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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 12/11/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO 

A Bolsa de Chicago (CBOT) foi perdendo força ao longo do dia para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 7,00 e 9,00 pontos ao final da quinta-feira.
 
O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,08 com desvalorização de 9,00 pontos, o março/21 valeu US$ 4,18 com perda de 8,75 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,23 com baixa de 8,25 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,25 com queda de 7,00 pontos.
 
Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 2,16% para o dezembro/20, de 2,11% para o março/21, de 1,86% para o maio/21 e de 1,62% para o julho/21.
 
       
miho  
       
  B3 (Bolsa)    
nov/20 80,4 0,36%  
jan/21 80,26 0,32%  
mar/21 79,95 0,08%  
mai/21 73,7 -0,81%  
Última atualização: 18:00 (12/11)  
   
 
Segundo informações do site internacional Successful Farming, nesta quinta-feira, os mercados agrícolas do CME Group recuaram, após um forte início de semana, com os investidores realizando lucros.
 
“Acho que o dinheiro que está vendo as manchetes consistentemente negativas sobre casos e mortes de COVID-19 e se perguntando ‘devo tirar alguns da mesa?’. Agora, esses compradores estão lucrando com algumas fichas de um relatório muito otimista do USDA. Independentemente da razão pela qual estão fazendo isso, eles estão fazendo”, analisa Jason Ward da Northstar Commodity.
 
Os preços futuros do milho operam com leves quedas em boa parte dessa quinta-feira, mas passaram a registrar movimentações em campo misto na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações contabilizavam flutuações entre 0,81% negativo e 0,36% positivo por volta das 17h14 (horário de Brasília).
 
O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 80,40 com alta de 0,36%, o janeiro/21 valia R$ 80,22 com elevação de 0,28%, o março/21 era negociado por R$ 80,14 com perda de 0,31% e o maio/21 tinha valor de R$ 73,70 com queda de 0,81%.
 
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 segue sentindo a pressão do dólar e também dos grandes compradores de ração que vão começando a se acomodar, deixando apenas os pequenos granjeiros comprando.
 

“Já bateu no teto e agora o mercado está acomodado. Os indicadores das indústrias estão variando de R$ 80,00 a R$ 90,00 dependendo da região, mas sem mostrar espaço para mudanças porque tem poucos vendedores”, diz Brandalizze.   

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
12/11/2020 80,55 -0,04% -1,64% 14,74
11/11/2020 80,58 0,49% -1,60% 14,88
10/11/2020 80,19 -0,89% -2,08% 14,91
09/11/2020 80,91 -0,50% -1,20% 14,94
06/11/2020 81,32 0,06% -0,70% 15,09
         
 
Olhando para as exportações, o Brasil segue com milho competitivo mesmo com a recuada do dólar. Segundo a analista de mercado da Céleres Consultoria, Daniely Santos, a queda do dólar se deu por motivos externos, como a eleição norte-americana e os avanços das vacinas para a COVID-19. Porém, os fatores políticos e econômicos internos seguem sustentando o câmbio contra o real.
 
“O milho brasileiro continua sendo competitivo com o dólar ao redor dos R$ 5,00 não só pelo dólar, mas também por o Brasil conseguir aumentar a produção de milho sem ter que deixar de cultivar nenhum pé de soja”, diz a analista.
 
A quinta-feira (12) chega ao final com os preços do milho oscilando no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações em Pato Branco/PR (0,72% e preço de R$ 69,20), Ubiratã/PR (0,73% e preço de R$ 68,00), Castro/PR (2,60% e preço de R$ 75,00) e Ponta Grossa/PR (2,63% e preço de R$ 74,00).
 
Já as valorizações apareceram nas praças de Cafelândia/PR (0,74% e preço de R$ 68,50), Campinas/SP (1,20% e preço de R$ 84,00), Amambaí/MS (1,35% e preço de R$ 75,00), Cândido Mota/SP (1,42% e preço de R$ 71,50), Tangará da Serra/MT (1,45% e preço de R$ 70,00), Oeste da Bahia (1,54% e preço de R$ 66,00) e Brasília/DF (preço de R$ 70,00).
 
De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o comprador tem dado a tônica dos mercados. O volume de ofertas do milho de fora de São Paulo tem crescido desde o final da semana passada e mantém os preços comportados. Além disto, em nov/20, o fluxo cambial estrangeiro no Brasil já foi de R$7,8 bilhões, o que pressiona o câmbio”.
 
 
SUGAR - AÇUCAR

Mar NY world sugar 11 (SBH21) on Thursday closed up +0.43 (+2.97%). Dec London white sugar 5 (SWZ20) closed up +9.50 (+2.39%).

Sugar prices on Thursday rallied sharply with London sugar at a new 8-1/2 month high. Sugar prices have trended higher over the past six weeks with NY sugar climbing to an 8-1/2 month high last Tuesday and London sugar rising to a new 8-1/2 month high Thursday on concern that Brazil&39;s dry conditions may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. Maxar recently said that Brazil&39;s sugar-growing regions had received only 5%-25% of average rain in the past few months, leaving crops "extremely dry." Also, a La Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$    
12/11/2020 104,76 -0,36% 4,12% 19,17    
11/11/2020 105,14 0,82% 4,50% 19,42    
10/11/2020 104,29 1,03% 3,66% 19,39    
09/11/2020 103,23 0,02% 2,60% 19,07    
06/11/2020 103,21 0,94% 2,58% 19,16    
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .        
  media R$ 104,13        
  valor saco $ 19,00        
  valor ton $ 380,02  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180  
                          com 7% icms    
             

Meanwhile, sugar mills in India have held back exports as they await news on government subsidies. The World Trade Organization (WTO) is expected to rule on the legality of India&39;s subsidies to its sugar exporters sometime this month after Brazil and Australia raised objections to the WTO about the subsidies. The ruling by the WTO has been delayed July due to the Covid pandemic.

Sugar prices are also seeing support the smaller sugar crop in Thailand, the world&39;s second-biggest sugar exporter, which has been decimated by drought. The Thailand Sugar Mills Corp said Oct 2 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production would fall -13% y/y to an 11-year low of 7.2 MMT as dry weather this year ravaged cane plantations.

Wednesday&39;s data Unica was bearish for sugar as it showed Brazil&39;s Center-South sugar production in the second half of October rose +14.4 y/y to 1.7373 MMT, with the percentage of cane used for sugar climbing to 43.63% in 2020/21 32.02% in 2019/20.

Monday&39;s data India&39;s National Federation of Cooperative Sugar Factories was negative for sugar as it showed that Indian sugar output as of Nov 5 was up +32.8% y/y at 425,000 MT.

The International Sugar Organization (ISO) on Sep 1 boosted its global 2020/21 sugar production estimate and increased its global 2020/21 sugar deficit estimate. The ISO projects that global 2020/21 sugar production will increase by +2.3% y/y to 173.5 MMT. The ISO also said the global 2020/21 sugar deficit would widen to -72.000 MT -14,000 MT in 2019/20.

Conab, Brazil&39;s national crop forecasting agency, boosted its forecast Aug 20 for Brazil&39;s 2020-21 (Apr/Mar) sugar output by +11% to 39.3 million metric tons May&39;s estimate of 35.3 million MT and 2019-20 production of 29.8 million MT. Conab raised its forecast for Brazil&39;s Center-South 2020-21 sugar output to 35.7 million MT May&39;s 31.8 million MT. Brazil&39;s sugar mills are expected to divert 46.4% of sugarcane to refined production, up 34.9% in 2019-20 due to weak ethanol prices and demand.

As vendas externas de açúcar cresceram 121%, passando de US$ 543,96 milhões em outubro do ano passado para US$ 1,20 bilhão em outubro deste ano. A quantidade exportada de açúcar foi recorde para toda série histórica, com 4,2 milhões de toneladas. A China foi a maior importadora, com registros de US$ 311,74 milhões em aquisições ou 25,9% do valor total exportado pelo Brasil de açúcar. Ainda no setor, houve aumento das exportações de álcool, que chegaram a US$ 184,87 milhões, um avanço de 75,4%. O principal importador foi os Estados Unidos, com US$ 63,91 milhões mas o maior crescimento foi da a Coreia do Sul (US$ 45,79 milhões; +53,6%). 


SOYBAN - SOJA

O mercado da soja opera em baixa no início da tarde desta quinta-feira (12) na Bolsa de Chicago, depois de começar o dia trabalhando com estabilidade. "O mercado para e toma um fôlego depois do rally dos últimos dias", explicam os analistas do portal norte-americano Farm Futures. 

Os contratos mais negociados, por volta de 12h (Brasília), recuavam entre 4,25 e 5,75 pontos, levando o novembro a US$ 11,39 e o janeiro/20, US$ 11,46 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO  
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)  
nov/20 11,37 -6,25 -0,55  
jan/21 11,455 -7 -0,61  
mar/21 11,4475 -6,75 -0,59  
mai/21 11,41 -7,25 -0,63  
Última atualização: 17:00 (12/11)    
         

¨A realização de lucros também &39;atinge&39; os futuros da soja nesta quinta-feira, mas as perdas seguem limitadas pela demanda intensa da China nos EUA, o clima seco no Brasil e uma safra norte-americana nos EUA", complementam os analistas internacionais. 

Os traders vão ajustando suas posições depois das altas intensas do começo da semana, principalmente, depois do novo boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Assim, o mercado corrige parte dos ganhos à espera de mais notícias. 

O novo boletim semanal de vendas para exportação dos EUA, que é tradicionalmente é divulgado pelo USDA às quintas-feiras, chega na sexta (13) esta semana e também ajuda a manter o mercado na defensiva. 

  soja US$ 5,48  
         
  B3 (Bolsa)      
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR  
nov/20 25,25 138,37 0,32%  
     
Última atualização: 15:44 (12/11)  
         

De acordo com a TF Agroeconômica, nove cargos foram negociados do Brasil com a China e nada dos Estados Unidos. “A demanda chinesa por soja brasileira foi esporádica mas, apesar disso, os prêmios na base da CFR China caíram de 8 a 10 c/bu no dia devido a futuros mais altos”, comenta. 

“As ofertas para envio de março foram relatadas em 158 c/bu sobre os futuros de março contra ofertas em 165-169 c/bu. O embarque de agosto foi ofertado no nível negociado em 168 c/bu sobre os futuros de julho na quarta-feira, contra ofertas a 180 c/bu sobre os mesmos futuros. A demanda por soja dos EUA estava em grande parte ausente, pois os prêmios se mantiveram estáveis, apesar do rali nos futuros. O embarque de dezembro do Golfo foi oferecido a 250 c/bu em relação aos futuros de janeiro e o embarque de janeiro foi oferecido a 245 c/bu sobre os mesmos futuros – ambos quase inalterados, apesar do pico de 50 centavos de futuros da CBOT desde segunda-feira", completa. 

SOJA - PREMIO  
CONTRATO VALOR  
nov/20 250  
dez/20 250  
fev/21 110  
mar/21 80  
Última atualização: 11/11/2020  
     

No Brasil, o mercado FOB viu pelo menos nove negociações, indicando que os prêmios foram 4-7 c/bu mais baixos ao longo da curva. “O embarque de fevereiro foi negociado a 107 c/bu sobre os futuros de março, enquanto março foi negociado quatro vezes – a 69 c/bu uma vez, 70 c/bu duas vezes e 71 c/bu uma vez. Abril foi negociado duas vezes a 61 c/bu sobre os futuros de maio com envio de maio negociado a 68 c/bu sobre o mesmo contrato e junho negociado a 70 c/bu sobre os futuros de julho”, informa. 

“Tudo apontava para um complexo mais firme, com as toneladas de fevereiro subindo marginalmente a US $ 459,75/mt e março em US $ 447,5/mt. Nos EUA, os prêmios de barcaça foram marginalmente menores e os prêmios de carga permaneceram inalterados, com o valor do primeiro para entrega em dezembro visto em 80 c/bu versus ofertas de carga de 150 c/bu”, conclui. 

             
             
Preço soja referência (chicago ):$/MT 509,64   12/nov  
             
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 493,52   12/nov  
             
Preço Brasil - MI - Paranaguá: $/MT 471,41   12/nov  
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 155 por saca  

Os preços da soja no estado do Rio Grande do Sul estão começando a patinar no mesmo nível, sem subir, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. Isso porque, de acordo com a consultoria, eles estão chegando bastante próximos aos níveis do grão importado. 

“Tudo igual novamente: o novo patamar do dólar, ao redor de R$ 5,40, não entusiasmou os compradores a aumentar o preço da soja, porque ele praticamente equipara o preço da soja nacional com a importada, descomprimindo totalmente o aperto que havia até algumas semanas atrás. Pelos cálculos dos técnicos da TF Agroeconômica a soja importada chegaria às fábricas do interior do Rio Grande do Sul ao redor de R$ 146,13/saca, cerca de 15,12% abaixo dos preços atuais do mercado local. Por isto, as cotações permaneceram inalteradas novamente nesta quarta-feira", comenta. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
12/11/2020 162,27 -5,09% -0,78% 29,69  
11/11/2020 170,97 0,90% 4,54% 31,58  
10/11/2020 169,44 3,77% 3,61% 31,5  
09/11/2020 163,28 -3,82% -0,16% 30,16  
06/11/2020 169,76 0,47% 3,80% 31,51  
           

No Paraná, houve pouca alteração nas cotações. “No mercado de balcão o preço oferecido ao agricultor na região de Ponta Grossa manteve-se em R$ 140,00. No mercado de lotes, para entrega imediata e pagamento em dezembro os preços voltaram a subir R$ 7,00/saca para R$ 155,00/saca, em Ponta Grossa. No interior dos Campos Gerais, o preço se manteve inalterado em R$ 147,00, retirada imediata, mas pagamento no início de janeiro.

Em Cascavel recuaram também R$ 3,50/saca para R$ 173,00 e em Maringá a R$ 168,00. Em Londrina e Maringá R$ 170,50 e em Pato Branco R$ 171,50”, completa.  

“Em Paranaguá a cotação do mercado disponível o preço subiu R$ 5,00/saca para R$ 155,00, entrega no mês e pagamento final de novembro, cotação apenas nominal, porque não há negócios. Para a safra 2021, os preços recuaram novamente mais R$ 2,00/saca para$ 138,00/saca, em Ponta Grossa, entrega e pagamento abril/abril”, conclui. 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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