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Raspas e Restos - Por Francisco Alpendre

Raspas e Restos Por Francisco Alpendre

Raspas e Restos - Por Francisco Alpendre

Privatize já. Tudo. Ao mesmo tempo. Agora.

Publicado em 21/01/2014 Comente!

Foto divulgação

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A recente falta d’água nos balneários catarinenses nesse verão revela uma feliz realidade que a população de nosso Estado deve encarar: a absoluta sintonia e sinergia que possui com a ineficiência da máquina pública local.

O leitor deve se perguntar: o Alpendre pirou. Como assim? Como ligar a falta d’água, a ineficácia da máquina com algum rastro de satisfação em relação ao assunto? Explico meus caros e poucos leitores: fora da época do verão, os leitores já viram alguma organização, alguma manifestação de nível, alguma associação social que fosse contra essa bandalheira que são os órgãos públicos catarinenses? Fora algumas iniciativas pontuais, de grupos políticos e empresariais organizados – Impostômetro, etc, necas. O que me leva a crer que o brasileiro e o catarinense adoram o Estado. Não vêem a hora de mergulhar nas suas grandes e gloriosas tetas. Arrumar aquele emprego efetivo para dar de comer aos seus e aos filhos dos seus.

Casan. Celesc. Ciasc. Sei lá mais quantos órgãos, autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista, etc. A lista de instituições com capital público dominante é absurdamente longa.  90% dela sem nosso Estado começam com C. E 100% delas são absolutamente ineficientes se comparadas com a iniciativa privada. E 99% delas são absolutamente ineficientes se comparadas a si próprias.

Toda a máquina pública catarinense é ineficaz. Deficitária. Sem qualificação. Sem exceção. Não me venham  com aquela tolice de captar questões pontuais para justificar o todo. A Casan tem engenheiros competentes? Tem. Mas tem 90% de incompetentes. Com certeza, possui 100% de incompetentes na sua cúpula diretora. 100%?  - o leitor se pergunta. 100%, caro leitor. Porque para deixar faltar água em um momento óbvio, de verão, em que turistas virão à Florianópolis e região, em um local em que todo ano acontece a mesma coisa, toda a diretoria, sem exceção é culpada. Ou por estar lá. Ou por não ter vergonha na cara pra pedir as contas, se não dependesse dela.

Mais engraçada e tosca é a justificativa do presidente da instituição: “o número de turistas e pessoas de passagem aumenta a demanda e isso acaba gerando uma natural diminuição de fluxo”. Oras como diz um amigo meu, combativo Promotor de Justiça: não me recordo de ver nenhum turista acampado no meio da rua, vivendo em encostas de morros, nem criando tubos clandestinos pra roubar a água de terceiros. Turistas ficam em casas, hotéis, apartamentos alugados. Todos projetados para receber pessoas. E cachorros. Em alguns locais, até asnos podem entrar. Só não podem sair dos órgãos públicos. Lá tem água.


O leitor com certeza já ouviu falar, já participou de algum plebiscito ou, se estudou na UFSC, participou de alguma passeata babaca, como este que vos escreve para defender “o que é nosso”. Quantas pérolas eu já achei que eram minhas. Vale do Rio Doce. Petrobrás. Banco do Brasil. Caixa Econômica Federal. Casan. Celesc. Enfim. A lista é longa, longa. Jamais tive qualquer participação nessas instituições. Qualquer ingerência. Qualquer vantagem que posteriormente não tenha sido derrubada ou compensada de outra forma, com outra lambada do Governo.  Parece aquela velha história de ser sócio numa suruba. Ninguém sabe com o que entra. Mas sabe como sai.

Meus caros: em um sistema capitalista, não existe almoço grátis. O mercado cobra ineficiência. Cobra posições. E num mercado regulamentado pelo Estado, quem pode e deve pagar sua ineficiência é o tolo público. Por meio de impostos mais altos. Ou por meio de falta d’água.

Muito em breve notícias alvissareiras chegarão: “a Casan irá investir 100 milhões de reais no tratamento da usina tal”. Só não avisam que para compensar o déficit de anos de desmando e ineficácia, deveriam investir bilhões passados.

A solução: vender tudo. Por qualquer preço. Por preço de banana. Privatizar tudo. Já. Ao mesmo tempo. Agora. Dar, até. Teremos muito prejuízo ainda com esses verdadeiros elefantes brancos na mão desses incompetentes. Sair dessa roubada nesse momento ainda vai nos poupar muito dinheiro. Ou banhos quentes.

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Por Francisco Alpendre