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O DESENVOLVIMENTO É MORAL Vinicius Lummertz – Presidente da Embratur

Publicado em 06/03/2018 Editoria: Artigos Comente!


Vinicius Lummertz – Presidente da Embratur

Vinicius Lummertz – Presidente da Embratur

O desenvolvimento econômico é acima de tudo uma questão moral. Não é usual pensar-se assim no Brasil. Aqui a associação é com seu inverso. As questões do desenvolvimento são normalmente associadas às questões materiais e por isso a correlação que se faz é do material com o impuro.

Há várias definições de "desenvolvimento", mas fiquemos com a de Ignacy Sachs, um dos pais do termo "desenvolvimento sustentável", em 1982. E esta eu ouvi da boca do próprio professor: "É quando o crescimento econômico vem acompanhado de diminuição da pobreza e do desemprego". Simples assim. “E o sustentável?", perguntei. "Se não for sustentável é porque não é desenvolvimento", respondeu Sachs.

Vejamos uma situação prática, para não ir longe. A singela comparação de um pai empregado e outro desempregado. O primeiro, João, está empregado porque houve uma empresa que pode fazê-lo. Porque conseguiu as licenças, crédito, apoio, impostos equânimes, capacitou seus colaboradores, geriu riscos, lucrou e cresceu. O desempregado, José, sem empresa para trabalhar, cedeu à bebida e à violência doméstica.

Nenhum lugar do Brasil, nenhum, conta melhor esta história do que Santa Catarina. Estado das Herings e Dohlers. De Tupys, Consuls e Wegs, Sadias, Auroras, Perdigões e Batistellas. Metropolitanas, Cecrisas ou Coans. Hoje, Softplans ou Paradigmas. Líderes de polos que tiraram nosso Estado da pobreza de 70 anos atrás.

Sim, o Brasil é um país injusto, mas estamos entre aqueles países de mais alta mobilidade social nos últimos setenta anos. A afluência social é a esperança de milhares de jovens que sonham trabalhar e crescer como o vereador Everaldo Dal Posso, o ‘Italiano’, de Penha, antes pedreiro do parque, hoje Rei Arthur no show Excalibur do Beto Carrero.

Pensando bem, o desenvolvimento é uma questão moral, sim. Imoral é o seu contrário. Amorais talvez sejam os indiferentes ao diálogo como forma de construir um ambiente que venha a libertar as novas energias de desenvolvimento - que no nosso passado mais singelo andavam soltas.

Tudo isto é velho. Está na Torah, no nosso Velho Testamento - impedir o desenvolvimento é pecado. E digo eu: deveria ser crime, e será. Perguntem ao José, ou ao filho ou ao neto. Porque eles terão a resposta. Na ponta da língua ou na ponta da bala.

Por Vinicius Lummertz – Presidente da Embratur

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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