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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 09/11/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro flutuaram próximos à estabilidade durante toda a segunda-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,75 e 1,50 pontos ao final do dia.

 

 

miho  
       
  B3 (Bolsa)    
nov/20 78,32 -0,61%  
jan/21 77,9 -0,64%  
mar/21 77,5 -0,64%  
mai/21 72,19 -0,14%  
Última atualização: 18:00 (09/11)  
   

 

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os investidores estão atentos ao clima global e ao relatório de oferta/demanda de novembro que o

Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) irá di vulgar amanhã.

 

“No ritmo atual das exportações de milho e soja, o USDA aumentará as projeções de exportação e reduzirá os estoques finais no relatório de amanhã. Não vejo evidência de racionamento de preços neste momento”, disse Bob Linneman da Kluis Advisors aos clientes em uma nota diária. 

 

Os preços futuros do milho contabilizaram perdas na Bolsa Brasileira (B3) ao longo de toda a segunda-feira. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,31% e 2,84% por volta das 17h07 (horário de Brasília).

 

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 78,38 com queda de 0,53%, o janeiro/21 valia R$ 78,00 com baixa de 0,51%, o março/21 era negociado por R$ 77,76 com perda de 0,31% e o maio/21 tinha valor de R$ 72,29 com desvalorização de 2,84%.

 

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, esses recuos na Bolsa Brasileira são impacto da queda do dólar que deixa as cotações menores nos portos e refletem nas flutuações da B3.

 

“O mercado nacional é vinculado ao mercado das exportações, se o mercado de exportação cai, ele também pressiona o mercado interno”, explica o analista.

Brandalizze destaca ainda que a chuva chegando à partes do Paraná e Santa Catarina acaba equilibrando um pouco as condições de lavouras e também pressiona a B3.

 

A segunda-feira (09) chega ao final com os preços do milho recuando no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas nas praças de Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Ponta Grossa/PR e Dourados/MS.

 

Já as desvalorizações foram percebidas em Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cafelândia/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Brasília/DF, São Gabriel do Oeste/MS, Maracaju/MS, Campo Grande/MS, Eldorado/MS, Campinas/SP e Porto Santo/SP.

 

 

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
09/11/2020 80,91 -0,50% -1,20% 14,94  
06/11/2020 81,32 0,06% -0,70% 15,09  
05/11/2020 81,27 -0,17% -0,76% 14,65  
04/11/2020 81,41 0,79% -0,59% 14,38  
03/11/2020 80,77 -1,37% -1,37% 14,05  
           

 

A demanda está caindo por milho no Brasil e na Argentina e se concentrando nos Estados Unidos e Ucrânia, segundo afirmou a TF Agroeconômica. “No mercado físico, os prêmios sul-americanos para embarque no mês atual continuaram a cair em meio à fraca demanda”, comenta.  

 

“No Brasil, essa queda implicou uma redução de 7 c/bu para ofertas de dezembro, que chegaram a 188 c/bu sobre os futuros de dezembro, com lances caindo 10 c/bu para 165 c/bu. E na Argentina as ofertas caíram 10 c/bu para 150 c/bu sobre os futuros de dezembro para embarque de dezembro sem ofertas à vista. Mas nos EUA, sinais de mais compras da China e de outros países asiáticos levaram os exportadores a elevar as ofertas para janeiro em 10 c/bu para 155 c/bu sobre os futuros de março para embarque do Golfo, e em 5 c/bu para embarque na primeira quinzena de fevereiro”, completa. 

 

Enquanto na PNW, as ofertas para março foram estáveis em 175 c/bu sobre os futuros de março com menos ofertas baixas para testar esses níveis. Mais compras privadas começaram o dia na Ásia com a compra de MFG e FLC da Coreia do Sul no total de 268.000 t de milho de origem mundial.  O preço médio pago foi de US$ 238,36/t com cargas entregues entre 30 de abril e 13 de maio. O mercado de milho da Ucrânia foi um toque mais firme na sexta-feira, com ofertas para carregamento de novembro a partir de US$ 233/t HIPP e subindo para US$ 240/t PIPP para milho com documentos chineses”, informa. 

 

“Enquanto isso, dados oficiais mostraram que os embarques de milho caíram para 555.000 t na Ucrânia, apesar da atividade de venda mais ativa no mercado interno depois que os preços caíram no final da semana passada. Isso moveu as exportações totais de milho para 2,8 milhões de t, 39% atrás do ritmo do ano passado”, conclui. 

 

Neste início de mês, os preços do milho vêm registrando comportamentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, em São Paulo, compradores estão mais ausentes, resultando em pequenas quedas nos preços. Assim, depois de o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas/SP) subir por semanas consecutivas e atingir recorde real no final de outubro, voltou a cair neste começo de novembro – o recuo é de 0,7% na parcial do mês, a R$ 81,32/saca de 60 kg na sexta-feira, 6. Nos portos, a desvalorização do dólar também pressionou as cotações. Já nas demais regiões acompanhadas pelo Cepea, a baixa disponibilidade mantém os valores do milho em alta.
 

SUGAR - AÇUCAR

Os contratos futuros do açúcar negociados na ICE avançaram com a desvalorização do dólar frente a uma cesta de moedas e as perspectivas de um Congresso dividido nos Estados Unidos impulsionando o apetite de fundos por ativos de risco.

A commodity também recebeu suporte de notícias positivas em termos de fundamentos.

O contrato março do açúcar bruto fechou em alta de 0,43 centavo de dólar, ou 3%, a 14,91 centavos de dólar por libra-peso, voltando a se aproximar da máxima de oito meses (15,23 centavos) registrada na terça-feira.

A desvalorização do dólar torna os contratos futuros mais baratos para investidores que possuem outras moedas. No Brasil, o real avançou mais 2,5% nesta sexta-feira, o que limita as vendas por produtores do país.

             
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$    
09/11/2020 103,23 0,02% 2,60% 19,07    
06/11/2020 103,21 0,94% 2,58% 19,16    
05/11/2020 102,25 0,09% 1,63% 18,43    
04/11/2020 102,16 1,31% 1,54% 18,04    
03/11/2020 100,84 0,23% 0,23% 17,53    
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .        
  media R$ 102,34        
  valor saco $ 18,99        
  valor ton $ 379,73  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180  
                          com 7% icms    
             

Operadores disseram que o mercado segue apoiado pela incerteza em relação à política de exportações da Índia. Preços mais alto são potencialmente necessários para encorajar embarques da segunda maior produtora de açúcar do mundo.

O açúcar branco para dezembro, que expira na próxima sexta-feira, avançou 10,40 dólares, ou 2,2%, para 400,30 dólares a tonelada.

Os contratos em aberto para dezembro somavam 24.313 lotes em 5 de novembro, indicando que uma grande entrega não está descartada.


SOYBEAN - SOJA

O dólar abriu a segunda-feira (9) despencando frente ao real, perdendo mais de 2%. Perto de 9h30 (horário de Brasília), a moeda americana recuava 2,80% para ser cotada a R$ 5,24. Do mesmo modo, os futuros da soja, que iniciavam o dia com estabilidade, voltavam a registrar uma nova disparada e, no mesmo momento, as cotações subiam entre 12,25 e 14,50 pontos. O mercado foi, aos poucos, amenizando aos ganhos e, por volta de 10h50 (horário de Brasília), os ganhos variavam entre 2,50 e 9 pontos nas posições mais negociadas.

SOJA - CME - CHICAGO  
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)  
nov/20 11,05 6,5 0,59  
jan/21 11,105 9 0,82  
mar/21 11,0875 9,5 0,86  
mai/21 11,065 9,5 0,87  
Última atualização: 17:00 (09/11)    

Assim, o contrato novembro era negociado a US$ 11,01 e o maio/21, referência importante para a nova safra brasileira, tinha US$ 11,06 por bushel. Todas as commodities agrícolas operam com ganhos consideráveis no meio da manhã desta segunda, acompanhando as demais, que são lideradas pelo petróleo. Perto de 11h30h (Brasília), o brent mais de 10%, para ser cotado em Nova York a US$ 40,85 o barril. 

O mercado da soja encerrou a segunda-feira (9) acima dos US$ 11,00 por bushel na Bolsa de Chicago, novamente. De acordo com Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing, os preços continuam com potencial para negociação entre US$ 11,00 e US$ 12,00 diante do atual cenário fundamentalista. Todavia, afirma ainda que há a necessidade de se monitorar estes fundamentos e a volatilidade que o mercado possa vir a registrar ao longo do caminho. 

"Tanto no Brasil, quanto nos EUA, os preços da soja estão em patamares que justificam ampliar a área. Nestes patamares, nos EUA, se planta soja em áreas onde geralmente não se planta, o mesmo no Brasil. Então, até que haja um ajuste nas expectativas fundamentalistas, essa faixa de negociação pode continuar. Mas esse é um nível de preço que aumenta a oferta"

  soja US$ 5,39  
         
  B3 (Bolsa)      
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR  
nov/20 24,55 132,3245 1,53%  
     
Última atualização: 16:04 (09/11)  
         

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma nova venda de soja nesta segunda-feira (9). Foram 123 mil toneladas da safra 2020/21 para destinos não revelados. O volume é todo da safra 2020/21. 

De acordo com o que afirmou a TF Agroeconômica, os futuros de soja atingiram altas de quatro anos na Bolsa de Chicago. “Os futuros estavam conquistando altas de quatro anos durante a sessão desta sexta-feira, antes do relatório Wasde da próxima semana, que deve mostrar mais uma queda nos estoques dos EUA para mínimas de vários anos”, comenta. 

“Os contratos futuros abriram o dia a US$ 11,02/bu, subiram para uma nova alta de quatro anos de US$ 11,10/bu antes de voltarem para onde começaram e terminando a semana em alta de 5%. Uma miríade de razões manteve os futuros firmes diante da iminente redução, na próxima semana, dos estoques de soja norte-americana para 6,7 milhões de t, contra os atuais 8 milhões de toneladas”, completa. 

     
SOJA - PREMIO  
CONTRATO VALOR  
nov/20 240  
fev/21 90  
mar/21 80  
abr/21 75  
Última atualização: 09/11/2020  

Um dólar americano mais fraco, a demanda firme da China e o tempo seco em todo o Brasil e Argentina tiveram impacto. “Em termos de fundamentos, o USDA reportou vendas líquidas de 404.150 t, com cerca de um terço indo para a China e o restante para "destinos desconhecidos". Isso confirmou rumores de que "pelo menos" quatro cargas haviam sido negociadas na quinta-feira, mas os detalhes dos preços eram escassos, pois  foi possível confirmar uma em base CFR a 235 c/bu sobre os futuros de janeiro para o embarque de janeiro”, indica. 

“Em outras notícias, o Ministério da Agricultura do Brasil emitiu um regulamento para permitir a importação de grãos dos EUA – movimento amplamente esperado após a retirada do direito de importação para nações fora do bloco do Mercosul e a subsequente contratação de soja dos EUA”, conclui a TF Agroeconômica. 

               
               
Preço soja referência (chicago ):$/MT 494,20   09/nov    
               
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 504,89   09/nov    
               
Preço Brasil - MI - Paranaguá: $/MT 479,28   09/nov    
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 155 por saca    
               

Diante da baixa disponibilidade doméstica e da retração de sojicultores – que não têm interesse em negociar o grão remanescente da safra 2019/20 –, consumidores brasileiros precisaram buscar novos lotes da oleaginosa no mercado externo. Assim, mesmo em um ano de produção recorde, o volume de soja importado pelo Brasil em 2020 (de janeiro a outubro) é o maior em 17 anos. Quanto aos preços, seguem em alta no Brasil. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá (PR) avançou 3,8% na parcial de novembro, a R$ 169,76/sc na sexta-feira, 6. O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná teve elevação de 1,6% no mesmo comparativo, a R$ 168,72/sc de 60 kg na sexta-feira.

“Como ainda faltam três meses para o início da nova colheita, o baixo estoque no Estado, aliado a fatores de oferta e demanda mundial, está levando à valorização da soja, que alcançou média de R$ 166,78/saca na última semana. Para se ter uma ideia, os valores já estão acima do dobro do visto no mesmo período de 2019, levando as cotações internas em Mato Grosso a patamar superior aos de Paranaguá (PR), algo ainda não visto no país”, analisa o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) no boletim semanal da soja de Mato Grosso.

“Porém, é importante destacar que pouco produto foi negociado nestes níveis de preço. Aliás, até dezembro do ano passado -quando havia 50% da soja negociada –os preços estavam abaixo de R$ 70/saca, o que mostra que esta alta pouco chegou ao bolso do produtor”, conclui o instituto.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
09/11/2020 163,28 -3,82% -0,16% 30,16  
06/11/2020 169,76 0,47% 3,80% 31,51  
05/11/2020 168,97 0,26% 3,32% 30,46  
04/11/2020 168,53 1,98% 3,05% 29,77  
03/11/2020 165,26 1,05% 1,05% 28,74  
           

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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