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Turismo: eventos x sazonalidade - Vinicius Lummertz - presidente da Embratur

Publicado em 27/03/2018 Editoria: Artigos Comente!


Presidente da Embratur, Vinicius Lummertz

Presidente da Embratur, Vinicius Lummertz

O sucesso do Verão em Santa Catarina este ano nos leva à seguinte reflexão: com todo esse potencial, porque o estado não mantém as grandes taxas de ocupação hoteleira e de número de turistas durante todo ano? Os dados levantados pelo trade mostram que a ocupação dos hotéis foi superior a 80%. Os números só não foram ainda maiores e mais profícuos para a economia do estado por causa das ressacas e fortes chuvas no período. E também ficou patente que a crise econômica aliada a essas intempéries fez com que essa fosse uma temporada com menos faturamento.  

Sabemos que é inerente ao turismo a questão da sazonalidade, mas é obrigação do gestor, tanto na esfera pública como privada, buscar formas de encarar esse desafio de frente, com a guarda alta e pronto para nocauteá-la. Ou, ao menos, que os números da baixa temporada não apresentem uma diferença abissal em relação aos do verão. Aos poucos SC começa a jogar luz sobre um segmento que pode ser a saída para esse gargalo, o Turismo de Eventos.

Para alavancar esse nicho da atividade, explorado de forma incipiente no estado, estamos propondo a criação de um grande Calendário de Eventos, nos moldes do que foi feito para o Rio de Janeiro. Não se trata de repetir um modelo, mas usar como base o case de sucesso e adaptá-lo às especificidades de Santa Catarina.  

Para isso, é imperativo o diálogo entre estado e municípios. Obras previstas para este ano, como a Arena Petry, na Grande Florianópolis e o Centro de Convenções de Balneário Camboriú, além do Centro de Eventos que leva o nome do Governador Luiz Henrique da Silveira, no Norte da ilha e inaugurado em 2015, são as apostas mais recentes do estado. Nos últimos, os espaços são públicos, mas a gestão será da iniciativa privada, que detém a expertise para captar e organizar eventos. 

Grandes aportes no segmento, assim como na atividade turística como um todo, não podem ser vistos como custo, mas sim como investimento. E de alta rentabilidade a curto prazo. Em alusão ao Rio mais uma vez, segundo a FGV, o investimento nos eventos previstos no calendário carioca é de R$ 1 bilhão. Parece muito? E se você soubesse que aportando esses recursos poderia aumentar em 20% o número de turistas, gerar impacto de R$ 6,1 bilhões na economia do estado e 170 mil empregos?

Turismo sustentável não diz respeito apenas a questões ambientais. A sustentabilidade, de fato, só existe por meio de desenvolvimento econômico. E não existe atividade no mundo que gere retorno tão rápido quanto o turismo.

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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