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A Vida é Crônica - Por Luiza Kons e Samantha Sant'Ana

A Vida é Crônica Por Luiza Kons e Samantha Sant'Ana

A Vida é Crônica - Por Luiza Kons e Samantha Sant'Ana

Lair

Publicado em 01/07/2018 Comente!

Samantha Sant'Ana e Luiza Kons / Foto: Miriam Amorim

Samantha Sant'Ana e Luiza Kons / Foto: Miriam Amorim

Sabe o tipo que sai à noite a fim de curtir, fica com várias mulheres e não se importa muito com isso no dia seguinte? Se prometeu ligar, não liga. Se disse que topava um novo encontro, nunca marcou ou mesmo apareceu. Assim era Lair. Mas calma leitor, a classe dos Casanovas não é insensível de todo. No fundo, talvez seja a que mais deseja se apaixonar. Bem no fundo. Pare de cavar e vamos continuar a crônica.

Lair é uma pessoa incrível. Conversa sobre vários assuntos, é capaz de fazer rir, (chorar de rir!), chorar de tristeza também. Na realidade, se você for refletir, Lair é como qualquer outro ser humano. Talvez apenas lhe falte um pouquinho de consideração pelo coração alheio. Afinal, nem todos conseguem ser tão desprendidos. Grande parte de nós cria expectativas, vai àquela festa na esperança do reencontro, manda um “Oi” fingidamente despretensioso, conversa, convida, espera. Desculpe-me o poeta, nem sempre quem espera e acredita, alcança.

Dia desses, durante um evento qualquer, Lair resolveu bancar o cupido para a amiga que havia se interessado por um cara. Lair puxou papo com o amigo do escolhido e fez a famosa “propaganda”.
 

- Oi, tudo bem? Meu nome é Lair. Minha amiga gostou do cara de óculos que estava conversando com você…

- Humm, quem é sua amiga?

- Aquela ali. (apontou)

- Vou falar com ele, espera aqui. Eu não quero segurar vela sozinho.

- Tudo bem, vamos beber alguma coisa enquanto eles se conhecem melhor.
 

Em poucos minutos, por intermédio desses anjos sem asas, o projeto de casal feliz começou a trocar ideia e depois... Farpas. Lair viu sua amiga sair bufando para um lado e o ex-futuro alguma coisa fugir pelo outro. Não deu certo para eles. Mas deu certo para os cupidos. Como se cansados de observar o amor alheio, decidiram flechar um ao outro. Embora não fosse esse o plano, a pessoa a sua frente revelou ser mais engraçada, atraente e interessante que o esperado.

Justo ela, Lair, a mulher que não se apegava a mulher alguma, estava encantada por esse recém conhecido. Essa Lair desprendida, que havia tido apenas uma namorada de verdade, tinha gostado desse... Homem. E após se gostarem na festa, resolveram continuar se gostando.

Como ele não dirigia, era sempre Lair quem o buscava e o levava em casa. A situação virou motivo de piada entre os amigos dele. Este, cansado das chacotas, decidiu desafiá-la para uma partida de futebol no vídeo game, crente que mostraria seu “lado mais masculino...” Perdeu de goleada. Lair é detentora de recordes na modalidade. O ponto fraco dela é a maquiagem borrada, a qual nunca aprendeu a retocar. Felizmente, seu “princeso” – apelido dado com carinho por Lair – era perito no assunto.  

Eu não sei como Lair e seu “princeso” estão hoje, nem se continuam juntos. Agradeço a eles por terem inspirado essa crônica e por serem a prova viva de que definitivamente, apesar de eu ter usado mil estereótipos e você possa ter pensado em outros tantos, o amor... Ah, o amor... Não precisa de rótulos. 

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