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Bondeconomia - Por Fernando Bond

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OPERAÇÃO CARNE FRACA NÃO CONSEGUIU ABALAR AS EXPORTAÇÕES DE SC

Publicado em 11/09/2017 Comente!

FOTO SECRETÁRIO MOACIR SOPELSA  CRÉDITO: AGÊNCIA ALESC

FOTO SECRETÁRIO MOACIR SOPELSA CRÉDITO: AGÊNCIA ALESC

Seis meses depois da deflagração da Operação Carne Fraca o setor respira aliviado em SC porque a catástrofe não foi tudo aquilo que se previa. As exportações seguem em alta e o acumulado do ano já supera o mesmo período de 2016. De janeiro a agosto, o faturamento das exportações de carne suína e frango ultrapassa US$ 1,6 bilhão. Foram quase 100 mil toneladas de frango - aumento de 17% em relação a julho - e 29 mil toneladas de carne suína, 11% sobre o mês anterior. Esse excelente desempenho vem acompanhado da notícia de que a China quer ampliar a compra de carnes do Brasil, anúncio feito pelo próprio presidente Xi Jinping. A China já é um dos principais destinos das carnes produzidas em SC: em 2016 foram 110 mil toneladas de frango e quase 64 mil toneladas de suínos.O secretário da Agricultura Moacir Sopelsa informa que a China já é a segunda maior compradora da nossa produção e vem aumentando os pedidos de frango por causa dos casos da doença influenza aviária registrados no próprio país. “A carne produzida em SC tem um grande diferencial: a qualidade dos nossos rebanhos. Investimos muito em sanidade e defesa agropecuária para mantermos suínos, aves e bovinos livres das doenças”, diz o secretário. Além disso, SC é reconhecida internacionalmente como área livre de aftosa sem vacinação, que dá muita credibilidade ao produto catarinense. “É uma conquista do governo, da iniciativa privada e dos produtores rurais”, lembra Sopelsa. 

 

INDIANOS QUEREM MAIS MAÇÃS

Outra boa notícia do agronegócio vem da Índia, que autorizou a compra de maçã fresca do Brasil. SC, que já exportava para os indianos, deve ampliar mais ainda suas vendas. O estado está avançado na questão do controle de pragas e preparado para as novas regras impostas pela Índia, que autorizou o tratamento a frio no pré-embarque e em trânsito, por 40 dias, nos carregamentos de maçãs oriundas do Brasil e proibiu o uso de brometo de metila. Essa é uma substância potencialmente danosa ao meio ambienta e de uso restrito a determinadas situações.  A autorização para aplicar o produto era renovada anualmente, o que trazia insegurança aos exportadores. E já prevendo o aumento das vendas, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc) vai auxiliar o Ministério da Agricultura na fiscalização dos requisitos de tratamento feitos pelas empresas, principalmente nas regiões de Fraiburgo e São Joaquim. De janeiro a julho deste ano SC exportou 41 toneladas da fruta para os indianos – o dobro de 2016. “Estou convicto de que já em 2018 a Índia será o maior destino das nossas maçãs frescas”, diz o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores (ABPM), Moisés Lopes de Albuquerque. Com os números na mão, ele mostra que a produção brasileira da safra 2016/2017 foi de 1,3 milhão de toneladas. Os maiores produtores são Santa Catarina e Rio Grande do Sul, seguidos pelo Paraná. Os principais compradores são Bangladesh (35%), Irlanda, Portugal, Reino Unido, França, Rússia e Espanha. 

 

IMPACTO  

                                                                                                                                                                        Enquanto o consumidor brasileiro volta às compras embalado pela desaceleração da inflação – que pode chegar ao final do ano a menos de 3% -, na Secretaria da Fazenda há técnicos torcendo para que este índice seja um pouco maior, pelo menos 3,5%. É que acordo de renegociação da dívida com a União estabelece que o teto de gastos do governo para o ano que vem será o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação. Mais do que isso: o IPCA deste ano balizará também o limite para o crescimento das despesas primárias do governo estadual num ano de eleições.  

 

EM PALHOÇA     

                                                                                                                                                                          Empresa gaúcha do ramo de propriedade intelectual com quase 60 anos, a Mário de Almeida dobrou o faturamento e o quadro funcional, além de aumentar em 40% a carteira de clientes em cinco anos. Ela acaba de inaugurar um escritório em Palhoça, prevendo investir R$ 1,5 milhão a médio prazo em SC. A informação é da coluna Observador, do jornalista Affonso Ritter, do Jornal do Comércio de Porto Alegre.  

 

FOTO GRAVANA EASY CLUB

CRÉDITO: DIVULGAÇÃO

GRAVANA                                                                                                                                                          

 Assim como nas demais regiões de SC, o Vale do Itapocu e o Norte sentem a retomada do mercado imobiliário. Em Jaraguá do Sul, a Rôgga Empreendimentos entregou a sua segunda obra na cidade, o Gravana Easy Club (foto), no bairro Vieiras, com 192 apartamentos. A ideia dessa linha de produtos da Rôgga é oferecer conforto, praticidade, segurança e áreas de lazer, que foram um diferencial na hora da escolha do imóvel. “Nunca tinha visto um lançamento vender tão rápido”, diz Luis Ziemann, diretor da Casal Imobiliário. 

BR CHINA 

                                                                                                                                                                                Nosso correspondente na China, Lincoln Fracari, informa que inaugurou o novo escritório da China Link Trading no Brasil, no centro histórico de Santos. A empresa começou a operar em 2008, focada nas oportunidades de comércio entre Brasil e China. 

Retomada    

                                                                                                                                                                            Afetado pela crise desde 2013, o setor de barcos de lazer deve voltar a crescer este ano e os estaleiros vão comemorar fazendo negócios na São Paulo Boat Show, de 21 a 26 deste mês na capital paulista. A recessão fez com que o setor cortasse 15 mil vagas nos últimos quatro anos, o mesmo número de trabalhadores que tem hoje. Os estaleiros enfrentaram margens de lucros comprimidas, por conta da pressão dos clientes por descontos maiores. Mas a Schaefer Yachts, de SC, que está levando oito barcos para a feira, considera que esse fator agora é positivo: “Ganhamos eficiência nesse período, para preservar a rentabilidade”, diz o presidente da companhia, Marcio Schaefer. Em entrevista ao Valor Econômico, ele contou que a etapa de montagem de um barco grande, que levava até três meses, foi reduzida para 45 dias. “Nossas vendas no mês anterior à edição da São Paulo Boat Show são as melhores dos últimos quatro anos”, comemora o empresário.  

FALANDO NISSO             

                                                                                                                                                                                     “O que seria nossa terceira planta industrial virou centro de desenvolvimento. Temos três lançamentos que foram criados nos últimos dois anos”

Marcio Schaefer, presidente da Schaefer Yachts  

AVENTURA                                                                                                                                                         

Também em São Paulo aconteceu a Pescar Trade Show, com a participação da catarinense Estrela Militar, que atua nas linhas de aventura, lazer e moda. O diretor da empresa Jaime Freitas saiu satisfeito da feira, não só pela abertura de negócios, mas também “por ampliarmos o network com quem já estabelecemos representação e para atualização das tendências do setor”.   

 

 

 

 

 

 

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