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SC, estado de logística (2)

Publicado em 07/08/2018 Editoria: Artigos Comente!


Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

No artigo anterior, abordamos a logística como um dos componentes do tripé, junto com o turismo e a tecnologia, da matriz de desenvolvimento territorial que substitui o desenvolvimento setorial clássico (comércio, indústria, serviços, turismo e agronegócio). O “estado de logística” foi projetado pelo ex-governador Luiz Henrique e seu resultado mais visível é que as exportações quadruplicaram e as importações quintuplicaram ao longo de 20 anos. Vamos continuar, então, nosso “passeio” pela logística, que iniciamos pelos portos de Itajaí e Navegantes, hoje no ranking dos maiores da América Latina. Esses portos, na foz do Itajaí, têm uma história parecida com outros dois portos na Baía da Babitonga, ao Norte.

Assim como Itajaí, o histórico terminal de São Francisco do Sul só veio a se consolidar neste século – e hoje é o maior em movimentação de cargas do estado e o 6º do país. Cresceu 17% no ano passado e se prepara para dobrar a capacidade operacional em oito meses. E, assim como Navegantes, que foi inaugurado em 2007, o Porto de Itapoá, do outro lado da baía, também é novo – começou a operar em 2011, está entre os maiores do país em cargas conteinerizadas e vai quadruplicar sua capacidade. Nosso complexo portuário se completa no Sul, onde Imbituba deu um salto a partir de 2012, quando a SCPar assumiu a administração. O porto fechou o primeiro semestre com a maior movimentação mensal de sua história, em junho, e teve um crescimento acumulado de 14% no semestre, sobre 2017.

Esse eficiente complexo portuário catarinense foi desenhado para funcionar em harmonia com um sistema aeroportuário: Joinville no Norte, Navegantes na foz do Itajaí, Hercílio Luz na Grande Florianópolis e Jaguaruna no Sul. No entanto, todos esses terminais precisam de fortes investimentos para que um dia sejam parte de um ‘hub’ regional com capacidade para atender altas demandas de passageiros, turistas e, especialmente, cargas. E o “cenário territorial” só ficará completo com a entrada em cena do aeroporto de Correia Pinto, na Serra, e com a criação do ‘hub’ do Grande Oeste, a partir de um novo terminal no Aeroporto Serafim Bertaso, em Chapecó.

Se no item portos e aeroportos SC está se consolidando como um estado de logística, o mesmo quanto às rodovias. Com exceção da BR-101 duplicada, que se transforma em corredor de desenvolvimento - já consolidado no Norte e criando condições ao Sul – os gargalos das BRs 280, 470 e 282 podem condenar o sonho logístico. A solução está na privatização. Não temos força política, nem o país tem recursos para essas obras de duplicação – conceder para a iniciativa privada é desonerar o contribuinte e driblar o ‘custo Brasil’. Só assim haverá luz no fim do túnel para que um dia, definitivamente, a logística encontre o turismo e a tecnologia em todo o território catarinense.

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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