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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 26/10/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro fecharam o primeiro dia da semana em queda na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 1,00 e 2,00 pontos ao final da segunda-feira.

Segundo informações do site internacional Barchart, após os ganhos da semana passada, o milho recua na Bolsa de Chicago em vendas técnicas com realização de lucros por parte dos investidores.

miho  
       
  B3 (Bolsa)    
nov/20 84,58 1,12%  
jan/21 84,55 0,85%  
mar/21 83,65 1,06%  
mai/21 77,5 4,45%  
Última atualização: 18:00 (26/10)  
   

Ainda nesta segunda-feira, as inspeções de exportação de milho registraram um declínio semana após semana de quase um terço, caindo para 25,0 milhões de bushels (635 mil toneladas). Mas o ano comercial de 2020/21 em geral continua com um começo muito melhor do que no ano passado, com tendência de 75% acima do ritmo do ano passado para 239,9 milhões de bushels (6.093.460 toneladas) desde 1º de setembro.

As importações chinesas de milho alcançaram 1,08 milhão de toneladas em setembro, volume 675,1% superior ao registrado em setembro de 2019. No acumulado do ano, o país importou 6,67 milhões de toneladas do cereal.

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia subindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 3,77% e 4,42% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
26/10/2020 79,67 1,08% 25,21% 14,16  
23/10/2020 78,82 1,93% 23,87% 14,01  
22/10/2020 77,33 2,57% 21,53% 13,81  
21/10/2020 75,39 2,81% 18,48% 13,45  
20/10/2020 73,33 2,57% 15,24% 13,1  

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 83,64 com valorização de 4,42%, o janeiro/21 valia R$ 83,84 com ganho de 4,41%, o março/21 era negociado por R$ 82,77 com alta de 4,11% e o maio/21 tinha valor de R$ 77,00 com elevação de 3,77%.

Os contratos do cereal brasileiro retomam suas elevações após terminar a semana com pressão negativa em um movimento de realização de lucros perante uma forte valorização que acontecia até quarta-feira, conforme apontam os analistas da Agrifatto Consultoria.


SUGAR - AÇUCAR
 

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em leve queda, mas ainda mantém alta acumulada  em um rali liderado por fundos que começou no início de maio e se intensificou no final da semana passada, diante do atraso da Índia para anunciar sua política de subsídios às exportações do adoçante.

O contrato março do açúcar bruto fechou em queda de 0,06 centavo de dólar, ou 0,4%, a 14,72 centavos de dólar por libra-peso. Os futuros acumularam alta de 1,7% nesta semana, a sexta consecutiva de ganhos, tendo atingido uma máxima de oito meses, de 14,94 centavos, na quinta-feira.

Fundos elevaram sua aposta altista no açúcar bruto para mais de 200 mil contratos, segundo dados da CFTC.

Os subsídios às exportações de açúcar da Índia não serão renovados antes do final das eleições estaduais no país, no mês que vem, disseram fontes.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$    
26/10/2020 98,96 1,58% 11,79% 17,59    
23/10/2020 97,42 1,53% 10,05% 17,31    
22/10/2020 95,95 1,21% 8,39% 17,14    
21/10/2020 94,8 0,30% 7,09% 16,91    
20/10/2020 94,52 1,97% 6,78% 16,89    
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .        
  media R$ 96,33        
  valor saco $ 17,14        
  valor ton $ 342,81  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180  
                          com 7% icms    
             

Operadores afirmaram que o atraso na política indiana de exportações vai manter o mercado nervoso e imprevisível, mas com um viés altista que deve levá-lo para um nível superior a 15 centavos, ao menos brevemente.

“A conversa entre operadores indianos é de que a melhora recente nos preços globais pode fazer com que o governo diminua o tamanho dos subsídios”, disse um operador.A China, grande consumidora de açúcar, importou 540 mil toneladas do adoçante em setembro, alta de 29,1% em relação a igual período do ano anterior.

O açúcar branco para dezembro recuou 3,40 dólares, ou 0,9%, para 395,60 dólares a tonelada.


SOYBEAN - SOJA
 

A estabilidade continua no mercado da soja, com os futuros da oleaginosa atuando em campo misto na tarde desta segunda-feira (26). Por volta de 14h30 (horário de Brasília), os primeiros dois vencimentos subiam 2  e 1 ponto, respectivamente, com o novembro valendo US$ 10,85 e o janeiro/21, US$ 10,82 por bushel. Do mesmo modo, o maio e o julho perdiam 0,25 e 1,25 ponto, sendo cotados a US$ 10,61 e US$ 10,58. 

SOJA - CME - CHICAGO  
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)  
nov/20 10,8775 4 0,37  
jan/21 10,835 2,5 0,23  
mar/21 10,69 1,5 0,14  
mai/21 10,615 0 0  
Última atualização: 16:00 (26/10)    
         

O mercado espera por novidades para se reposicionar melhor, mesmo diante de fundamentos bastante positivos, principalmente do lado da demanda. Nesta segunda-feira, novos números fortes de embarques semanais norte-americanos vieram reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). No entanto, os traders ainda caminham cautelosos com preocupação no financeiro diante da segunda onda do novo coronavírus atingindo a Europa. 

Na semana encerrada em 22 de outubro, foram embarcados 2,664,352 milhões de toneladas da oleaginosa. Assim, o total acumulado na temporada chega a 14,338,798 milhões de toneladas, ou seja, 78% a mais do que no mesmo período da anterior. 

O início de semana é negativo para as demais commodities, não só as agrícolas, que acompanham certo pessimismo no mercado financeiro em função da segunda onda de Covid-19 na Europa. O petróleo em Nova York perde quase 2%, levando o barril do WTI a US$ 39,11. 

"Sem notícias mais contundentes em relação à vacina Covid-19, investidores se protegem neste final de mês, alguns como no caso dos commodities agrícolas como forma de garantir lucros", explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar e da TradeHelp.

  soja US$ 5,62  
         
  B3 (Bolsa)      
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR  
nov/20 23,97 134,7114 0,29%  
         
Última atualização: 15:14 (26/10)  

Ainda assim, o tom positivo no mercado da soja permanece. Os fundamentos permanecem altistas, principalmente no front da demanda. Do lado do clima no Brasil, as previsões seguem sinalizando uma melhora consistente das chuvas permitindo um avanço do plantio nos principais estados produtores. 

"Aliado ao pessimismo generalizado do mercado financeiro, comentários de chuvas em bom volumes em algumas áreas de soja e milho do Brasil e perspectivas de melhora no clima na Argentina devem tentar dificultar novas altas", conclui Cachia.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou novas vendas de soja nesta segunda-feira (26). Foram 120,7 mil toneladas para destinos não revelados e mais 135 mil de farelo de soja para as Filipinas. 

"Com a redução da participação da Argentina, maior exportador global de farelo e óleo de soja, as exportações do Brasil e dos EUA estão ganhando mercado, sustentando assim os prêmios e os futuros na CBOT", explicam os analistas de mercado da Agrinvest Commodities. 

Mais do que isso, a consultoria explica ainda que "considerando 50% das vendas para desconhecidos como China, teremos um total de vendas para o país asiático de 13,25 milhões de toneladas de soja e 10,92 milhões de milho". E a demanda tem sido, de fato, um pilar importante de suporte às cotações. 

Dentre os derivados da soja, a China adquiriu 140 mil toneladas de óleo de soja em setembro deste ano, variação positiva de 49,7% em relação ao volume registrado um ano antes. De janeiro a setembro deste ano, a importação da commodity totalizou 780 mil toneladas.

Depois de comprar 20 cargos de soja na semana passada, a China ficou de fora do mercado na sexta-feira, segundo informações da TF Agroeconômica. “Quatro acordos foram ouvidos na quinta-feira, com três da PNW para embarque de dezembro/Jan e Jan, com mais um do Golfo dos EUA a 262 c/bu CFR China. Nada disso apareceu nos dados oficiais de exportação na sexta-feira. Nos mercados à vista nos EUA, pouco se ouviu em uma base FOB com negócios legados apontando para o valor de cerca de 150-155 c/bu para janeiro e 5-10 c/bu mais alto para novembro e dezembro”, comenta. 

“A safra no Brasil é acompanhada de perto. Há especulações sobre chuvas que poderiam beneficiar o avanço do plantio, que atualmente está muito atrasado. Firmeza no farelo e óleo transmitiu impulso ao grão. Avanço da colheita nos EUA: o trabalho estaria passando por sua fase final”, comenta a consultoria.  

SOJA - PREMIO  
CONTRATO VALOR  
out/20 200  
nov/20 210  
fev/21 115  
mar/21 85  
Última atualização: 26/10/2020  
     

No Brasil, os mercados FOB estavam tranquilos na sexta-feira, com apenas ofertas indicativas, nada firme. “Em uma base de preço fixo, os embarques de fevereiro e março foram avaliados em 1-1,5% a US $ 440,50 e US $ 427/t, respectivamente. A demanda chinesa diminuiu na sexta-feira depois de ter recolhido mais de 20 cargas esta semana. Os prêmios para os grãos dos EUA e do Brasil ficaram estáveis em uma base da CFR China, com os níveis negociáveis para o embarque de janeiro para fora do Golfo dos EUA inalterados no dia em 260 c/bu sobre os futuros de janeiro contra ofertas de 264-265 c/bu sobre os futuros de janeiro”, completa. 

“Os preços do farelo de soja continuaram a ter altas significativas nesta semana: foram 5,03% em Anápolis para R$ 2.610,00/tonelada; 4,60% em Campo  Grande  para  R$  2.500,00;  22,33%  em  Chapecó  para  R$  2.630,00;

 6,0%  em  Erechim  para  R$  2.650,00;  9,84%  em  Ituiutaba  para  R$ 2.680,00; 9,70% em Passo Fundo para R$ 2.545,00, 1,44% em Uberlândia para $ 2.810,00; 6,52% em Itumbiara para R$ 2.450,00; 5,45% em São Gabriel do Oeste para R$ 2.570,00; 5,45% em Maringá para R$ 2.900,00; R$ 5,26% em Orlândia a R$ 2.600,00 e 4,82% em Rio Verde para R$ 2.610,00/t”, conclui. 

Em termos gerais, a partir de agora o mercado estará muito atento ao clima no Brasil e na Argentina, pois se as chuvas não retornarem a contento, Chicago deverá subir mais, rompendo o novo teto que é de US$ 11,00/bushel.

Desta forma, o fenômeno La Niña, previsto com antecedência pela meteorologia, efetivamente está se concretizando no Centro-Sul brasileiro e na Argentina. 

Dito isso, houve o retorno de chuvas em algumas regiões, como já frisado, o que auxiliou a acelerar o plantio da oleaginosa nas regiões em dificuldades, caso do Paraná, onde o mesmo teria atingido a 32% da área até o dia 19/10. Em termos de Brasil, o mesmo estaria ao redor de 6% da área, contra 21,4% um ano antes e 22,2% na média histórica.

               
               
Preço soja referência (chicago ):$/MT 476,84   26/out    
               
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 488,52   26/out    
               
Preço Brasil - MI - Paranaguá: $/MT 474,50   26/out    
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 160 por saca    
               

A maior preocupação é quanto ao plantio do milho de verão, que vem tendo perdas nas lavouras já plantadas, assim como vendo a janela de plantio se fechar sem clima favorável. Neste contexto, a realidade futura de preços para a soja parece confirmar um mercado acima dos R$ 100,00/saco durante a colheita nacional, pois além do atraso no plantio, diante do mesmo a colheita, quando entrar, já poderá ter cerca de 70% da nova safra vendida antecipadamente (por enquanto, 53% da mesma já está vendida) (cf. StoneX). Obviamente, o preço naquela ocasião irá depender muito de como estará o câmbio no Brasil. Por outro lado, ainda se espera uma safra nacional de soja acima de 133 milhões de toneladas.

Diante do atraso no plantio, nota-se igualmente que muitos produtores, nas regiões mais atingidas, começam a renegociar entregas de soja previstas para janeiro, pois possivelmente não terão o produto à disposição. Dito isso, é preciso atentar para os problemas logísticos que poderão ocorrer em fevereiro, pela concentração da colheita atrasada. Problemas de armazenagem e, principalmente, de frete poderão ser comuns nas diferentes regiões nacionais. Assim, repetimos, a baixa oferta em janeiro, tanto pelo atraso na colheita quanto pelo fato de não haver praticamente estoques no país, deverá manter os preços da soja elevados no início do próximo ano, salvo mudança radical no câmbio.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
26/10/2020 164,73 0,30% 11,21% 29,28  
23/10/2020 164,23 0,06% 10,88% 29,18  
22/10/2020 164,13 2,92% 10,81% 29,32  
21/10/2020 159,47 -0,98% 7,66% 28,44  
20/10/2020 161,05 1,99% 8,73% 28,77  
           

A título de informação complementar, as importações de soja do Brasil pela China aumentaram 51,4% em setembro em relação ao ano anterior, mostraram dados no domingo, à medida que as cargas compradas anteriormente passaram pela alfândega.

A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 7,25 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em setembro, ante 4,79 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, segundo a Administração Geral da Alfândega.

Os esmagadores chineses encomendaram grandes volumes de grãos brasileiros anteriormente, com margens elevadas pela forte demanda para ração, enquanto o plantel suíno chinês se recupera do impacto de um surto de peste suína africana.

No total, a China trouxe 9,8 milhões de toneladas de soja de todas as origens no mês de setembro, um aumento de 19% em relação ao ano anterior.

A China importou 1,17 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em setembro, queda de 32,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando chegaram os carregamentos feitos durante uma trégua na disputa comercial EUA-China.

Espera-se que as importações gerais diminuam nos próximos meses, disseram analistas e traders, à medida que os embarques do Brasil se reduzem, com os brasileiros na entressafra.

Os estoques de soja na China caíram para 7 milhões de toneladas na semana de 18 de outubro, após atingirem um pico próximo a 8 milhões de toneladas no início de setembro.

Os estoques de farelo de soja da China estavam em 937,9 mil toneladas, abaixo do recorde de 1,27 milhão de toneladas alcançado no início de setembro.

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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