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Melhores, maiores e PMEs

Publicado em 18/09/2018 Editoria: Artigos Comente!


Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Resultado de uma estratégia fiscal e de uma política de incentivos que passou a ser ampliada a partir de 2005 pelo ex-governador Luiz Henrique, a economia catarinense vem apresentando números excepcionais nessa saída na frente de outros estados da pior recessão da história do país, entre 2015 e 2017. Ainda não atingimos patamares como o de 2011, mas 2018 pode surpreender na arrecadação, nas exportações e importações, mesmo com o baque da greve dos caminhoneiros. A arrecadação passou de R$ 2 bilhões em julho e as exportações surpreenderam em agosto ao ultrapassarem 1,2 bilhão de dólares, 62% a mais do que em julho e 51% a mais do que agosto de 2017.

Esse cenário também se refletiu na edição especial Maiores & Melhores – As 1000 maiores empresas do Brasil, da revista Exame.  Entre as primeiras 500, temos 19. Entre as últimas 500, outras 23, ou seja, 42 empresas catarinenses no ranking. Porém, também chama a atenção o destaque que SC ganhou por ter uma das empresas que pode chegar ao posto de “unicórnio” - companhias de base tecnológica que alcançam o patamar de US$ 1 bilhão. É a Neoway, startup comandada pelo catarinense Jaime de Paula.

Na reportagem, Jaime conta que quando fazia doutorado, no início dos anos 2000, a expressão “big data” era desconhecida no Brasil. Ele a descobriu quando foi aos Estados Unidos e, então, na volta, criou a Neoway, companhia de inteligência de mercado que usa o big data para desenvolver análises para os clientes. Na última avaliação, a empresa já tinha valor estimado em US$ 435 milhões, o que leva Jaime de Paula a vislumbrar que já em 2019 vai abrir o capital na Nasdaq ou na Bolsa de Nova Iorque.

Mas não é só entre as maiores que SC se destaca. Na edição do início de setembro da mesma Exame, foi apresentado o ranking das 100 pequenas e médias empresas (PMEs) que mais crescem no país. Dessa centena, nada menos do que 16 são catarinenses, contra 13 do Paraná, por exemplo. E a 5ª colocada é a Renovigi Energia Solar, de Chapecó.  Na categoria de médio porte, com receita liquida entre R$ 30 a 100 milhões, essa vendedora de painéis solares sobressaiu ao crescer 181% ao ano, segundo seu presidente, Alcione Belache.

Assim, SC caminha na vanguarda da economia do país. Porém, vivemos um momento que é um divisor de águas, representado primeiro pelas eleições. E também pelo fato de que está aberto o debate sobre para revisão dos incentivos fiscais. É preciso ter muita cautela, rever caso a caso, para não abalar os alicerces de uma economia que tem como maior qualidade as centenas de milhares de empregos que gera, fazendo com que SC tenha a menor taxa de desemprego do país, 6,3%, metade da média nacional.

Como diz o ditado, muito cuidado para não jogar fora o bebê junto com a água da bacia.

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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