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Bondeconomia - Por Fernando Bond

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Capital não faz jus ao estado que é primeiro lugar em Eficiência no país

Publicado em 20/08/2018 Comente!

Placas da Casan na Beira-Mar Norte / Foto: Fernando Bond

Placas da Casan na Beira-Mar Norte / Foto: Fernando Bond

Santa Catarina está em primeiro lugar no novo Ranking de Eficiência Estadual lançado pelo Instituto Datafolha e pela Folha de S. Paulo. De uma escala de nota de zero a 1, alcançou 0,635, seguida por São Paulo com 0,574, Paraná 0,533, Pernambuco 0,517 e Espírito Santo 0,517. Com nota acima de 0,5, esses Estados são considerados eficientes.

O estudo analisou 17 variáveis, avaliando o quanto de saúde, educação, segurança e infraestrutura um estado oferece aos seus habitantes com os recursos arrecadados. Isso pode ser verdadeiro quanto ao interior, mas Florianópolis infelizmente não corresponde a isso. A Capital, que até os anos 80 foi a grande propulsora dos projetos que fizeram de SC o que ela é hoje, parou no tempo e é uma cidade conflagrada – de um lado os órgãos da União, que criaram um pânico jurídico-criminal no meio empreendedor; de outro, empresas que tentam tirar a cidade da estagnação que já dura quase três décadas mas esbarram em decisões e sentenças que, no mais das vezes, já partem direto para a demolição.

Hoje, a rigor, só há uma única obra andando dentro do cronograma na cidade: a despoluição da Beira Mar Norte, feita pela Casan (na foto, as placas explicativas para a população). Esse estado de coisas foi escancarado pela revista Exame na sua última edição especial ‘O Sonho de um país moderno’, em que Florianópolis “ganhou” uma página de divulgação negativa por conta do temor que a concessionária do novo aeroporto, a suiça Zurich, tem de inaugurar o terminal em agosto de 2019 mas o estado não ter construído a estrada de acesso.

Dias atrás, o CEO da Zurich Tobias Markert concedeu uma entrevista à jornalista Estela Benetti, em que elogia os catarinenses, mas mostra toda sua indignação com os impeditivos que podem fazer mais um absurdo acontecer na Capital: o aeroporto ficar pronto, mas os passageiros não podendo chegar até ele.

Markert afirmou que “entre os pontos fortes que constatei ao trabalhar aqui estão a elevada capacidade de relacionamento interpessoal e o elevado nível de motivação das pessoas. E um ponto crítico que logo percebi é a falta de infraestrutura. Vivo isso diretamente com a demora para a construção do acesso ao aeroporto. Mas vejo também falta de infraestrutura hoteleira. A cidade deveria ter hotéis cinco estrelas. Eu já disse e vou repetir mais uma vez. Construir um aeroporto para 8 milhões de passageiros é fácil. Mas é preciso ter boas estradas e bons hotéis para acolher esses 8 milhões de passageiros”.

O mesmo se pode dizer quanto à despoluição da Beira Mar: essa obra só vai ser um verdadeiro legado para a Capital se a avenida ganhar marina, restaurantes, um hotel internacional na Ponta do Coral e outros equipamentos de alta qualidade. Se for só para tomar banho de mar, é quase uma inutilidade.

 

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