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Bondeconomia - Por Fernando Bond

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SC TEM REDE DE CURSOS DE MEDICINA QUE É FRUTO DE PLANEJAMENTO DOS ANOS 70

Publicado em 23/01/2018 Comente!

FOTO PRÉDIO ESTÁCIO JARAGUÁ DO SUL CRÉDITO: (FOTÓGRAFO OCP)

FOTO PRÉDIO ESTÁCIO JARAGUÁ DO SUL CRÉDITO: (FOTÓGRAFO OCP)

Quando a Estácio anuncia o edital de seleção dos 50 alunos que vão integrar a primeira turma do curso de medicina da instituição em Jaraguá do Sul é importante destacar que a criação de faculdades médicas é fator de impacto na economia e na qualidade de vida de SC. O estado tem hoje 13 cursos de medicina estrategicamente colocados em todas as suas regiões – e o 14º, em Curitibanos, só não vai funcionar este ano por conta dos tristes episódios que marcaram a UFSC em 2017, com a morte do reitor Luiz Carlos Cancellier. Essa rede de faculdades de medicina é resultado de um trabalho que foi iniciado em 1974, quando foi criada a Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), mais uma instituição fruto do “projeto catarinense” que teve entre seus inspiradores o professor Alcides Abreu (1927-2015), o ex-governador Colombo Salles e o agrônomo Glauco Olinger. O objetivo da criação da Acafe, que no início dos anos 80 já tinha 18 fundações universitárias também estrategicamente fincadas em todas as regiões, era claro: evitar a evasão de uma elite estudantil que terminava o 2º grau e partia em busca de formação superior no Paraná e no Rio Grande do Sul – e, na sua grande maioria, acabava ficando por lá mesmo. Neste trabalho, teve papel fundamental o professor Lauro Ribas Zimmer (1945-2016), que foi presidente da Acafe e reitor da Udesc (1979-1990). Referência nacional por sua atuação na área de ensino superior, Zimmer atuou na linha de frente para o reconhecimento dos cursos das fundações educacionais e da própria Udesc como universidade. De 1991 a 97, foi reitor exatamente da mesma Estácio – planejando o processo de expansão da instituição pelo país - que agora inicia o curso de medicina em Jaraguá do Sul, somando-se à rede que já tem a Unidavi, em Rio do Sul, Unochapecó e a UFFS, em Chapecó, Univille, em Joinville, Unesc, em Criciúma, Unoesc, em Joaçaba, Uniplac, em Lages, Unisul, em Tubarão, Univali, em Itajaí, UFSC, em Florianópolis, Furb, em Blumenau, e Universidade do Contestado, em Mafra. 

ALUNOS NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE

Para se inscrever no processo de seleção da medicina na Estácio de Jaraguá do Sul os candidatos devem acessar o site www.estacio.br/medicina até o dia 6 de março. A seleção será feita pelas notas do Enem e as aulas começam em 22 do mesmo mês. A estrutura da Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul, já visitada (com parecer favorável) pelo MEC, inclui o que há de mais moderno para garantir a adequada execução do projeto pedagógico do curso. No Laboratório de Simulação Realística, por exemplo, os estudantes terão acesso a equipamentos com tecnologia de ponta para a prática de procedimentos médicos em simuladores/robôs antes do contato com o paciente real. Há ainda laboratórios de técnicas cirúrgicas simuladas, de anatomia e de imagenologia (para o estudo aprofundado dos exames de diagnóstico por imagem - tomografia, ressonância magnética, radiografia, entre outras). A instituição e a Secretaria municipal de Saúde firmaram Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino-Saúde, que garante a inserção dos estudantes na rede pública de saúde. Pelo acordo, os alunos vão frequentar as unidades de saúde e contribuir na assistência à população desde a primeira fase.  

ITAPOÁ CRESCE

O ano de 2017 foi positivo para o Porto Itapoá (foto), com acréscimo de 10% em sua movimentação total em comparação a 2016, incluindo exportações, importações, cabotagem, transbordos e movimentação de contêineres vazios. Ao longo dos 12 meses do ano passado foram movimentados no terminal 612 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), contra 558 mil TEUs de 2016. A previsão para 2018 é que o Porto movimente 750 mil TEUs, um avanço de 22% em relação ao ano passado. O destaque de 2017 ficou para o aumento das movimentações de longo curso – exportações e importações -, com um avanço de 16,21% no total, o que significa 47 mil TEUs a mais do que em 2016, chegando aos 337 mil TEUs. Isoladamente, as importações saltaram de 116 mil TEUs para 145 mil TEUs, um incremento de 25%. As exportações, por sua vez, registraram aumento de 10,34%, de 174 mil TEUs em 2016 para 192 mil TEUs em 2017.  

PARA O CLIENTE                                                                                                                                        

Presidente do Porto Itapoá, Cássio Schreiner lembra que, nesses seis anos de operação, o terminal apresentou números muito positivos e, mesmo quando o cenário político e econômico foi desfavorável, o empreendimento proporcionou diferenciais aos clientes, criando uma relação de confiança e se consolidando entre os maiores terminais de contêineres do País. “O Porto Itapoá sempre buscou o crescimento sustentável de suas operações, focando no cliente e trazendo segurança também aos seus investidores. Essa equação deu garantias ao negócio. Iniciamos uma obra de expansão, mesmo em um momento de crise, já que havíamos alcançado uma movimentação recorde de mais de 600 mil TEUs em 2017", afirma. 

UM EM CADA 3

A expressiva participação de Itapoá na movimentação de cargas em SC (a cada três contêineres movimentados no estado um passa pelo terminal) é atribuída pelo diretor comercial Roberto Pandolfo ao atendimento e aos serviços diferenciados prestados ao cliente. “O cliente percebe quando o porto que ele escolheu agrega valor para seus produtos. É uma série de compromissos envolvidos, desde o entendimento do processo industrial do cliente até a configuração do terminal para solucionar sua demanda”, diz Pandolfo.  

Moveleiro                                                                                                                                          

Empresários do setor de móveis podem respirar mais aliviados e retomar projetos de investimento diante da saída da recessão e dos números da economia catarinense. Essa é a opinião do presidente da do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai (Simovale), que tem 80 empresas associadas em 79 municípios. Para Osni Verona, “devemos ter uma melhora entre 5 a 6% em relação a 2017. No período de dificuldades pequenas e médias empresas fecharam as portas. De lá para cá, houve muito investimento para se manter no mercado e o empresário ainda está cauteloso”. Ilseo Rafaeli, da Sonetto Móveis de Chapecó, também está otimista e espera um crescimento em torno de 25% da empresa, que é especializada na fabricação de salas de jantar e vende em todo o país. 

ASTAXANTINA                                                                                                                                                 

 A Ocean Drop, empresa criada dentro da Incubadora de Empresas da Univali, lança nesta semana uma novidade no mercado de suplementação natural: a astaxantina. O produto, à base de algas, contém o carotenoide que é o responsável pela coloração rosada do peixe salmão na natureza e o seu consumo regular proporciona benefícios comprovados por mais de 500 estudos científicos. "A astaxantina é obtida por meio de um processo biotecnológico que requer domínio técnico, desde a produção da microalga, que é sem dúvidas, a etapa mais complicada, até o processamento, extração e encapsulamento”, explica Juliana Pellizzaro, oceanógrafa e diretora de inovação da Ocean Drop.  

PRÊMIO BIM                                                                                                                                   

Responsável pela restauração da Ponte Hercílio Luz (considerada uma obra única da engenharia mundial), a Teixeira Duarte Engenharia e Construções ganhou 1º lugar da categoria de Construção e Coordenação do Prêmio de Excelência BIM (Building Information Modelling) de 2017. Referência no setor de engenharia naquele país, o prêmio tem o objetivo de divulgar e promover as boas práticas da implementação BIM em Portugal.  

 

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