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Nossos mares, nossas estradas

Publicado em 15/08/2017 Editoria: Artigos Comente!


André Henrique Lemos Conselheiro do CARF  Presidente da Câmara de Ética Tributária de SC - Co autor

André Henrique Lemos Conselheiro do CARF Presidente da Câmara de Ética Tributária de SC - Co autor

O caos no trânsito em Florianópolis é um lugar comum, um clichê, uma repetição, amargamente experimentada em qualquer horário, trazendo prejuízos enormes para a economia (turismo, abastecimento de mercadoria nos confins da Ilha, etc), cumprimentos de tarefas, humor – que afeta e traz inúmeras consequências -, quiçá de saúde pública.

Veja-se: um problema de trânsito dando azo ao problema de saúde pública. As coisas realmente hão de ser contextutalizadas. Interligadas.

Vivemos numa Ilha de costas para mar!

Diremos o óbvio ululante: temos que ter vários meios de transportes. Todos integrados, interligados – como os problemas citados acima -, dando-se opções à população, distribuindo-a e não a sufocando e um único meio de transporte, em praticamente uma via de acesso.

A Grande Florianópolis merece mais e a vontade política precisa viabilizá-la – de modo integrado também -, tal qual uma obsessão!

Pensemos no repetido transporte marítimo. Vejam, nesta estrada de mar, não temos fila! Certamente mais barata que pavimentar que as da terra. Sem desapropriações intermináveis, por exemplo.

Porque não pegar linhas de crédito para que compremos jet skis e pequenas embarcações para este fim?

Porque não se fazer uma embarcação com a "cara" de Florianópolis (modelos para o transporte marítimo público e privado, algo que marque, assim como os vaporettos e gôndolas para Veneza)?

Porque tais embarcações não sejam feitas pelas empresas do setor náutico da Grande Florianópolis (dando-se prioridade a elas, sem que se crie um problema para a livre concorrência), o que aqueceria o mercado, geraria faturamento, emprego, renda?

Porque não criar trapiches-base em vários pontos – trapiche da Praia de Coqueiros, por exemplo, está sem uso, deteriorando-se e poderia ser revitalizado para isto -, todos com guarda-volumes (mais uma fonte de receita, de emprego, de renda), chuveiros e transportes terrestres menores para os pequenos itinerários, fazendo com que as pessoas cheguem bem ao seu destino?

Porque nas localidades desses trapiches já não se tenham bicicletários, repetimos, com tudo integrado?

Porque não se criar um “passe” para isto? Com planos para deixar as embarcações e bicicletas estacionadas e seguradas? Com os banhos e guarda-volumes embutidos nestes planos.

Por certo desafogaria o trânsito, exploraria-se nossa beleza natural com um mínimo de intervenção, e mais, dar-se-iam novas opções, aliás, agradáveis opções, e de quebra, geraria-se mais faturamento para o setor náutico, criação de empregos diretos e indiretos, enfim, a economia giraria.

Outra integração seria a criação de veículos aquáticos, num “anel viário-marítimo”, ligando o continente norte da Grande Florianópolis com o Norte da Ilha, por meio destes veículos, sem precisar que caminhões e carros tenham que entrar na Ilha para chegar até o seu norte. O mesmo acontecendo com o continente sul da Grande Florianópolis com o Sul da Ilha.

Imaginem, leitores, um exemplo por meio do corredor-norte: um ponto para atracarmos estes veículos em Governador Celso Ramos e o outro na Praia da Daniela, e outro, agora, pelo corredor-sul, em Paulo Lopes, ligando-se ao Ribeirão da Ilha.

 

Imaginemos, ainda: um ponto de balsa e ferry boat, contemplando o corredor-norte, em Governador Celso Ramos ligando à Praia da Daniela, e outro, agora, pelo corredor-sul, em Paulo Lopes, ligando-se ao Ribeirão da Ilha.

Claro que em todas estas localidades haveria desenvolvimento, e por consequência, mais empregos e rendas.

Se possível, também, algo que marque, que dê a “cara” da Grande Florianópolis, pois trabalhar-se-ia um marketing visual também, criando-se uma identidade com a Cidade.

Nada melhor que deixar a cargo das Engenharias dos nossos conceituados Estaleiros - lembrando que somos o maior polo de fabricação de embarcações do País -, a criação destes veículos, aplicando a eles, repete-se, a identidade da nossa região.

Oportuna a recente criação de uma Frente Parlamentar para o Desenvolvimento do Setor Náutico em Santa Catarina, a qual começou a debater o Projeto de Lei que tratará sobre a “Política Estadual de Desenvolvimento da Atividade Náutica em Santa Catarina”.

Sejam chamadas as Entidades de Classes e demais interessados para que, juntos, somem forças e achem soluções para esta grave e urgente agenda.

Esperamos seja um caminho sem volta. Um caminho marítimo, vocação primeira de uma Ilha.

Urge que trafeguemos nesta estrada de água!

Jackson Gomes Administrador no setor náutico - Co autor.

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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