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Turismo, luz no fim do túnel

Publicado em 25/09/2018 Editoria: Artigos Comente!


Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Poucos veículos de comunicação tiveram tanta capacidade de colocar o turismo no centro da sua pauta como o especial 50 Anos da revista Veja. A reportagem enumera praticamente todos os grandes desafios do nosso setor e indica caminhos para que o Brasil, “apontado pelo Fórum Econômico Mundial como o país com o maior potencial em recursos naturais do planeta, consiga atender as exigências do turista sintonizado com os tempos atuais”. As lições de Veja servem também para Santa Catarina. A começar pela constatação de que, hoje em dia, não se pode mais contar apenas com as belezas naturais.

Ficar apenas no estereótipo “somos o país mais lindo do mundo” é estagnar no competitivo mercado turístico internacional, que hoje faz 1,3 bilhão de turistas circularem pelo planeta – e, deles, apenas 6,6 milhões vêm ao Brasil por ano, mesmo número dos que vão ao Chile. Segundo Veja, temos metade do território da América do Sul, mas só recebemos um quarto dos turistas.

“Alguma coisa está errada. Em outras palavras, o Brasil tem de se reinventar. E rápido”, afirma a revista. Como fonte de informação para a reportagem, pude fazer algumas colocações no sentido dessa reinvenção.  Uma delas é o investimento em parques naturais. Para se ter uma ideia, o Brasil tem 66% do território coberto por reservas naturais, enquanto os EUA apenas 19%. No entanto, os parques americanos recebem 330 milhões de turistas por ano, enquanto os nossos apenas 10 milhões. Para mudar o jogo, não basta só dinheiro, mas também nesse item aplicamos pouco no que diz respeito ao meio ambiente: R$ 3,7 bilhões por ano, menos do que o orçamento da Câmara dos Deputados.

Um dos pontos fundamentais da reportagem de Veja é a seguinte frase: “O Brasil precisa encontrar uma nova marca”. Sim, como fez o Peru, por exemplo, que investiu na gastronomia e hoje é considerado o principal destino gastronômico do planeta, desbancando França e Espanha. A Colômbia tirou o foco das praias e passou a vender sua música. Os resultados causados por essa mudança de estratégia levaram a que esses nossos dois vizinhos fossem apontados pelo New York Times como dois lugares que merecem visita. “O Brasil ficou de fora”, diz a Veja.

Temos feito um enorme esforço – vistos eletrônicos para facilitar a vinda de estrangeiros, atrair empresas aéreas de baixo custo (para isso precisamos abrir o capital das nossas companhias para empresas estrangeiras, mas o projeto patina no Congresso), realizamos campanhas nacionais e internacionais, colocamos R$ 5 bilhões no Prodetur + Turismo para a iniciativa pública e privada, entre outras dezenas de ações. Mas, como eu digo na reportagem de Veja: “Há um caminho árduo pela frente, porque nosso país resiste a mudanças, porém se quisermos dobrar o fluxo de turistas internacionais para 12 milhões até 2022, teremos que agir”.          

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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