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SC, estado de logística (1)

Publicado em 31/07/2018 Editoria: Artigos Comente!


Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Muita gente me pergunta porquê sendo ministro do Turismo escrevo de forma recorrente sobre tecnologia, inovação, logística, urbanismo, infraestrutura e até mesmo sobre arte, cultura e arquitetura. A primeira resposta que dou é a “científica”: o turismo é uma atividade que impacta diretamente em 52 setores da economia. A segunda é uma questão que venho formulando recentemente: SC venceu o patamar do desenvolvimento setorial (indústria, comércio, serviços, turismo, agricultura) e adentrou ao estágio do desenvolvimento territorial – ou seja, todos os setores da economia crescendo de forma integrada, tendo como catalisadores a logística e o turismo, e como fio condutor a tecnologia e a inovação.

Inspirado nas notícias de que a GM fez uma operação-teste e desembarcou mais de mil veículos com sucesso no Porto de Itajaí, foco este artigo na logística. E começo lembrando que, desde o início do século, Luiz Henrique projetou um “estado de logística” que pudesse oferecer a todos os setores, em todas as regiões – finalmente integradas pela descentralização -, oportunidades de desenvolver seus territórios, escoar a produção, importar matéria-prima e abrir portos, aeroportos e rodovias ao mundo. É como um espetáculo de orquestra, em que a plateia encantada com a peça musical já com não distingue sopros, metais, percussão, teclas e cordas, mas se delicia com o resultado do conjunto.

A visão do maestro LHS foi um sucesso e vou primeiro à frieza dos números para comprovar: há 20 anos, em 1997, SC exportava 2,8 bilhões de dólares e importava 2,6 bilhões de dólares; em 2017, exportamos 8,5 bilhões de dólares e importamos 12,5 bilhões de dólares. Para isso, foi preciso construir um dos mais importantes complexos portuários do planeta, estrategicamente posicionado na baía da Babitonga, na foz do Itajaí e em Imbituba. Se compararmos com o que temos hoje, saímos praticamente do zero há menos de duas décadas.

Itajaí, por exemplo, só começou a se transformar no segundo maior complexo portuário do país durante a década de 1990, com a municipalização. Porém, como já havia acontecido em 1983, em 2008 uma enchente destruiu parte das estruturas, o que provocou lamentáveis atrasos no ritmo de crescimento do terminal – que não o impediram de no primeiro semestre deste ano ter um crescimento de 4%. Do outro lado da foz do Itajaí, um forte instrumento veio se juntar à orquestra: a Portonave, que faz hoje do porto de Navegantes, inaugurado em 2007, o primeiro em movimentação de contêineres do Sul do Brasil e um dos três brasileiros na lista dos maiores da América Latina.

Histórias semelhantes de explosão de crescimento teremos na Baía da Babitonga, no Norte, em Imbituba, no Sul, e em outras regiões como Grande Oeste, mas esse “passeio logístico” por SC nós continuaremos no próximo artigo – quando a logística se encontra com o turismo e a tecnologia. 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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