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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 27/11/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO 

A Bolsa de Chicago (CBOT) retomou as atividades após o feriado de Ação de Graças na quinta-feira com apenas meio período de pregão, que foi encerrado com os preços internacionais do milho futuro subindo. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 5,50 e 6,50 pontos.
O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,25 com alta de 5,50 pontos, o março/21 valeu US$ 4,33 com ganho de 6,25 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,36 com valorização de 6,50 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,37 com elevação de 5,75 pontos.

miho  
       
  B3 (Bolsa)    
jan/21 78,51 -0,11%  
mar/21 78,51 -0,11%  
mai/21 74,7 0,00%  
jul/21 68,55 -0,07%  
Última atualização: 18:00 (27/11)  
   

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 1,19% para o dezembro/20, de 1,17% para o março/2, de 1,40% para o maio/21 e de 1,39% para o julho/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam elevações de 0,47% para o dezembro/20, de 0,93% para o março/21, de 1,40% para o maio/21 e de 1,63% para o julho/21 na comparação com a última sexta-feira (20).

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho saltaram cerca de 1,5% mais altos na sexta-feira em uma rodada de compras técnicas estimuladas por outra grande venda para o México anunciada esta manhã, junto com relatórios de tempo seco na América do Sul. 

Exportadores privados relataram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 11,9 milhões de bushels (302.260 toneladas) de milho para entrega ao México durante a campanha de comercialização de 2020/21, que começou em 1º de setembro.

Com os Estados Unidos fechado pelo feriado de Ação de Graças, a direção do mercado caiu para o futuro do milho Euronext, embora o contrato serviu apenas para reforçar a natureza indecisa dos negócios desta quinta-feira. As informações foram divulgadas pela TF Agroeconômica.

“No fechamento deste mercado em Londres, contrato de janeiro havia ganho 25 centavos de euro para ficar em € 194,75/t, enquanto o contrato de março havia perdido 25 centavos  de euro para atingir € 193,50/t, com grande parte da curva mostrando pouco movimento até o contrato de janeiro de 2022”, comenta.

Grande parte da Ásia ficou de fora, com o comércio da Coreia do Sul tranquilo e o foco aparentemente mudando para importadores de trigo para moagem, enquanto o mercado do Vietnã viu poucas indicações físicas com os EUA fora. “A atividade continuou na Ucrânia,  no entanto, embora em um ritmo discreto. Os preços do milho de  exportação ficaram estáveis na quinta-feira, com as ofertas de carregamento de dezembro e janeiro começando agora em níveis semelhantes em torno de US $ 235/t FOB HIPP”, completa.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
27/11/2020 79,27 -0,05% -3,20% 14,88  
26/11/2020 79,31 -0,58% -3,15% 14,88  
25/11/2020 79,77 0,13% -2,59% 15  
24/11/2020 79,67 -0,49% -2,71% 14,8  
23/11/2020 80,06 -0,19% -2,23% 14,72  

“Na América do Sul, dados do governo argentino mostraram que as vendas de milho de nova safra chegaram a 493 mil t, ante 366 mil t na semana anterior e o maior nível desde o final de setembro. Para a safra velha, as vendas atingiram 637 mil t, queda de 10.000 t semana a semana. Finalmente, o IGC seguiu o USDA na revisão de sua perspectiva de produção para o milho, reduzindo 10 milhões de t para se fixar em 1,146 bilhão de tons. Isso refletiu as perspectivas revisadas para a produção da Ucrânia, dos EUA e da UE”, conclui.

Os preços do milho futuro operaram durante todo o dia registrando movimentações em campo misto na Bolsa Brasileira (B3) e perderam força no final da tarde. As principais cotações registravam flutuações negativas entre 0,07% e 0,37% por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 78,31 com desvalorização de 0,37%, o março/21 valia R$ 78,60 com perda de 0,25%, o maio/21 era negociado por R$ 74,70 com estabilidade e o julho/21 tinha valor de R$ 68,55 com baixa de 0,07%.

 

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a região Sul do Brasil recebeu novos volumes de chuvas que beneficiaram as lavouras de milho, o que dá uma tranquilidade para uma safra evoluindo bem, principalmente no Paraná, enquanto o Rio Grande do Sul já perdeu mais de 1,5 milhão de toneladas ante ao potencial de 6 milhões.

A SAFRAS & Mercado estimou a safra brasileira de milho 2020/21 em 112,865 milhões de toneladas, 5,65% a mais do que a safra passada, mas menor do que as projeções de outubro de 116,427 milhões de toneladas.

"Os efeitos da falta de chuva foram significativos, especialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, que deverão registrar volumes de produção 33,9% e 30,1% menores, respectivamente, em relação à safra de verão 2019/20", afirmou em nota o analista da consultoria Paulo Molinari.

A sexta-feira (27) chega ao final com os preços do milho recuando no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas valorizações em nenhuma das praças.

Já as desvalorizações apareceram em Dourados/MS (1,37% e preço de R$ 72,00), Londrina/PR (1,43% e preço de R$ 69,00), Brasília/DF (1,45% e preço de R$ 68,00), Porto Santos/SP (2,44% e preço de R$ 80,00) e Campinas/SP (2,47% e preço de R$ 79,00).

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR  
DEC 2020 425,5 5,5  
mar/21 433,75 6,25  
MAY 2021 436,75 6,5  
jul/21 437,25 5,75  
Última atualização: 17:02 (27/11)  
       

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “a disponibilidade de milho em São Paulo, Goiás e Minas Gerais cresceu no mercado físico durante esta semana. Isto ocorre porque a intenção de venda para as exportações é quase mínima e o comprador está recuado neste momento”.

A agência SAFRAS & Mercado destaca que o mercado brasileiro de milho apresentou acomodação nos preços no mês de novembro, com quedas na maior parte das regiões. “A oferta melhorou nas principais praças de comercialização, o produtor negociou mais, e as cotações reagiram para baixo a esse incremento na disponibilidade do cereal”, diz.

O analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, acredita que os produtores decidiram entrar no mercado com preços excelentes de milho e liberar espaço para a soja e isso levou a retração dos valores.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, o preço médio do milho recuou 0,36% em relação a semana anterior e chegou em R$ 79,90 a saca, conforme relatado pela Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural).


SUGAR - AÇUCAR

Mar NY world sugar 11 (SBH21) on Friday closed up +0.05 (+0.34%), and Mar London white sugar 5 (SWH21) closed up +0.60 (+0.15%).

Sugar prices on Friday posted modest gains as they rebounded Wednesday&39;s 2-week lows. A fall in the dollar index to a 2-3/4 month low on Friday sparked short-covering in sugar futures.

On Wednesday, sugar prices dropped to 2-week lows after Unica reported that Brazil&39;s Center-South sugar production in the first half of November rose +57 y/y to 1.242 MMT, above expectations of 1.120 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 41.74% in 2020/21 28.42% in 2019/20.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$    
27/11/2020 109,89 0,28% 9,22% 20,62    
26/11/2020 109,58 0,14% 8,92% 20,56    
25/11/2020 109,43 0,43% 8,77% 20,58    
24/11/2020 108,96 0,26% 8,30% 20,23    
23/11/2020 108,68 0,56% 8,02% 19,99    
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .        
  media R$ 109,31        
  valor saco $ 20,51        
  valor ton $ 410,16  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180  
                          com 7% icms    
             

Another negative factor for sugar is the outlook for more sugar supplies India. Meir Commodities India Pvt on Tuesday projected that India would export 1.5-2.0 MMT of sugar in 2020/21 without any government subsidy since neighboring countries can be expected to purchase Indian sugar rather than Brazilian sugar because of cheaper freight costs.

Sugar mills in India have held back exports as they await news on government subsidies. The World Trade Organization (WTO) is expected to rule on the legality of India&39;s subsidies to its sugar exporters sometime this month after Brazil and Australia raised objections to the WTO about the subsidies. The ruling by the WTO has been delayed July due to the Covid pandemic.

Sugar prices have trended higher over the past six weeks up to a 9-month high last Tuesday on concern that Brazil&39;s dry conditions may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal.

Maxar recently said that Brazil&39;s sugar-growing regions had received only 5%-25% of average rain in the past few months, leaving crops "extremely dry." Also, a La Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

Sugar prices also have support after Hurricane Iota slammed into Central America last Monday, bringing heavy rains and damage to sugar crops and infrastructure in Nicaragua, Honduras, and Guatemala.

A negative for sugar prices was last Thursday&39;s forecast the USDA&39;s Foreign Agricultural Service (FAS) that India&39;s 2020/21 sugar production will climb +16.8 % y/y to 33.76 MMT and that India&39;s sugar exports will climb +3.5% to 6.0 MMT.

In a bullish factor, ISO last Tuesday cut its global 2020/21 sugar production estimate and increased its global 2020/21 sugar deficit estimate. ISO projects that global 2020/21 sugar production will increase by +0.9% y/y to 171.1 MMT. ISO also said the global 2020/21 sugar market would fall into deficit by -3.5 MT a +1.86 MMT surplus in 2019/20.

In another bullish factor, France&39;s Agricultural Ministry last Monday cut its 2020 French sugar-beet production estimate to a 19-year low of 27.2 MMT an Oct estimate of 30.5 MMT due to drought. France is the largest sugar producer in the European Union.

Sugar prices are also seeing support the smaller sugar crop in Thailand, the world&39;s second-biggest sugar exporter, which has been decimated by drought. The Thailand Sugar Mills Corp said Oct 2 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production would fall -13% y/y to an 11-year low of 7.2 MMT as dry weather this year ravaged cane plantations.

Fund buying in London sugar has supported the recent rally in prices. Last Friday&39;s Commitment of Traders (COT) data showed funds increased their net-long positions of London white sugar by 3,445 positions in the week ended Nov 17 to an 8-month high of 27,030. The large long position, however, could also provide fuel for long liquidation pressure.

Big Picture Sugar Market Factors: World sugar production in 2020/21 (Apr/Mar) is expected to climb +0.9% y/y to 171.1 MMT after falling -8.4% in 2019/20 to 169.6 MMT (ISO). The world sugar deficit in 2020/21 is expected to widen to a -3.5 MMT deficit a +1.86 MMT surplus in 2019/20 (ISO). Sugar production by Brazil, the world&39;s largest sugar producer, in 2020/21 (Apr/Mar) will climb by +32% y/y to 39.3 MMT 29.8 MMT in 2019/20, as millers divert 46.4% of cane juice to produce sugar (up 34.9% in 2019/20) due to the weak outlook for ethanol demand and prices (Conab). Sugar production by India, the world&39;s second-largest sugar producer, in 2019/20 will fall -15% y/y to a 3-year low of 28 MT due to drought and a delayed monsoon season (India&39;s National Federation of Cooperative Sugar Factories Ltd).

 

SOYBEAN - SOJA

O mercado retomou seus negócios na Bolsa de Chicago e os futuros da soja voltaram do feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA operando em campo positivo no início da tarde desta sexta-feira (27). Os principais contratos, por volta de 12h55 (horário de Brasília), subiam entre 5 e 5,75 pontos, levando o janeiro a US$ 11,89 e o março a US$ 11,90 por bushel.

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
jan/21 11,9175 7,75 0,65
mar/21 11,9275 7 0,59
mai/21 11,91 7 0,59
jul/21 11,8675 7 0,59
Última atualização: 17:00 (27/11)  

Os traders seguem focados em questões já conhecidas como o clima ainda irregular na América do Sul - e a chegada de algumas chuvas em regiões que vinham precisando muito de um melhor cenário climático - e também em uma demanda intensa que vem sendo conduzida, especialmente, pelas necessidades crescentes da China. 

Nos números trazidos nesta sexta pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Undidos), as vendas semanais norte-americanas para exportações vieram um pouco mais fracas, mas dentro das expectativas do mercado. 

As vendas semanais de soja norte-americana foram de 768,1 mil toneladas e registraram sua mínima da temporada. O volume é 42% menor do que o registrado na semana passada e e 47% se comparado à média das últimas quatro semanas. A China permanece como principal destino da oleaginosa dos EUA. 

Em todo ano comercial, as vendas de soja do país já somam 51,930,7 milhões de toneladas do total estimado pelo USDA para ser exportado de 59,88 milhões de toneladas. Há um ano, o total acumulado era de pouco mais de 25 milhões de toneladas. 

O mercado também busca manter-se na defensiva frente ao final de semana e às espera de novas notícias que possam vir a movimentar o direcionamento das cotações. 

  soja US$ 5,33  
         
  B3 (Bolsa)      
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR  
nov/20 26,35 140,4455 0,80%  
  sem negocição hoje  
Última atualização: 15:14 (27/11)  

De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado internacional de subprodutos fechou com o óleo de soja em alta na Europa e na Índia. “No porto chinês de Dallian a soja avançou para US$ 829,77 contra US$ 823,73 do dia anterior; o farelo de soja avançou para US$ 477,63, como os US$ 477,57 do dia anterior e o óleo de soja avançou para US$ 1.186,47 como os US$ 1.183,27 do dia anterior”, comenta.

“Em Rotterdam, o principal porto não-China de demanda de soja e subprodutos, o preço do primeiro mês cotado da soja-grão recuou para US$ 499,40/t contra os US$ 500,10/t  do dia anterior; o pellets de soja recuou para US$ 475,00 contra os US$ 479,00 do dia anterior, afloat”, completa.

Os preços dos óleos vegetais, para o primeiro mês, terminaram o dia cotados a: “óleo de canola avançou  para  US$  1.103,12/t  contra  US$ 1.084,62/t do dia anterior; o óleo de linhaça foi cotado em US$ 1.082,50/t contra os US$ 1.082,50/t do dia anterior; o óleo de soja avançou para US$ 1.031,18/t contra  $  1.030,99/t  do dia anterior; o óleo de girassol  se manteve em US$ 1.200,00 contra os US$ 1.200,00 do dia anterior e o óleo de palma recuou US$ 890,00 contra os US$ 895,00/t do dia anterior. Na Índia, maior importador de óleos vegetais do Mundo, o óleo de soja se manteve em US$ 1.125,00 como os US$1.125,00/t do dia anterior, em Nova Delhi, como mostra o gráfico ao lado”.

SOJA - PREMIO  
CONTRATO VALOR  
nov/20 250  
fev/21 105  
mar/21 65  
mai/21 60  
Última atualização: 27/11/2020  
     

No Brasil, o Rio Grande do Sul plantou 46%, contra a média histórica de 62%. “Apesar do predomínio do tempo seco no Estado, a presença de chuvas em algumas regiões ajudou na retomada das atividades de plantio, que já atinge 47% no RS, contra 63% na mesma semana do ano passado e 62% de média histórica dos últimos 5 anos, além de contribuir para o desenvolvimento da cultura”, conclui.

A produção brasileira de soja 2020/21 deve atingir 128,34 milhões de toneladas, estimou a ARC Mercosul reduzindo sua previsão em cerca de 800 mil toneladas em função dos efeitos da seca nas lavouras da oleaginosa, fato que também motivou um ajuste negativo nas expectativas para o milho.

A consultoria também baixou sua previsão para a área de plantio de soja a 38,25 milhões de hectares, ante 38,43 milhões de hectares vistos anteriormente.

"Tanto no Paraná quanto no Centro-Oeste como um todo, os produtores conseguiram compensar ou tirar grande parte do atraso causado pela seca em setembro... (isso) não significa que a produtividade vai ser a mesma", disse à Reuters o diretor da ARC, Alexandre Inácio.

Ele disse que em Mato Grosso, principal Estado produtor da oleaginosa, as chuvas de setembro, necessárias para dar a largada na semeadura, ficaram 75% abaixo da média do ano passado --quando a temporada já teve um início mais seco.

Com disso, uma parcela das primeiras lavouras plantadas em 2020/21 não se desenvolveu e os produtores precisaram realizar replantio.

"Agora está chovendo, o que permitiu que a semeadura alcançasse os níveis do ano passado, mas as precipitações seguem irregulares e com volume menor... E o que vem pela frente também não nos anima", comentou.

Inácio também ressaltou que em dezembro, com a chegada do verão, as temperaturas tendem a aumentar, o que criaria um novo problema para a produtividade, caso as chuvas sigam abaixo da média.

"A produtividade dos Estados do Centro-Oeste como um todo tende a cair, porque a necessidade de água das plantas pode não ser condizente com as precipitações que estão previstas até o fim do ciclo", explicou.

No milho, a estimativa da ARC é de que a produção total do Brasil alcance 106,5 milhões de toneladas em 2020/21, volume abaixo da previsão anterior de 107 milhões de toneladas. A expectativa de área se manteve estável em 18,44 milhões de hectares.

"Acreditamos que algumas regiões devam ter um aumento da área plantada por conta dos preços, porém, em outras regiões também vamos encontrar uma queda de produtividade por conta do atraso no plantio da soja que compromete a janela de plantio da safrinha", afirmou.

Ele explicou ainda que, se o plantio da segunda safra de milho ficar para fevereiro, aumenta muito o risco de não ter a chuva quando o cereal mais precisa, em meados de abril/maio, e compromete a produtividade.

"Mesmo assim, os preços estão muito bons e os sinais que temos é de que o produtor está disposto a correr mais riscos."

               
Preço soja referência (chicago ):$/MT 529,75   27/nov    
               
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 507,54   27/nov    
               
Preço Brasil - MI - Paranaguá: $/MT 531,58   27/nov    
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 170 por saca    
               

Um navio com 30,5 mil toneladas de soja produzida nos Estados Unidos chegou nesta sexta-feira à área do porto de Paranaguá (PR), de acordo com sistemas de monitoramento de embarcações, marcando a iminente entrega de uma rara compra feita na América do Norte em meio à oferta reduzida.

Neste ano, o Brasil vendeu grandes volumes de soja para a China, maior importadora global da oleaginosa, o que fez com que sobrasse pouco para o consumo doméstico. A situação resultou em um valor recorde em reais da matéria-prima para a ração, ajudando a impulsionar a inflação dos alimentos no país.

A autoridade portuária disse que o navio Discoverer, que já se encontra ao largo do porto, trará a primeira carga de soja importada via Paranaguá em pelo menos uma década.

A embarcação deve atracar entre 7 e 15 de dezembro e será inspecionada antes de descarregar a um ritmo de 6 mil toneladas por dia. (https://www.appaweb.appa.pr.gov.br/appaweb/pesquisa.aspx?WCI=relLineUpRetroativo)

O Discoverer foi afretado pela Louis Dreyfus, segundo dados de agências marítimas. Sua chegada representa uma mudança de paradigma para o Brasil, o maior produtor e exportador global de soja.

           
  INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
    VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
  27/11/2020 162,31 0,66% -0,75% 30,46
  26/11/2020 161,24 -0,80% -1,41% 30,25
  25/11/2020 162,54 0,38% -0,61% 30,56
  24/11/2020 161,92 -0,64% -0,99% 30,07
  23/11/2020 162,96 -0,40% -0,35% 29,97

Embora seja uma quantidade pequena para os padrões comerciais globais, as 30,5 mil toneladas são o maior volume de soja dos EUA comprado pelo Brasil desde 1997. Em 16 de outubro, o Brasil suspendeu temporariamente as tarifas de importação de soja de fornecedores fora do Mercosul. O país deve importar 1 milhão de toneladas em 2020, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), maior volume ao menos desde 2008.

A maior parte já foi desembarcada no país, uma vez que as importações de janeiro a outubro somaram 625,5 mil toneladas de soja, segundo dados do governo, com países do Mercosul dominando a oferta --o Paraguai forneceu 589 mil toneladas, seguido pelo Uruguai (36,3 mil toneladas).

O volume total importado se compara a apenas 125 mil toneladas no mesmo período do ano passado.  A importação de soja geneticamente modificada dos EUA pelo Brasil pode acarretar riscos regulatórios, considerando que os dois países tratam de forma diferente a aprovação de sementes transgênicas, afirmou à Reuters a Abiove, que defende a sincronização das autorizações entre os dois países para eliminar qualquer incerteza.

Por exemplo, sementes geneticamente modificadas resistentes a herbicidas como o glifosato e a insetos como as lagartas são permitidos no Brasil e nos EUA. Mas os chamados eventos transgênicos são aprovados conjuntamente no Brasil e separadamente nos EUA.

No início de novembro, o Brasil reconheceu a equivalência de eventos transgênicos aprovados nos EUA e no Brasil, visando dar segurança jurídica aos importadores.

 

 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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