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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 19/11/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro seguiram desvalorizados na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 2,75 e 4,00 pontos por volta das 11h56 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 4,21 com perda de 4,00 pontos, o março/21 valia US$ 4,26 com baixa de 3,75 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 4,29 com queda de 3,25 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,31 com desvalorização de 2,75 pontos.

       
miho  
       
  B3 (Bolsa)    
jan/21 78,35 -0,50%  
mar/21 78,3 -0,45%  
mai/21 73,61 -0,32%  
jul/21 66,8 0,00%  
Última atualização: 18:00 (19/11)  
   

Os preços do milho tropeçaram durante a noite, sinalizando uma rodada de vendas técnicas e realização de lucros nesta quinta-feira, a menos que alguns novos fundamentos da demanda se revelem mais tarde hoje. 

“Há duas chances de isso acontecer - a primeira é o relatório semanal de vendas de exportação do USDA e a segunda é se a agência relatar qualquer grande venda única (o que tem feito nos últimos dois dias, anunciando grandes vendas para o México e destinos desconhecidos na terça e quarta-feira)”, explica o analista Ben Potter.

Antes do próximo relatório de exportação semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), analistas esperam que a agência mostre vendas de milho variando entre 23,6 milhões e 39,4 milhões de bushels para a semana que termina em 12 de novembro.

A TF Agroeconômica afirmou que os preços do milho ainda seguem subindo no mercado internacional. “Nos mercados à vista, os prêmios na Argentina subiram 2-3 c/bu, com janeiro oferecido a 160 c/bu sobre os futuros de março em meio a rumores de que o Egito comprou ontem à tarde tendo lutado para obter milho do Mar Negro.  Mas o tempo seco fresco, que elevou os futuros domésticos de Matba para março de US$ 4,50/t durante a noite para US$ 191,50/t, pouco fez para elevar os prêmios para a nova safra, que caiu 2 c/bu ao longo da curva até agosto”, comenta.

“E no Brasil, a atividade comercial para a safra antiga e nova foi lenta com  dezembro  ofertado  em  190  c/bu  sobre  os  futuros  de  março, acima de 5 c/bu no dia, contra lances constantes em 170 c/bu. Nos EUA, as ofertas premium para fevereiro subiram 10 c/bu e para 5 de março c/bu, estreitando o inverso de janeiro a março com ofertas de embarque de janeiro da primeira metade de janeiro constantes em 150 c/bu sobre os futuros de março”, indica.

O mercado de milho permaneceu preso na Ucrânia na quarta-feira,com as ofertas de mais baixas a estáveis em US$ 238/t para dezembro carregando FOB HIPP, e uma oferta de milho com documentos chineses ouviu apenas um dólar mais alto em US $ 239/t FOB PIPP para as mesmas datas. “Contra  isso,  uma  oferta  foi  relatada  em  US  $  235/t  FOB  para  carregamento  de  dezembro,  mas  por  pelo  menos  50.000  toneladas,  enquanto  um segundo lance foi ouvido em $234/t FOB PIPP para milho com documentos chineses”, conclui a consultoria agroeconômica.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
19/11/2020 80,02 -0,52% -2,28% 15,06  
18/11/2020 80,44 -0,59% -1,77% 15,05  
17/11/2020 80,92 0,47% -1,18% 15,16  
16/11/2020 80,54 -0,25% -1,65% 14,83  
13/11/2020 80,74 0,24% -1,40% 14,74  
           

Os preços futuros do milho perderam força nesta quinta-feira (19) na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,28% e 0,61% por volta das 12h21 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 79,61 com desvalorização de 0,61%, o março/21 valia R$ 79,46 com perda de 0,61%, o maio/21 era negociado por R$ 74,00 com baixa de 0,28% e o setembro/21 tinha valor de R$ 64,80 com queda de 0,31%.

O dólar em queda segue influenciando negativamente nos preços do cereal brasileiro na B3. Por volta das 12h25 (horário de Brasília), a moeda americana recuava 0,91% e era cotada à R$ 5,31 e acabou fechando o dia neste valor.

Gradativamente, a disponibilidade do cereal de fora do estado tem crescido e trazido as referências de preços mais próximas das tentativas do comprado do que do vendedor. As exportações também ficaram mais calmas no últimos dias. Em Campinas-SP, as referências giram entre R$78,00-R$80,00/sc, CIf, 30d.

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR  
DEC 2020 422,5 -3,25  
mar/21 427,25 -3,25  
MAY 2021 429,25 -3,75  
jul/21 430 -3,75  
Última atualização: 17:02 (19/11)  
       

De acordo com a TF Agroeconômica, o estado do Rio Grande do Sul segue comprando milho do Mato Grosso do Sul. “Nesta  quarta-feira  compradores  de  Santa  Rosa  tentaram  adquirir lotes no Mato Grosso do Sul a R$ 81,00 mais ICMS, para entrega em janeiro, mas  a menor oferta foi de R$ 82,00 para entrega em dezembro e não foram confirmados negócios”, indica.

Em Santa Catarina, o estado comprou 7.000 toneladas para 2021 e tentou comprar 15.000 tons spot nesta quarta-feira. “Na busca de milho do MS o estado comprou  7.000  toneladas,  nesta quarta-feira, para 2021 a R$ 65,00 +ICMS e tentou negociar (aparentemente sem  sucesso) 15.000  toneladas no mercado spot para empresas da região Oeste, a preços entre 78,50 e R$ 79,00 + ICMS. Os preços do milho continuam a R$ 91,00/saca em Campos Novos e a R$ 89,00 em Concórdia, Joaçaba e, Mafra. A seguir os preços de R$  86,00 no Alto Vale do Itajaí, que subiram um real/saca nesta terça-feira”, completa.

No Paraná, queda do dólar aumenta a oferta no norte do estado. “Com  a  queda do  dólar  houve  negócios a  R$ 75/76,00  no  norte do  estado  e o  mercado  começou  a  ter  mais oferta, com vendedor ainda querendo de R$ 78 a R$ 80,00. Há muito pouca  disponibilidade  de milho para novos negócios no mercado de lotes no Paraná.

Nos Campos  Gerais  os  preços  são nominais, porque esta disponibilidade está praticamente zerada. No Oeste, Sudoeste e Norte existem somente os estoques dos compradores, já recebidos ou a receber, mas quase nada que possa ser negociado novo”, indica.

Já no Mato Grosso do Sul, os preços avançaram cerca de R$ 0,50/saca nesta quarta-feira. “Hoje houve negócios de 7.000 toneladas para o Oeste de SC a R$ 65,00/saca para 2021 e ofertas spot de mais 15.000 toneladas que, no entanto ainda não foram confirmadas, a preços ao redor de R$ 79,00 + ICMS”, conclui.

 

SUGAR - AÇUCAR

Mar NY world sugar 11 (SBH21) on Thursday closed down -0.17 (-1.10%), and Mar London white sugar 5 (SWH21) closed down -2.20 (-0.53%).

Sugar prices on Thursday posted moderate losses and fell back Tuesday&39;s 9-month high on the outlook for higher sugar production and exports India. The USDA&39;s Foreign Agricultural Service (FAS) on Thursday forecast that India&39;s 2020/21 sugar production will climb +16.8 % y/y to 33.76 MMT and that India&39;s sugar exports will climb +3.5% to 6.0 MMT.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$    
19/11/2020 107,8 0,08% 7,15% 20,29    
18/11/2020 107,71 1,27% 7,06% 20,15    
17/11/2020 106,36 0,78% 5,72% 19,93    
16/11/2020 105,54 0,38% 4,90% 19,43    
13/11/2020 105,14 0,36% 4,50% 19,2    
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .        
  media R$ 106,51        
  valor saco $ 20,06        
  valor ton $ 401,17  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180  
                          com 7% icms    
             

Sugar prices on Tuesday posted a 9-month high after Hurricane Iota slammed into Central America on Monday, bringing heavy rain and potential damage to sugar crops in Nicaragua, Honduras, and Guatemala. Sugar prices also saw support after the International Sugar Organization (ISO) on Tuesday raised its global 2020/21 sugar deficit estimate to -3.5 MMT an August forecast of -0.7 MMT.

In a bullish factor, the ISO on Tuesday cut its global 2020/21 sugar production estimate and increased its global 2020/21 sugar deficit estimate. ISO projects that global 2020/21 sugar production will increase by +0.9% y/y to 171.1 MMT. ISO also said the global 2020/21 sugar market would fall into deficit by -3.5 MT a +1.86 MMT surplus in 2019/20.

In another bullish factor, France&39;s Agricultural Ministry on Monday cut its 2020 French sugar-beet production estimate to a 19-year low of 27.2 MMT an Oct estimate of 30.5 MMT due to drought. France is the largest sugar producer in the European Union.

Sugar prices have trended higher over the past six weeks up to 9-month highs Tuesday on concern that Brazil&39;s dry conditions may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. Maxar recently said that

Brazil&39;s sugar-growing regions had received only 5%-25% of average rain in the past few months, leaving crops "extremely dry." Also, a La Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

In another bullish factor, sugar mills in India have held back exports as they await news on government subsidies. The World Trade Organization (WTO) is expected to rule on the legality of India&39;s subsidies to its sugar exporters sometime this month after Brazil and Australia raised objections to the WTO about the subsidies. The ruling by the WTO has been delayed July due to the Covid pandemic.

Sugar prices are also seeing support the smaller sugar crop in Thailand, the world&39;s second-biggest sugar exporter, which has been decimated by drought. The Thailand Sugar Mills Corp said Oct 2 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production would fall -13% y/y to an 11-year low of 7.2 MMT as dry weather this year ravaged cane plantations.

Last Wednesday&39;s data Unica was bearish for sugar as it showed Brazil&39;s Center-South sugar production in the second half of October rose +14.4 y/y to 1.7373 MMT, with the percentage of cane used for sugar climbing to 43.63% in 2020/21 32.02% in 2019/20.


SOYBEAN - SOJA

A manhã de quinta-feira (19) foi de baixas para os preços da soja na Bolsa de Chicago. As cotações recuavam pela primeira vez em uma semana após fortes e consecutivas altas e, por volta de 7h55 (horário de Brasília), as perdas variavam entre 9,75 e 10,25 pontos nos contratos mais negociados. Assim, o janeiro tinha US$ 11,65 e o março, US$ 11,64 por bushel. 

         
SOJA - CME - CHICAGO  
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)  
jan/21 11,775 1,75 0,15  
mar/21 11,755 0,75 0,06  
mai/21 11,73 1 0,09  
jul/21 11,6775 0,5 0,04  
Última atualização: 17:04 (19/11)    
         

O mercado se ajustava após marcar suas máximas em seis anos na CBOT, motivadas essencialmente pela força da demanda pela soja norte-americana e pelas preocupações com a nova safra da América do Sul. Somente neste ano, as cotações da commodity já acumulam uma alta de mais de 20%. 

Apesar do recuo, os preços ainda permanecem muito elevados e os traders continuam a monitorar, principalmente, as condições climáticas no Brasil e na Argentina. As chuvas que chegam a ambos os países ainda são irregulares e mal distribuídas, em alguns pontos com baixos volumes e insuficientes para reverter o estresse hídrico. 

E no paralelo, a China segue fazendo boas compras nos EUA, onde os estoques finais são estimados como um dos menores da história. 

Mas, o mercado voltou a subir ao longo do dia à medida em que o Brasil negocia e por compras dos Fundos, afirmou a TF Agroeconômica. “O dinamismo na demanda externa nos EUA mantém o rali em alta. Há especulações de que a China estaria aumentando o consumo de farelo para ração animal, já que a produção de suínos cresceu  27% em outubro, após o declínio sofrido pela febre africana”, comenta a consultoria.

“Espera-se que novas remessas sejam confirmadas.  Para  as  exportações  semanais  dos  EUA desta  quinta-feira  mercado  prevê  volume  de  0,6  –  1,2  milhão  de  t. Perspectivas para  os  estoques  finais  nos EUA  nos  níveis  mais baixos dos  últimos  anos.  A  demanda  interna  também  demonstra  alto desempenho  e  contribui  para  a  queda  dos  estoques.  Óleo  de  palma (+2,2%) soja (+2,53%) encorajou o grão. Enquanto isso, o clima que se torna  na  América  do  Sul  continua  a  transmitir  incertezas.  Regiões  da Argentina  e  do  Brasil  manteriam  as  condições  de  seca  em  meio  ao desenvolvimento do plantio”, completa.

  soja US$ 5,31  
         
  B3 (Bolsa)      
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR  
nov/20 25,87 137,3697 0,66%  
     
Última atualização: 12:25 (19/11)  
         

Os futuros, ao final do dia, subiram pelo quarto dia consecutivo nesta quinta-feira, à medida que as compras de Fundos aumentaram sobre as preocupações persistentes sobre a produção dos EUA empurraram os futuros de janeiro para mais perto de US $ 11,8/bu, apesar da retração apresnetada pela manhã, o que deixou a curva em alta  no final do dia. “No fechamento, o contrato de janeiro estava sendo negociado a US $ 11,77/bu, acima de sua baixa de US $ 11,65/bu no início do dia. "Parece que outra rodada de compra  de Fundos está elevando a soja e o milho. A diferença no complexo soja é que o óleo de soja  está liderando o farelo de soja. O clima sul-americano continua a sustentar os preços, juntamente com a forte demanda doméstica dos EUA", disse Terry Reilly, analista da Futures International”, indica.

Em termos de CFR China do mercado à vista, a atividade ficou tranquila depois que uma negociação foi relatada a 140 c/bu sobre os futuros de maio ex-Brasil, segundo o que foi informado pela TF Agroeconômica. Na quarta-feira, houve rumores de que uma empresa estatal chinesa estava buscando o embarque de janeiro, mas não pôde ser confirmado, pois várias fontes do mercado não viram nenhuma verificação de preços do comprador. 

“O embarque de janeiro do Golfo dos EUA foi oferecido em 230-232 c/bu sobre os futuros de janeiro na CFR China e um embarque opcional de janeiro/fevereiro entre o Golfo dos EUA e o Brasil foi oferecido a 237 c/bu sobre os mesmos futuros. Para a nova safra brasileira, as ofertas também foram em grande parte escassas, apesar de um comprador estatal ter pego um carregamento de abril mais cedo nesta quarta-feira. As ofertas de embarque de fevereiro permaneceram inalteradas em 208 c/bu sobre os futuros de março e o embarque de março foi indicado de lado em 160 c/bu sobre os futuros de março”, comenta.

Mais  adiante,  as  ofertas  para  embarque  de  junho  foram  ouvidas  em  155 c/bu em relação aos futuros de julho em uma base de destino – menos 8-9 c/bu no  dia,  mas a maioria  das  ofertas ainda eram  indicadas  em torno  de 161-163 c/bu sobre os futuros de julho.

“No  Brasil,  houve  uma  enxurrada  de  negociações,  principalmente  no mercado de Paper de Paranaguá, pois os futuros mais elevados trouxeram melhor liquidez, com  todas as datas de embarque de  março a julho sendo negociadas  parcialmente  no  FOB  Paranaguá,  indicando  que  os  prêmios foram de 5-7 c/bu mais fracos no dia”, conclui.

SOJA - PREMIO  
CONTRATO VALOR  
nov/20 250  
dez/20 250  
fev/21 100  
mar/21 70  
Última atualização: 18/11/2020  
     

Os preços da soja estão caindo forte no estado do Rio Grande do Sul enquanto as indústrias fecham negócios com o Mato Grosso do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Soubemos de lote negociado no Mato Grosso do Sul com destino a Canoas, ao preço de R$ 171,00 +ICMS CIF. Os preços continuaram a cair forte no estado, entre R$ 2 e R$ 4,00/saca, conforme a localização”, indica a TF.

“E os preços estão caindo para se adaptar aos preços da soja importada que, pelos  cálculos dos técnicos da TF Agroeconômica, chegaria às fábricas do interior do Rio Grande do Sul ao redor de R$ 167/saca.Quanto aos preços do mercado futuro subiram R$ 0,30/saca  para  R$ 143,80/saca para maio de 2021, encontrou os vendedores hoje duplamente cautelosos diante da queda do preços e da grande quantidade já comprometida  até agora (cerca de 50%) e da falta de água que assola o estado”, comenta.

No Paraná, o cenário também se repete. “No mercado de balcão sem alterações no estado há alguns dias.No mercado spot de lotes também não há negócios por falta de disponibilidade de produto. Soubemos de lote vendido no MS com destino a Toledo-PR a R$ 167,00+ICMS”, completa.

“Para a safra nova, as irregularidades climáticas é que estão direcionando o mercado nos últimos dias. Compradores só se interessam por soja futura. Em Ponta Grossa, para entrega imediata e pagamento em dezembro os preços (nominais) mantiveram os R$ 168,50,00/saca,  do  dia  anterior.  No interior dos  Campos  Gerais,  o  preço  se  manteve  em  R$  150,00(produtor), retirada imediata, mas pagamento no início de  janeiro. Em Cascavel entre R$ 172-175,00 R$ 173,00 e em Maringá a R$ 170,00. Em Londrina R$ 170,50 e em Pato Branco R$ 171,50”, conclui.

 

               
Preço soja referência (chicago ):$/MT 524,52   19/nov    
               
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 514,63   19/nov    
               
Preço Brasil - MI - Paranaguá: $/MT 517,89   19/nov    
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 165 por saca    
               

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) o volume de esmagamento de soja em outubro bateu o recorde no Mato Grosso. Foram processados 0,94 milhão de toneladas da oleaginosa, valor 18,84% superior ao de setembro. Como a estimativa do Imea é de que sejam esmagadas 10,21 milhões de toneladas em 2020, faltariam apenas 1,30 milhão de toneladas para serem processadas nos próximos dois meses.

Um dos motivos que explicam este volume recorde para outubro é que algumas indústrias resolveram parar suas atividades em setembro para adiantar as manutenções de final do ano. O boletim ainda destaca os constantes recordes do estado quanto ao esmagamento.

“Na comparação com outras unidades da federação, o Mato Grosso vem renovando máximas históricas há vários meses. Porém, vale a lembrança de que alguns estados, principalmente na região sul do país, tiveram quebra de safra recentemente, o que reflete na menor oferta de produto para a indústria em nível nacional. De qualquer maneira, pode-se sublinhar a importância e o crescimento de Mato Grosso na agregação de valor à soja”, explica a publicação. 

Como forma de atender a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em momento de escassez de soja, a indústria brasileira deverá contar com importações do óleo vegetal derivado da commodity, que tinham disparado mais de 500% em outubro, antes mesmo do aval do governo para uso da matéria-prima importada na fabricação do biocombustível.

A autorização, publicada nesta quarta-feira pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, deve manter firmes as importações de óleo de soja, porque o setor precisa do produto para participar do leilão de dezembro, que vai ofertar biodiesel para o primeiro bimestre de 2021, indicou a associação de produtores Ubrabio.

Quando a safra de soja brasileira começar a ser colhida, em janeiro, a expectativa é de que importações percam o interesse, já que a oferta interna deve aumentar fortemente.

"Diante do momento que estamos vivendo, o que deve ocorrer de fato é importação de óleo porque a importação de grão iria requerer processamento interno, o que demandaria mais tempo", disse a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), ao ser questionada pela Reuters.

As importações brasileiras de óleo de soja, que respondem por cerca de 70% da matéria-prima do biodiesel, já haviam disparado para 67,3 mil toneladas em outubro, ante 10,6 mil toneladas no mesmo período do ano passado.

Esses desembarques do mês anterior elevaram o total importado pelo país no acumulado do ano para 104,2 mil toneladas de óleo de soja, versus menos de 30 mil toneladas no mesmo período de 2019, com a Argentina e o Paraguai respondendo pela maior parte da oferta importada em 2020, com 81,3 mil e 22,8 mil toneladas, respectivamente, segundo dados do governo.

"Não estamos falando de importação de biodiesel, e sim de produção de biodiesel com matéria-prima importada", disse o secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, citado em nota da Ubrabio.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
19/11/2020 163,96 -0,98% 0,26% 30,87  
18/11/2020 165,59 0,07% 1,25% 30,98  
17/11/2020 165,47 0,46% 1,18% 31  
16/11/2020 164,72 -0,33% 0,72% 30,32  
13/11/2020 165,27 1,85% 1,06% 30,18  
           

Além do aumento das importação do óleo vegetal, o Brasil já importou de janeiro a outubro 625,5 mil toneladas de soja, com países do Mercosul dominando a oferta --o Paraguai fornecendo 589 mil toneladas, seguido pelo Uruguai (36,3 mil tonelada). O volume total se compara a apenas 125 mil toneladas no mesmo período do ano passado, quando havia mais soja disponível a esta altura.

O uso do produto importado, antes vetado para garantir mercado à soja brasileira e pelas externalidades sociais do programa de biodiesel, ocorrerá após o Brasil ter exportado grandes volumes em meses anteriores, com embarques concentrados que reduziram a volumes mínimos os estoques antes mesmo do final do ano.

Considerando as exportações de soja programadas até novembro, elas já somam 82,2 milhões de toneladas, versus 69,9 milhões no mesmo período do ano passado, segundo Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), com a forte demanda da China e o câmbio estimulando embarques. 

 

Para a Ubrabio, entidade que representa produtores responsáveis por cerca de 40% da oferta do biocombustível no país e que defendeu anteriormente a medida, a liberação de matéria-prima importada irá aumentar a competição e contribuir de forma concreta para reduzir os preços, uma queixa do setor de distribuição de combustíveis, que precisa comprar o biocombustível e chegou a defender mesmo a importação de biodiesel.

A Ubrabio apontou ainda que a autorização para uso de matéria-prima importada deverá permitir o cumprimento do mandato de 12% de biodiesel no diesel no próximo leilão, após a mistura ter sido reduzida temporariamente recentemente.

"O Brasil já está importando soja, esta liberação para o uso na produção de biodiesel vai ajudar a ajustar um desequilíbrio que deve se estender até o início do ano que vem com o atraso na colheita de soja que deveria acontecer em janeiro", disse em nota o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski.

A decisão do governo, da forma com que foi colocada, não é unânime no setor.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a medida não é clara sobre prazos e gera incertezas.

"A publicação da resolução da forma como está, no entanto, sem trazer uma especificação de data, volume e prazo limites para a realização da importação, implica mudança de regras que geram instabilidades desnecessárias, prejudicando a previsibilidade e a segurança dos investimentos", disse a Abiove em nota.

Para a associação, que representa tradings e processadores, a liberação do uso de matérias-primas importadas para produção de biodiesel "deve ser urgente e adequadamente restrita ao (leilão) L77 para não colocar em risco o desenvolvimento de longo prazo do setor".

De acordo com a Abiove, a medida da maneira que está coloca em risco a industrialização da soja no Brasil, a produção de farelo de soja e o abastecimento da cadeia de proteína animal, com impactos para os consumidores brasileiros.

A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de liberar o uso de matéria-prima importada para a produção de biodiesel foi lamentada nesta quarta-feira pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), especialmente porque a medida não é clara sobre prazos e gera incertezas.

A entidade, que representa tradings e processadoras, disse que foi comunicada que a medida seria restrita para o Leilão 77, cujas entregas acontecem em janeiro e fevereiro de 2021, com fins claros de garantir a mistura de 12% de biodiesel no diesel, em momento de baixa oferta de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

"A publicação da resolução da forma como está, no entanto, sem trazer uma especificação de data, volume e prazo limites para a realização da importação, implica mudança de regras que geram instabilidades desnecessárias, prejudicando a previsibilidade e a segurança dos investimentos", disse a Abiove em nota.

Procurado mais cedo para comentar o assunto, sobre até quando vai vigorar a autorização para o uso da matéria-prima importada, o Ministério de Minas e Energia não se manifestou.

Para a Abiove, a liberação do uso de matérias-primas importadas para produção de biodiesel "deve ser urgente e adequadamente restrita ao (leilão) L77 para não colocar em risco o desenvolvimento de longo prazo do setor".

Segundo a Abiove, a mudança de uma regra consolidada prejudicaria toda a indústria brasileira de extração de óleos vegetais e de gorduras animais que atua desde o início do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), em 2005.

De acordo com a Abiove, a medida da maneira que está coloca em risco a industrialização da soja no Brasil, a produção de farelo de soja e o abastecimento da cadeia de proteína animal, com impactos para os consumidores brasileiros.

A entidade disse também que o Brasil concluirá o ano com a produção de 6,4 bilhões de litros do biocombustível, um crescimento de 8,8% em relação ao ano passado, "a despeito das instabilidades criadas por mudanças abruptas nas regras de retiradas mínimas obrigatórias de biodiesel nos leilões de 2020 e da pandemia da Covid-19".

A título de informação complementar, a balança comercial do agronegócio brasileiro registrou superávit recorde no acumulado de janeiro a outubro deste ano, com saldo de US$ 75,5 bilhões. As exportações tiveram receita de US$ 85,8 bilhões, alta de 5,7% em relação ao mesmo período de 2019, com volume embarcado de 189,4 milhões de toneladas, aumento de 12,4%. Os produtos mais vendidos em 2020 foram soja em grãos (US$ 28 bilhões), carne bovina in natura (US$ 6,1 bilhões), açúcar de cana em bruto (US$ 6 bilhões), celulose (US$ 5 bilhões) e farelo de soja (US$ 5 bilhões).

De acordo com a análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, esses produtos representaram 58,3% da pauta exportadora do agro brasileiro nos dez primeiros meses. A China segue como o principal destino das vendas externas, com participação de 35,8%. União Europeia (16,2%), Estados Unidos (6,5%), Japão (2,4%) e Coreia do Sul (2,1%) completam o ranking dos cinco principais mercados no período de janeiro a outubro.

As exportações em outubro passado tiveram queda de 6,2% em relação ao mesmo mês em 2019, totalizando uma receita de US$ 8,2 bilhões e superávit de US$ 7 bilhões. O total embarcado foi de 18,1 milhões de toneladas, redução de 3,2%. O açúcar de cana em bruto foi o produto mais exportado (US$ 1,1 bilhão em valores) e a China também foi o principal comprador dos produtos do agro (26,5% do total).

Lácteos – Os lácteos foram destaque entre os produtos analisados dentro do Projeto Agro BR, desenvolvido em parceria com a Apex Brasil para promover pequenos e médios produtores ao comércio internacional. As exportações em outubro de 2020 somaram US$ 8,5 milhões, 87,5% a mais do que no mesmo período do ano passado, principalmente pelo crescimento de vendas do leite modificado e do leite condensado. No acumulado de janeiro a outubro, o aumento nas vendas foi de 30% em receita (US$ 61,6 milhões) e 30,6% em volume (26,8 mil toneladas), puxado pelas exportações de leite modificado, leite em pó e creme de leite.

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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