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Turismo, de janeiro a janeiro

Publicado em 02/10/2018 Editoria: Artigos Comente!


Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Um dado que salta aos olhos na Pesquisa Fecomércio Inverno na Serra de Santa Catarina 2018 recentemente divulgada é a expressiva parcela de visitantes que citou o ecoturismo, o turismo de aventura e o turismo gastronômico como motivo para a visita. O número mais que triplicou, chegando a 24,3%, diante do tímido resultado em 2017 (7,5%). Assim, esses três itens alcançaram quase a metade do principal motivo que leva os visitantes à Serra: o próprio inverno, o frio, a neve. Ao fazer um estudo da pesquisa, pudemos concluir que só esse dado já demonstraria o valor que o trabalho da Fecomércio representa para o turismo catarinense.

Senão vejamos: a tendência em todo o mundo é uma forte ampliação de uma série de modalidades de turismo que não mais aquele tradicional – como, por exemplo, o dos turistas argentinos que vêm para SC principalmente para passar as férias na praia. Nos dias de hoje, os turistas de todo o planeta buscam emoções e lugares diferentes. Por isso, cresce o chamado “turismo de experiência”, no qual as operadoras oferecem aos seus clientes a sensação de se misturar à cultura e à população do lugar para onde viajam.

Assim também são o ecoturismo, o turismo de aventura e o turismo gastronômico, exatamente esses que cresceram no último inverno na Serra. Nesse cenário, a pesquisa também aponta para o seguinte: assim como no nosso litoral, precisamos promover desde já a chamada “dessazonalização” do turismo na Serra, ou seja, não concentrar mais em apenas uma estação.

Porém, desconcentrar o fluxo de turistas de determinadas estações não é uma tarefa fácil – é, com certeza, um dos meus maiores desafios como ministro. Para criar novos mercados de turismo, que vão desde o turismo de negócios e eventos até o turismo esportivo, religioso e de experiência, é preciso investir fortemente em infraestrutura, não só em equipamentos e profissionais qualificados nas áreas de hotelaria, transportes, centros de eventos, gastronomia, comércio, serviços e lazer, como também na integração e na internacionalização das nossas regiões turísticas. Temos que investir também em parques temáticos, parques e reservas naturais, museus, centros históricos, enfim, em tudo aquilo que atrai o turista contemporâneo e que não necessariamente depende da estação.

Como você vê, o desafio é muito grande. Em SC, precisamos ampliar a participação do turismo no PIB, que hoje é de quase 13%. Nesse esforço, também fazemos parte importante da meta traçada pelo Ministério do Turismo de dobrar os 6,5 milhões de turistas estrangeiros por ano no país.

Para construir essa alavanca de desenvolvimento pela trilha do turismo não basta apenas ser a Santa e Bela Catarina, não basta apenas a neve no inverno e as praias paradisíacas no verão. É preciso ser uma grande atração, de janeiro a janeiro.

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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