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Patrimônios catarinenses (2)

Publicado em 16/10/2018 Editoria: Artigos Comente!


Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

No artigo anterior argumentei que o povo catarinense construiu patrimônios inestimáveis ao longo da sua história. Entre eles, os setores têxtil e do agronegócio, que, no meu conceito, são ícones que representam como nós mesmo nos vemos, e também como os outros, no Brasil e no mundo, nos veem. Fiz um apanhado do setor têxtil – com destaque para os seus 170 mil empregos – e agora vou mostrar um pouco do que é o agronegócio, sem dúvida a marca registrada de SC mais conhecida em todo o planeta.

O agronegócio e o setor carnes, especialmente, construíram um patrimônio que começa na nossa colonização e segue até os dias de hoje, e que tem como sua base um Sistema de Integração com mais de 200 mil pequenos agricultores familiares e um outro sistema, o cooperativista, que hoje se destaca inclusive no mercado financeiro nacional. Esses dois sistemas são o que há de mais justo socialmente: minifúndios produzem para as grandes indústrias por meio do cooperativismo, garantindo renda familiar, educação, saúde e uma boa qualidade de vida para milhões de catarinenses envolvidos na cadeia do agronegócio. Essa cadeia movimenta milhões de caminhões por mês, tem alto consumo de energia e consome produtos agregados como papel e papelão, que são os que mais representam em arrecadação.

Diretamente, os setores de aves e carnes são duas potências mundiais. O primeiro exportou para 120 países 46,1% das 2,1 milhões de toneladas que produziu em 2017, gerando 1,8 bilhão de dólares – 25% do total das exportações de aves do Brasil no ano passado. Já o setor de suínos exportou para 50 países 28,2% das 980 mil toneladas, com um resultado de 639 milhões de dólares e representando 40% das exportações brasileiras. Juntos, aves e suínos geram 59 mil empregos diretos, o que significa uma massa salarial de R$ 1,45 bilhão injetada na economia catarinense.

Mas esse desempenho extraordinário – que significam retorno à sociedade e ao governo em forma de empregos, salários, consumo e impostos – só é possível porque nossa agroindústria é padrão de referência sanitária internacional. E ela mesma que financia os programas que possibilitam essa excelência, como o Instituto de Sanidade Animal (Icasa), o Fundo de Sanidade Animal (Fundesa), que juntamente com o Fundo de Desenvolvimento Rural e o programa de milho e calcário, são contrapartidas da agroindústria aos incentivos à economia que recebe.

Esta é a melhor forma de defender esse patrimônio do povo catarinense: quando o faturamento cresce, os impostos crescem e os empregos crescem é porque a política de defesa e promoção do setor produtivo está dando certo. Bom lembrar também que essa defesa permite mais investimentos e modernização tecnológica e de criação, design e marcas. Quando as pessoas, as empresas e o Estado querem a mesma coisa é porque o caminho está certo. 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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