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Abrindo as portas para o mundo

Publicado em 24/04/2018 Editoria: Artigos Comente!


Ministro do Turismo, Vinicius Lummertz

Ministro do Turismo, Vinicius Lummertz

Nas primeiras entrevistas que concedi à imprensa do país e do exterior logo após a posse no Ministério do Turismo e na primeira viagem internacional que fiz à Argentina e à Itália estabeleci a meta e o desafio que todos nós temos como responsabilidade para com o desenvolvimento nacional e estadual: internacionalizar o país e Santa Catarina e elevar o número de turistas estrangeiros de 6,6 milhões para 12 milhões até 2022. Em Buenos Aires demos passos enormes, junto com o governo argentino, para uma ação efetiva dos dois países em busca dos turistas chineses – hoje os que mais viajam ao redor do planeta, cerca de 130 milhões por ano. O mesmo fizemos com relação à Índia, junto ao ministro do turismo daquele país, K. J. Alphons, para apresentar o potencial brasileiro e desburocratizar o ingresso de indianos no Brasil por meio do visto eletrônico.

No entanto, o primeiro desafio é interno. A prioridade é aprovar no Congresso o projeto que transforma a Embratur em uma poderosa agência internacional, que abre o capital das empresas aéreas para que as nossas empresas possam se capitalizar. Precisamos de voos baratos no Brasil, internamente e externamente, para isso é preciso melhorar o ambiente de negócios. No mesmo projeto estamos fazendo 118 mudanças na Lei Geral do Turismo para desburocratizar. Queremos manter essa janela de oito meses de isenção de importação de equipamentos que conseguimos para parques temáticos. E já conseguimos também a desregulamentação dos voos charters, que vai beneficiar Santa Catarina.

Temos mais mudanças, entre elas crédito e consultoria a municípios numa parceria fechada com o Sebrae e com o BNDES, que terá uma linha de crédito de R$ 5 bilhões. Nosso grande desejo é transformar esses projetos num ambiente de mais concessões e PPPs (parcerias público-privadas). Porque teremos mais investimentos privados. O raciocínio é ter um investimento privado que fomente o público. Se você investe R$ 4 milhões de recursos públicos para fazer o projeto, pode ter R$ 40 milhões de investimentos privados. Esta é a lógica.

Precisamos mais atitude política e imaginação. Falta colocar o turismo no centro da agenda do país. Na França, é o primeiro item do PIB. Precisa ser compreendido que o turismo fomenta todas as demais indústrias. A França vende mais perfume, alimentos e vinhos por causa do turismo. Vende até os carros. Quem vai à França e gosta do país é possível que compre um Peugeot ou um Renault. Porque compra a experiência, a percepção. É muito importante entendermos o quanto o futuro do Brasil e de Santa Catarina vai passar pelo turismo, inexoravelmente.

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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