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Turismo cívico em Santa Catarina

Publicado em 02/05/2018 Editoria: Artigos Comente!


Ministro do Turismo, Vinicius Lummertz

Ministro do Turismo, Vinicius Lummertz

Nas solenidades que marcaram o festival Tra Amici, que o Ministério do Turismo, a Embratur, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Ministério da Defesa e das Relações Exteriores promoveram na Itália para comemorar o Dia da Libertação (25 de abril), em que os italianos homenageiam os soldados brasileiros que lutaram na 2ª Guerra Mundial, não pude deixar de me lembrar do povo catarinense – que tem como uma das marcas o seu civismo, a ordem e o trabalho pelo progresso. Também não pude deixar de pensar naqueles colonizadores italianos que se espalharam por todo o nosso estado – e mais marcadamente em regiões como o Sul, a Serra, o Oeste e o Vale do Itajaí, assim como o Vale do Tijucas, com sua Nova Trento.

E, é claro, não pude deixar de projetar o quanto o turismo cívico pode contribuir para o setor no nosso país e no nosso estado – além, é claro, de todos os aspectos positivos no que que se refere à educação, história e patriotismo. O turismo cívico é uma realidade em muitas nações. Como por exemplo acontece também no dia 25 de abril na Austrália e na Nova Zelândia para lembrar a batalha de Gallipoli (Turquia), em que soldados do Anzac (Forças Armadas dos dois países) perderam suas vidas na 1ª Guerra Mundial. Milhares e milhares de turistas de outros continentes são atraídos por esse evento, que mobiliza as nações durante semanas de preparativos, gerando emprego e renda.

O mesmo aconteceu na Itália, num projeto que acalentei ainda como presidente da Embratur. O festival Tra Amici levou a Roma e cidades do norte daquele país, por duas semanas, eventos culturais e gastronômicos brasileiros, bem como oportunidades de negócios para investidores, tanto no turismo quanto em outras áreas. Foram realizadas apresentações da camerata da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília, tanto em Roma quanto nas cidades de Pistoia e Porreta Terma, onde há solenidades em homenagem aos nossos pracinhas. Uma missa na catedral de Pistoia também integrou a programação, bem como uma cerimônia no monumento aos soldados brasileiros, na mesma cidade. Em Porreta Terma, onde se concentrava o comando das operações brasileiras durante a guerra, foi inaugurado o busto do general Mascarenhas de Morais, comandante das tropas brasileiras.

Mais do que tudo, o turismo cívico é homenagear nossos antepassados, aqueles que lutaram para construir um mundo livre e melhor. É homenagear os colonizadores de todas as etnias que vieram construir Santa Catarina e que, de alguma forma, sofreram a influência das guerras que se travaram pelo planeta. Um calendário de eventos cívicos é reverenciar o espírito catarinense.

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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