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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 25/11/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO 

Os preços futuros do milho mantiveram a trajetória de perdas nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 1,25 e 2,00 pontos por volta das 11h47 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 4,23 com desvalorização de 2,00 pontos, o março/21 valia US$ 4,31 com baixa de 1,50 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 4,34 com queda de 1,75 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,35 com perda de 1,25 pontos.

miho  
       
  B3 (Bolsa)    
jan/21 79,04 0,42%  
mar/21 78,99 0,37%  
mai/21 74,6 -0,20%  
set/21 66,46 -0,66%  
Última atualização: 18:00 (25/11)  
   

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os futuros do milho caíram ligeiramente em Chicago esta manhã, devido às preocupações com uma possível contração na produção de etanol da semana passada.

“Os dados de produção de etanol de hoje provavelmente verão um declínio contínuo à medida que as restrições ao coronavírus forem reinstauradas em todo o país para combater a propagação do vírus. As viagens antecipadas para o feriado de Ação de Graças - que está crescendo apesar dos avisos do CDC - podem potencialmente compensar parte da flexibilização das viagens devido às medidas renovadas de bloqueio”, comenta a analista Jacqueline Holland.

Os preços internacionais do milho futuro fecharam em queda nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 5,00 e 5,75 pontos ao final do dia.

O dia encerrou com o vencimento dezembro/20  cotado à US$ 4,20 com desvalorização de 5,75 pontos, o março/21 valeu US$ 4,27 com perda de 5,00 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,30 com baixa de 5,50 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,31 com queda de 5,00 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,18% para o dezembro/20, de 1,16% para o março/21, de 1,15% para o maio/21 e de 1,15% para o julho/21.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
25/11/2020 79,77 0,13% -2,59% 15  
24/11/2020 79,67 -0,49% -2,71% 14,8  
23/11/2020 80,06 -0,19% -2,23% 14,72  
20/11/2020 80,21 0,24% -2,05% 14,93  
19/11/2020 80,02 -0,52% -2,28% 15,06  
           

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os mercados em baixa neste meio de semana foram resultado de operadores especulativos vendendo suas posições.

“Entramos no Dia de Ação de Graças com um dia de folga amanhã e um dia curto na sexta-feira. Além disso, segue-se o fim de semana e o fim do mês. Portanto, os fundos e outras especificações estão reduzindo as posições compradas”, disse Jack Scoville analista de mercado do PRICE Futures Group.

Outro fator que atuou no mercado foi a melhora no clima para as safras da América do Sul. “O clima melhorou no sul do Brasil e na Argentina também. Mesmo assim, o clima é seco mais ao norte do Brasil. Nenhuma demanda de exportação no sistema diário também não está ajudando”, diz Scoville.

De acordo com o que informou a TF Agroeconômica, a maioria dos preços do milho  recuaram no mercado internacional. “No mercado à vista, as ofertas no Brasil foram de 77 c/bu sobre os futuros de setembro para setembro, reportadas apenas para a primeira metade do mês em 85 c/bu sobre o mesmo contrato. Para julho, as ofertas indicadas no início da nova safra do país foram vistas pela última vez em 90 c/bu em relação aos contratos futuros de julho contra 85 c/bu, com ofertas subindo 3 c/bu”, comenta. 

“Na Argentina, a atividade comercial demorou a ser reiniciada após o feriado de segunda-feira, mas uma fonte viu ofertas inalteradas em relação ao nível de sexta-feira em 105 c/bu e 115 c/bu sobre os futuros de maio. E nos EUA, novas ofertas para embarque de dezembro no Golfo foram vistas pela primeira vez em algumas semanas com a última metade do mês oferecida a 140 c/bu sobre os futuros de dezembro”, completa.

Os preços do milho ucraniano voltaram a níveis vistos anteriormente no início de novembro,  à medida que as ofertas caíram para US$  236/t  FOB HIPP para carregamento em dezembro, e uma oferta de US$ 235/t FOB HIPP foi discutida no mercado. “Enquanto isso, a diferença entre as contrapartes permaneceu razoavelmente ampla, uma vez que os compradores foram ouvidos em torno de US $ 232/t FOB HIPP para as mesmas datas de carregamento, enquanto a compra pesada do TMO da Turquia forneceu suporte”, indica.

“Os agricultores ucranianos já colheram 25,2 milhões de t de milho de 4,8 milhões de ha, colocando a produção média em todo o país em 5,3 t/ha, abaixo dos 7,2 t/ha do ano passado”, conclui.

Os preços futuros do milho também regrediram nesta quarta-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,03% e 1,25% por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 78,70 com baixa de 0,03%, o março/21 valia R$ 78,62 com perda de 0,10%, o maio/21 era negociado por R$ 74,75 com desvalorização de 1,25% e o setembro/21 tinha valor de R$ 66,46 com queda de 0,66%.

As flutuações cambiais também foram de perda para o dólar ante ao real. A moeda americana caia 1,05% e era cotada à R$ 5,31 por volta das 17h14 (horário de Brasília).

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, as movimentações do milho na B3 são reflexos da acomodação de fim de ano. “O fôlego que tinha já foi e os portos já estão mostrando R$ 70,00 sem conseguir ir muito acima disso”, comenta.

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR  
DEC 2020 420 -5,75  
mar/21 427,5 -5  
MAY 2021 430,25 -5,5  
jul/21 431,5 -5  
Última atualização: 17:02 (25/11)  
       

A Agrifatto Consultoria destaca que os volumes de negociações efetivadas continuam muito baixos.

O Ifag (Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás) divulgou seu Boletim Semanal de Mercado do Milho apontando que os preços do milho no estado tiveram uma semana de recuo.

O preço médio do milho em Goiás caiu 1,76% na última semana e fechou a sexta-feira (20) com valor de R$ 67,54. Nas principais regiões produtoras, as cotações também perderam força, queda de 4% em Rio Verde, com preço de R$ 69,25 e de 0,75% em Cristalina com preço de R$ 69,25.

“No estado de Goiás, como não poderia ser diferente, os preços registram quedas na semana. O preço médio do estado, que se aproximava dos R$ 70/Sc, recuou mais de R$ 1,70 na semana. Os principais fundamentos deste movimento estão no recuo da ponta compradora, que movimentou pouco o mercado nesta semana. Assim, a ponta ofertante não conseguiu manter os patamares de preços e queda foi inevitável”, aponta o Ifag.

No Rio Grande do Sul, não houve relatos de vendas no mercado de lotes, com as fábricas de ração buscando trigo, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O  mercado  de  milho  está  sem  indicações  no  estado.Apesar  disto não houve registro  de compras  de milho no  Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira. O milho local fechou o dia  em  R$ 90,00 em Ibirubá, R$ 89,50 em Vacaria, R$ 89,00 em Ijuí e Santa Rosa, R$ 87,00 em Passo Fundo e R$ 86,00 em Carazinho. As demais localidades estão entre R$  R$ 84,00 e R$ 86,00”, comenta.

Santa Catarina compra 20.000 toneladas spot do MS e 6.000 toneladas para safrinha 2021, nesta semana. “Os preços reportados estiveram por volta de R$ 81,50/82,00 + ICMS. Os preços para o produtor recuaram 2 reais/saca para R$ 76,00/saca no  e Joaçaba,  R$  74,00  em  Pinhalzinho,  R$  70,25  em Xanxerê”, completa.

No Paraná, estão começando a aumentar as ofertas no estado. “Os vendedores recuaram as  suas  pedidas de R$  80,00  puro para  a  faixa entre R$ 77,00 e R$ 80,00 nesta semana. Em Paranaguá milho de safra velha continua sem indicação e para safra nova indicação de R$ 72,00 para fevereiro/março de 2021. Para safra nova continua a R$ 66,00  para março/abril de 2021 posto fábrica”, indica.

No Mato Grosso do Sul, os preços recuaram forte, mesmo com a demanda. “A  falta  de  produtos  está  se  generalizando  em  vários  estados  do  Sul  e  do Centro  do  país,  produtores  de  carne,  que  vem  se  abastecer  no  MS  por razões logísticas. E o mercado interno é que continua dominando o mercado em geral, contra a exportação, que, no MS, já deixou de tentar comprar há algumas semanas, por falta de competitividade”, conclui.
 

SUGAR - AÇUCAR 
 

Mar NY world sugar 11 (SBH21) on Wednesday closed down -0.27 (-1.80%), and Mar London white sugar 5 (SWH21) closed down -7.90 (-1.93%).

Sugar prices on Wednesday tumbled to a 2-week low on larger Brazil sugar output. Unica reported on Wednesday that Brazil&39;s Center-South sugar production in the first half of November rose +57 y/y to 1.242 MMT, above expectations of 1.120 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 41.74% in 2020/21 28.42% in 2019/20.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
25/11/2020 109,43 0,43% 8,77% 20,58  
24/11/2020 108,96 0,26% 8,30% 20,23  
23/11/2020 108,68 0,56% 8,02% 19,99  
20/11/2020 108,07 0,25% 7,41% 20,12  
19/11/2020 107,8 0,08% 7,15% 20,29  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 108,59      
  valor saco $ 20,41      
  valor ton $ 408,23  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms  
           

Sugar prices were already on the defensive on the outlook for more sugar supplies India. Meir Commodities India Pvt on Tuesday projected that India would export 1.5-2.0 MMT of sugar in 2020/21 without any government subsidy since neighboring countries can be expected to purchase Indian sugar rather than Brazilian sugar because of cheaper freight costs.

Sugar mills in India have held back exports as they await news on government subsidies. The World Trade Organization (WTO) is expected to rule on the legality of India&39;s subsidies to its sugar exporters sometime this month after Brazil and Australia raised objections to the WTO about the subsidies. The ruling by the WTO has been delayed July due to the Covid pandemic.

Sugar prices have trended higher over the past six weeks up to a 9-month high last Tuesday on concern that Brazil&39;s dry conditions may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. Maxar recently said that Brazil&39;s sugar-growing regions had received only 5%-25% of average rain in the past few months, leaving crops "extremely dry." Also, a La Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

Sugar prices held most of their gains last week after Hurricane Iota slammed into Central America last Monday, bringing heavy rains and damage to sugar crops and infrastructure in Nicaragua, Honduras, and Guatemala.

A negative for sugar prices was last Thursday&39;s forecast the USDA&39;s Foreign Agricultural Service (FAS) that India&39;s 2020/21 sugar production will climb +16.8 % y/y to 33.76 MMT and that India&39;s sugar exports will climb +3.5% to 6.0 MMT.

In a bullish factor, ISO last Tuesday cut its global 2020/21 sugar production estimate and increased its global 2020/21 sugar deficit estimate. ISO projects that global 2020/21 sugar production will increase by +0.9% y/y to 171.1 MMT. ISO also said the global 2020/21 sugar market would fall into deficit by -3.5 MT a +1.86 MMT surplus in 2019/20.

In another bullish factor, France&39;s Agricultural Ministry last Monday cut its 2020 French sugar-beet production estimate to a 19-year low of 27.2 MMT an Oct estimate of 30.5 MMT due to drought. France is the largest sugar producer in the European Union.

Sugar prices are also seeing support the smaller sugar crop in Thailand, the world&39;s second-biggest sugar exporter, which has been decimated by drought. The Thailand Sugar Mills Corp said Oct 2 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production would fall -13% y/y to an 11-year low of 7.2 MMT as dry weather this year ravaged cane plantations.

Fund buying in London sugar has supported the recent rally in prices. Last Friday&39;s Commitment of Traders (COT) data showed funds increased their net-long positions of London white sugar by 3,445 positions in the week ended Nov 17 to an 8-month high of 27,030. The large long position, however, could also provide fuel for long liquidation pressure.

 A produção de açúcar do centro-sul do Brasil cresceu 57% na primeira quinzena de novembro, para 1,24 milhão de toneladas, enquanto a fabricação de etanol caiu 9,6% no mesmo período, para 1,18 bilhão de litros, informou nesta quarta-feira a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Os dados mostram a continuidade da preferência das usinas pela produção de açúcar, uma vez que a moagem de cana do centro-sul aumentou apenas 2,2% na primeira parte do mês, para 20,3 milhões de toneladas.

No acumulado da safra, a moagem atingiu 585,7 milhões de toneladas, alta de 3,7% ante a temporada anterior, em momento em que boa parte das empresas já finalizou os trabalhos no ciclo.

Segundo a Unica, 80 empresas do centro-sul encerraram a moagem de cana na primeira quinzena de novembro, somando ao todo 147 unidades com safra encerrada em 2020/21, ante 126 verificadas no mesmo período de 2019.

Para a próxima quinzena, outras 67 empresas devem finalizar as operações do atual ciclo agrícola, disse a Unica.

Mesmo com a safra 2020/2021 ainda em curso, o valor total de produto gerado é o maior de toda série histórica, atingindo 85,03 milhões de toneladas de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) até 16 de novembro.

A qualidade da matéria-prima processada na primeira quinzena de novembro, mensurada a partir da concentração de ATR, aumentou 4,55%, atingindo 153,56 kg por tonelada em 2020, contra 146,88 kg verificados na mesma quinzena do último ano. No acumulado, o indicador assinala 145,17 kg de ATR por tonelada, com aumento de 4,29% em relação ao valor da safra 2019/2020.

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas usinas do Centro-Sul totalizou 20,34 milhões de toneladas na 1ª metade de novembro, aumento de 2,24% sobre o valor apurado na mesma quinzena da safra 2019/2020. No acumulado desde o início do ciclo 2020/2021 até 16 de novembro, a moagem somou 585,73 milhões de toneladas - crescimento de 3,69% no comparativo com o mesmo período do último ciclo agrícola.

O diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, destaca que “em São Paulo a moagem de 350,06 milhões de toneladas registrada até 16 de novembro já supera o total de 332,13 milhões de toneladas verificado na safra 2019/2020”. 

Em relação ao número de usinas em operação, 80 empresas encerraram a moagem na primeira quinzena de novembro. No acumulado, já são 147 unidades com a safra 2020/2021 encerrada, ante 126 verificadas no mesmo período de 2019. Para a próxima quinzena, outras 67 empresas devem finalizar as operações do atual ciclo agrícola.

As empresas que já finalizaram a safra 2020/2021 registraram aumento de 1,40% na moagem de cana-de-açúcar e crescimento de 7,10% na quantidade de produtos fabricados em comparação com o valor total observado no ciclo 2019/2020.

Produção de açúcar e de etanol

Em decorrência da maior moagem, da melhor qualidade da cana-de-açúcar e do mix mais açucareiro, a produção de açúcar cresceu 57,02% nos 15 primeiros dias de novembro, com 1,24 milhão de toneladas fabricadas. No agregado desde o início da safra, a produção de açúcar atingiu 37,66 milhões de toneladas, ante 26,07 milhões de toneladas em igual período de 2019.

Como reflexo, 46,49% da cana-de-açúcar foi destinada à produção de açúcar até o dia 16 de novembro, ante 34,80% na mesma data de 2019. A despeito desse fato, na safra 2020/2021, a maior parte da cana-de-açúcar processada (53,51%) continua a ser direcionada para a fabricação de etanol.

O volume de etanol fabricado na quinzena, por sua vez, registrou queda de 9,58%, com um total de 1,18 bilhão de litros no início de novembro. Desse total, o volume de etanol anidro aumentou 16,77%, atingindo 498,77 milhões de litros. A produção quinzenal de hidratado apresentou queda de 22,41%, totalizando 680,91 milhões de litros. 

“O aumento na produção de etanol anidro na quinzena retrata o esforço das empresas em priorizar a fabricação do produto para o suprimento do mercado interno ao longo da entressafra”, explicou Rodrigues.

No acumulado desde o início da safra até 16 de novembro, a produção de etanol alcançou 28,29 bilhões de litros, dos quais 19,25 bilhões de litros de etanol hidratado e 9,05 bilhões de litros de etanol anidro. 

Em relação ao etanol de milho, foram fabricados 114,53 milhões de litros na primeira metade de novembro de 2020. No agregado desde o início da safra 2020/2021 até 16 de novembro, a produção somou 1,52 bilhão de litros, aumento de 87,42% sobre o volume apurado no mesmo período de 2019.

“A produção de etanol de milho tem apresentado crescimento e deve ampliar a oferta do biocombustível nos próximos meses de entressafra da cana”, acrescentou o executivo da Unica.

Vendas de etanol

O volume comercializado nos primeiros quinze dias de novembro deste ano somou 1,32 bilhão de litros. Desse total, as exportações mantém o ritmo aquecido com o embarque de 139,43 milhões de litros para o mercado externo.
 
No mercado interno, as vendas de etanol hidratado somaram 790,79 milhões de litros na primeira metade de novembro, com redução de 17,26% sobre o montante apurado no mesmo período da última safra (955,73 milhões de litros). A quantidade comercializada de etanol anidro, por sua vez, registrou aumento de 2,18%: 394,55 milhões  litros vendidos em 2020, contra 386,13 milhões de litros em 2019. 

“A retração nas vendas de etanol hidratado combustível nesta quinzena foi inferior àquela verificada nos outros meses da safra e, além disso, foi parcialmente amenizada pelo crescimento das exportações e pelas vendas de etanol anidro”, explica Padua. 

No acumulado desde o início da safra 2020/2021 até 16 de novembro, as vendas de etanol pelas empresas do Centro-Sul acumulam retração de 12,46%, somando 19,05 bilhões de litros. Desse total, as exportações acumulam alta de 40,82%, totalizando 1,94 bilhão de litros, e as vendas de mercado interno registram redução em torno de 16%, com 17,10 bilhões de litros.


SOYBEAN - SOJA

Nesta quarta-feira (25), os preços da soja seguem operando com estabilidade no campo positivo. O mercado parece cauteloso e se ajustando antes do feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA, que será comemorado nesta quinta (26), e, por volta de 7h20 (horário de Brasília), os ganhos variavam entre 3,75 e 4,25 pontos. O janeiro tinha US$ 11,95 e o março, US$ 11,97 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO  
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)  
jan/21 11,84 -7,25 -0,61  
mar/21 11,8575 -7,5 -0,63  
mai/21 11,84 -8 -0,67  
jul/21 11,7975 -8 -0,67  
Última atualização: 17:00 (25/11)    
         

A atenção permanece sobre os fundamentos, ainda muito positivos, especialmente as condições de clima na América do Sul e a demanda forte. No entanto, esta semana o mercado vem trabalhando com notícias de que a China estaria fazendo movimentos de washout com a soja norte-americana. 

Do mesmo modo, há analistas internacionais apostando em preços alcançando os US$ 15,00 por bushel caso a severidade do La Niña aumente nos próximos meses e ameace ainda mais a oferta sul-americana. Nesta segunda-feira (23), o mercado chegou a testar os US$ 12,00, não conseguiu sustentar-se neste patamar, mas segue próximo dele. 

"É tradicional a semana de Ação de Graças ser uma semana de garantia de lucros e/ou ajuste de posições para que os traders possam curtir o feriado prolongado sem estarem descobertos. Mas, o mercado este ano encontra suporte de compra a qualquer tentativa de liquidação, mesmo em momento de mercado tecnicamente sobrecomprado após tendência altista de cerca de 15 semanas em média", explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar e da TradeHelp. 

Outra notícia que mexeu com o mercado hoje foi que alguns importadores e processadores de soja chineses têm buscado cancelar acordos de compra de carregamentos dos EUA para embarques em dezembro e janeiro, depois que as margens de esmagamento entraram em colapso após uma forte alta nos contratos futuros de Chicago, disseram três fontes comerciais.

Este é um primeiro sinal de desaceleração da demanda chinesa após uma onda de compras de cinco meses.

A forte demanda da China, combinada com a seca no principal produtor, o Brasil, elevou os contratos de Chicago em 13% neste mês.

SOJA - PREMIO  
CONTRATO VALOR  
nov/20 250  
fev/21 105  
mar/21 65  
mai/21 60  
Última atualização: 24/11/2020  
     

A China é o maior importador mundial de soja, respondendo por mais de 60% dos embarques.

"Pequenos importadores privados de soja estão tentando cancelar os embarques de soja dos EUA em dezembro e janeiro, já que as margens de esmagamento se tornaram negativas", disse um trader de um processador de soja na China.

"Isso é para os importadores que compraram cargas, mas não (fixaram) o preço no mercado futuro."

A China aumentou as importações de soja para um recorde este ano, ao reconstruir um rebanho de suínos dizimado pela mortal febre suína africana em 2018 e 2019.

Pequim também acelerou as compras de soja dos EUA para cumprir a Fase 1 do acordo comercial EUA-China, que exigia aumentos nas compras de produtos agrícolas. A soja tem sido historicamente o produto de exportação agrícola mais valioso dos EUA.

O forte avanço dos preços neste mês, para máximas de mais de quatro anos em Chicago, está começando a corroer o entusiasmo dos compradores.

Duas outras fontes na China confirmaram que alguns importadores estão tentando fazer "washout", um instrumento usado quando comprador e vendedor concordam mutuamente em cancelar um negócio.

"Faz sentido que pequenos importadores privados saiam (das cargas dos EUA), já que não precificaram no mercado futuro antes", disse um deles, gerente de uma grande processadora no sul da China.

"Trazer grãos dos EUA para a China, a esse preço, significa que você perde dinheiro."

Fontes não forneceram o número de negócios cancelados ou que devem ser alvo de "washouts".

Os preços da soja têm sido sustentados nas últimas semanas pela incerteza quanto à oferta do Brasil, que sofreu com a seca que atrasou o plantio da safra a ser colhida no início de 2021.

Tudo isto fez com que o mercado da soja na Bolsa de Chicago fechasse o pregão desta quarta-feira (25) em campo negativo, perdendo mais de 7 pontos nos principais contratos. O vencimento janeiro ficou nos US$ 11,84 e o março, US$ 11,85 por dia. O dia foi de realização de lucros depois das altas acumuladas das últimas semanas e também às vésperas do feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA nesta quinta (26), quando o mercado não funciona. 

  soja US$ 5,32  
         
  B3 (Bolsa)      
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR  
nov/20 26,29 139,8628 -0,06%  
     
Última atualização: 15:27 (25/11)  
         

Na sexta-feira, a movimentação é apenas de meio pregão.

"Hoje tivemos um movimento técnico. O mercado tentou furar os US$ 12,00 e emplacar essa resistência, mas quando chegou lá viu que tinha dificuldade de sustentar", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. "Tudo dentro da normalidade, já que é um período de proteção antes do feriado", completa. 

Brandalizze, porém, volta a afirmar que os fundamentos permanecem positivos e dando suporte às cotações, que seguem trabalhando no intervalo de US$ 11,50 a US$ 12,00 por bushel. Ainda assim, precisa de mais notícias para voltar a registrar altas fortes. 

O clima na América do Sul, na análise do consultor, começa a caminhar para uma normalidade, porém, a oferta 2020/21 ainda carrega algumas incertezas. Do lado da demanda, há ainda muita força, porém, com a China pisando no freio após compras muito fortes nos últimos meses. 

Segundo explica Brandalizze, os preços altos em Chicago e mais prêmios também elevados deixam o produto um pouco mais caro para os chineses, que vêm suas margens de esmagamento ficando mais curtas e ajustadas, mesmo frente ao consumo intenso. 

A Argentina, o maior fornecedor mundial de farelo de soja e óleo de soja, também enfrentou seca, mas as previsões recentes na América do Sul melhoraram as perspectivas.

               
Preço soja referência (chicago ):$/MT 526,90   25/nov    
               
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 509,21   25/nov    
               
Preço Brasil - MI - Paranaguá: $/MT 516,92   25/nov    
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 165 por saca    
               

Na frente da CFR China, o spread de prêmios entre o Golfo dos EUA e o Noroeste do Pacífico (PNW) aumentou nesta terça-feira e quarta-feira, à medida que os da PNW caíram de 5-10 c/bu no dia, enquanto os preços no Golfo permaneceram em grande parte inalterados. Os embarques da costa oeste entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021 ficaram abaixo de 200 c/bu com ofertas para dezembro e janeiro, com 198-200 c/bu sobre os futuros de janeiro em uma base de destino para a China.

Em relação aos subprodutos no mercado internacional, o óleo de soja fechou em baixa na China e alta na Europa. No porto chinês de Dallian a soja avançou para US$ 815,63 contra  US$ 813,67 do dia anterior; o farelo de soja recuou para US$ 481,49, como os US$ 486,26 do dia anterior e o óleo de soja recuou para US$ 1.173,29 como os US$ 1.194,84 do dia anterior.

Em Rotterdam, o principal porto não-China de demanda de soja e subprodutos, o preço do primeiro mês cotado da soja-grão recuou para US$ 501,70/t contra os US$ 501,90/t do dia anterior; o pellets de soja recuou para US$ 474,00 contra os US$ 477,00 do dia anterior, afloat.

Para a soja brasileira, as ofertas da China continuam a ser centradas nos embarques de março, abril, junho e julho, mas nenhuma compra firme foi relatada, pois as margens de esmagamento permaneceram fracas, segundo o que afirmou a TF Agroeconômica. “Nos mercados FOB os prêmios no mercado de papel Paranaguá caíram para compensar os futuros, deixando em grande parte os preços fixos inalterados. Embora nenhuma oferta tenha sido ouvida, as indicações para o embarque FOB Paranaguá de fevereiro foi avaliado em 106 c/bu sobre os futuros de março, o que equivale a um preço fixo de US $ 476,25/t com março $13.25/t menor”, comenta.

Foram negociadas 1.800 toneladas de soja em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, com destino ao Rio Grande do Sul a R$ 163,00/saca CIF, segundo afirmou a TF Agroeconômica. Depois disto, os compradores se retiraram do mercado, embora houvesse ainda indicação a R$ 157,00 CIF + ICMS para Canoas, para entrega em dezembro e janeiro.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
25/11/2020 162,54 0,38% -0,61% 30,56  
24/11/2020 161,92 -0,64% -0,99% 30,07  
23/11/2020 162,96 -0,40% -0,35% 29,97  
20/11/2020 163,62 -0,21% 0,05% 30,46  
19/11/2020 163,96 -0,98% 0,26% 30,87  

“Os preços da soja no mercado spot gaúcho recuperaram-se da queda do dia anterior para os níveis ao redor de R$ 168,00/saca, nas três praças principais. Rio Grande e Canoas, que compraram no MS, estão retraídas. Quanto aos preços do mercado futuro recuaram R$ 4,70/saca, com a queda do dólar, para R$ 143,80/saca para maio de 2021, mesmo assim ainda representando um lucro de mais de 100% líquidos, sobre os custos de produção brutos, projetados para 2020/21”, comenta.

No Paraná, praticamente não há mais mercado de soja spot, só futuro. “Em Paranaguá só houve cotações para o mercado futuro: para 2021, entrega até 20/03 com pagamento 15/04/21 R$ 146,10; entrega abril com pagamento 30/04/21 R$ 145,00; entrega maio com  pagamento 30/05/21 R$ 145,20; entrega Junho com pagamento 30/06/21 R$ 146,00 e entrega Julho com pagamento 30/07/21 R$ 147,10. Para 2022 entrega Fevereiro  com  pagamento 30/03/22 R$ 127,10 e entrega março com pagamento 30/04/22 R$ 127,10”, completa.

Com ajustes em Chicago, os produtores de Minas Gerais ficaram de fora do mercado. Mercado hoje totalmente parado no Triângulo Mineiro e na região do Alto Paranaíba. Com Chicago operando entre queda pe ajustes ao longo de todo o pregão, o produtor pouco se mexeu para vendas. Níveis conhecidos foram de R$ 133,00 bruto nestas regiões. 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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