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Bondeconomia - Por Fernando Bond

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ANÁLISE DOS RESULTADOS SOCIAIS E ECONÔMICOS DÁ DIMENSÃO DA “ALIANÇA LHS

Publicado em 19/02/2018 Comente!

FOTO LUIZ HENRIQUE  CRÉDITO: AGÊNCIA SENADO

FOTO LUIZ HENRIQUE CRÉDITO: AGÊNCIA SENADO

Justo e merecido que o protagonista da transmissão de cargo de governador na semana passada tenha sido o ex-governador Luiz Henrique da Silveira (1940/2015). Afinal, foi ele que criou e fez funcionar a aliança partidária que durante os últimos 16 anos imprimiu um ritmo desenvolvimentista ao Estado e criou as bases para o crescimento futuro. Muitas análises políticas foram feitas sobre a harmonia entre Raimundo Colombo, que deixa o governo aos poucos, e Eduardo Pinho Moreira, que nesta semana assume a gestão com velocidade de campanha eleitoral. No entanto, poucas foram as análises sobre o legado socioeconômico que esse pacto político – que poderíamos rebatizar de “Aliança LHS” – deixa para SC, lembrando que tudo começou em 2003, com o programa de “descentralização” que foi a marca dos dois governos Luiz Henrique. “Descentralizar” Santa Catarina, naquele momento, era fundamental. O resultado desse plano foi sentido mesmo antes de 2010: o Estado integrou-se definitivamente, do Oeste ao Litoral, e constituiu “uma só Santa Catarina”, antes dispersa em regiões que agiam isoladamente e com suas próprias vocações. Uma gestão pública moderna, eficiente e rigorosa implantada por LHS permitiu também que o governador Raimundo Colombo enfrentasse com extrema competência quase três anos de uma recessão histórica e SC saísse da crise muito à frente dos demais. Não é exagero dizer que o Estado que é apenas o 20º em extensão territorial e tem menos de 7 milhões de habitantes, mas é o sexto mais rico da federação, está preparado para o futuro – apesar dos desafios que veremos mais adiante. Com a descentralização que propiciou a integração, a distribuição “social” da terra em pequenas propriedades rurais que é a principal mola propulsora do cooperativismo e da agroindústria de escala internacional, uma indústria forte que hoje lidera um movimento nacional pela educação, saúde e segurança do trabalhador, comércio, serviços e turismo em desenvolvimento, Santa Catarina precisa agora “pensar” nos próximos 20 anos.

O QUE LHS FARIA AGORA?

É neste momento que o protagonismo de Luiz Henrique da Silveira volta ao cenário: o que será que ele, um visionário, projetaria para seu Estado até 2038? Cabe aos futuros governantes – agora pré-candidatos – responder a esta pergunta. Mas uma coisa é certa: o gesto da viúva Ivete Appel da Silveira na transmissão de cargo, entregando as gravatas do marido aos “governadores” Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira, certamente contaria com o aval do protagonista do evento. Sem a base política da aliança que vem dando certo há 16 anos dificilmente é possível executar os planos que LHS teria para SC. E apesar de preparado para o futuro, o Estado tem enormes desafios estruturais muito semelhantes ao do resto do país – talvez aqui a maior diferença seja a razoável reforma previdenciária executada por Raimundo Colombo. Os estudos da Federação das Indústrias apontam para um atraso de décadas com relação às rodovias e ferrovias: há gargalos que podem sufocar nossa economia pelos caminhos não duplicados das BRs 470, 282 e 280 e a quase lendária construção da Ferrovia do Frango, que deveria trazer nossa produção desde a fronteira com a Argentina até os portos. 


FALANDO NISSO

"Santo Agostinho dizia: ‘A natureza não dá saltos’. Darwin dizia: ‘A natureza se adapta e evolui’. E eu digo: ‘A política não dá saltos’"

Luiz Henrique da Silveira, em dezembro de 2014 


GARGALOS                                                                                                                                                    

Ainda sobre o legado deixado por LHS e os desafios para o futuro de SC, importante lembrar que os portos fizeram parte das obras estratégicas de Luiz Henrique, que nos deixou cinco terminais eficientes e que levaram a resultados excepcionais em 2017, como, por exemplo, a ampliação das exportações em 12%, chegando a US$ 8,51 bilhões. Por outro lado, apesar de todo esforço político feito por LHS e Colombo, a questão dos aeroportos permaneceu um gargalo. Só agora saiu a concessão do Aeroporto de Florianópolis e a Infraero resolveu assumir o de Correia Pinto, na Serra, após uma longa novela. Chapecó precisa de um novo terminal, assim como Navegantes necessita investimentos. E aí a bola volta para os políticos: sem força em Brasília, infelizmente, os gargalos vão continuar sufocando a economia de SC. Mais um motivo para uma aliança forte que possa ter força de pressão junto ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional. 


O PACTO                                                                                                                                                  

Com a morte de Luiz Henrique, em maio de 2015, faleceu também o movimento pelo Pacto Federativo liderado por ele partir do Senado – uma tentativa de implantar o conceito de descentralização num país em que as receitas ficam 58% em Brasília, 24% para os estados e o Distrito Federal, e 18% para as prefeituras. Pelos cálculos de LHS, essa divisão deveria ser de 45%, 25% e 30%, respectivamente.  

“No Brasil, o dinheiro é federal e as demandas são locais. Os recursos técnicos e financeiros estão em Brasília, enquanto as carências e as demandas, impossíveis de serem atendidas com os parcos recursos de que dispõem estados e municípios, estão nas cidades onde vivem os brasileiros”

Luiz Henrique da Silveira, em julho de 2014, no Senado Federal, pregando a “descentralização” nacional, ou seja, o Pacto Federativo. 


FALANDO NISSO

“Quem sempre criticou as SDRs foi a imprensa e agora na última eleição a oposição. A população elegeu Luiz Henrique pelas SDRs e aprovou isso em quatro eleições. Aquilo foi uma ideia visionária”

Eduardo Pinho Moreira, agora governador em exercício, em 2015, depois da quarta eleição vitoriosa da “Aliança LHS” em 2014.
 

Carros premium 

FOTO MERCEDES-BENZ CLA 180

CRÉDITO: DIVULGAÇÃO

A DVA Automóveis de Joinville, representante exclusiva dos modelos de luxo da Mercedes-Benz no Norte de SC, fechou 2017 com saldo positivo: vendeu 14% a mais em relação do que em 2016, garantindo a liderança desse concorrido segmento, com 46% de participação no mercado. Mais do que crescer, manteve a hegemonia no setor - o que acontece desde 2014, ano em que a concessionária foi inaugurada. "Esse sucesso é garantindo por conta do nosso portfólio, que passa por um grande momento, apresentando uma linha totalmente renovada e ampliada, que entrega esportividade com design moderno e arrojado, preservando o conforto e o luxo que o nosso público alvo espera", avalia a gerente de vendas Kelma Cristina Araújo. No Brasil, a Mercedes-Benz também terminou o ano na liderança e, em SC, onde tem representação exclusiva da DVA, teve o mesmo desempenho, com participação de 38% no mercado premium. E neste início de ano um novo modelo chega aos showrooms da empresa, o CLA 180 (foto).

 

EXPEN                                                                                                                                             

Empresários e empreendedores terão oportunidade de conferir inovações e tendências tecnológicas na Feira de Soluções Empresariais (Expen), de 14 a 16 de março no Centro Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó. Realizada pela Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec), com apoio da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), a feira chega à quarta edição, com o tema “Transformação digital para o seu negócio”. 

 

 

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