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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 18/11/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO 

A Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou as atividades desta quarta-feira acumulando elevações para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,00 e 5,50 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,25 com valorização de 5,50 pontos, o março/21 valeu US$ 4,30 com ganho de 3,75 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,33 com alta de 3,25 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,33 com elevação de 3,00 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,19% para o dezembro/20, de 0,94% para o março/21, de 0,293% para o maio/21 e de 0,70% para o julho/21.

miho  
       
  B3 (Bolsa)    
jan/21 80,17 0,09%  
mar/21 80,26 0,39%  
mai/21 74,05 -0,22%  
set/21 65 0,31%  
Última atualização: 18:00 (18/11)  
   

Segundo informações do site internacional Successful Farming, no fechamento das negociações do CME Group na quarta-feira, os futuros de milho, trigo e soja recuaram dos níveis do meio da sessão, mas ainda assim encerraram o dia em alta.

“Você tem dois pontos focais principais. Um é o clima. Dois, você tem rumores de que a China comprará mais”, disse Bryan Doherty, consultor de mercado sênior da Total Farm Marketing

A Agência Reuters destaca ainda que, o milho seguiu a alta da soja, com a forte demanda de exportação dando ao cereal um aumento adicional.

“A forte demanda de exportação de milho dos Estados Unidos e as expectativas de novas compras grandes pela China apoiaram os futuros de milho. O USDA disse na quarta-feira que exportadores privados venderam 140.000 toneladas de milho dos EUA a compradores não divulgados e isso se seguiu às recentes grandes vendas de milho para o México e a Coréia do Sul”, relata Karl Plume da Reuters Chicago.

No mercado internacional, as ofertas para a primeira quinzena de janeiro no Golfo dos EUA subiram 5 c/bu para atingir 150 c/bu sobre os futuros de março, aumentando o inverso nos prêmios base entre a primeira metade de janeiro e a última metade de março para 45 c/bu. “E na Argentina, o spread entre licitações e ofertas para a nova safra aumentou em 2 c/bu com ofertas passando para 115 c/bu sobre os futuros de maio, à medida que os exportadores continuavam a lutar para encontrar estoque de substituição em meio a altas ofertas de venda de agricultores”, comenta.

“Os preços do milho foram novamente mais firmes na Ucrânia no mercado  de  exportação,  com  ofertas  para  carregamento  de dezembro subindo para US $ 238 /t HIPP, enquanto a menor oferta de carregamento spot permaneceu em US $ 232 /t FOB Mykolaiv. ‘Eu só não imagino que um vendedor aceitará menos de US$ 236-8/t FOB HIPP a menos que eles não tenham escolha e a carga tem que ser carregada de uma forma ou de outra’, disse um comerciante”, completa.

Mas a demanda permaneceu limitada, com os compradores da União Europeia esperando que os preços ucranianos se tornassem mais competitivos e a demanda egípcia, acredita-se, em grande parte coberta pela oferta da América do Sul para dezembro. “Ao mesmo tempo, ofertas mais altas influenciaram o mercado interno, com ofertas de milho com documentos chineses ouvidas subindo pelo menos US $ 2/t dos níveis de segunda-feira, para atingir us $ 227-US $ 230 /t CPT portos de águas profundas. A colheita de milho na Ucrânia avançou 10 pontos percentuais na semana até 17 de novembro, levando a colheita para 82% completa com 22,7 milhões de t de milho de 4,5 milhões de ha nas lixeiras, de acordo com dados do Ministério da Agricultura”, conclui.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
18/11/2020 80,44 -0,59% -1,77% 15,05  
17/11/2020 80,92 0,47% -1,18% 15,16  
16/11/2020 80,54 -0,25% -1,65% 14,83  
13/11/2020 80,74 0,24% -1,40% 14,74  
12/11/2020 80,55 -0,04% -1,64% 14,74  
           

No Brasil, as exportações continuaram subindo até novembro com dados da semana passada mostrando mais 1,11 milhão de toneladas deixando os portos na segunda semana do mês para levar o total até agora a 2,27 milhões de toneladas. Foi isso que afirmou a TF Agroeconômica.

Já os preços futuros do milho registraram leves movimentações ao longo desta quarta-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações contabilizavam flutuações entre 0,19% negativo e 0,31% positivo por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 79,95 com queda de 0,19%, o março/21 valia R$ 79,95 com valorização de 0,19%, o maio/21 era negociado por R$ 74,21 com alta de 0,15% e o setembro/21 tinha valor de R$ 65,00 com ganho de 0,31%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 segue um pouco a linha de Chicago com leves altas e mais otimista em função do mercado mais animado com a economia mundial.

“Estamos chegando ao ritmo de final de ano onde as posições de mercado são pontuais. Há poucos produtores e comerciantes com milho para ser negociado e as posições não estão mudando muito, ainda com chance de R$ 90,00 ou R$ 92,00 junto a indústria gaúcha até patamares de R$ 67,00 que é o milho do Mato Grosso”, detalha Brandalizze.

A quarta-feira (18) chega ao fim com os preços do milho pouco movimentados, com mais baixas do que altas no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações no Oeste da Bahia (3,03% e preço de R$ 68,00) e Cândido Mota/SP (6,21% e preço de R$ 77,00).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Porto Paranaguá/PR (1,32% e preço de R$ 75,00), Campo Grande/MS (1,39% e preço de R$ 71,00), Amambaí/MS (2,74% e preço de R$ 71,00), Rio Verde/GO (2,86% e preço de R$ 68,00) e Maracaju/MS (4,05% e preço de R$ 71,00).

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da comercialização da safra de milho 2019/20 no estado.

De acordo com o levantamento, até o momento os produtores sul-mato-grossenses já negociaram 70%  das 10,618 milhões de toneladas produzidas nos 1895 milhão de hectares cultivados.

No Mato Grosso do Sul, o preço da saca do milho em MS se desvalorizou 1,55% entre 09 a 16 de Novembro de 2020. O cereal encerrou o período negociado a R$ 71,50. “As cotações do milho no mercado interno recuaram seguindo à desvalorização do dólar”, diz a Famasul em seu relatório semanal.

Apesar disso, o preço médio do mês de novembro segue cotado a R$ 72,15, registrando avanço nominal, no comparativo com novembro do ano passado, de 115,38%, quando o cereal havia sido cotado, em média, a R$ 33,50/sc.

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR  
DEC 2020 425,75 5,5  
mar/21 430,5 3,75  
MAY 2021 433 3,25  
jul/21 433,75 3  
Última atualização: 17:01 (18/11)  
       

O mercado do Rio Grande do Sul continua se abastecendo no Mato Grosso do Sul Para suprir total falta de disponibilidade interna. “O  milho  local,  fechou  o  dia  em  R$  90,00  em  Ibirubá,  R$  89,50  em Vacaria, R$ 89,00 em Ijuí e Santa Rosa, R$ 87,00 em Passo Fundo e R$ 86,0 em Carazinho. As demais localidades estão entre R$ R$ 84,00 e R$ 86,00. O preço de exportação não teve indicação novamente, mas os vendedores estão buscando wash-out, porque, mesmo pagando prêmios, os preços compensam”, comenta. 

Em Santa Catarina, os preços continuam elevados, mas sem subir mais. “Os preços do milho continuam a R$ 91,00/saca em Campos Novos e a R$ 89,00 em Concórdia, Joaçaba e, Mafra. A seguir os preços de R$ 86,00 no Alto Vale do  Itajaí, que subiram um real/saca nesta terça-feira. Em Chapecó, o milho devolvera os R$ 2,0 ganhos no dia anterior e voltaram  para R$ 84,00/saca”, indica.

No Paraná, acabou o milho da safra velha, mas a safra nova está chegando e tem 71% de condição boa. “Com  isto, a  saca de milho valeria  teoricamente R$  82,00 em  Ponta Grossa, R$ 77,00 em Cascavel, R$ 76,50 em Londrina e Maringá e R$ 78,00 em Capanema e R$ 77,00 em Pato Branco. Para  2021, CIF

Paranaguá, com entrega entre  15/06 a 15/07 e pagamento em 30/07/21º preço fechou hoje a R$ 60,10. Para entrega em Agosto e pagamento 05/09/21 R$ 60,80

Na Ferrovia, em Maringá, para entrega em agosto e pagamento em 04/09/21 o preço é de R$ 55,20. Em Ponta Grossa, entrega março/abril posto fábrica R$ 65,00”, completa.

 

SUGAR - AÇUCAR

Mar NY world sugar 11 (SBH21) on Wednesday closed up +0.14 (+0.91%), and Mar London white sugar 5 (SWH21) closed up +2.80 (+0.68%).

Sugar prices on Wednesday posted moderate gains and held below Tuesday&39;s new 9-month highs. Sugar prices this week have surged as Hurricane Iota on

Monday slammed into Central America, bringing heavy rain and potential damage to sugar crops in Nicaragua, Honduras, and Guatemala.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$    
18/11/2020 107,71 1,27% 7,06% 20,15    
17/11/2020 106,36 0,78% 5,72% 19,93    
16/11/2020 105,54 0,38% 4,90% 19,43    
13/11/2020 105,14 0,36% 4,50% 19,2    
12/11/2020 104,76 -0,36% 4,12% 19,17    
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .        
  media R$ 105,90        
  valor saco $ 19,83        
  valor ton $ 396,64  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180  
                          com 7% icms    
             

Sugar prices also saw support after the International Sugar Organization (ISO) on Tuesday raised its global 2020/21 sugar deficit estimate to -3.5 MMT an August forecast of -0.7 MMT.

On Tuesday, the ISO in a bullish factor cut its global 2020/21 sugar production estimate and increased its global 2020/21 sugar deficit estimate. The ISO projects that global 2020/21 sugar production will increase by +0.9% y/y to 171.1 MMT. The ISO also said the global 2020/21 sugar market would fall into deficit by -3.5 MT a +1.86 MMT surplus in 2019/20.

In another bullish factor, France&39;s Agricultural Ministry on Monday cut its 2020 French sugar-beet production estimate to a 19-year low of 27.2 MMT an Oct estimate of 30.5 MMT due to drought. France is the largest sugar producer in the European Union.

Sugar prices have trended higher over the past six weeks on concern that Brazil&39;s dry conditions may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. Maxar recently said that Brazil&39;s sugar-growing regions had received only 5%-25% of average rain in the past few months, leaving crops "extremely dry." Also, a La Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

In another bullish factor, sugar mills in India have held back exports as they await news on government subsidies. The World Trade Organization (WTO) is expected to rule on the legality of India&39;s subsidies to its sugar exporters sometime this month after Brazil and Australia raised objections to the WTO about the subsidies. The ruling by the WTO has been delayed July due to the Covid pandemic.

Sugar prices are also seeing support the smaller sugar crop in Thailand, the world&39;s second-biggest sugar exporter, which has been decimated by drought. The Thailand Sugar Mills Corp said Oct 2 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production would fall -13% y/y to an 11-year low of 7.2 MMT as dry weather this year ravaged cane plantations.

Last Wednesday&39;s data Unica was bearish for sugar as it showed Brazil&39;s Center-South sugar production in the second half of October rose +14.4 y/y to 1.7373 MMT, with the percentage of cane used for sugar climbing to 43.63% in 2020/21 32.02% in 2019/20.

Last Monday&39;s data India&39;s National Federation of Cooperative Sugar Factories was negative for sugar as it showed that Indian sugar output as of Nov 5 was up +32.8% y/y at 425,000 MT.

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) disse nesta terça-feira que projeta um déficit global de açúcar de 3,5 milhões de toneladas na safra 2020/21, devido à redução nas perspectivas de produção.

O órgão intergovernamental havia previsto antes um déficit bem menor para a atual temporada, de 724 mil toneladas.

A OIA, em atualização trimestral de seus números, estimou que a produção global na safra 2020 (outubro a setembro) deve alcançar 171,1 milhão de toneladas, abaixo da previsão anterior de 173,5 milhões.

Houve revisões para baixo em Tailândia (8,2 milhões, de 8,7 milhões antes), Índia (31 milhões contra 31,5 milhões) e União Europeia (16,3 milhões versus 16,8 milhões).

O consumo na temporada 2020/21 foi visto em 174,6 milhões de toneladas, levemente acima da previsão anterior de 174,2 milhões, agora com alta de 2,9% na comparação com a safra passada.

"A perspectiva para o ciclo 2020/21 deve incorporar a imposição de novas medidas de "lockdown" em alguns países, particularmente na Europa", disse a OIA, ao destacar que as medidas de isolamento adotadas contra o vírus limitaram o consumo em 2019/20.

"No entanto, esses períodos de ´lockdown´ devem ser mais curtos e menos restritivos", apontou o relatório.

A OIA também estimou que deve haver um superávit global de 1,9 milhão de toneladas na safra 2019/20, para a qual antes esperava um leve déficit de 136 mil toneladas.

A mudança deve-se em grande parte por uma revisão para cima na produção do Brasil em 2019/20, para 39,8 milhões de toneladas, de 37,4 milhões antes.

A OIA destacou que neste ano a safra do Brasil avançou mais rápido do que se esperava, o que fez com que mais produção viesse da safra 2019/20, que termina em 30 de setembro, do que da atual temporada.

 

SOYBEAN - SOJA
 

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago intensificam seus ganhos no início da tarde desta quarta-feira (18) e sobem mais de 1% nas posições mais negociadas. Os preços subiam, por volta de 12h30 (horário de Brasília), entre 15 e 18 pontos, levando o janeiro/21 a US$ 11,87 e o março/21 a US$ 11,85 por bushel. 

         
SOJA - CME - CHICAGO  
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)  
jan/21 11,6975 16,25 1,41  
mar/21 11,685 14 1,21  
mai/21 11,6475 11,75 1,02  
jul/21 11,595 11 0,96  
Última atualização: 17:00 (17/11)    
         

Os contratos mais próximos, como já vinha sendo sinalizado por analistas e consultores, vêm caminhando para buscar os US$ 12,00 com o mercado refletindo o cenário fundamental muito forte e positivo. 

O andamento dos preços continua refletindo o clima adverso no Brasil e em mais partes da América do Sul, bem como a demanda forte nos EUA tanto externa, como internamente. Enquanto tudo isso vai se intensificando, os traders acompanham a oferta limitada nas principais origens mundiais da oleaginosa. 

Na Argentina, o plantio ainda vem sendo comprometido pelas condições de seca e a Bolsa de Cereais de Buenos Aires já revisou para baixo a colheita do país para 46,5 milhões de toneladas. 

Os atuais patamares na CBOT são os mais elevados desde 2016 e os estoques finais norte-americanos estimados em 5,2 milhões de toneladas, um dos mais baixos da história do país. 

"O mercado de grãos espera por uma confirmação dos rumores de mais compras da China nos EUA. Na outra ponta, há uma preocupação que se renova com o clima para as novas safras da América do Sul até dezembro. E complementando o cenário positivo para os preços há ainda o otimismo causado pela esperança com as vacinas contra o coronavírus", explicam os analistas do portal internacional Allendale, Inc. 

  soja US$ 5,34  
         
  B3 (Bolsa)      
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR  
nov/20 25,97 138,6798 0,66%  
     
Última atualização: 16:21 (18/11)  

As principais áreas produtoras de soja na Argentina voltam a registrar falta de umidade no solo para dar continuidade aos trabalhos de campo da nova safra. As últimas chuvas consideráveis foram registradas, de acordo com informações do portal local Infocampo, no final de outubro, e desde então não chegam ao país de forma bem distribuída e com bons volumes. Paralelamente, as temperaturas continuam subindo. 

Mapas comparativos do INTA (Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária) mostram claramente a diferença das condições de umidade dos solos entre 26 de outubro e 16 de novembro. 

"Sem dúvida essas condições estão colocando um freio no bom ritmo adquirido há pouco pelo plantio de soja e, pouco a pouco, limita também o avanço do ciclo do milho", reporta o Infocampo. 

Assim como no Brasil, as precipitações na Argetina chegam ainda de forma pontual e mal distribuída. Para este final de semana são aguardadas apenas ocorrências de chuvas no leste de Buenos Aires e no sul de Entre Rios entre esta quarta (18) e quinta-feiras (19), segundo as previsões atualizadas da Bolsa de Comércio de Rosário. 

Para a próxima semana já se esperam chuvas mais significativas, com bons volumes chegando não só a partes Entre Rios e Buenos Aires, mas também em regiões importantes como o leste de Santa Fé, onde as reservas hídricas do solo vêm caindo de forma significativa.  

No último final de semana, bons volumes também foram registrados, mesmo que de forma bem localizada, em Santa Fé, Córdoba, Santiago del Estero e partes do Chaco. Estão são áreas onde a seca tem castigado a produção de forma bastante severa. "As precipitações não são suficientes para reverter a falta de umidade sofrida pelo trigo, mas são cruciais para dar andamento aos plantios", informa o Guia Estratégico do Agro, da Bolsa de Rosário. 

SOJA - PREMIO  
CONTRATO VALOR  
nov/20 250  
dez/20 250  
fev/21 100  
mar/21 70  
Última atualização: 18/11/2020  
     

O documento aponta ainda que nas áreas mais necessitadas de Santa Fé e Córdoba são necessários cerca de 100 a 150 milímetros de chuvas para repor as reservas hídricas do solo, enquanto as mesmas receberam algo entre 30 e 60 mm nos últimos quatro dias. 

Mas estas chuvas recentes permitiram que as semeaduras de soja fossem reativadas, já que desde 14 de novembro estavam paralisadas em função do tempo seco. Nesta temporada, estas chuvas são chave para que não se atrase tanto o plantio e as janelas de plantio de percam", complementa o guia da bolsa argentina. 

De acordo com o último boletim da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o plantio da soja está 20% concluído na Argentina, de uma área estimada em 17,2 milhões de hectares. Mais do que isso, em seu último Panorama Agrícola, reduziu a projeção para a colheita do país para 46,5 milhões de toneladas. Antes das complicações com a seca, as estimativas eram de uma área de 19 milhões de hectares e de uma produção de 55 milhões de toneladas. 

"As previsões estão longe de suprir a deficiência hídrica das regiões mais afetadas. Dias bastante claros, rajadas de vento, e altas temperaturas levaram embora a umidade da superfície, que é fundamental para o plantio. Em apenas uma semana, a água se tornou escassa nos solos em regiões como o leste de Córdoba e o centro-sul de Santa Fé, o que parou as atividades. Assim, a disponibilidade de água nos primeiros centímetros do solo irá marcar o ritmo das plantadeiras", explica o agrometeorologista José Luis Aiello.  

O plantio da soja evolui em ritmo lento na Argentina bem com as vendas da oleaginosa. Dados oficiais reportados pelo Clarín mostram que o país tem apenas 69% da safra 2019/20 - de 50 milhões de toneladas - vendidos, ou algo como 34,8 milhões de toneladas aé o último dia 4. Há um ano, este percentual era de 72%.  A média dos últimos cinco anos para o mesmo intervalo, porém, é de 39,7 milhões. 

Para os chamados &39;negócios a fixar&39; no país, o volume cresceu em 19% - 6,8 milhões de toneladas - contra 14% da média plurianual. 

Preço soja referência (chicago ):$/MT 521,67   18/nov  
             
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 516,82   18/nov  
             
Preço Brasil - MI - Paranaguá: $/MT 514,98   18/nov  
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 165 por saca  
             

Já da safra 2020/21 - da qual o Brasil já comprometeu mais de 60% - apenas 7% está comprometido com a comercialização, ou cerca de 3,7 milhões de toneladas de uma produção esperada em 50 milhões de toneladas. Do total, são 2,9 milhões de compras feita pelas indústria local e 800 mil destinada à exportação. 

Analistas da Bolsa de Comércio de Rosário atribuem a lentidão das vendas a uma combinação de fatores que inclui o recente movimento de alta dos preços da oleaginosa na Bolsa de Chicago e na abismal diferença cambial entre o chamado "dólar soja" e o dólar &39;oficial&39;. 

Ao Clarín, o economista Juan Manuel Gárzon, da Ieral Fundación Mediterránea, o avanço das vendas em outubro foi pouco significativo se comparado a setembro. Em relação a julho e agosto, quase nenhuma mudança foi registrada. 

“Quando começaram as restrições à compra de dólares em 2011, houve uma mudança estrutural nos produtores, que passaram a ter mais estoques de grãos do que o normal até então. Diante da incerteza do mercado de câmbio, da impossibilidade de possuir ativos em dólares, há uma preferência por guardar a soja, é uma moeda de troca ”, explica Gárzon.

Segundo Ênio Fernandes, consultor em agronegócios da Terra Agronegócios, esta é uma condição conhecida pelo mercado global de soja e que se intensifica diante de &39;o mundo já estar muito vendido&39;. "O mundo vendeu muito, então agora, naturalmente, as vendas seriam menores. Mas na Argentina isso se agrava com o menor poder de compra dos produtores argentinos (de uma série de produtos) e desta enorme desvantagem cambial". 

E a tendência, segundo ele, é de que a comercialização por lá siga lenta e só retome um pouco mais do ritmo a partir do momento em que os produtores argentinos vejam sua safra e a do Brasil um pouco mais consolidadas. 

Neste quadro, ainda como explica Fernandes, as indústrias estão ainda mais apreensivas do que os produtores. A Argetina é responsável por 50% de toda a produção e exportação de farelo e óleo de soja do mundo e sem grãos, o processamento não caminha como deveria. "Isso pode ser observado com as exportações brasileiras excelentes dos dois produtos, por exemplo, já que a Argentina praticamente saiu do jogo", complementa. 

Em outubro, os EUA também registraram um volume de soja esmagada recorde, com mais de 5 milhões de toneladas. 

As exportações brasileiras para a China continuam ainda acima das expectativas para esse momento, segundo informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mesmo  com  disponibilidade reduzida  as  exportações  no  Brasil  continuam  subindo, com  mais 129  mil  t  embarcadas  na  segunda  semana de novembro e levando o total até agora no mês para 935 mil t até o momento, 170 mil t acima do esperado para o mês inteiro. No mercado de CFR China, houve interesse de venda para junho o embarque da nova safra brasileira em 165 c/bu sobre os futuros de julho, mas os bids firmes foram ouvidas pelo menos 10 centavos abaixo”, comenta.

“Havia rumores de que um carregamento de junho foi negociado a 160 c/bu sobre os futuros de julho ,mas nenhuma fonte do mercado pode confirmar o negócio e os comerciantes consideraram o nível muito baixo. Para a soja dos EUA, as ofertas para o Golfo dos EUA e a PNW recuaram ligeiramente em meio ao rali futuro com o embarque de janeiro fora da antiga origem oferecida em 232-235 c/bu sobre os futuros de janeiro na CFR China e o mesmo embarque da última origem indicado em 222 c/bu sobre os futuros de janeiro”, completa.

O Indicador APM-6 CFR China para embarque de janeiro da opção mais barata ficou em 5 c/bu mais baixo no dia em 225 c/bu sobre os futuros de janeiro, o que equivale a US$ 512,25/t, um aumento de US$ 4,75 /t  em futuros mais altos. “No Golfo dos EUA, as barcaças CIF foram oferecidas em uma faixa relativamente ampla, mas os valores foram ligeiramente mais elevados a inalterados no dia, com barcaças de dezembro e janeiro marcadas em 73 c/bu e 75 c/bu sobre os futuros de janeiro, respectivamente”, conclui.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
18/11/2020 165,59 0,07% 1,25% 30,98  
17/11/2020 165,47 0,46% 1,18% 31  
16/11/2020 164,72 -0,33% 0,72% 30,32  
13/11/2020 165,27 1,85% 1,06% 30,18  
12/11/2020 162,27 -5,09% -0,78% 29,69  
           

No estado do Rio Grande do Sul, os preços recuaram em Rio Grande e Canoas e permaneceram inalterados nas demais praças, segundo afirmou a TF Agroeconômica. “Como dissemos ontem, nossa recomendação é vender antes que os preços caiam, a curto prazo. Não deverão cair muito, porque a demanda no mercado interno ainda é forte, mas, como não estão subindo, a regra é: ‘em mercados andando de lado quanto mais cedo vender e aplicar o dinheiro, mais lucro terá’”, comenta.

“E os preços estão caindo para se adaptar aos preços da soja importada que, pelos cálculos dos técnicos da TF Agroeconômica, chegaria às fábricas do interior do Rio Grande do Sul ao redor de R$ 168/saca. Por isto, as cotações permaneceram inalteradas novamente ou em queda, como mostra a tabela ao lado”, completa.

Com a queda do dólar, o mercado que já era nominal, parou no Paraná. “No mercado spot praticamente não há negócios por falta de disponibilidade de produto. Até os compradores se recusaram a dar idéias posto Paranaguá para safra velha, por falta de produto. Para a safra nova, as irregularidades climáticas é que estão direcionando o mercado nos últimos dias. Compradores só se interessam por soja futura. Em Ponta Grossa, para entrega imediata e pagamento em dezembro os preços (nominais) mantiveram os R$ 168,50,00/saca, do dia anterior”, indica.

“No interior dos Campos Gerais, o preço se manteve em R$ 150,00 (produtor), retirada imediata, mas pagamento no início de janeiro. Em Cascavel entre R$ 172-175,00 R$ 173,00 e em Maringá a R$ 170,00. Em Londrina R$ 170,50 e em Pato Branco R$ 171,50. Posto Ferrovia, em Maringá, para entrega até 20/03 com pagamento 15/04/21 R$ 140,20. Em Paranaguá só houve cotações para o mercado futuro: para 2021, entrega até 20/03 com pagamento 15/04/21 R$ 146,10; entrega Abril com pagamento 30/04/21 R$ 145,00; entrega  Maio com pagamento 30/05/21 R$ 145,20; entrega Junho com pagamento 30/06/21 R$ 146,00 e entrega Julho com pagamento 30/07/21 R$ 147,10. Para 2022 entrega Fevereiro com pagamento 30/03/22 R$ 127,10 e entrega Março com pagamento 30/04/22 R$ 127,10”, conclui.

 

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› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br) info provided by SAG-KK Group

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