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Colóquio sobre os dias - Por Gaby Haviaras

Colóquio sobre os dias Por Gaby Haviaras

Colóquio sobre os dias - Por Gaby Haviaras

FAMÍLIA, FAMILINHA, FAMILHONA

Publicado em 25/03/2015 Comente!


Há uma polêmica no ar, que não é de hoje, mas que retomou fôlego nos últimos dias, por conta de discussões sobre “beija ou não beija”. Não me debruço sobre o assunto de gênero, mas, sim, sobre o assunto: família. Sempre se ouviu: pai é quem cria, mãe é quem cria! Portanto, família é quem cria, certo?

Quem cria afeto, quem cria laço, quem cria relação, quem cria esperança, quem cria dias melhores, quem cria caminhos possíveis. Família também cria doença e saúde. É o berço da criação, do amor puro e genuíno. E todas as possibilidades criadoras e amáveis da família não se resumem a forma como é constituída. Seja pelo número de pessoas, por gêneros, por laços de sangue ou não. A família por ser unidade criadora é múltipla, ampla, cheia de possibilidades.

Faça um exercício sobre o ponto de vista do amor. Observe ao seu lado, exercite o olhar para “fora da caixa”. Há famílias de dois, de três, de doze. Das grandes e das pequenas, das caseiras e das rueiras, das barulhentas e das tímidas. A mãe solteira com a filha é família, o pai branco com o filho adotivo preto é família, as duas mães com bebê é família, um pai e duas mães com três crianças é família, o filho órfão de pai e mãe que foi amado por uma tia é família, quatros filhos, cada um de um casamento, é família, dois pais com duas crianças adotadas é família, a criança deixada na porta e criada dentro de casa é família.

Família não tem regra, não tem tamanho, não há fórmula. Está simplesmente na mão do amor e no desejo de ser cuidado e cuidar do outro. E família é sempre um desafio em todas as proporções. As que escolhemos e as que não escolhemos. Irmão de sangue que mata o outro irmão é família, filho que mata mãe consangüínea é família, filho adotivo que salva pai é família. Não há regra, há transformações através das civilizações. É ser humano com ser humano.

Quem mora longe da sua família de sangue, no distante do seu primeiro quarto, logo arranja um irmão, uma irmã, uma amiga mais velha que dá colo e faz o cafuné tipo “mãezona” ou um amigo mais novo para criar. Dividir casa e rotina por anos vira família. Somos assim por natureza, necessitamos uns dos outros para nos identificarmos e apoiarmos, todos! Sem discriminação de raça, gênero, ligação de sangue, papel passado ou não. Família é amor, com todo o seu pacote junto.

 

Gaby Haviaras

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