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Raspas e Restos - Por Francisco Alpendre

Raspas e Restos Por Francisco Alpendre

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A nova direita brasileira

Publicado em 12/11/2013 Comente!

Maria Silva. Foto: web

Maria Silva. Foto: web

Bornhausen, Campos, Arraes, Marina Silva. Por mais hediondo que isso possa parecer, a direita brasileira está achando sua nova cara, disfarçada de socialista. E isso é muito bom para o Brasil.

Ser de direita em nosso país é quase um crime. Se você não sabe bem o que é isso,  é basicamente ser tudo o que os Democratas americanos são, um receituário basicamente copiado pelo Democratas nacional: ser adepto de responsabilidade fiscal, contra cotas, pró-empresariado, anti-asssistencialismo, a favor das privatizações irrestritas, pró-mercado e meritocracia. O GOP, também conhecido como Partido Republicano yankee, seria proibido no Brasil ou tachado de fascista.

Nunca houve essa direita de fato dominante no Brasil.  Porque seu sustentáculo básico, o mercado, aqui praticamente não existia. Sempre fomos um país mais parecido com a União Soviética: Estado gigante, protecionista, em que dinheiro parecia que dava em árvores, porque bastava ao Governo imprimir mais moeda para pagar suas contas e empregar a turma toda em qualquer cargo. A direita clássica, pós-militares, só passa a existir mesmo com Collor, Itamar e depois FHC.

O encanto com a turma do ajuste fiscal se esvai com o segundo mandato do mais novo imortal, com baixo crescimento e renda diminuída, com funcionalismo ganhando pouco e tendo que se aventurar nos mares nunca dantes navegados da iniciativa privada. Onze anos de PT, no entanto, com seu capitalismo de Estado, reverteram a alma brasileira para o que ele sempre gostou:  Estado grande, inflado, com aquela velha balela do “Estado é nosso”.

Com a pálida pré-candidatura de Aécio Neves à presidência, parecia que o fato estava consumado: a direita havia acabado. Mas um lance aparentemente inesperado muda tudo: a união de um reconhecido gestor público, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com uma evangélica ecochata, Marina Silva, - união essa  inesperada que passa a atrair os grandes próceres dessa visão , alguns membros clássicos das chamadas velhas oligarquias estamentais nacionais mas que, ultimamente, passam a defender uma visão moderna do Estado – evidente, óbvio, sem perder de vista a sua boquinha, que ninguém é de ferro.

O Brasil só tem a ganhar. Visões antagônicas ao modelo estatizante, pesado e emburrecedor do PT só podem fazer bema o nosso país. E as atitudes desse grupo, por mais difusas que possam parecer, carregam em si uma célula de novo, de pós-moderno.

A direita no Brasil não está morta.  Pelo contrário. Está vindo disfarçada, sorrateira, sem querer nada mas querendo tudo. Viva a direita!

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Por Francisco Alpendre