,9 bilhões de USD,1,5% inferior em relação à Nov/19. Contudo, no acumulado do ano, o valor exportado soma USD 93,6 bilhões,15,3% acima do acumulado do ano anterior.

Os principais destaques na valorização de preços em USD no mês em relação ao mesmo período do ano passado foram; farelo de soja (+10,6%), couros (+8,6%), milho (+7,1%) e carne suína in natura (+2,9%). Em direção oposta, as maiores variações negativas foram para o sucos de laranja (NFC) (-20,8%), carne de frango in natura (-16%), fumo (-15,8%) e etanol (- 11,5%) frente ao mesmo período do ano anterior. Mesmo com reajustes negativos expressivos, vale mencionar que a desvalorização cambial foi de 31,5% no período.

Já em relação aos volumes exportados, os destaques do mês foram novamente o setor sucroenergético: etanol (+74,5%), açúcar bruto (+61,4%) e açúcar

refinado (+56,5%), além do fumo (+68,4%) quando comparados com Nov/19. Outros destaques foram o café verde (+39,5%) lácteos (+33,1%) e a carne suína in natura (+32,4%) frente ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, as maiores variações negativas em volume no mês foram soja em grãos (-70,3%), óleo de soja (-38,8%) e suco de laranja (-37,4%) comparado com Nov/19

O aumento expressivo do volume de exportação dos adoçantes tem sido em função de uma safra brasileira com mix açucareiro bastante elevado.Os principais destinos destes volumes produzidos foram a China, Indonésia e Malásia. Contudo, dentre os produtos do complexo sucroenergético, apenas o açúcar bruto teve uma variação positiva nos preços do mês comparado com Nov/19 de 0,9%, enquanto o etanol e açúcar refinado variaram negativamente em 11,5% e 5% respectivamente.

No complexo de proteínas animais, todos os produtos apresentaram volumes maiores no mês, com destaque para carne suína in natura com aumento de 32,4% em volume e preços 2,9% superiores a Nov/19. Já a carne bovina in natura e carne de frango in natura, mesmo com volumes maiores, apresentaram preços inferiores no mesmo período do ano passado em 9% e 16% respectivamente. O volume exportado do café verde em novembro somou 275 mil toneladas representando um aumento de 39,5% frente ao ano passado, e os preços em USD foram 1,7% superiores.

No milho os volumes exportados totalizaram 4,9 milhões de toneladas, representando um embarque 19,1% superior ao mesmo período de 2019. Em relação aos preços em USD, também se valorizaram em 7,1% no mês.

Por fim, no complexo soja, os volumes de exportação nos grãos e óleo de soja continuaram em queda no mês de novembro refletindo a baixa disponibilidade no país. Já o farelo de soja, os embarques foram 19,3% acima de Nov/19 com valorização no preço em 10,7%

As últimas projeções de órgãos públicos para a safra 2020/21 de soja do Brasil continuam confirmando e reforçando a irregularidade da temporada. Nesta quinta-feira (10), a Conab trouxe seu número em 134,56 milhões de toneladas, enquanto o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) trouxe 127 milhões. Da mesma forma, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) manteve sua estimativa em 133 milhões. 

Embora o mercado esteja monitorando as adversidades climáticas em algumas regiões produtoras do país, os números da Conab e do USDA estão bem alinhados e parece que ainda são os mais considerados pelos traders. 

"O mercado te dá relevância pela assertividade e pouco olha para os números do IBGE", explica Ênio Fernandes, consultor em agronegócio da Terra Agronegócios. "Antes da Conab, do USDA e do IBGE, as estimativas das consultorias privadas já vêm falando de números entre 129 e 134, 135 milhões de toneladas. E só o tempo vai corrigir isso". 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
10/12/2020 152,26 -2,05% -5,88% 30,23  
09/12/2020 155,45 4,31% -3,91% 29,99  
08/12/2020 149,02 -3,50% -7,88% 29,06  
07/12/2020 154,42 1,26% -4,54% 30,39  
04/12/2020 152,5 -3,35% -5,73% 29,74  

A margem grande entre os números reflete uma diferença de metodologia dos institutos. Recentemente, a Conab informou que revisou e refez todos as suas formas de coleta informações, voltando a campo para acompanhar o desenvolvimento da safra. 

Ainda assim, os produtores seguem questionandos os números e relatam perdas consideráveis de potencial produtivo. A conclusão de dezembro e o mês de janeiro serão determinantes para definir a produtividade da soja brasileira. 

Somente no estado de Mato Grosso, maior produtor do país, 300 mil hectares tiveram de ser replantados, os quais já deverão apresentar menor potencial dado o cenário climático e mais o tempo da janela para a semeadura da oleaginosa. O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) já reduziu em 1% sua estimativa para o rendimento da oleaginosa. 

De acordo com informações apuradas pelo Commodity Weather Group (CWG), nas últimas 24 horas, apenas algo entre 30% e 35% da área produtora de soja do Brasil receberam chuvas e os volumes foram limitados, variando entre 6,35 e 25,4 mm. 

"Há um stress de curto prazo para menos de 20% da área de soja do Brasil, porém, as lavouras ainda estão sofrendo para se recuperar no sul de Mato Grosso e norte do Mato Grosso do Sul", analisam os especialistas do CWG. 

Já para os próximos cinco dias, as previsões sinalizam chuvas podendo chegar a algo entre 65% e 75% da área da oleaginosa, com acumulados que poderiam alcançar entre 12,7 e 38,1 mm. No intervalo dos próximos 6 a 10 dias - 16 a 20 de dezembro -, ainda de acordo com as previsões do CWG, as precipitações se mostram ainda mais localizadas, com todo Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e partes do Mato Grosso e da Bahia com chuvas abaixo da média. 

Na sequência, nos próximos 11 a 15 dias - de 21 a 25 de dezembro -, as precipitações deverão ficar dentro do normal. 

"As chuvas dispersas diminuem no norte do Brasil no final de semana e devemos ter uma semana de clima mais seco antes das chuvas. Para o Centro e o Sul do país são esperadas de forma mais bem distribuídas na próxima semana, também auxiliando as áreas de soja", complementa o boletim do instituto internacional de meteorologia. 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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