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Bondeconomia - Por Fernando Bond

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INDÚSTRIA ESTÁ CONFIANTE MAS ALERTA QUE POPULISMO PODE SER FATAL PARA ECONOMIA

Publicado em 18/12/2017 Comente!

FOTO GLAUCO JOSÉ CÔRTE FORÇA DA INDÚSTRIA CRÉDITO: FERNANDO BOND

FOTO GLAUCO JOSÉ CÔRTE FORÇA DA INDÚSTRIA CRÉDITO: FERNANDO BOND

No ano passado, quando a Federação das Indústrias apresentou o balanço de 2016, a coluna registrou que sete dos 12 indicadores da saúde econômica do estado estavam negativos, dois permaneciam estáveis e que os três que apareciam como positivos – apesar de serem menores do que em anos anteriores – poderiam ser a válvula de escape da crise. Eram exatamente a taxa de desocupação (desemprego), o índice de confiança do setor e a intenção de investir dos industriais. Neste ano, quando o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte (foto), apresentou os números não havia qualquer índice negativo. O saldo de empregos, por exemplo, saiu de menos 14.185 para 29.067 a mais na indústria de transformação. A confiança do industrial subiu de 49,1% para 58,7% e a intenção de investir cresceu de 45,7% para 59,1%. Ou seja, se esses três indicadores são bons sinalizadores da retomada da economia, 2018 deverá ser muito bom para a indústria catarinense.  No acumulado até setembro, o índice de Atividade Econômica de SC cresceu 3,14%, e de janeiro a outubro as vendas industriais aumentaram em 2%. A produção do setor ampliou 4,1% e a indústria de transformação adicionou 29 mil postos de trabalho – foi o segundo estado que mais gerou empregos, atrás apenas de São Paulo. Mas, o presidente da Fiesc tem preocupações com um fator de não entrou como componente dessa fórmula em 2017: “Será um ano eleitoral e o próximo presidente tem que ter compromisso com as reformas. Porém, o cenário que se apresenta, com candidaturas populistas avançando, já impacta a economia porque é uma volta às agendas do passado, que podem comprometer os investimentos e nos levar a um retrocesso ou a uma estagnação”, lamentou Glauco José Côrte. Somado a isso, a notícia de que a agricultura deve ter uma queda de 9% na safra de grãos em 2018, também pode frustrar as boas perspectivas para o ano que vem. À coluna o presidente da Fiesc falou sobre essa preocupação. 

 

                                       “AGENDAS DO PASSADO PODEM COMPROMETER”
 

Essa queda na safra poderia ser compensada pelo crescimento de outros setores da economia?

Glauco – A agricultura tem um peso muito grande na economia, mas a indústria vai ter um crescimento. Depois de três ou quatro anos de quedas sucessivas nós iniciamos um processo de recuperação. A dinamização da economia vai depender muito dos investimentos, isto é, qual é a capacidade que o governo terá no ano que vem de implementar um programa de concessões e parcerias público-privadas. O consumo não é mais o sustentáculo da matriz econômica e foi um erro dos anos passados. Se o governo tiver êxito neste programa de investimentos, isso amenizará muito a queda da agricultura porque vai gerar empregos e riqueza distribuídos por todo o país.

 

A indústria da construção e os serviços ainda não entraram num gráfico ascendente, mas podem vir a ser setores que compensariam a queda na agricultura? 

Glauco – Sim, os serviços terão condições de ter um crescimento mais rápido inclusive porque a renda das famílias vai crescer. A inflação em queda e estabilizada, os juros tendendo ter mais uma pequena queda ainda no ano que vem, isso tudo favorece a renda familiar e assim o setor certamente crescerá. Já a construção civil terá uma recuperação mais lenta, porque os projetos de lançamento têm um tempo de maturação e hoje esse setor ainda enfrenta aquele problema sério de rompimento de contratos por parte do consumidor, que perdeu emprego e renda nos últimos anos. A construção civil está vinculada à retomada dos empregos. Em SC, estamos melhor do que a média brasileira. Aqui estamos gerando empregos no setor, são poucos, mas o saldo é positivo.

Como foi o investimento da indústria catarinense este ano e qual a perspectiva para 2018?

Glauco – A indústria manteve basicamente o programa que tinha previsto no início deste ano quando realizamos o planejamento. É claro que teremos números finais quando fechar o ano. Mas as perspectivas são muito boas. A Investe SC tem vários projetos e muitas consultas de investidores. Certamente o estado terá condições de forte crescimento em função dos novos investimentos previstos na área industrial. Agora, para isso é preciso manter o programa de reformas estruturais. Há dinheiro no mercado internacional, há liquidez, mas o mercado está observando muito a questão do encaminhamento político no Brasil – quem será o próximo presidente. Em outras ocasiões as eleições sempre dinamizaram a economia porque circulava dinheiro e agora isso não acontecerá. O que o governo federal e também estadual têm que fazer em 2018 é acelerar o programa de concessões e PPPs. Isso daria condições de melhorar o emprego e o investimento. 

 

 

FALANDO NISSO

 

“Desafios estruturais permanecem, mas a recuperação econômica encontra-se em curso”

Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, falando sobre 2017

 

FALANDO NISSO

“A prosperidade se encontra na consolidação da estabilidade política e econômica”

Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, sobre as expectativas para 2018.

 

PARA AVANÇAR                                                                                                                                            

A notícia ainda é pouco divulgada em SC, mas a imprensa do país já anuncia que o estado será o maior contemplado pelo Avançar Cidades, fundo de investimentos em infraestrutura urbana criado em julho pelo governo federal. Das 348 cidades selecionadas no país, 160 são catarinenses. Depois vem o Rio Grande do Sul, com 66 municípios e o Paraná, com 45. Elas fazem parte da primeira parte do programa, para cidades com menos de 250 mil habitantes. Para as que têm mais do que isso, as inscrições de projetos ainda estão abertas.  Ao todo, o fundo tem R$ 11,7 bilhões e, destes, R$ 3,7 bilhões são para mobilidade urbana. 

 

RETRAÇÃO                                                                                                                                                 

Por outro, a divulgação do PIB brasileiro pelo IBGE expôs o caótico cenário de crise enfrentado pelas cidades há dois anos. A publicação traz o resultado de 2015 e mostra que os municípios de SC tiveram queda real, ou seja, considerados os efeitos da inflação, de 7,22% no PIB, em relação a 2014. “O crescimento negativo do PIB é fruto da alta inflação do período e da forte retração econômica ocorrida naquele ano”, explica a economista da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), Apoena Santos. Dos 295 municípios catarinenses, 263 apresentaram queda.  

LOTÉRICOS 

FOTO CARMEM ZANOTTO E LOTÉRICOS

CRÉDITO: ZÉ RABELO

Lotéricos de todo o país estão comemorando a aprovação pela Câmara dos Deputados do reajuste dos valores pagos pela Caixa pelo recebimento de boletos, faturas de concessionárias de serviço público e outros convênios. Durante este ano a deputada federal Carmen Zanotto participou de reuniões (foto) com os lotéricos e engajou-se para que a proposta fosse aprovada. Os lotéricos receberão 0,8% sobre o valor de face de boletos e faturas, sendo o mínimo de R$ 1,06 por boleto e o máximo de R$ 3,14. 

 

 

 

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